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Economia

Trabalhadores buscam agências da Caixa para sacar FGTS e tirar dúvidas

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No centro da capital federal, trabalhadores aproveitam o sábado para tirar dúvidas e para verificar se já receberam os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Os repasses dos até R$ 500 começaram a ser feitos ontem (13) pela Caixa Econômica Federal para quem nasceu em janeiro, fevereiro, março ou abril e têm conta poupança no banco. Hoje (14), as agências da Caixa, em todo o país, ficam abertas, das 9h às 15h, para o saque automático do dinheiro.

A trabalhadora autônoma Rosilene da Silva, 52 anos, é uma das beneficiadas. “Vou sanar algumas dívidas, é uma ajuda boa mesmo. Estou inclusive com as minhas contas de água e luz atrasadas”, diz.

A diarista Eliane Lima, 35 anos, também foi à agência para, com o dinheiro do FGTS, garantir o pagamento de algumas contas: “Aparece conta e a gente tem que pagar. Já dá para pagar alguma conta extra”.

O autônomo Marcelo Pereira, 48 anos, foi à agência da Caixa para tirar dúvidas. Ele receberá os recursos somente no dia 27, na próxima liberação, mas já faz as contas do que poderá fazer com o dinheiro. “Vou pagar algumas dívidas, vai ajudar”, afirma.

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Para facilitar o saque, além de abrir neste sábado, a Caixa também vai trabalhar com horário estendido por duas horas nas próximas segunda (16) e terça-feira (17). Assim, as agências, que normalmente abrem às 11h, vão iniciar o atendimento às 9h. Já as que abrem às 10h iniciarão os trabalhos às 8h e as que abrem às 9h atenderão a partir das 8h e terão uma hora a mais ao final do expediente. No caso de agências que abrem às 8h, serão duas horas a mais ao final do expediente normal.

Depósito automático

A Caixa começou a fazer o depósito automático para quem tem conta poupança, seguindo calendário do mês de nascimento. Os próximos a ter acesso ao saque são os nascidos em maio, junho, julho e agosto, no dia 27 de setembro. Em seguida, no dia 9 de outubro, será a vez de os nascidos em setembro, outubro, novembro e dezembro. Os clientes da Caixa que têm conta corrente podem fazer o pedido de crédito por meio dos canais de atendimento.

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Segundo o banco, cerca de 33 milhões de trabalhadores receberão o crédito automático na conta poupança. Os clientes do banco que não quiserem retirar o dinheiro têm até 30 de abril de 2020 para informar a decisão em um dos canais disponibilizados pela Caixa.

Além das agências bancárias, a Caixa disponibiliza os seguintes canais de atendimento: o aplicativo do FGTS, a página na internet, o Internet Banking Caixa e o telefone 0800 724 2019.   

Para aqueles que não têm conta poupança na Caixa, aberta até o dia 24 de julho de 2019, ou conta-corrente, o calendário começa no dia 18 de outubro, para os nascidos em janeiro, e vai até 6 de março de 2020, para os nascidos em dezembro.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Economia
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Economia

Em promoção, Guanabara vende cerveja suficiente para saciar três Maracanãs

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Agência O Globo

Tumulto na entrada no Guanabara no início da promoção de aniversário da varejista carioca

Brigadeiro e festa estão garantidos por muito tempo no Rio de Janeiro, a julgar pelo saldo dos primeiros dias do Aniversário Guanabara deste ano. Desde sexta-feira (18), os 650 mil consumidores que abarrotaram as 26 unidades da rede de supermercados para o tradicional período de promoções compraram 2,4 milhões de latas de leite condensado, o suficiente para preparar 97 milhões de brigadeiros — uma mordida para cada brasileiro, “se organizar direitinho”, como diz a máxima.

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Os clientes também pareciam estar com sede: tiraram das gôndolas 1,5 milhão de latas de cerveja, volume capaz de saciar o público de mais de três Maracanãs lotados em um churrasco — fora do estádio, é claro, já que bebidas não são permitidas no recinto. As comemorações do Aniversário Guanabara  — também conhecidas como “Black Friday raiz” no repertório dos memes da internet — começaram na sexta-feira e vão até 26 de novembro.

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Nesse período, a varejista tenta atrair o público com descontos de até 60% em mais de dois mil produtos. A meta do Guanabara é receber 1,6 milhão de clientes até o fim de domingo. Segundo balanço divulgado pela varejista, a promoção do leite condensado foi a mais cobiçada pelos consumidores nos dois primeiros dias de promoção. Como resultado, esses clientes queimaram em 24 horas 7% do estoque de 30 milhões de unidades da iguaria — acumulado pelo Guanabara antevendo a voracidade dos consumidores durante a promoção. 

A rede de supermercados investiu R$ 35 milhões em estoques junto a 550 fornecedores. Entre os produtos estão 26 milhões de sabonetes, cinco milhões de latas de cerveja, três milhões de pacotes de fraldas e 25 milhões de unidades de creme de leite. Este, aliás, foi o segundo produto mais popular até agora entre os consumidores, que já compraram 2,3 milhões de unidades.

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Mas os hábitos de consumo de quem quer poupar com as promoções vão além da cozinha. Os consumidores já compraram 310 mil pacotes com 16 rolos de papel higiênico – cerca de 149 mil quilômetros de papel, o bastante para dar quase quatro voltas ao redor da Terra. Levaram também 1,3 milhão de sabonetes.

Segundo o Guanabara, o volume de vendas registrado até agora é 10% maior em relação às promoções do ano passado. Parte disso se deve ao fato de os consumidores, diante da economia ainda lenta, estarem aproveitando os preços mais em conta para estocar produtos.

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Na avaliação de Albino Pinho, diretor de marketing da rede, são indícios disso os 100 mil carros que passaram pelos estacionamentos do Guanabara desde sexta.  “100 mil carros já passaram pelos nossos estacionamentos. Esse número comprova que o nosso cliente realmente aproveita o aniversário para comprar e estocar”, disse Pinho, em nota.

Fonte: IG Economia
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Economia

Brasil depende de medidas internas para driblar desaceleração global

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A desaceleração da economia global em 2019 e em 2020 imporá desafios a todos os países. O Brasil, no entanto, pode minimizar os efeitos da retração se prosseguir com medidas internas. Segundo economistas, o país precisa executar ações que vão da continuidade das reformas estruturais a medidas de estímulo da demanda, para que a recuperação econômica não seja afetada.

Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu, de 3,2% para 3%, a previsão de crescimento da economia mundial em 2019. O fundo também revisou para baixo a estimativa de 2020: de 3,5% para 3,4%. Desde 2017, quando a economia global cresceu 3,8%, o mundo vem passando por uma desaceleração.

Para o Brasil, o FMI ajustou a previsão de crescimento econômico em 2019 de 0,8% para 0,9%. No início do ano, a estimativa estava em 2,5%. Para 2020, o cenário para a economia brasileira deve ser melhor, mas o organismo internacional reduziu a projeção de crescimento de 2,4% para 2%.

Reformas

Professor do Ibmec e economista da Órama Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, Alexandre Espírito Santo diz que o Brasil pode sair relativamente ileso da desaceleração global se prosseguir com a agenda de reformas após a aprovação da reforma da Previdência.

“O próprio FMI destacou, no relatório, que somente a reforma da Previdência não basta para garantir a sustentabilidade da economia do país. O país precisa prosseguir com as reformas tributária e administrativa para reduzir os gastos públicos e modernizar o Estado.”, diz Alexandre.

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Segundo o economista da Órama, dois fatores externos darão vantagem ao Brasil no próximo ano. O primeiro são os juros baixos em todo o planeta, o que deve continuar a atrair parte do capital financeiro para o país, mesmo com a taxa Selic – juros básicos da economia – no menor nível da história. O segundo é a instabilidade em países emergentes, como Argentina, o México e a Turquia, que, na avaliação dele, atravessam situações mais complicadas que o Brasil.

“O Brasil continua atraente para investimentos internacionais, seja no mercado financeiro, seja nos investimentos diretos [de empresas], mesmo com um cenário externo mais difícil em 2020. Mas tudo depende de o país fazer o dever de casa e seguir com as reformas internas”, destaca.

Demanda

Professor da Universidade Federal Fluminense e especialista em economia internacional, André Nassif diz que o Brasil precisa tomar medidas internas. Ele, no entanto, diverge do diagnóstico do FMI de que apenas as reformas bastam para impedir o desaquecimento da economia brasileira no próximo ano.

“O governo precisa ir além das reformas e encontrar algum mecanismo na política fiscal que permita a retomada dos investimentos públicos, que geram emprego em um primeiro momento, e da demanda agregada”, diz Nassif. Segundo ele, uma das opções poderia ser a retirada dos investimentos públicos do teto federal de gastos, mas ele acha que o governo deveria estudar alternativas.

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“As medidas tomadas até agora, como os saques do FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço] e a redução de juros pela Caixa Econômica, têm fôlego pequeno para reativar a economia. São necessárias ações mais profundas para estimular a demanda”, aconselha.

Estados Unidos

O relatório do FMI ainda não contemplou os impactos de uma eventual recessão dos Estados Unidos na economia mundial. Diversos indicadores têm mostrado a desaceleração da maior economia do planeta nos últimos meses, em meio ao agravamento das tensões comerciais com a China. Para Nassif, essa será a principal preocupação externa no próximo ano. “A política de confrontação do Trump pode jogar os Estados Unidos na recessão. Aí será complicado para todos os países.

Alexandre Espírito Santo, da Órama, diz não enxergar os riscos imediatos de uma recessão norte-americana. “Nossos relatórios mostram a economia dos Estados Unidos rodando num ritmo mais lento, mas não a ponto de entrar em recessão, como na crise de 2008 e 2009. A desaceleração global apontada pelo FMI deve-se muito mais à estagnação de várias economias europeias e do Japão, além da desaceleração da China”, comenta.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Economia
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