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Educação

Turma da Mônica ilustra guia para retorno às aulas presenciais

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A Turma da Mônica é a estrela de guia lançado hoje (22) com orientações para a prevenção do novo coronavírus em ambiente escolar. A cartilha Cuidados na Escola  tem a intenção de orientar as famílias do Brasil sobre o retorno às aulas presenciais, que tem ocorrido gradualmente em diferentes estados e municípios. 

A cartilha foi elaborada pela equipe técnica do Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância (Unicef), das áreas de saúde, educação e WASH, que é a sigla em inglês para Água, Saneamento e Higiene. O guia inclui ainda informações e orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Saúde e secretarias de saúde estaduais e municipais.

Na visão do Unicef, é preciso reforçar alguns cuidados nesse retorno que se dá depois de meses sem que os alunos pudessem frequentar as escolas presencialmente. O guia, que é ilustrado pelos personagens do Bairro do Limoeiro, traz procedimentos de forma didática para que os pais, mães e responsáveis orientem as crianças e adolescentes no retorno às escolas. “Para que todos fiquem protegidos, incluindo estudantes, profissionais que atuam nas escolas e as famílias de cada um”, apontou o Unicef.

A cartilha também dá dicas de como abordar o assunto com os filhos e sugere atividades para serem realizadas pelas escolas. “O material também traz orientações e os cuidados necessários no ambiente escolar, tanto na sala de aula, quanto no transporte e na hora do recreio, como o uso de máscaras e a higienização frequente das mãos”, detalhou o Fundo da ONU.

Para reforçar a inclusão, o guia inclui ainda ações de prevenção para crianças e adolescentes com deficiências cognitivas ou respiratórias graves que provocam dificuldade de utilização das máscaras. Além disso, propõe alternativas a crianças e adolescentes com perda ou problemas auditivos, que precisam ter a leitura labial e visualizar as expressões do locutor. A sugestão, nesse caso, é o uso de máscaras transparentes. “Dessa forma, é possível construir um ambiente seguro e que garanta oportunidades de aprendizagem a todos”, avaliou o Fundo das Nações Unidas.

Para a diretora-executiva da Maurício de Sousa Produções, Mônica Sousa, é de extrema importância que a mensagem seja transmitida de forma mais clara possível, para que chegue às famílias de maneira eficaz. “Nesse momento em que os pequenos estão ansiosos para reencontrar e interagir com os colegas, é fundamental reforçar todos os procedimentos para que eles possam aproveitar o retorno à escola com a maior segurança possível. Entendemos que a forma didática é a mais eficaz de se passar a orientação às famílias, principalmente, por meio de personagens e histórias que todos já conhecem, facilitando a divulgação e entendimento da mensagem”, observou.

A representante do Unicef no Brasil, Florence Bauer, destacou que as escolas são parte essencial na vida de cada criança e além da educação e a preparação para o mundo do trabalho, o ambiente escolar representa uma diversidade de outras oportunidades de desenvolvimento para as crianças e adolescentes, incluindo competências sociais, proteção contra diferentes formas de violência e, para muitos, também alimentar-se bem.

“Em novembro de 2020, mais 5 milhões de crianças e adolescentes não tiveram acesso à educação no Brasil. Muitas famílias têm dúvidas sobre como realizar a volta para a escola de uma maneira segura. Este novo guia responde a muitas destas questões e vai ajudar crianças, adolescentes e famílias a retornar à escola, e se manter nela, de forma segura”, completou.

O UNICEF e a Maurício de Sousa Produções trabalham juntos desde o início da pandemia, para passar informações à população, desenvolvendo diversos materiais com orientações contra o novo coronavírus por meio dos canais digitais. A iniciativa faz parte do projeto Juntos contra o coronavírus, que é uma campanha realizada pela Maurício de Sousa Produções. Em 2007, a personagem Mônica se tornou embaixadora do Unicef, participando de campanhas relacionadas aos direitos da criança e do adolescente. Seu criador, Mauricio de Sousa, recebeu o título de escritor para crianças concedido pelo Unicef.

Edição: Aline Leal

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Educação

Enem 2021 tem 3,1 milhões de inscrições confirmadas

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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informou que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2021 teve 3.109.762 pessoas com a inscrição confirmada, após o pagamento da taxa de R$ 85..

Para a versão em papel, o Inep registrou 3.040.871 inscritos. Para a modalidade digital, foram confirmados 68.891 participantes. As duas versões serão aplicadas nas mesmas datas: 21 e 28 de novembro.

O Enem Digital será exclusivo para quem já concluiu o ensino médio ou está concluindo essa etapa em 2021. Assim, os inscritos que desejam fazer o exame para fins de autoavaliação — os chamados “treineiros” — participarão do Enem impresso. Cabe destacar que, nesta edição, ambas as versões terão itens de prova iguais e mesmo tema de redação.

Para verificar a situação da inscrição, o candidato deve entrar na Página do Participante com o login único dos portais gov.br. Na mesma página, os inscritos podem acompanhar o andamento das solicitações feitas, bem como entrar com possíveis recursos. Caso o participante não lembre a senha, é possível recuperá-la acessando o sistema do governo federal, informando o número do CPF e seguindo as instruções que forem apresentadas.

Educação superior

O Enem avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica e é uma das principais portas de entrada para a educação superior no Brasil. Com a nota do Enem, o estudante pode pleitear uma vaga em uma universidade pública, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), ou participar de iniciativas como o Programa Universidade para Todos (ProUni).

Instituições de ensino públicas e privadas utilizam o Enem para selecionar estudantes. Os resultados são usados como critério único ou complementar dos processos seletivos, além de servirem de parâmetros para acesso a auxílios governamentais, como o proporcionado pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Edição: Lílian Beraldo

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Educação

USP invalida matrícula de seis estudantes por fraude em cotas raciais

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O Conselho de Graduação da Universidade de São Paulo (USP) decidiu invalidar as matrículas de seis estudantes de graduação por fraude em cotas raciais no processo seletivo de ingresso na universidade, na última quinta-feira (22).

Segundo informou a USP, o conselho é a última instância de análise dos processos e os alunos envolvidos ainda poderão apresentar pedido de reconsideração. Se mesmo depois dos pedidos a decisão for mantida, os estudantes serão expulsos da universidade.

Além disso, a Pró-Reitoria de Graduação da universidade está investigando 193 denúncias de supostas fraudes na autodeclaração de pertencimento ao grupo PPI (pretos, pardos e indígenas) envolvendo estudantes que entraram na USP por meio da reserva de vagas, conforme informações da instituição.

As denúncias são referentes ao período de 2017 a 2021, sendo 161 relacionadas ao ingresso via Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e 32 à Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest). No período, foram recebidas 381 denúncias, mas 160 foram descartadas e 27 não tiveram andamento, porque os próprios alunos cancelaram a matrícula. Além disso, no ano passado, houve a invalidação de matrícula de um aluno do Instituto de Relações Internacionais (IRI) por fraudes racial e socioeconômica.

Denúncias

As denúncias sobre cotas são recebidas pela Pró-Reitoria de Graduação, que confere as informações da matrícula e a existência de indícios mínimos de materialidade. “São levados em conta os traços fenotípicos do aluno grupo PPI, como cor de pele, formato do nariz, cabelo e estrutura corporal”, informou a USP.

Depois de avaliados pela Pró-Reitoria, os casos são encaminhados às Comissões de Averiguação e de Invalidação de Matrículas. Cada comissão é formada por três docentes, sendo um deles necessariamente preto ou pardo.

Balanço

Neste ano, a USP teve índice recorde de 51,7% de alunos matriculados nos cursos de graduação vindos de escolas públicas. Dentre eles, 44,1% eram autodeclarados pretos, pardos e indígenas (PPI). Das 10.992 vagas preenchidas, ou seja 98,8% do total de vagas oferecidas em 2021, 5.678 são alunos de escolas públicas e, destes, 2.504 são PPI.

De acordo com a USP, ela adota a reserva de vagas para alunos de escolas públicas e autodeclarados PPI nos cursos de graduação desde o vestibular de 2016, quando o Sisu foi implementado como nova forma de ingresso na universidade, além da Fuvest.

Em 2018, o Conselho Universitário aprovou a reserva de vagas para estudantes vindos de escolas públicas, sendo que, nesta reserva, também incide o percentual de 37,5% de cotas para estudantes autodeclarados PPI. O índice equivale à proporção desses grupos no estado de São Paulo, segundo verificação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Edição: Kleber Sampaio

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