conecte-se conosco


Opinião

TÚLIO FONTES – A nossa parte contra a Covid-19

Publicado

A vacinação contra a Covid-19 foi fundamental para estancar o pico de infecção e de mortes pela doença, continua sendo essencial e será sempre a melhor medida de prevenção. Quem se vacina, aumenta as defesas contra o vírus. Mesmo que seja infectado, desenvolve quadros bem menos sérios, com sintomas mais leves.

O alerta é necessário porque os casos positivos de Covid-19 continuam em alta em nosso estado, fomentados por pessoas que ainda não terminaram todo o esquema vacinal – que inclui tomar as três doses do imunizante.

Nos últimos 30 dias, os casos confirmados de Covid-19 aumentaram 534% em Mato Grosso e os falecimentos decorrentes da doença subiram 231% no mesmo período. Os números são da Secretaria de Estado de Saúde (SES), que alertou ainda que 91% dos 101 pacientes internados em UTI’s são pessoas que não se vacinaram três vezes.

Fazer o ciclo completo da vacinação é uma ação de cuidado com a saúde não apenas do indivíduo, mas de todos ao seu entorno. Se você está vacinado, as chances de transmitir o vírus caem, assim como a probabilidade de você precisar de cuidados intensivos.

E não é falta de vacina. Recentemente, a SES informou que o estado de Mato Grosso tem 646 mil doses disponíveis, de diferentes fabricantes (Coronavac, Pfizer, Astrazeneca e Jansen).

Apenas com o avanço da vacinação foi possível voltarmos a uma normalidade relativa, em que podemos passear, visitar pessoas, participar de eventos e suspender a obrigatoriedade de usarmos as máscaras. Porém, com o incremento no volume de infectados, o sinal de alerta volta a ser acionado. Afinal, são 759.242 casos já confirmados em Mato Grosso, desde o início da pandemia.

Escrevo sobre isso porque ontem, após testar positivo para Covid-19, passou um filme em minha cabeça. O quanto amadurecemos como sociedade após a pandemia! Vimos os centros de pesquisa, a ciência, fazer a sua parte e, em tempo recorde, nos oferecer vacinas eficientes.

Se hoje, isolado em casa, em repouso e com sintomas leves, consigo tocar minhas atividades serenamente, é porque cumpri à risca as orientações. Me vacinei, meu sistema imunológico está forte. Embora ninguém esteja imune ao vírus, é um outro cenário que vivemos hoje. Estou em tratamento e no caminho para a recuperação.

O que não podemos é baixar a guarda. Ainda vamos conviver por um tempo com o ‘novo’ coronavírus. A quarta dose da vacina chegou para quem tem mais de 40 anos e é questão de tempo que a população seja novamente imunizada e, assim, protegida contra a doença.

Cabe a nós, cidadãos, fazermos, cada um de nós, a nossa parte. Prevenir, cuidar um pouco mais, nos vacinar: a melhor medida de saúde é fazermos o que for possível para minimizarmos nossos riscos de adoecermos. Esse é o caminho.

Túlio Fontes é advogado. Foi prefeito da cidade por duas vezes e hoje é suplente de deputado estadual.

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Opinião

LICIO MALHEIROS – Jornalismo odioso

Publicado

Na atualidade vivemos momentos difíceis em nosso país no que tange, a postura e desatino de alguns jornalistas ativistas políticos; que vestem a camisa de um partido político, e começam a dizer desatinos de forma odiosa e intolerante, contra as pessoas que pensam de forma diferente.

A forma odiosa e intolerante que se alastra em nosso país, por parte de alguns jornalistas ativistas e inconsequentes, tem como premissa básica.

A tentativa de ‘contaminar’ o resto da mídia ignorando os princípios éticos que devem nortear a profissão dos jornalistas; desta forma produzindo uma abjeta caricatura de jornalismo, que envergonha a todos que compartilham a missão de comunicar, com a maior isenção possível.

Esta introdução prolixa tem como objetivo central, dar nomes aos bois ou ao boi.

Este simples artigo foi originado; a partir, de um vídeo por mim assistido, protagonizado por um jornalista ativista político, o senhor Eduardo Bueno.

O mesmo, de forma grosseira, intempestiva, surreal, esdrúxula, vergonhosa e imoral, proferiu ataques contundentes ao governo Bolsonaro e, aos 57,8 milhões de brasileiros que nele votaram.

Esse cara, ao proferir palavras ofensivas foi de uma insanidade mental extremada, para não dizer que agiu como um psicopata, ao diz “Estou cansado desse filho da p…… e dessas pessoas que votaram nesse cara, tem que ser linchados, tem que partir para guerra para o confronto eu era contra ter queimado aquela estátua e ainda sou, mais tem que queimar o Palácio do Planalto, fazendo alusão ao incêndio da cinemateca; então tem que pôr fogo nele ‘Jair Bolsonaro’ e nos seus filhos, pode gravar pode divulgar”. O cara foi enfático ao dizer isso, como se tivesse certeza da impunidade.

Não estou criando nenhum factoide, esse vídeo existe e está sendo exibido em todos os locais livremente. Será que a fala doentia proferida por esse senhor travestido de jornalista, não seria: exaltação ao ódio, apologia a violência, essa fala esdrúxula não caracteriza atos antidemocráticos?????????????????.

Com a palavra, o guardião da Constituição Federal, a nossa Suprema Corte (STF); que por muito menos mandou para prisão muitas pessoas, que falaram muito menos que esse senhor, vamos aguardar os acontecimentos.

Pare o mundo, quero descer!

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo

 

 

Continue lendo

Opinião

CAIUBI KUHN – Ferrovias e estudos ambientais

Publicado

Em 2021, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado de Mato Grosso produziu 71.488.025 toneladas de grãos, esse número representou 28,49% da produção nacional, sendo os principais produtos soja e algodão. A construção de ferrovias com certeza é uma necessidade para o estado, sendo essa a melhor saída para escoar a crescente produção de grãos. Atualmente Mato Grosso possui apenas 366 km de ferrovias que fazem parte da Ferrovia Norte Brasil (FERRONORTE). Porém essa realidade pode mudar em breve, a Ferrovia Autorizada de Transporte Olacyr de Moraes (FATO), promete a construção de mais 730 km de ferrovias, enquanto a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO) construirá no estado mais 140 km e a Ferrogrão mais 440 km. A implementação desses empreendimentos necessita de muitos estudos e acompanhamentos, entre eles sobre a formação de ravinas e voçorocas (erosões lineares de grande porte), tema que será abordado ao longo deste texto.

Ravinas e voçorocas são as formas mais agudas de erosões linear, podem chegar a ter mais de um quilometro de extensão, e dezenas de metros de largura e de profundidade. Normalmente o desenvolvimento deste processo está relacionado a características do meio físico, sejam elas geológicas-geotécnicas, tipos de solos e do relevo. Mudanças no uso da terra e na cobertura vegetal são outros fatores que pode desencadear o desenvolvimento da erosão.

O desenvolvimento de ravinas e voçorocas podem causar uma série de impactos sociais e ambientais. A destruição de casas, rodovias, infraestruturas urbanas e rurais e a inviabilização de áreas produtivas significativas, são alguns dos impactos econômicos que podem ser citados. Além disso, as erosões lineares afetam a cobertura vegetal, removem grandes quantidades de solo, podem causar o rebaixamento do aquífero, o assoreamento de rios, açudes entre outros corpos hídricos. A estabilização das erosões pode demorar anos ou até décadas.

Empreendimentos como o desenvolvimento de novas rodovias e ferrovias, precisam em sua implementação, realizar estudos detalhados de susceptibilidade a erosão e a outros processos do meio físico, como deslizamentos e corridas de detritos. Estes estudos são fundamentais para garantir a segurança no empreendimento e para evitar impactos ambientais e sociais na área de entorno.

Em outros locais, como no estado de São Paulo, sérios problemas com erosões lineares ocorrem relacionadas a construção de ferrovias. As características do meio físico de algumas regiões do estado de Mato Grosso, indicam que problemas similares podem ocorrer, caso não sejam realizados os estudos adequados e o correto monitoramentos destas áreas. É comum em muitas regiões do estado problemas com erosões que foram causadas devido ao uso do solo sem que seja considerada os estudos técnicos. Porém, este tipo de situação não pode e nem deve ocorrer em empreendimentos bilionários, que possuem tranquilamente condições financeiras e técnicas para realizar todas as análises e estudos necessários. Caso isso não seja feito, além de poder ter problemas na fase de construção das ferrovias, após concluída pode se iniciar inúmeros debates sobre como sanar os impactos causados e sobre quem irá pagar a conta dos danos proporcionados pelas erosões.

A construção das ferrovias em Mato Grosso é uma necessidade, porém é preciso que a sociedade acompanhe e debate de forma séria todos os fatores que envolvem o empreendimento. Neste sentido, as universidades e centros de pesquisa podem contribuir muito nas análises técnicas dos empreendimentos. A sociedade civil precisa acompanhar e debater sobre o tema, para que se tenha transparência na busca de soluções para eventuais problemas. O conhecimento e gestão técnica são o caminho para o estado garantir o desenvolvimento sustentável.

Caiubi Kuhn, Professor na Faculdade de Engenharia (UFMT), geólogo, especialista em Gestão Pública (UFMT), mestre em Geociências (UFMT)

 

 

 

 

Continue lendo

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana