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Internacional

Ucrânia: funcionários são acusados de laços com suspeitos de corrupção

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Iryna Venediktova, procuradora-geral, foi suspensa do governo ucraniano
Divulgação/Iryna Venediktova

Iryna Venediktova, procuradora-geral, foi suspensa do governo ucraniano

Os novos chefes interinos da agência de Inteligência doméstica e da Procuradoria Geral da Ucrânia , dois dos cargos mais poderosos do país, são acusados de terem vínculos com suspeitos de corrupção influentes no governo, apontam veículos da imprensa ucraniana.

Ambos foram nomeados depois que, no domingo à noite, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou a saída do governo da procuradora-geral, Iryna Venediktova, e do chefe do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), Ivan Bakanov — este último, um amigo de infância seu, e um de seus mais fiéis aliados.

Em um discurso à noite, Zelensky explicou que os tirou do governo devido à suposta incapacidade da dupla de conter centenas de casos de traição a favor da Rússia.

“Isso levanta questões muito sérias para os líderes [dessas organizações]”, disse Zelensky.

Nesta segunda-feira, um representante do presidente, Andriy Smirnov, disse que ambos foram apenas suspensos, e não demitidos definitivamente. Segundo ele, “serão realizadas verificações oficiais e uma investigação”, ao término da qual Zelensky decidirá se requer ou não os desligamentos definitivos ao Parlamentos.

Enquanto isso não acontece, informações que repercutiram nesta segunda-feira indicam que pode haver uma disputa política por trás das substituições.

Além de serem ocupantes dos cargos de vice em suas respectivas autarquias até ontem, os dois substitutos interinos — Oleksiy Symonenko, na Procuradoria Geral, e Vasyl Malyuk na agência de Inteligência — têm vínculos com o chefe de gabinete de Zelensky, Andriy Yermak, e com o seu vice, Oleh Tatarov.

Os dois últimos são alvos de diversas denúncias, que vão desde a imprensa ucraniana até uma deputada federal americana. É o último, Tatarov, um velho conhecido dos ucranianos, quem acumula as suspeitas mais sérias.

Ele foi um alto oficial da polícia durante o mandato do ex-presidente Viktor Yanukovych, derrubado após os protestos do EuroMaidan em 2014. Naquela época, Tatarov sofreu acusações de perseguir manifestantes, e também os atacou publicamente, enquanto defendia a polícia que os espancou.

Atualmente Tatarov é responsável pela aplicação da lei e por esforços anticorrupção no Gabinete de Zelensky. Ele vem sendo acusado há mais de um ano de adiar a nomeação de um promotor anticorrupção independente, tornando disfuncional a Procuradoria Especializada Anticorrupção e a Secretaria Nacional Anticorrupção (Nabu).

Em 2020, Tatarov selecionou os membros de um painel de seleção para escolher o promotor. Considerado independente, o detetive da Nabu Oleksandr Klymenko venceu o processo seletivo e ia ser nomeado em 2021. Subitamente, no entanto, o painel se recusou a indicá-lo.

Segundo o jornal Kyiv Independent, Tatarov barrou a decisão porque Klymenko estava encarregado de investigar um caso de suborno contra ele. A investigação foi paralisada pela Procuradoria Geral e, em seguida, transferida para a SDU.

Segundo o jornal ucraniano Pravda, quem foi responsável pela transferência foi ninguém menos do que o novo procurador-geral interino, Oleksiy Symonenko.

Além disso, tanto Symonenko quanto o novo chefe da SDU foram filmados por repórteres do Pravda no aniversário de Tatarov em setembro do ano passado.

Críticas nos EUA A presença de Tatarov no governo da Ucrânia gerou críticas recentes no Congresso americano. No dia 8 de julho, a deputada federal republicana Victoria Spartz, que tem origem ucraniana e morou no país até os 22 anos, enviou uma carta para o presidente Joe Biden dizendo que Tatarov, “como o senhor bem sabe, vem adiando a nomeação de um promotor anticorrupção independente há mais de um ano, tornando disfuncional a Nabu”.

Já o chefe de Gabinete de Zelensky, Andriy Yermak, recebeu diversas acusações da deputada americana, incluindo “vazar informações para a Bielorrússia e para a Rússia”, de ”gerenciar mal as negociações de paz fracassadas com a Rússia antes da guerra”, e de desinformar Zelensky sobre a ameaça de invasão .

Estas acusações de Spartz contra Yermak, segundo o Kyiv Independent, carecem de evidências. As denúncias provocaram um escândalo na Ucrânia e nos EUA, com algumas autoridades ucranianas atacando a congressista. A deputada democrata Marcy Kaptur, copresidente da comissão sobre a Ucrânia, divulgou uma declaração em apoio a Zelensky e seus funcionários.


Yermak, no entanto, também é ele mesmo acusado de corrupção. Em 2020, Geo Leros, então deputado do partido de Zelensky (Servo do Povo), publicou vídeos que mostravam o irmão de Yermak, Denis, discutindo a venda de cargos no governo.

Dois supostos parceiros de Denis no esquema, Serhii Shumsky e Dmytro Shtanko, disseram ao projeto de jornalismo investigativo Bihus.info que os dois irmãos de fato receberam propina em troca de nomeações públicas. Em vídeos vazados para o mesmo site, Yermak também discutiu atrapalhar os negócios da empresa de logística dinamarquesa MAERSK e da empresa de logística ucraniana TIS.

Os irmãos negam as acusações de venda de cargos. Segundo o Pravda, o novo chefe da SDU, Vasyl Malyuk, é próximo a Yermak. O jornal, no entanto, não especifica qual é o vínculo.

Outros motivos para as demissões Com acesso aos bastidores do partido Servo do Povo, a imprensa ucraniana não questiona o discurso oficial sobre a saída de Bakanov da SDU, de que ele falhou em inibir supostos traidores. O Pravda, no entanto, noticiou em junho que o agora ex-chefe de inteligência e Yermak tinham um longo conflito sobre quem influenciava mais o presidente, agora finalmente vencido pelo chefe de Gabinete.

Além disso, a mídia ucraniana traz ainda novas informações — contraditórias entre si, no entanto. — sobre a saída da procuradora-geral.

Segundo o site Babel, a razão não oficial para a retirada de Venediktova são as relações tensas com o gabinete do Presidente, que entende que ela foi lenta e pouco eficaz na coleta de evidências, incluindo contra presos de alto calibre, como o ex-presidente Petro Poroshenko e o magnata Viktor Medvedchuk, próximo a Vladimir Putin.

Já o Pravda aponta um motivo quase oposto: a insatisfação de Zelensky foi causada pela atividade midiática da procuradora-geral e por sua decisão de avançar em processos contra prisioneiros militares russos em tribunais de forma acelerada. Isso, segundo pessoas envolvidas nas negociações com os russos, poderia ameaçar o julgamento de prisioneiros ucranianos na Rússia e suspender as trocas de prisioneiros.

Seja qual for o motivo de fato, as substituições motivaram críticas de observadores políticos ucranianos.

Em texto assinado pela editoria, o site Ukraine World afirma que “essas demissões e nomeações podem significar o fortalecimento das posições de Yermak e Tatarov no círculo de Zelensky”.

Já para a premiada jornalista Nika Melkozerova, editora-executiva do veículo New Voice Ukraine, “o fato de que as pessoas do sistema antigo ainda comandam o SBU e a Procuradoria Geral significa que a razão pela qual Zelensky alega ter demitido Bakanov e Venediktova é besteira. Este é um jogo de poder no meio da guerra”.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

FBI executa mandado de busca na residência de Trump, na Flórida

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Donald Trump, ex-presidente dos EUA
Reprodução Documentário ‘Unprecedented’

Donald Trump, ex-presidente dos EUA

O FBI desempenhou um mandado de busca nesta segunda-feira (08) no resort Mar-a-Lago de Donald Trump em Palm Beach, na Flórida. A informação foi confirmada pelo ex-presidente à CNN Internacional. 

“Minha linda casa, Mar-A-Lago, em Palm Beach, Flórida, está atualmente sitiada, invadida e ocupada por um grande grupo de agentes do FBI”, disse o ex-mandatário em comunicado.

Trump não disse a razão dos agentes do FBI estarem em Mar-a-Lago, mas o ex-presidente relatou que a operação não foi anunciada e “eles até arrombaram meu cofre”.

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Internacional

Livro revela que Trump jogava documentos na privada da Casa Branca

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Donald Trump
Reprodução/Twitter

Donald Trump

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump tinha o costume de jogar documentos na privada, e a Casa Branca acionou encanadores para desentupi-la em pelo menos duas ocasiões. É o que revelam fotografias recém-divulgadas de “Confidence man”, o próximo livro de Maggie Haberman, repórter do New York Times e colaboradora da CNN.

Nas imagens publicadas nesta segunda-feira, não está claro o conteúdo dos documentos nem quem os escreveu, mas Haberman e a imprensa americana afirmam que a caligrafia é idêntica à de Trump, que teria usado uma caneta Sharpie, sua preferida. Os rascunhos incluem o nome da deputada republicana Elise Stefanik, uma defensora de Trump.

Segundo Haberman, uma foto é de um banheiro da Casa Branca e a outra é de uma viagem ao exterior, ambas fornecidas por uma fonte da jornalista no governo do ex-presidente. Essa mesma fonte teria dito a Haberman que era muito comum Trump jogar documentos nas privadas e que os encanadores costumavam ser chamados para desentupi-las.

“Que Trump estava descartando documentos dessa maneira não era amplamente conhecido na Ala Oeste [onde fica o escritório da Presidência], mas alguns assessores estavam cientes do hábito, no qual ele se envolveu repetidamente”, disse Haberman ao site Axios, que publicou as imagens em primeira-mão. “Foi uma extensão do hábito de Trump de rasgar documentos que deveriam ser preservados sob a Lei de Registros Presidenciais.”

Em fevereiro, a CNN relatou que Trump costumava rasgar documentos, rascunhos e memorandos depois de lê-los, o que contraria as leis presidenciais de manutenção de registros. Segundo a emissora, quando viajava, o ex-presidente levava até rascunhos de tuítes não lidos a bordo do avião presidencial para revisá-los antes de descartá-los.

Em uma ocasião, Trump também perguntou se alguém da sua equipe gostaria de colocar à venda no eBay uma cópia de um discurso que ele acabara de fazer, de acordo com a CNN.

Trump negou todas as alegações e, em uma declaração dada ao Axios nesta segunda, seu porta-voz disse que a reportagem foi inventada.

“Você precisa estar muito desesperada para vender livros se fotos de papel em um vaso sanitário fizerem parte de sua campanha de marketing”, afirmou Taylor Budowich. “Nós sabemos [que] há pessoas suficientes dispostas a inventar histórias como essa para impressionar a mídia, que está disposta a publicar qualquer coisa, desde que seja anti-Trump.”

Investigações

Em maio, promotores federais dos EUA deram início a uma investigação sobre denúncias de que Donald Trump teria usado de forma indevida documentos confidenciais do governo americano, que foram levados para a residência do ex-presidente no estado da Flórida, já depois de ter deixado a Presidência.

Pelas regras, os itens deveriam ter sido enviados para a administração dos Arquivos Nacionais dos EUA, e, quando os pesquisadores os analisaram, encontraram diversos documentos marcados como confidenciais, contendo informações relacionadas à segurança nacional.

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Fonte: IG Mundo

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