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Um ano depois, família de vítimas de Lázaro é ameaçada no DF

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Reprodução – 09.06.2022

Por mensagem, pessoa que se identifica como “novo Lázaro” faz ameaças de morte a parentes de vítimas

Um ano depois do assassinato de quatro pessoas da família Vidal por Lázaro Barbosa de Sousa , em Ceilândia, no entorno do Distrito Federal, parentes voltaram a ser ameaçados. A intimidação foi feita em abril, por WhatsApp: “Cuidado o novo Lázaro Barbosa pode volta (sic)”. “Vc vai morrer também. Como a família Vidal foi. Se prepara. Estou indo aí”.

Apontado como serial killer, Lázaro Barbosa de Sousa foi morto por policiais depois de ter sido perseguido por 20 dias, numa fuga que repercutiu em todo o país pelo crime bárbaro e pelo aparato montado na perseguição. Policiais comemoraram o desfecho do caso com uma carreata.

A nova ameaça aterrorizou a família. Até a morte a facadas do empresário Cláudio Vidal, de 48 anos, dos filhos dele, Gustavo Vidal, de 21 anos, e Carlos Eduardo Vidal, de 15, e da mulher dele, Cleonice Marques de Andrade, de 43 anos, cujo corpo foi encontrado dias depois, pelo menos 20 pessoas da família viviam na área onde ocorreu o crime.

Trata-se de uma fazenda de 350 mil metros quadrados, adquirida pelos avós de Claudio Vidal há cerca de 70 anos, avaliada em cerca de R$ 150 milhões. O crime fez com que praticamente todos deixassem o local e fossem morar de aluguel.

Embora a fazenda tenha se formado numa área rural, ela foi alcançada pela parte urbana da cidade. Parte da família segue tirando seu sustento da venda de plantas e mudas de árvores frutíferas e não quer se desfazer da propriedade. Alguns aceitam vendê-la. Antes da morte de Cláudio Vidal, quatro das 13 cotas familiares haviam sido negociadas, mas o negócio emperrou depois do crime bárbaro.

“Não sabemos o que motivou a morte de Cláudio e toda a sua família. O Lázaro foi morto e também o homem que deu guarida a ele, ajudando a escondê-lo durante a fuga, que acabou morrendo de infarto. A polícia diz que tem uma linha de investigação, mas não sabemos qual é”, afirma Alexandre Vidal, um dos sobrinhos de Cláudio Vidal.

O boletim de ocorrência sobre as novas ameaças, que começaram em 12 de abril passado, foi registrado no dia seguinte. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal e o Ministério Público de Ceilândia, também neste caso as investigações estão sob sigilo.

“A gente entende o sigilo. Esperamos que uma hora a investigação termine”, diz Alexandre.

Na última terça-feira, o advogado da família Vidal, Fábio Alves, acompanhou parentes de Cláudio Vidal numa reunião no Ministério Público e com o delegado responsável pela investigação.

Segundo Alexandre, não foi disponibilizado qualquer esquema de proteção, nem mesmo ao integrante do núcleo que foi diretamente ameaçado.

“Eles deram o telefone do plantão, para que a gente procure caso precise de alguma coisa”, disse.

Alexandre afirma que todos da família seguem abalados psicologicamente, o que piorou com a nova ameaça.

Depois do assassinato da família Vidal, em junho de 2021, ele passou 20 dias foragido em matas da região e foi perseguido por uma força-tarefa de cerca de 200 policiais. Além de assassino, Lázaro era também estuprador. Na fuga, teria sido ajudado por um fazendeiro e invadiu várias propriedades, fazendo reféns. A investigação não foi encerrada.

Ele era foragido do sistema penitenciário. Em 2007 havia sido preso na Bahia, onde nasceu, por duplo homicídio, mas fugiu da cadeia. Acabou preso novamente e, em 2014, passou a cumprir a pena em regime semiaberto. Mesmo assim, fugiu e foi preso duas vezes. A última fuga ocorreu em 2018, quando cumpria pena num presídio em Águas Lindas de Goiás.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

Fome afetou mais de 700 milhões de pessoas no mundo em 2021, diz ONU

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Fome afetou mais de 700 milhões de pessoas em 2021
Ansa

Fome afetou mais de 700 milhões de pessoas em 2021

Um relatório divulgado pela  Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) nesta quarta-feira (6 informou que entre 702 e 828 milhões de pessoas foram afetadas pela fome em 2021.

O número aumentou cerca de 150 milhões desde o início da pandemia de Covid-19 – mais de 103 milhões de indivíduos entre 2019 e 2020 e 46 milhões no ano passado.

Segundo o estudo, o mundo está se afastando do objetivo de derrotar a fome, a insegurança alimentar e a desnutrição em todas as suas formas até 2030, quando é estimado que cerca de 670 milhões de pessoas (8% da população mundial) ainda vão sofrer de fome.

Os números mostram um quadro desanimador. Depois de permanecer relativamente inalterada desde 2015, a proporção de pessoas afetadas pela fome saltou em 2020 e continuou a subir em 2021, chegando a 9,8% da população mundial. Isso se compara com 8% em 2019 e 9,3% em 2020.

Outro dado alarmante é o de que cerca de 2,3 bilhões de pessoas no mundo (29,3%) enfrentaram insegurança alimentar moderada ou severa em 2021 – 350 milhões a mais em comparação com antes da pandemia de Covid-19.

O documento aponta ainda que cerca de 924 milhões de pessoas (11,7% da população global) sofreram de insegurança alimentar em níveis severos, um aumento de 207 milhões em dois anos, enquanto que quase 3,1 bilhões de pessoas não podiam pagar uma dieta saudável em 2020, 112 milhões a mais do que em 2019.

O relatório também observa um aumento na disparidade de gênero em relação à insegurança alimentar. Em 2021, 31,9% das mulheres em todo o mundo estavam em risco moderado ou grave de fome, em comparação com 27,6% dos homens.

Estima-se que 45 milhões de crianças menores de cinco anos sofriam de baixo peso para a estatura, a forma mais mortal de desnutrição, o que aumenta o risco de morte em até 12 vezes na infância.


Além disso, 149 milhões de crianças menores de cinco anos sofreram atraso no crescimento e desenvolvimento devido à falta crônica de nutrientes essenciais em suas dietas, em comparação com 39 milhões de crianças com excesso de peso.

De acordo com o relatório, espera-se que cerca de 670 milhões de pessoas (8% da população mundial) ainda passem fome em 2030, refletindo os efeitos da inflação nos preços dos alimentos decorrentes dos impactos econômicos da emergência sanitária.

O número é semelhante ao de 2015, quando o objetivo de combater a fome, a insegurança alimentar e a desnutrição foi lançada até o final desta década, no âmbito da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

O estudo é uma produção conjunta da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Programa Mundial de Alimentos da ONU (WFP) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Brasil

Os dados também trazem números regionais e mostram que a prevalência de insegurança alimentar grave no Brasil aumentou de 3,9 milhões entre 2014 e 2016 para 15,4 milhões entre 2019 e 2021.

Já a prevalência de insegurança alimentar moderada ou grave em relação à população total aumentou de 37,5 milhões de pessoas (18,3%) entre 2014 e 2016, para 61,3 milhões de pessoas (28,9%) entre 2019 e 2021.

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Fonte: IG Mundo

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São Petersburgo: oligarca russo é encontrado morto na piscina de casa

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Yuri Voronov foi encontrado morto na piscina de casa
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Yuri Voronov foi encontrado morto na piscina de casa

Um empresário russo multimilionário foi encontrado morto em sua casa, nos arredores de São Petersburgo, na Rússia, nesta segunda-feira. Yuri Voronov, de 61 anos, era ligado à Gazprom, uma empresa estatal que atua na área de energia.

O corpo de Voronov foi localizado boiando na piscina, com um tiro na cabeça. Uma pistola foi encontrada no local assim como cápsulas de munição deflagradas, segundo a imprensa russa. A residência de alto padrão fica localizada no distrito de Vyborgsky, na região de Leningrado.

Voronov é o sexto oligarca russo ligado à Gazprom a morrer em circunstâncias suspeitas desde o início deste ano, segundo a revista Newsweek. Ele foi o fundador e diretor geral da empresa de transporte e logística Astra-Shipping, que tinha contratos milionários com a Gazprom.

O caso é investigado pela polícia russa. De acordo com informações preliminares  divulgadas pela imprensa local, a arma foi disparada à queima-roupa e Voronov morreu até 14 horas antes de seu corpo ser descoberto.

Em entrevista aos jornalistas russos, a mulher de Voronov afirmou que ele deixou São Petersburgo em 1º de julho após um desentendimento com parceiros de negócios por causa de dinheiro. Na ocasião, ele foi para a casa onde foi encontrado morto.

Outras mortes Pelo menos outros oito empresários multimilionários foram encontrados mortos desde janeiro, sendo seis deles com algum tipo de ligação com a Gazprom. Todos esses casos aconteceram em meio a especulações a respeito de os assassinatos estarem sendo encenados para parecer suicídios.

Em comum, quase todos os multimilionários mortos construíram suas fortunas nos setores de gás e petróleo da indústria russa, onde ocuparam posições no alto-escalão.


Suspeitas de que as mortes tenham sido forjadas ou tenham ligações com o Kremlin surgiram. Nenhum dos oligarcas era conhecido por ter críticas à invasão da Rússia na Ucrânia, nem estavam entre os nomes alvos de sanções internacionais.

Entre os oligarcas mortos estão: Serguei Protosenya, ex-vice-presidente da empresa de gás natural Novatek; Vladislav Avayev, ex-vice-presidente do banco Gazprombank; Leonid Schulman, ex-diretor da Gazprom; Alexander Tyulyakov, ligado à Gazprom; Andrei Krukovsky, ex-diretor-geral do resort de ski de Krasnaya Polyana, gerido pela Gazprom. 

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Fonte: IG Mundo

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