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Internacional

Ucrânia: míssil russo atinge prédio residencial e deixa 19 mortos

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Área atingida por ataque russo na cidade de Odessa
Reprodução: twitter – 09/05/2022

Área atingida por ataque russo na cidade de Odessa

Mísseis russos atingiram um prédio residencial de 14 andares e um centro recreativo a cerca de 80 km da cidade ucraniana de Odessa, às margens do Mar Negro, conforme Moscou intensifica seus ataques contra infraestruturas civis. Ao menos 19 pessoas morreram e dezenas outras ficaram feridas após as forças russas abandonarem uma uma ilha estratégica a cerca de 160 km ao Sul.

De acordo com as autoridades locais, 16 pessoas morreram no prédio e as outras três, no centro recreativo da cidade de Bilhorod-Dnistrovsky, incluindo duas crianças. Há ao menos 37 pessoas internadas. Os trabalhos de resgate no edifício terminaram horas após o ataque, que ocorreu por volta de 1h da manhã (19h de terça, no Brasil).

De acordo com funcionários do governo ucraniano, uma seção do prédio foi destruída entre seu primeiro e nono andar. Antes da guerra, o edifício abrigava cerca de 100 pessoas. O centro recreativo, por sua vez, ficou danificado. O governo russo negou mais uma vez que esteja mirando propositalmente em infraestruturas civis:

“Gostaria de lembrá-los mais uma vez das palavras do presidente da Rússia e comandante-chefe [Vladimir Putin]: as Forças Armadas não estão trabalhando contra alvos civis nesta operação militar especial”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, usando a expressão adotada pelos russos para se referir à invasão.

Os alvos russo, disse Peskov, incluem armazéns de armas, plantas militares e locais onde “mercenários estrangeiros” e “elementos nacionalistas” treinam e se abrigam.

O ataque, na prática, põe um ponto final nas esperanças de que a Rússia vá de fato acabar com o bloqueio dos portos ucranianos, que inclui o posicionamento de minas navais em pontos de passagem de embarcações. Com isso, os russos são desde o início do conflito acusados de barrarem a saída de navios com exportações de grãos ucranianos.

O Kremlin nega tais acusações e culpa os próprios ucranianos pela impossibilidade de manter os níveis de exportações de alimentos, que são enviados para dezenas de países ao redor do mundo. A escassez é considerada pela ONU um risco à segurança alimentar de milhões de pessoas e faz o preço dos grãos disparar pelo planeta.

Na quinta, o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, havia dito que a saída russa da Ilha das Cobras foi um “sinal de boa vontade” justamente para facilitar a exportação de grãos. Os ucranianos rejeitaram a justificativa:

“O terror é uma tática comum da Rússia”, disse Kyrylo Tymoshenko, um dos porta-vozes do Gabinete do presidente Volodymyr Zelensky, no Telegram. “Primeiro, encobrem seus atos criminais como ‘ações benevolentes’. Depois, lançam mísseis contra nossas cidades pacíficas”, completou.

A ilha é um território estratégico de 0,15 km² que estava sob controle de Moscou desde 24 de fevereiro, o primeiro dia da operação. Sua importância é geográfica: fica a 33 km da costa da região de Odessa, lar do maior porto da Ucrânia, e a 300 km da costa da Crimeia, península anexada pela Rússia em 2014.

Quando a guerra começou, um grupo de 13 patrulheiros de Kiev que faziam a segurança da ilha foi abordado por um navio russo, com quem supostamente travaram um diálogo que rodou o mundo. Os soldados de Moscou teriam avisado que os ucranianos deveriam se render, ou seriam bombardeados. A resposta teria sido “navio russo, vá se foder”.

O suposto autor da frase foi preso, mas solto em março como parte de uma troca de prisioneiros entre Moscou e Kiev. Posteriormente, recebeu uma medalha do governo de Zelensky.

A destruição perto de Odessa, por sua vez, vem após dias de ataques russos que atingiram infraestruturas civis por todo o território ucraniano, incluindo um shopping na cidade de Kremenchuk, no Centro do país. O prédio ficou destruído e mais de 20 pessoas morreram.

No último fim de semana, mais de 40 mísseis foram lançados contra o território ucraniano, incluindo um que atingiu um prédio residencial em Kiev. O ataque desta sexta, disse o governo alemão, foi “desumano”:

“O governo federal condena o ataque com mísseis do Exército russo”, disse o porta-voz do governo liderado pelo chanceler Olaf Scholz, Steffen Hebestreit. “A parte russa, que fala novamente de danos colaterais, é desumana e cínica (…). Isso nos mostra mais uma vez, de forma cruel, que o agressor russo aceita deliberadamente a morte de civis.”

Os ataques intensificaram os apelos perpétuos de Zelensky e sua alta cúpula por mais armas e sistemas de defesa ocidentais, já que os ucranianos esgotaram seu arsenal e agora dependem exclusivamente dos aliados. No dia 23, o país recebeu o poderoso Sistema Americano de Foguetes de Artilharia de Alta Mobilidade (Himars, na sigla em inglês).

A arma, capaz de disparar foguetes guiados por satélite capazes de atingir alvos a até 80 km de distância, era pleiteada há meses pelo governo do presidente Volodymyr Zelensky. Ainda assim, a falta de capacitação ucraniana para lidar com as tecnologias ocidentais e o temor de que sejam usadas para atacar diretamente o território russo faz com que o fluxo fique aquém do desejado por Kiev.

“Para proteger a população, precisamos de sistemas anti-mísseis”, disse Mykhailo Podolyak, um dos conselheiros de Kiev, onde a crença é que Moscou vá intensificar novamente sua operação diante dos avanços no Leste.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

Iraniano é processado por planejar assassinato de ex-assessor de Trump

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Iraniano ofereceu US$ 300 mil para quem assassinasse Bolton
Divulgação/Official White House/Shealah Craighead

Iraniano ofereceu US$ 300 mil para quem assassinasse Bolton

Os Estados Unidos abriram um processo formal contra o iraniano Shahram Poursafi, um dos chefes da Guarda Revolucionária, por planejar matar o ex-assessor de Segurança Nacional do então presidente Donald Trump , John Bolton, informou o Departamento da Justiça nesta quarta-feira (10).

A ação seria uma resposta ao assassinato, em janeiro de 2020, do general Qassem Soleimani, um dos homens mais poderosos do Irã e que guiava a Força Al Quds, unidade especial da Guarda.

Poursafi, também conhecido como Mehdi Rezayi, tem 45 anos, e ofereceu uma recompensa de US$ 300 mil para quem assassinasse Bolton em Washington ou Maryland. O paradeiro do iraniano, porém, é desconhecido.

Conforme o Departamento de Justiça, o crime deveria ter ocorrido em outubro de 2021.

O iraniano teria primeiro solicitado fotos da rotina de Bolton nas duas cidades e depois contatado uma pessoa não identificada nos EUA para achar um mercenário que cometesse o crime. Além disso, em uma das conversas obtidas nas investigações, Poursafi teria dito a esse intermediário que pagaria ainda US$ 1 milhão para um “trabalho adicional”.

O Departamento de Justiça, no entanto, não informou quem seria a segunda pessoa e que o nome está em uma investigação confidencial do FBI. Conforme fontes da Inteligência, essa pessoa seria o ex-secretário de Estado Mike Pompeo.

O possível assassino teria solicitado uma antecipação de parte do valor, mas só recebeu US$ 100, em criptomoedas, em abril deste ano. Por isso, Poursafi responderá por planejar um assassinato (pena de até 10 anos) e por fornecer material para um complô de assassinato internacional (15 anos de detenção).

“Essa não é a primeira vez que descobrimos um complô do Irã para vingar-se em solo norte-americano. Continuaremos a trabalhar incessantemente para expor e tentar parar essas tentativas”, disse o vice-procurador-geral Matthew Olsen.

Já o conselheiro para Segurança Nacional, Jake Sullivan, afirmou que o governo de Joe Biden “vai proteger todos os norte-americanos das ameaças de violência e de terrorismo”. “Se o Irã atacar qualquer um de nossos cidadãos, ele enfrentará graves consequências”, acrescentou.

Bolton é considerado um dos mais importantes expoentes entre os republicanos e era um dos principais opositores ao acordo nuclear assinado com o Irã em 2015 – do qual Trump tirou os EUA em 2018. Mas, além de atuar com o ex-presidente, Bolton teve passagens pelo Departamento de Justiça e de Estado, além de ter cargos de alto nível em todos os governos republicanos desde a década de 1980.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

China encerra exercícios militares contra Taiwan

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China fez exercícios militares na véspera de viagem de Pelosi a Taiwan
Reprodução – 01.08.2022

China fez exercícios militares na véspera de viagem de Pelosi a Taiwan

Após quase uma semana, a China encerrou nesta quarta-feira (10) os exercícios militares de retaliação pela visita da presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, a Taiwan.

“As tropas estarão atentas a mudanças da situação no Estreito de Taiwan, continuarão a fazer treinamentos e preparativos militares, organizarão regularmente patrulhas de prontidão ao combate e defenderão resolutamente a soberania nacional e a integridade territorial”, diz um comunicado das Forças Armadas chinesas.

Os exercícios começaram em 4 de agosto e estavam programados para terminar no dia 7, mas Pequim decidiu prorrogá-los até esta quarta. Essas foram as maiores atividades militares feitas pela China em torno de Taiwan, ilha que o gigante asiático considera uma província rebelde. O presidente Xi Jinping já prometeu diversas vezes que vai reintegrar Taiwan, inclusive mediante o uso da força.

O governo chinês divulgou nesta quarta um documento em que afirma estar disposto a “criar um amplo espaço para a reunificação pacífica”, mas ressalta que não permitirá “atividades separatistas para a independência” da ilha.

A presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, por sua vez, declarou que Pequim “ignora a realidade nos dois lados do estreito”.

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Fonte: IG Mundo

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