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Transtorno Afetivo Bipolar: entenda o que é Bipolaridade e veja como tratar

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Transtorno Afetivo Bipolar: entenda o que é Bipolaridade e veja como tratar
Agnes Faria

Transtorno Afetivo Bipolar: entenda o que é Bipolaridade e veja como tratar

Saiba como identificar as oscilações de humor e entenda a importância da rede de apoio

O transtorno afetivo bipolar, também conhecido como bipolaridade, é um distúrbio psiquiátrico que tem como característica episódios de oscilações de humor, variando principalmente entre estados depressivos e de mania (chamado também de fases de euforia). “A depressão pode ser sútil e os estados de mania geralmente envolvem irritabilidade e raiva”, explica a psicóloga Daniela de Oliveira.

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Sintomas do transtorno afetivo bipolar

De forma geral, os sintomas do transtorno afetivo bipolar variam de pessoa para pessoa. Entretanto, de acordo com Daniela de Oliveira, os principais indícios de episódios depressivos são: tristeza, melancolia, angústia, indecisão, ansiedade, falta de perspectiva, diminuição da concentração, apatia e pensamento pessimista. Já os sinais de estados de mania estão relacionados ao pensamento acelerado, distração, confusão mental, insônia e irritabilidade.

Sinais para identificar o distúrbio no início

Apesar de não ser uma regra, no início, o transtorno afetivo bipolar também pode ser identificado por meio de alguns sintomas. Segundo a psicóloga Shana Eleve, eles são: irritabilidade, falta de atenção, aumento da ansiedade, humor depressivo, labilidade emocional e piora no desempenho profissional ou acadêmico.

“Uma recomendação importante é sempre estar atento a alterações afetivas no sono e nos comportamentos que sejam persistentes, e que, mesmo levemente, comecem a prejudicar o desempenho social e ocupacional. Não que signifique um diagnóstico de bipolaridade, mas essas situações podem levar a pessoa a procurar uma ajuda profissional mais cedo”, orienta a psicóloga.

Tipos de transtornos bipolares

Embora a bipolaridade apresente, geralmente, as características e sintomas citados anteriormente, esse problema psiquiátrico pode ser dividido em três tipos: Transtorno Afetivo Bipolar Tipo 1, Transtorno Afetivo Bipolar Tipo 2 e Transtorno Ciclotímico.

A psicóloga Daniela de Oliveira esclarece que o Tipo 1 pode ou não acompanhar episódios depressivos e apresentar mudanças de humor e estados de mania, principalmente envolvendo irritabilidade. O Tipo 2, por sua vez, também abrange oscilações de temperamento, mas os sinais depressivos são mais persistentes. Já o Transtorno Ciclotímico é caracterizado por depressão intensa e situações hipomaníacas (transtorno mais leve do que a mania).

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Causas da doença psiquiátrica

Assim como acontece com outros diversos distúrbios psiquiátricos, a bipolaridade também não ocorre devido a um motivo específico, mas, sim, por uma junção de fatores. “Acreditamos que aspectos genéticos associados a um ambiente desfavorável, ou seja, um ambiente hostil, em que o amor e o respeito não são prioridades, são decisivos para o desencadeamento do transtorno”, comenta a psicóloga Sirlene Ferreira.

Uso de álcool e substâncias químicas

A psicóloga Shana Eleve revela que pacientes com bipolaridade tendem a fazer uso maior de álcool e drogas ilícitas. “Além disso, o álcool e outras drogas podem intensificar os sintomas da bipolaridade. Contudo, não é possível afirmar que alguém desenvolveu o transtorno em razão de ter usado alguma substância. De maneira geral, é uma relação complexa”, afirma.

Transtorno bipolar e outros problemas de saúde

Além da dificuldade nos relacionamentos pessoais e profissionais, o transtorno afetivo bipolar também é capaz de acarretar doenças físicas. Problemas com a tireoide, enxaqueca, disfunções cardíacas, obesidade, diabetes, entre outras enfermidades, de acordo com a psicóloga Sirlene Ferreira, podem ser sintomas do distúrbio psiquiátrico.

Inclusive, segundo a psicóloga Shana Eleve, a bipolaridade pode estar associada a outras comorbidades, como transtorno de ansiedade, transtorno de personalidade e transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).

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Diagnóstico do transtorno afetivo bipolar

Atualmente, não existe nenhum exame ou teste laboratorial que identifique o transtorno afetivo bipolar. Conforme explica o psiquiatra Philipe Diniz, esse distúrbio só pode ser diagnosticado por meio de critérios clínicos.

“Nós temos uma série de parâmetros para identificar as duas oscilações da bipolaridade, ou seja, o depressivo e o maníaco. Quando chegamos a um número mínimo de sintomas para cada quadro, é possível nos aproximarmos do resultado”, complementa o médico.

Tratamento para controle da bipolaridade

O transtorno afetivo bipolar não tem cura. Todavia, existem tratamentos que podem controlar a doença. Na maioria dos casos, o tratamento costuma seguir três etapas: medicação, psicoterapia e psicoeducação. O psiquiatra Philipe Diniz explica que o uso de medicamentos é feito ao longo da vida.

Além disso, segundo o especialista, a psicoterapia e a psicoeducação irão ajudar o paciente a lidar com as dificuldades e proporcionar um conhecimento maior sobre ele mesmo e sobre o próprio transtorno.

Principais benefícios do tratamento

O tratamento para o transtorno afetivo bipolar oferece inúmeros benefícios para a vida do paciente. As psicólogas Daniela de Oliveira e Shana Eleve concordam que as principais vantagens envolvem a diminuição dos sintomas, principalmente das oscilações de humor, além da melhora na realização de atividades diárias e na manutenção dos relacionamentos profissionais e pessoais.

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Importância da rede de apoio

Durante o tratamento para a bipolaridade a rede de apoio é fundamental. Nesse caso, a compreensão e os cuidados de amigos e familiares são de extrema importância. “Como em qualquer transtorno, é preciso ter paciência e dar apoio, uma vez que a pessoa se encontra em um estado de sofrimento, com respostas emocionais disfuncionais. Também é importante evitar julgamentos, pois eles podem causar mais sofrimento. Além disso, não se deve culpar a pessoa pela doença, achar que é algo irrelevante ou tentar encontrar respostas fáceis”, aconselha a psicóloga Shana Eleve.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Covid-19: Brasil registra 316 óbitos e 76,6 mil casos em 24 horas

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As secretarias estaduais e municipais de Saúde registraram 76.638 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas em todo o país. Foram confirmadas no mesmo período  316 mortes por complicações associadas à doença. Os dados estão na atualização do Ministério da Saúde divulgada nesta terça-feira (28).

Com as novas informações, o total de pessoas infectadas pelo novo coronavírus durante a pandemia já soma 32.206.954.

O número de casos de covid-19 em acompanhamento está em 771.183. O termo é usado para designar casos notificados nos últimos 14 dias em que o paciente não teve alta e não houve morte.

Com os números de hoje, o total de óbitos alcançou 670.848, desde o início da pandemia. Ainda há 3.266 mortes em investigação. As ocorrências envolvem casos em que o paciente faleceu, mas a investigação da causa da morte ainda demanda exames e procedimentos complementares.

Até agora, 30.764.923 pessoas se recuperaram da covid-19. O número corresponde a 95,5% dos infectados desde o início da pandemia.

Boletim Epidemiológico Boletim Epidemiológico

Boletim Epidemiológico – 28/06/2022/Divulgação/ Ministério da Saúde

Estados

Segundo o balanço do Ministério da Saúde, no topo do ranking de estados com mais mortes por covid-19 registradas até o momento estão São Paulo (170.736), Rio de Janeiro (74.092), Minas Gerais (62.064), Paraná (43.707) e Rio Grande do Sul (39.974).

Já os estados com menos óbitos resultantes da pandemia são Acre (2.002), Amapá (2.140), Roraima (2.153), Tocantins (4.162) e Sergipe (6.357).

Vacinação

Até o momento, já foram aplicadas 450.433.361 doses de vacinas contra a covid-19, sendo 178 milhões como primeira dose; 160,7 milhões, como segunda; e 4,9 milhões como dose única.

Já receberam a dose de reforço vacinal 93,3 milhões de pessoas. A segunda dose extra, ou quarta dose da vacina, foi aplicada em 9,1 milhões de pessoas.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Covid-19 mata duas crianças menores de 5 anos por dia no Brasil

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A covid-19 matou duas crianças menores de 5 anos de idade, por dia, no Brasil, desde o início da pandemia. No total, 599 crianças nessa faixa etária morreram pela covid-19 em 2020. Esse número elevou-se para 840, em 2021, quando a letalidade da doença aumentou em toda a população. Nos dois primeiros ano do surto sanitário, 1.439 crianças de até 5 anos morreram por causa da covid-19 no país. A Região Nordeste concentra quase metade desses óbitos.

Dados preliminares divulgados pelo Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde confirmam que a média de duas mortes diárias se mantém este ano. Entre janeiro e 13 de junho de 2022, o Brasil registrou 291 mortes por covid-19 entre crianças menores de 5 anos.

Os dados de 2020 e 2021, coletados no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e revistos pelo Ministério da Saúde e secretarias estaduais e municipais de Saúde, foram analisados pelos coordenadores do Observatório de Saúde na Infância – Observa Infância, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Cristiano Boccolini e Patricia Boccolini.

O observatório quer ampliar o acesso à informação qualificada e facilitar a compreensão sobre dados obtidos junto a sistemas de informação nacionais.

Vulnerabilidade

A análise dos dois primeiros anos da pandemia no Brasil aponta que crianças de 29 dias a 1 ano de vida são as mais vulneráveis. “Bebês nessa faixa etária respondem por quase metade dos óbitos registrados entre crianças menores de 5 anos”, disse Patricia.

A pesquisadora destacou que é preciso acelerar os processos que levem à vacinação desse público. “É preciso celeridade para levar a proteção das vacinas a bebês e crianças, especialmente de 6 meses a 3 anos. A cada dia que passamos sem vacina contra covid-19 para menores de 5 anos, o Brasil perde duas crianças”, afirmou.

Segundo Cristiano Boccolini, os dados se referem a óbitos infantis em que a covid-19 foi registrada como causa básica e àqueles em que a doença é uma das causas da morte, ou seja, a infecção agravou alguma condição de risco preexistente ou esteve associada à causa principal de óbito.

“Na análise do Observa Infância, consideramos também as mortes em que a covid-19 agravou um quadro preexistente. Quer dizer que, embora nem todas essas crianças tenham morrido de covid-19, todas morreram com covid-19”, explicou o pesquisador.

Mundo

Os pesquisadores observaram que nem todos os países registram os óbitos por covid-19 com informações por faixa etária. Até junho de 2022, dados coletados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em 91 países revelam que a covid-19 foi a causa básica de óbito de 5.376 crianças menores de 5 anos no mundo.

O Brasil responde por cerca de 1 em cada 5 dessas mortes, segundo o Observa Infância.

As evidências científicas trabalhadas são resultado de investigações desenvolvidas pelos pesquisadores no âmbito do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict) da Fiocruz e da Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP), do Centro Arthur de Sá Earp Neto (Unifase).

As pesquisas são efetuadas com recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação Bill e Melinda Gates.

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Saúde

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