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Tribunal de Contas capacita prefeitos e vereadores de 32 municípios em Barra do Garças no Conexão TCE

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Prefeitos, vereadores e servidores dos poderes executivo e legislativo de 32 cidades da região Araguaia lotaram a abertura do Conexão TCE 22. O evento, realizado nesta quinta-feira (7) em Barra do Garças, a 540 km de Cuiabá, levou capacitação a 567 participantes, que voltam aos seus municípios preparados para colocar em prática uma série de orientações que vão elevar a qualidade da administração pública no estado.

Em transmissão ao vivo, o presidente da Corte de Contas, conselheiro José Carlos Novelli, que não pôde comparecer pessoalmente ao encontro, destacou que vem sendo promovida uma verdadeira guinada no rumo da instituição, que tem se estabelecido como motor da transformação e da melhoria da gestão pública municipal de Mato Grosso.

Ao lado do presidente e do vice-presidente executivo da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), conselheiros Cezar Miola e Edilson de Sousa Silva, respectivamente, e dos conselheiros Valter Albano e Gonçalo Domingos de Campos Neto, disse ainda que o sucesso da ação dependerá do envolvimento de todos na parceria com o órgão.

“Estamos chamando vocês para uma parceria produtiva e positiva, onde quem vai ganhar é a população, que poderá usufruir de melhores escolas, hospitais, estradas e segurança. Nosso sucesso é uma administração bem sucedida, capaz de prestar excelentes serviços”, pontuou.

ara o supervisor do evento, conselheiro Antonio Joaquim, este é um instrumento que o Tribunal desenvolveu para ajudar os gestores a aumentarem a produtividade e a eficiência no atendimento à população de maneira mais adequada. “Nós estamos em movimento para interagir com todos aqueles que administram a coisa pública, no sentido de capacitá-los sobre a responsabilidade que é contribuir com o destino de cada município.”

O conselheiro Sérgio Ricardo avaliou que esta visão faz com que a sociedade também perceba a importância da Corte de Contas no contexto político-social. “É um órgão necessário, que têm também a obrigação de contribuir muito porque tem um conhecimento enorme entre os nossos servidores. Disseminar isso contribui com a gestão pública, com a elaboração de políticas públicas e com a sociedade.”

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, falou sobre o trabalho conjunto desenvolvido entre a instituição e o Tribunal e lembrou que o objetivo é qualificar servidores dos 141 municípios do estado. “O que importa para nós é que a população seja beneficiada e ela só será beneficiada com gestões que tenham eficiência com gastos, investido de forma segura e obedecendo a legislação.”

Palestras

Ao longo da manhã, uma série de palestras foi ministrada, sendo elas: O papel dos Tribunais de Contas no século  XXI, Competência do Poder Público Municipal: limites e possibilidades, e a Escola Superior de Contas na Atualidade e os Produtos do TCE-MT.

Um dos palestrantes, o conselheiro Waldir Teis, explicou que, até o ano passado, o foco do TCE-MT era capacitar os conselhos municipais e o público interno. Assim, a partir da gestão 2022/2023, o plano estratégico foca na capacitação dos servidores dos municípios e dos vereadores. “Para saberem como devem suas leis e como fazer o gasto daquilo que for arrecadado. Isso faz com que a gente tenha uma aproximação muito mais franca, muito mais aberta com o próprio gestor.”

Durante a palestra “Desafios das Escolas na Era Digital”, o consultor de Inovação em Gestão de Pessoas do Ministério da Economia, Brayam Rodrigues, apontou os caminhos para desafios históricos na educação, que agora se intensificam com a era digital. Nós, enquanto companheiros da administração pública, temos justamente que fazer frente a esses novos desafios. A gente espera com isso orientar e fornecer recomendações para que gestores promovam qualidade e equidade na nossa educação”, comentou.

Repercussão entre os  gestores

O volume de público e engajamento dos participantes ao longo da manhã pode ser medido pela satisfação dos gestores presentes. “Eu não poderia jamais deixar de agradecer por essa iniciativa. É nítida a mudança de postura do Tribunal, que está trazendo para cá uma ação pedagógica. Ele está aqui pra nos capacitar, para nos qualificar para que a gente possa fazer uma gestão mais eficiente, acima de tudo, transparente”, afirmou o prefeito de Barra do Garças, Adilson Macedo.

Na ocasião, o presidente da União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (UCMMAT), Bruno Rios, falou sobre a importância da qualificação técnica. “A ação é preventiva, assim é possível que a gente se antecipe e não permita que ocorram irregularidades. O Tribunal então está ampliando esse acompanhamento sobre a forma que o vereador está representando seu município. Para nós isso é ótimo, porque o vereador qualificado é o povo bem representado e o tribunal acertou nesta estratégia.

No mesmo sentido se pronunciou o presidente da Câmara Municipal da cidade, Pedro Filho. “É um momento de oportunidade para formação do vereador, do político. Isso vem diretamente nas ao encontro das ações do prefeito e de todas as pessoas que atuam na gestão pública. Então, parabéns a todos os envolvidos que estão de parabéns pela realização deste encontro”, avaliou.

Conexão TCE

O Conexão TCE engloba ainda palestras do “Democracia Ativa” e oficinas do projeto “Ouvidoria Para Todos“, que serão promovidas no período vespertino, das 14h às 18h (horário de Brasília).

Nesta oportunidade, foram contemplados os municípios de Barra do Garças (cidade polo), Água Boa, Alto Araguaia, Alto Boa Vista, Araguaiana, Araguainha, Bom Jesus do Araguaia, Campinápolis, Canabrava do Norte, Canarana, Cocalinho, Confresa, General Carneiro, Luciara, Nova Nazaré, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Ponta Branca, Pontal do Araguaia, Porto Alegre do Norte, Querência, Ribeirão Cascalheira, Ribeirãozinho, Santa Cruz do Xingu, Santa Terezinha, Santo Antônio do Leste, São Félix do Araguaia, São José do Xingu, Serra Nova Dourada, Torixoréu e Vila Rica.

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Médica diz que pedirá votos para Mauro, mas descarta apoio a Wellington ou Neri: “Eles não me representam”

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Fora da disputa ao Senado, Natasha Slhessarenko ainda revelou voto na chapa Lula-Alckim para a presidência

Após anunciar o recuo da disputa ao Senado, a médica e professora universitária Natasha Slhessarenko (PSB) confirmou que vai pedir votos para o governador Mauro Mendes (UB), candidato majoritário escolhido pelo PSB para compor aliança, e para a chapa presidencial Lula/Alckmin, visto que o vice pertence à sigla. Ao ser questionada, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (8), como se posicionaria para o Senado, Natasha foi enfática ao dizer que nenhum dos candidatos colocados a representam. Diante disso, não fará campanha para Wellington Fagundes (PL), que integra o grupo liderado por Mauro Mendes.

“Para senador, não voto em nenhum, porque nenhum deles me representa”, disparou. “Eu não sou mais candidata e isso me dói muito. Minha maior tristeza é dia 2 de outubro o eleitor ter que escolher entre os que estão aí. Queria estar lá para disputar, para ser um nome diferente, uma opção para a população”, completou.

Natasha explicou que não declarou apoio à chapa Lula/Alckmin antes porque estava sentindo o comportamento da federação em Mato Grosso. “Eu precisava sentir um pouco daqui. Nunca consegui ter aproximação com a federação, apesar de ter tentado, ter conversado com várias pessoas do PT, do PV, na tentativa de estar próxima da federação, dentro da lógica de estar mais alinhada à nacional, mas isso nunca foi possível. É tão duro você enquanto candidata abraçar sem ser abraçada. Por que eu iria assumir se eu não seria a candidata dele?”, argumentou.

A médica afirmou que esperava ter sido a escolhida para ser a majoritária da federação em Mato Grosso, levando em consideração a lógica, uma vez que nacionalmente o PSB caminha com a federação.  “Só que dentro da política a lógica não é uma premissa”, asseverou.

Apesar de ter musculatura para disputar uma vaga proporcional, seja ela para a Assembleia Legislativa ou Câmara Federal, Natasha ponderou que seria desleal com todos os pré-candidatos e pré-candidatas com quem esteve no decorrer da pré-campanha. Por isso, decidiu não disputar qualquer cargo nas eleições deste ano.

O presidente estadual do PSB, deputado Max Russi, acentuou que a candidatura de Natasha fortaleceria o partido, mas entende o posicionamento da médica. “É da minha essência. Eu tinha combinado com todas as pessoas na pré-campanha. Eu entrei na casa delas, falei com familiares, amigos. Seria desleal e antiético. Para mim não é demérito algum, daqui a dois anos posso sair vereadora, mas a questão é o compromisso. Tenho valores arraigados. Eu fui dentro da casa das pessoas, me apresentei. De repente vou retroceder e concorrer com aquela pessoa que estava ali”, explicou.

Já para disputar a federal, Natasha teria que retirar a sua mãe da chapa, a ex-senadora Serys Slhessarenko, possibilidade fora de cogitação, uma vez que Serys atendeu a uma convocação do partido.

 

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Deputado federal Dr. Leonardo critica planos de saúde e defende derrubada do rol taxativo

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Em entrevista concedida ao jornalista Carlos Alexandre de Souza, editor de política do jornal Correio Braziliense, o deputado federal Dr. Leonardo (Republicanos) falou sobre a luta para a derrubada, na Câmara Federal, do chamado Rol Taxativo.
A matéria passou pela Câmara e agora vai para a análise do Senado. Caso seja novamente aprovada, a medida irá beneficiar muitas famílias brasileiras que lutam para que determinados tratamentos médicos, para doenças raras ou graves, sejam plenamente atendidos pelos planos de saúde.
Médico de profissão e pai de um filho autista, o deputado Dr. Leonardo acompanha de perto o drama das famílias brasileiras, que ficaram consternadas com a recente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que liberou os planos de saúde da obrigatoriedade de cobrirem alguns tipos de tratamentos ou medicações.
“Isso é um absurdo! Até porque o rol taxativo mata”, declarou o deputado Dr. Leonardo, que é o coordenador da Bancada Federal de Mato Grosso. Ele destacou a luta das famílias contra os planos que se recusaram a cobrir o tratamento de doenças que não estão na lista oficial da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
“Houve uma movimentação muito grande dos pais e mães de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o meu filho é autista também, porque os planos passaram a se recusar principalmente algumas terapias, porque é multifatorial este tipo de tratamento”, explicou o deputado.
“Queremos a derrubada do rol taxativo que foi aprovado pelo STJ, e defendemos o rol exemplificativo que garantirá sempre o melhor tratamento para o paciente”, disse o deputado, ressaltando que a decisão do Congresso poderá possibilitar a continuidade de tratamentos de saúde que poderiam ser excluídos da cobertura dos planos particulares.

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