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Economia

Trabalhadores em situação análoga à escravidão são resgatados de carvoaria

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A mina de onde os trabalhadores foram resgatados
Reprodução / Ministério Público do Trabalho

A mina de onde os trabalhadores foram resgatados


Um grupo de 12 trabalhadores foi resgatado em uma carvoaria em Abadia dos Dourados ( MG ), no Triângulo Mineiro. Os mineradores relatam condições de trabalho análogos à escravidão quando foram resgatados pelo o Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), do ministério da Economia.

No início de abril, o grupo foi recrutado pelo dono da mina que prometia R$ 3,50 reais por produção.O empregador também se comprometia a dar alojamento e alimentação

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Quando chegaram lá, o valor negociado caiu para R$ 3,00, conta uma das vítimas que prefere não se identificar por medo de represálias. Segundo ela, o alojamento não tinha cama para todos e muitos dormiam no chão.

Ela também conta que o patrão só fornecia uma única refeição por dia, o almoço, e os 12 tinham que dividir um único banheiro – que só tinha água gelada. “A situação começou a ficar estranha e a gente não tinha o que fazer, o contato com a família era difícil e a gente se sentia preso ali”, diz um dos trabalhadores ao Uol.

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O crime

De acordo com o GEFM, os mineradores foram recrutados informalmente em pequenas cidades do interior de Minas Gerais, o que caracteriza o aliciamento. 

“A contratação formal exige a emissão de Certidão Declaratória de Transporte de Trabalhadores, documento que resguarda os direitos relativos à locomoção para prestação de serviços em outras localidades e isso não existiu”, explica o auditor fiscal Márcio Leitão.

O espaço onde os 12 trabalhadores dormiam
Divulgação / Ministério Público do Trabalho

O espaço onde os 12 trabalhadores dormiam


“Eles estavam com salários retidos e submetidos a condições degradantes. Utilizavam o mato para fazer suas necessidades, não existia local para refeições, faziam a comida em um fogão à lenha e ainda dormiam no chão”, conta a procuradora do Trabalho, Tathiane Nascimento.

O empregador foi obrigado a assinar um TAC (termo de ajustamento de conduta) em que se comprometeu a pagar uma indenização a título de dano moral individual a cada trabalhador, no valor de R$ 1.100,00.

O TAC também reúne obrigações que o empregador deverá cumprir para assegurar condições de trabalho aos futuros empregados que vier a contratar. Dentre estes requisitos, estão adequações em alojamentos e frentes de trabalho, fornecimento de água potável e equipamentos de proteção individual, dentre outros, relata a procuradora.

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Economia

Relatório produzido pela Abin questiona fortuna de dono da Havan

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Abin produziu relatório sobre fortuna de Lucinao Hang, dono da Havan
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Abin produziu relatório sobre fortuna de Lucinao Hang, dono da Havan

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) produziu um relatório sobre inconsistências na fortuna de Luciano Hang , dono da rede de lojas Havan . O documento, feito em julho do ano passado, tem 15 páginas e serviu para alertar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), de quem o empresário é apoiador, sobre riscos da proximidade dele para o governo. As informações foram publicadas pelo UOL

Segundo o portal de notícias, o documento foi enviado para a Casa Civil, ao alto comando do Exército e a um senador da CPI da Covid, que disse haver um “movimento de cautela” em relação a empresários apoiadores que podem trazer problemas a Bolsonaro. Hang tem sido acusado de financiamento de fake news durante as eleições presidenciais de 2018. 

Ainda de acordo com o site, o empresário aparece como um personagem que, a partir de 1997, passou a ter “negócios com lisura questionável”. A Havan nega a existência do relatório e diz se tratar de fake news.



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Economia

Copom: Inflação persiste, mas economia evolui mais que o esperado

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) informou hoje (22) que o aumento de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros levou em consideração a “persistência da pressão inflacionária” maior que a esperada, sobretudo entre os bens industriais. Apesar da persistência, o comitê identifica tendência de melhora na economia do país. Na última quarta-feira (16), o Copom elevou a Selic de 3,5 para 4,25% ao ano.

“Adicionalmente, a lentidão da normalização nas condições de oferta, a resiliência da demanda e implicações da deterioração do cenário hídrico sobre as tarifas de energia elétrica contribuem para manter a inflação elevada no curto prazo, a despeito da recente apreciação do Real”, informou a autoridade monetária ao divulgar a ata da reunião realizada na semana passada pelo comitê.

Apesar da persistência inflacionária apontada, o BC prevê uma “evolução mais positiva do que o esperado” para a economia brasileira, conforme vem sendo identificado nos indicadores recentes que mostram “revisões relevantes” nas projeções de crescimento. Com isso, acrescenta a ata, “os riscos para a recuperação econômica reduziram-se significativamente”.

No cenário externo, a ata registra que estímulos fiscais e monetários em alguns países desenvolvidos têm promovido ”uma recuperação robusta da atividade econômica”, o que corrobora para um cenário mais otimista nesses países.

“No cenário básico, com trajetória para a taxa de juros extraída da pesquisa Focus e taxa de câmbio partindo de USD/BRL 5,052, e evoluindo segundo a paridade do poder de compra, as projeções de inflação do Copom situam-se em torno de 5,8% para 2021 e 3,5% para 2022”, diz a ata.

Levando em conta esse cenário, o Copom prevê uma trajetória de juros que se eleva para 6,25% ao ano em 2020 e para 6,5%, em 2022. “As projeções para a inflação de preços administrados são de 9,7% para 2021 e 5,1% para 2022. Adota-se uma hipótese neutra para a bandeira tarifária de energia elétrica, que se mantém em ‘vermelha patamar 1’ em dezembro de cada ano-calendário”, complementa.

Na avaliação do BC, manifestada semana passada pelo Copom, foi dito que o cenário indica ser apropriada a normalização da taxa de juros para patamar considerado neutro, de forma a mitigar a disseminação dos atuais choques temporários sobre a inflação. “Não há compromisso com essa posição e que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar o cumprimento da meta de inflação”, complementa a nota.

Para a próxima reunião, a expectativa é de “continuação do processo de normalização monetária com outro ajuste da mesma magnitude”. O comitê, no entanto, ressalta que uma deterioração das expectativas de inflação para o horizonte “pode exigir uma redução mais tempestiva dos estímulos monetários”.

Trajetória

Com a decisão, a Selic continua em um ciclo de alta, depois de passar seis anos sem ser elevada. De julho de 2015 a outubro de 2016, a taxa permaneceu em 14,25% ao ano. Depois disso, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano, em março de 2018.

Em julho de 2019, a Selic voltou a ser reduzida até alcançar 2% ao ano em agosto de 2020, influenciada pela contração econômica gerada pela pandemia de covid-19. Esse foi o menor nível da série histórica iniciada em 1986.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

O centro da meta inflacionária, definida pelo Conselho Monetário Nacional, está em 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%.

Edição: Denise Griesinger

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