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Twitter superestimou número de usuários diários por três anos

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Twitter contou usuários de forma equivocada
Unsplash/Sara Kurfeß

Twitter contou usuários de forma equivocada

O Twitter admitiu nesta quinta-feira (28) que superestimou, durante três anos, o número de usuários diários ativos. Em sua divulgação de resultados referentes ao primeiro trimestre deste ano, a empresa adicionou a informação de que o erro perdurou do início de 2019 ao fim de 2021.

A falha foi na contagem do uso ativo diário monetizável (mDAU, na sigla em inglês). Isso aconteceu porque o Twitter acabou contabilizando várias contas ativas, mesmo que todas elas estivessem vinculadas a um mesmo usuário.

“Em março de 2019, lançamos um recurso que permitia que as pessoas vinculassem várias contas separadas para alternar convenientemente entre contas. Foi cometido um erro naquele momento, de modo que as ações tomadas por meio da conta primária resultou em todas as contas vinculadas sendo contadas como mDAU. Isso resultou em um exagero de mDAU do primeiro trimestre de 2019 até o quarto trimestre de 2021”, escreveu o Twitter.

A diferença registrada foi de, em média, 1,7 milhão de mDAU por trimestre, atingindo o máximo de 1,9 milhão no quarto trimestre de 2021.

No primeiro trimestre deste ano, com o problema solucionado, o Twitter registrou 229 milhões de usuários diários ativos, 14 milhões a mais do que o registrado no trimestre anterior.

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Onda de ataques cibernéticos DDoS deixa cidades do ES sem internet

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Onda de ataques cibernéticos DDoS deixa cidades do Espírito Santo sem internet
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Onda de ataques cibernéticos DDoS deixa cidades do Espírito Santo sem internet

Assim como no Rio de Janeiro e Paraná, dezenas de provedores de internet capixabas estão há mais de 30 dias apresentando instabilidades no acesso à internet devido a um ataque cibernético chamado DDoS , sigla que em tradução livre para o português, seria Ataque de Negação de Serviço. Diferentemente dos típicos ciberataques em que o objetivo é extrair ou apagar dados, este tem uma única função: deixar empresas, organizações e residências sem internet, parcialmente ou totalmente fora do ar.

A quem interessa deixar usuários de internet sem navegação? Que ganho se obtém com isso? Tive a oportunidade de palestrar sobre esse tema em 2018 no Grupo de Trabalho de Engenharia de Redes (GTER) do NIC.br, sob o título “Ataques DDoS como ação anticompetitiva”. A palestra completa pode ser assistida  neste link mas como o título já antecipa, a motivação é a concorrência desleal pelo mercado. Ao gerar esse apagão de internet, o atacante provoca uma onda de cancelamentos do provedor concorrente para atrair para si novos clientes. É claramente um ato de sabotagem .

Empresas sabotam as outras por meio do DDoS
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Empresas sabotam as outras por meio do DDoS

Como a internet é um serviço essencial, em meio a essa disputa comercial desleal, escolas, hospitais, órgãos públicos, empresas, estudantes à distância ficam sem acesso à internet, isolados do mundo digital. O lucro é concentrado no atacante mas os prejuízos são distribuídos por toda a sociedade.

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Um fato inédito na cibersegurança brasileira ocorreu na sessão ordinária da Assembleia Legislativa do Espírito Santo em 6 de julho de 2022. Usualmente ignorado pelas autoridades, a onda recente do ataque cibernético DDoS foi apresentado como denúncia à Comissão Parlamentar de Inquérito de crimes cibernéticos da assembleia pelo deputado Bruno Lamas (PSB), já que o estado é um dos que vem enfrentando uma elevada incidência deste tipo de crime. O trecho da sessão em que o deputado faz a denúncia pode ser assistido aqui 3. Logo no início, o deputado apresenta trecho de reportagem da afiliada local da Globo falando dos ataques DDoS, demonstrando que antes das autoridades a imprensa já começou dar cobertura ao caso.

Como profissional do ramo de cibersegurança, raramente vejo esse tipo de movimentação. Ora os empresários são incrédulos quanto a competência das autoridades em investigar crimes cibernéticos, ora as autoridades quando acionadas parecem insensíveis quanto ao tema. Em grande parte esse impasse tem origem no fato que dentre os ataques cibernéticos, o DDoS é aquele que deixa menos evidências forenses : não há impressão digital, foto, vídeo, gota de sangue que aponte para a autoria. Os registros (logs) dos sistemas atacados não apontarão diretamente para o autor dos ataques e sim para endereços IP de outras vítimas, donos de computadores vulneráveis que foram explorados para gerar o ataque.

O que não paira dúvidas é que esse tipo de ataque é sim um crime. Além das ofensas ao regimento da economia, desde 2012 a Lei nº 12.737 (conhecida como Lei Carolina Dieckman) tipifica que a “Interrupção ou perturbação de serviço telegráfico, telefônico, informático, telemático ou de informação de utilidade pública” é prevista a pena de detenção de um a três anos e multa. A lei deixa claro como cristal: ataque DDoS é crime .

Então, como chegar até a autoria destes crimes? É justamente acionando as autoridades com poder de polícia (como uma CPI) é que pode-se montar o quebra-cabeça até a autoria. Fazendo diligências, interrogatórios, quebra de sigilos , investigando as circunstâncias dos ataques, seus alvos e movimentações financeiras do mercado de provedores é que as autoridades poderão reunir provas e definir a autoria.

No Espírito Santo, o deputado Bruno Lamas na sessão ordinária disse ter reunido diversos boletins de ocorrência sobre os ataques DDoS do estado e declarou que enviará requerimento à CPI de crimes cibernéticos já instalada na assembleia. O que demonstra a importância das vítimas desse ataque não deixarem de registrar o boletim de ocorrência, fato muito ignorado ou postergado pelos provedores de internet.

Como se trata de um problema nacional, afetando outros estados, é crucial que provedores de outras unidades da federação engajem seus parlamentares para que comissões semelhantes se formem em todo país antes que as evidências que apontem a autoria desses crimes sejam destruídas . Sem mobilização, esse crime continuará impune e a internet para diversos de brasileiros continuará instável.

Fonte: IG TECNOLOGIA

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5G: estreia tem instabilidade e capitais do Norte podem adiar adesão

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5G começou com velocidade oscilante em Brasília e pode atrasar em Manaus e Belém
Lucas Braga

5G começou com velocidade oscilante em Brasília e pode atrasar em Manaus e Belém

O dia de estreia do 5G no Brasil , nesta quarta-feira (6), foi marcado por dúvidas, velocidade oscilante e corrida às lojas em Brasília para comprar planos e aparelhos. A capital do país foi a primeira a ligar o serviço, após autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). As demais capitais devem ter o serviço até setembro, mas Manaus e Belém correm risco de sofrer atraso no início da tecnologia.

Na quarta (6), em Brasília, os clientes das operadoras não conseguiram saber se o símbolo “5G” que aparece nas telas é a nova tecnologia de fato, ou apenas uma versão atualizada do 4G. Até ontem, as operadoras vinham disponibilizando velocidades similares às do 5G, mas por meio da rede 4G.

A partir de agora, são obrigadas a prestar o serviço em uma rede separada. É o chamado 5G “puro”, que permite mais velocidade e tempo de resposta menor.

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Nas ruas, o consumidor não consegue saber qual rede está conectada a seu aparelho, se pura ou não. O GLOBO fez o teste com dois aparelhos compatíveis com a tecnologia comprados há menos de um mês.

Na área central de Brasília, esses testes feitos com o aplicativo oficial da Anatel mostraram diferentes velocidades ao longo do dia, e com conexão alternando entre 4G, 5G e até 3G. 

Quando funciona no 5G, a rede é substancialmente mais veloz, em itens como exibição de vídeos e músicas.

Em Brasília, a TIM instalou 164 antenas; a Claro, 82; e a Vivo, 78, de acordo com a Anatel. Com 324 antenas, juntas, elas passaram a cobrir 80% da cidade. A concentração de antenas é maior no Plano Piloto e na região do Lago Sul, área nobre da capital.

Em um shopping em Brasília, a procura por informações do 5G foi alta mesmo pela manhã, horário tradicionalmente de menor movimento. Juliana Alves, de 22 anos, estava fazendo a compra de seu primeiro aparelho 5G. 

Ela ficou sabendo da novidade pela TV pela manhã, já precisava de um novo celular e aproveitou uma oferta para adquirir o novo produto. Ela, que costuma assistir muitos vídeos no celular, espera ter mais rapidez na conexão.

“Pelo preço que a gente paga, espero que tudo seja melhor”, disse.

O engenheiro Fernando Silva não sabe qual conexão tem em seu celular nem se será preciso trocar de plano, mesmo com seu aparelho sendo compatível com o 5G.

“Além da dúvida, eu vi que oscila muito ao longo da cidade”, afirmou. 

Já a 20 quilômetros dali, em Taguatinga, região administrativa do DF, o 5G também era assunto. Na manhã de quarta, Raimunda de Lima Lopes cuidava da loja de acessórios para celular que fica no Taguacenter, centro comercial da região. Ela conta que vai esperar para analisar o 5G, já que o plano de dados que tem hoje já atende suas necessidades de uso de redes sociais e WhatsApp:

“Tem que ver as condições, se é de fato melhor.”

Ainda no Taguacenter, Maria Leite estava em sua barraquinha de açaí conversando pelo WhatsApp. Para pagamentos, ela aceita cartão, dinheiro e aderiu ao Pix há dois meses, mas ainda não tinha ouvido falar do 5G.

“O 4G resolve meus problemas, não penso em buscar o 5G não”, contou.

Atraso nas capitais 

Enquanto quase todas as capitais do país devem ter o 5G puro liberado no fim de agosto, Manaus e Belém devem atrasar e ficar para depois de setembro, destacou Moisés Queiroz Moreira, conselheiro da Anatel e presidente da Gaispi, grupo responsável por acompanhar a instalação da nova rede.

Fontes do mercado afirmam que nessas duas cidades a tecnologia pode ficar disponível até o fim do ano.

“Manaus é um pouco mais problemática. A cidade tem uma estação de recepção de satélite bem no Centro. Vamos ter que alterar esse local. Isso está sendo pensado. Então, vamos chegar no fim de agosto com tudo praticamente concluído e talvez duas tendo de ser prorrogadas, como Manaus e Belém”, disse Moreira. 

O tema deve ser debatido na próxima quarta-feira em reunião do Gaispi. Alejandro Adamowicz, diretor da GSMA, lembra que a ampliação do 5G vai exigir a ampliação dos investimentos em infraestrutura das teles, como a instalação de antenas e a construção de fibra óptica, que deve ficar acompanhada de maior flexibilização das regulamentações municipais.

Segundo a consultoria Omdia, o Brasil tem hoje ao todo 104 mil antenas instaladas para todas as tecnologias. Na China, esse número é de 1 milhão só para o 5G. Estimativa da GSMA aponta que é preciso instalar até dez vezes mais antenas 5G em relação ao 4G no Brasil.

“A rede 5G pura é mais cara porque é totalmente nova. E precisa de mais antenas”, disse Adamowicz.

Fonte: IG TECNOLOGIA

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