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Internacional

UE: membros debatem sanções à Rússia por cortes no fornecimento de gás

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Situação energética da UE foi debatida em reunião nesta segunda-feira (2)
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Situação energética da UE foi debatida em reunião nesta segunda-feira (2)


Os ministros de Energia da União Europeia (UE) debateram nesta segunda-feira (2) a situação energética do bloco, incluindo uma resposta ao corte do fornecimento de gás russo à Polônia e Bulgária, durante um cúpula extraordinária em Bruxelas.

A reunião foi presidida por Barbara Pompili, ministra de Transição Ecológica da França, país que detém a presidência rotativa da UE, e também debateu um novo pacote de sanções contra a Rússia devido à guerra na Ucrânia.

“Confirmo que todos os Estados-membros disseram que as sanções devem ser implementadas e os contratos, que são em euros, devem ser respeitados”, defendeu ela na coletiva de imprensa.

O conselho extraordinário foi convocado após as decisões tomadas pela empresa estatal russa Gazprom de suspender completamente o fornecimento de gás a dois países-membros, Polônia e Bulgária, por se recusarem a realizar o pagamento em rublos. A exigência foi feita pelo presidente russo, Vladimir Putin, para minimizar o impacto das sanções ocidentais na economia do país.

“Depois da decisão da Rússia de interromper o fornecimento de gás à Polônia e Bulgária, hoje a reunião dos ministros da Energia reafirmou a unidade e a forte solidariedade de todos os Estados-membros”, disse a comissária de Energia da UE, Kadri Simson.


Segundo Simson, todos os ministros do bloco condenaram “a decisão unilateral da Rússia de interromper o fornecimento de gás” e reforçou que “todos os fornecedores devem respeitar os contratos com os quais estão comprometidos”. “Continuaremos a trabalhar em conjunto com a comissão com os nossos operadores para uma abordagem comum de pagamentos, que esteja em linha com as regras estabelecidas pela União Europeia e que respeite os contratos acordados”, acrescentou a comissária da UE.

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A UE alega que todos os contratos firmados por empresas europeias são acordados, em regra, em euros ou dólares, por isso a Comissão Europeia considera que o mecanismo de conversão imposto por Moscou justifica a imposição de sanções.

Até o momento, os ministros da Polônia e da Bulgária esclareceram também que “não há riscos imediatos” para os seus consumidores e suas indústrias. “Pedimos um embargo imediato sobre o petróleo e gás russos”, disse a ministra polonesa Anna Moskwa, acrescentando que “chegou o momento do petróleo, logo será do gás”.

O Conselho de ministros ainda debateu as propostas sobre preços elevados e volatilidade no mercado elétrico e se manifestaram negativamente sobre a hipótese de um teto de preços no mercado de eletricidade.

De acordo com a ministra francesa Barbara Pompili, um acordo de encerramento gradual das compras de petróleo e derivados russos também foi discutido, mas nenhuma decisão é esperada para o final desta reunião.

Hoje, uma reportagem do site Politico informou que, pela primeira vez desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, um membro do alto escalão do governo da Itália cogitou em público a hipótese de permitir que o pagamento pelo gás natural importado da Rússia seja feito em rublos, como exige o regime de Vladimir Putin.

“Acredito que seria bom, pelo menos por alguns meses, permitir que as empresas sigam em frente e paguem em rublos, enquanto compreendemos o quadro jurídico e suas implicações”, teria dito o ministro italiano da Transição Ecológica, Roberto Cingolani, responsável pelas políticas energéticas do país. No entanto, logo depois da declaração vir a público, o Ministério da Transição Ecológica da Itália negou que Cingolani tenha cogitado a hipótese de pagar pelo gás natural russo em rublos.

Segundo comunicado, a matéria publicada pelo site “Politico” é “enganosa” e “não corresponde à posição de Cingolani, que nunca abriu para um pagamento em rublos”.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

Ucrânia ergue bandeira em ilha e Rússia consolida ganhos no Leste

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Forças ucranianas hastearam nesta quinta-feira (7) a bandeira nacional em uma ilha do Mar Negro recapturada, em símbolo de desafio contra Moscou, mas forças russas consolidaram ganhos no Leste da Ucrânia e sondaram as defesas de potenciais novos alvos.

Moscou respondeu rapidamente à cerimônia de hasteamento da bandeira. Disse que um de seus aviões de guerra atingiu a Ilha da Serpente pouco depois e destruiu parte do destacamento ucraniano lá.

A pequena ilha, localizada a cerca de 140 quilômetros (km)  ao sul da cidade portuária de Odessa, é estrategicamente importante, pois protege as rotas marítimas. A Rússia a abandonou no fim de junho, afirmando que foi um gesto de boa vontade – uma vitória para a Ucrânia que Kiev espera afrouxar o bloqueio de Moscou aos portos ucranianos.

Imagens divulgadas hoje pelo Ministério do Interior da Ucrânia mostram três soldados ucranianos levantando a bandeira nacional azul e amarela em um pedaço de terra na Ilha da Serpente, próximo aos restos de um prédio destruído.

“Glória aos soldados ucranianos”, afirmou o ministério no Twitter.

Andriy Yermak, chefe de gabinete do presidente ucraniano, sugeriu que o momento será repetido em toda a Ucrânia nos próximos meses.

“A bandeira da Ucrânia está na Ilha da Serpente. À nossa frente estão muitos outros vídeos de cidades ucranianas, atualmente sob ocupação temporária”, escreveu no Telegram.

O ataque de mísseis da Rússia aos novos moradores da ilha causou danos significativos ao seu cais, disse o porta-voz da administração regional de Odessa, Serhiy Bratchuk.

Ele acrescentou que mais dois mísseis russos atingiram e destruíram dois depósitos de grãos em sua região, contendo 35 toneladas de grãos.

Em Moscou, o Ministério da Defesa russo afirmou que várias tropas ucranianas desembarcaram na ilha antes do amanhecer e tiraram fotos com a bandeira.

“Uma aeronave das Forças Aeroespaciais Russas lançou imediatamente um ataque com mísseis de alta precisão na Ilha da Serpente, e como resultado disso parte do pessoal militar ucraniano foi destruído”, disse o porta-voz do ministério, Igor Konashenkov.

Enquanto isso, as forças russas no Leste da Ucrânia mantiveram a pressão sobre as tropas ucranianas que tentavam manter a linha ao longo da fronteira norte da região de Donetsk, em preparação para ofensiva mais ampla. 

Depois de tomar a cidade de Lysychansk no domingo (3) e consolidar o controle total da região ucraniana de Luhansk, Moscou deixou claro que planeja capturar partes da região vizinha de Donetsk que ainda não conquistou. Kiev ainda controla algumas grandes cidades.

*É proibida a repercussão deste conteúdo.

Fonte: EBC Internacional

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Internacional

Zelensky agradece Johnson por apoio ‘em momentos difíceis’

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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky cumprimenta Boris Johnson
Reprodução/Flickr – 09.04.2022

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky cumprimenta Boris Johnson

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, agradeceu formalmente nesta quinta-feira (7) ao premiê britânico, Boris Johnson, por seu apoio durante a guerra iniciada pela Rússia contra o país. O líder inglês  anunciou sua renúncia do cargo horas antes por conta de uma crise política interna.

“Obrigado a Johnson por seu apoio em nossos momentos mais difíceis”, informou o mandatário por meio de comunicado da Presidência.

Quem também se manifestou foi o principal conselheiro de Zelensky, Mykhailo Podolyak, que postou um vídeo e mensagens de agradecimento lembrando que Johnson foi um dos primeiros a culpar o presidente russo, Vladimir Putin, pela guerra e visitou Kiev “mesmo com os ataques aéreos”.

Zelensky se aproximou muito de Johnson desde o início dos ataques russos, em 24 de fevereiro, e por mais de uma vez chamou o líder britânico de “amigo” por seu apoio.

Por sua vez, o então premiê foi duas vezes a Kiev para se reunir pessoalmente com o mandatário e sempre esteve entre as vozes mais atuantes na defesa das sanções contra a Rússia e no envio de armas para as forças ucranianas.

Johnson anunciou sua renúncia do cargo de premiê nesta quinta-feira  em meio a uma debandada de mais de 50 ministros e altos funcionários do governo por conta de mais um escândalo político. O líder dos conservadores indicou um ministro e assessor acusado de má conduta sexual sabendo de seu comportamento.

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Fonte: IG Mundo

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