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Trabalho voluntário pode garantir acesso a processo seletivo nas universidades

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Ao incluir o trabalho voluntário como critério de seleção, senador de Mato Grosso quer incentivar a proatividade e preocupação com o mundo

Em meio à pandemia do novo coronavírus, práticas de voluntariado são exemplos mundo afora e também no Brasil. Pessoas que empregam parte de seu tempo a auxiliar pessoas e organizações. Em vista disso, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) apresentou  o projeto de lei 3.875/2020, propondo que os processos seletivos para a graduação, pós graduação, mestrado, doutorado e cursos de especialização devem adotar também como critério de seleção a prestação de trabalhos voluntários.

“Em Mato Grosso, temos exemplos belíssimos, de excelentes resultados, e que, com um pouco mais de incentivo às pessoas, poderemos também caminhar para termos uma sociedade em que o ser humano esteja acima de toda e qualquer condição” – frisou Fagundes, ao tratar a matéria como ‘menina dos meus olhos’.

De acordo com o projeto, serão contadas prestações de serviços que incluam ações para crianças, adolescentes, pessoas portadoras de deficiência, pessoas em situação de risco, idosos, além de trabalhos de ajuda aos animais e ao meio ambiente de forma geral. Para isso, acrescenta um novo parágrafo ao artigo 44 da Lei 9.394, de 1996, que trata das bases da educação nacional.

Segundo o texto, não é necessário somente um bom desempenho em provas para a garantia de vagas em instituição de ensino superior. É de grande importância avaliar as atividades extracurriculares, em especial as de interesse social. Ao incluir o trabalho voluntário como critério de seleção, incentiva-se a proatividade e preocupação com o mundo, ressalta o senador.

O senador citou na justificativa do projeto a opinião da especialista em universidades no exterior, Cristina Vieira: “Hoje em dia, as universidades americanas têm avaliado os estudantes de forma holística. Objetivamente, avaliam as suas notas. Porém, subjetivamente, avaliam-no como indivíduo. Isso acontece porque, cada vez mais, elas se preocupam em aprovar estudantes que saibam conviver com as diferenças. Assim, mesmo que estejam em busca de notas interessantes, o mais importante é ter em sua escola seres humanos interessantes” – ressalta Cristina.

Wellington afirma, na justificação do projeto, que “é dever do legislador fomentar a educação no nosso país, com a busca de um aperfeiçoamento da sociedade por meio de leis que prestigiem um mundo melhor”. Segundo ele, os trabalhos voluntários “dizem muito respeito ao desenvolvimento dos futuros alunos” e demonstram o intuito de continuar a retribuir à sociedade todo o investimento que foi feito nas suas formações.

“Esses alunos, inclusive, tendem a lidar melhor com as diferenças, que, em verdade, é um dos grandes problemas do nosso país. Aqueles que se envolvem com projetos sociais, tornam-se estudantes que sabem identificar problemas e tomam atitudes para resolvê-los” – enfatizou.

Fagundes enfatizou ainda que em sociedades marcadas por desigualdades socioeconômicas, como acontece ainda no Brasil, “a responsabilidade social como cidadão deve ser estimulada e valorizada”. Para o senador, a proposta vai priorizar o que há de melhor no processo de educação: a humanização e a solidariedade dos indivíduos.

Em 2018, o então presidente Michel Temer homologou diretrizes no Ministério de Educação para que escolas e universidades pudessem computar nos currículos acadêmicos as horas de trabalho voluntário dos alunos. A intenção foi de incentivar a prática.

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CPI da Previdência prorroga trabalhos por mais 180 dias

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Presidente da CPI, deputado João Batista requereu prorrogação a partir de 6 de outubro

Foto: ANGELO VARELA / ALMT

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência foi prorrogada por mais 180 dias para conclusão dos trabalhos. Na manhã desta quinta-feira (24), o presidente da CPI, deputado João Batista (Pros), apresentou requerimento para a prorrogação a partir do dia 6 de outubro.

De acordo com o parlamentar, o motivo da ampliação do tempo se deu em razão do prejuízo causado pela pandemia no seguimento dos trabalhos e também da necessidade de dar continuidade às oitivas e análise de documentos.

O deputado disse ainda que, no dia 17 de março deste ano, foi publicada no Diário Oficial da Assembleia Legislativa a Resolução Administrativa nº 007/SPMD/MD/2020 estabelecendo procedimentos e regras a serem adotadas pela Casa a partir daquele momento, com o objetivo de prevenção à infecção e à propagação do coronavírus (Covid-19).

“Diante disso, a CPI passou a funcionar mediante o revezamento de servidores, nos termos do art. 8º da resolução administrativa. Porém, prejudicou o seguimento das oitivas, que são fundamentais para a instrução da comissão parlamentar, assim como a análise de documentos”, disse João Batista.

Os documentos citados pelo deputado se referem aos relatórios recebidos da Seplag, oriundos dos relatórios do período de 2007 a 2019, nos moldes do relatório 39 do mês de maio de 2015, conforme solicitado pela CPI.

Outro exemplo falado por João Batista está baseado na apreciação dos documentos recebidos para serem analisados mês a mês de um período de doze anos, sendo que há um número reduzido de servidores da equipe técnica disponível para a análise dos documentos. “Por isso, há necessidade de maior tempo hábil para a continuação e conclusão dos trabalhos”, destacou ele.

Durante esse período, comentou o deputado, também entraram em discussão na Assembleia Legislativa as mensagens do governo estadual sobre a proposta de reforma do regime próprio de previdência dos servidores públicos de Mato Grosso, bem como da implantação da previdência complementar.

“Outro detalhe é que os membros da equipe técnica da CPI passaram a trabalhar em conjunto com membros do Fórum Sindical para estudos e elaboração de emendas, a serem apresentadas aos deputados, isso acabou desviando o foco dos trabalhos da comissão”, complementou João Batista.

Fonte: ALMT

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Endividamento é vilão da saúde mental durante a pandemia

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O endividamento é uma das principais causas de depressão no Brasil e pode levar ao suicídio, principalmente de homens

Foto: Marcos Lopes / Secretaria de Comunicação Social

O endividamento tem sido o principal vilão da saúde mental dos brasileiros durante a pandemia da Covid-19, com um recorde de mais de 60 milhões de pessoas na lista de devedores em 2020. Para reverter o quadro, a educadora financeira Renata Mello explica que o primeiro passo é fazer o levantamento de todas as dívidas, com o intuito de negociar com cada um dos credores por ordem de prioridade.

“As dívidas de bens, como parcela de casa e carro, não podem deixar de ser pagas porque o prejuízo é maior em perder esse bem. É necessário enfrentar o medo e fazer uma fotografia real da sua situação, só assim poderá planejar como sair do endividamento”, orienta Renata, que participou nesta terça-feira (22) de uma live sobre educação financeira com o deputado estadual Dr. Gimenez (PV). 

“Falar sobre dinheiro não é sobre dinheiro”, a especialista frisa que assim como entrar nas dívidas levou certo tempo, sair delas requer um roteiro de pagamento e paciência. O mais importante, aliás, é aproveitar o momento de crise para identificar “o gatilho” que levou ao endividamento. “É um fator emocional? É algo comportamental? Porque existe sempre alguma coisa por trás desse comportamento que deve ser identificado e trabalhado”.

Renata é arquiteta, tem 39 anos, e entrou para o serviço público há 12 anos. Como não sabia lidar com o próprio dinheiro e havia muitas facilidades de crédito, ela acabou endividada. O problema se agravou com o divórcio, foi quando decidiu buscar ajuda e estudar sobre o assunto. “Nessa trajetória, aprendi a lidar com meu próprio dinheiro, com minhas emoções e crenças, também descobri meu lado empreendedora”.

A servidora pública e educadora financeira, Renata Mello, tem uma trajetória de superação das dívidas e hoje ensina como “lidar com o dinheiro”

Foto: ROSE DOMINGUES

De endividada a “educadora financeira”, assim a servidora passou a ajudar outras pessoas por meio das ferramentas que ela já dominava e também teve sua primeira “renda extra”. Como já esteve do outro lado e sabe como é não dormir por causa das dívidas, ela ensina que é preciso parar de ceder aos apelos da indústria do marketing. “Antes de comprar responda às cinco perguntas: Eu realmente quero? Eu preciso? Eu devo? Eu mereço? E por fim, eu posso?”. Ainda assim, tem que pesquisar preço e encaixar o “gasto” no planejamento mensal. 

Como a proposta é “reeducar-se”, ela ensina a não ceder ao impulso na hora de tomar decisões financeiras, por isso o cartão de crédito e o cheque especial podem se tornar vilões, pois representam crédito rápido e à disposição. “O cartão é uma forma de pagamento que vem sendo utilizado de forma errada para “elevar o padrão de vida” das famílias, é importante nesse processo repensar tudo, inclusive o padrão de vida e o que é ou não prioridade”.  

Sobre as crianças, Renata propõe a utilização de uma mesada, que pode ser “semanada” ou “quinzenada”, cuja regra pode ser de R$ 1 real/idade/semana. O mais importante não é o valor propriamente, mas aproveitar este momento para ensinar conceitos da educação financeira. “Eu adotei quatro potes que desenvolvem valores positivos sobre o dinheiro: o hoje, o amanhã, a gratidão e o futuro, com isso eles aprendem brincando”. 

Esses são os potes que a especialista adota para a educação financeira das crianças

Foto: ROSE DOMINGUES

Na avaliação do deputado Dr. Gimenez, a palestra on-line foi bastante positiva porque desmistificou inúmeros conceitos sobre o tema que vem gerando o adoecimento da população e inclusive o suicídio, principalmente de homens. “Temos hoje um quadro grave de desemprego, falências e obviamente de dívidas nesta pandemia que precisa ser tratado de maneira preventiva, vamos aprender, compartilhar e divulgar essas informações, podem salvar vidas”. 

Educação financeira nas escolas – A implantação da disciplina com estudantes, conforme estabelece as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), deveria ter se iniciado em dezembro de 2019, mas ainda não é uma realidade na maioria das escolas públicas e privadas do Brasil e de Mato Grosso. A proposta introduz informações importantes como taxas de juros, inflação, aplicações financeiras e impostos. Outro ponto positivo é o estudo interdisciplinar envolvendo as dimensões culturais, sociais, políticas e psicológicas, além da econômica, sobre as questões do consumo, trabalho e dinheiro.

Serviço – A live está disponível on-line no canal do YouTube do deputado: https://m.youtube.com/watch?feature=youtu.be&v=TdjIrGpndwM. Outras informações você tem acesso no Instagram da Renata Mello, onde há conteúdo gratuito sobre educação financeira @reeducandoseudinheiro. 

A live foi mais uma das ações do deputado Dr. Gimenez para a campanha Setembro Amarelo da Assembleia Legislativa

Foto: Rose Domingues Reis / Gabinete do deputado Dr. Gimenez

 

Fonte: ALMT

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