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TONINHO DE SOUZA – Apito final

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Será que agora o VLT sai ou a lengalenga vai continuar? As obras do Veículo Leve sobre Trilhos de Cuiabá e Várzea Grande começaram em 2012 e estão paralisadas desde 2014, quando a bola da Copa do Mundo rolou na Arena Pantanal. Há exatamente um ano, mais um campeonato mundial aconteceu e o nosso VLT continuou com cartão vermelho. Nesse jogo, já com cartão amarelo, o Estado não tem amparo legal para transformar em sucata tudo o que já foi construído e pago. Apesar de o governador Mauro Mendes (DEM) não esconder a afeição dele pelo BRT (Bus Rapid Transit), ou Transporte Rápido por Ônibus, acredito que ainda veremos o VLT transitando entre as duas cidades, sem mais prorrogação.

Indício disso é a retomada do estudo de viabilidade e solução para o VLT pelo governo. Desta vez, o Estado recebeu o reforço em campo da Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana, vinculada ao Ministério de Desenvolvimento Regional. Mauro Mendes tem até meados de agosto para definir sobre o destino do modal e não pode errar o drible. Para a Justiça, não terá jogo de volta. É agora ou nunca. Acho que nem cabe mais discutir quem é contra ou não o modal VLT, ou de ressuscitar quem corrompeu ou foi corrompido no processo da obra que já consumiu R$1,4 bilhão. É momento de virar a página e parar de remoer o passado.

Outro fato que deve dar visibilidade a essa discussão será uma audiência pública que o presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Misael Galvão (PSB), deverá convocar para dar voz a sociedade. Estive com Misael, recentemente, visitando o canteiro de obras do VLT em Várzea Grande e sai de lá convencido de que a obra deve ser retomada. É muito grande o que já foi construído e não se trata apenas daquele trecho de trilho que a população vê na Avenida da FEB. Assim como a sociedade, também me indignei e reconheço que ver esse elefante branco todos os dias fere a nossa dignidade e rouba-nos a esperança.

Se por um lado o Estado vai precisar de mais R$ 1 bilhão para concluir o VLT, se fizer opção pelo BRT não será muito diferente. Em 2009, quando Cuiabá foi escolhida para sede da Copa, se a opção fosse o BRT a obra custaria cerca de R$ 400 milhões. Agora, em 2019, esse valor no mínimo dobraria. Sob essa ótica é melhor retomar o VLT. Caso não se consiga recursos da Caixa Econômica e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), como previsto, defendo que se busque uma Parceria Público Privada (PPP) com empresas nacionais ou estrangeiras. Para isso, é preciso empenho do próprio governador. Não vão cair investidores do céu, obviamente.

É preciso reconhecer que Mauro Mendes está numa encruzilhada e precisa de apoio. Assumir novas dívidas para a gestão terá consequências, mas também o lado bom. Se concluído, o VLT Cuiabá-Várzea Grande será composto por duas linhas (Aeroporto-CPA e Coxipó-Porto), com total de 22 quilômetros de trilhos e 40 composições com 280 vagões. Cada composição teria capacidade para transportar até 400 passageiros por viagem. Se Mauro Mendes precisa da mea culpa da sociedade o momento é esse. A Câmara Municipal de Cuiabá deu o ponta pé na partida para uma grande discussão envolvendo setores organizados. Não podemos errar de novo e já passou a hora do apito final nesse jogo.

Toninho de Souza é Jornalista, Ativista Social e Vereador por Cuiabá pelo PSD

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WILSON FUÁH – Choque de realidade

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A vida nos dá milhares de opções, mas se você passa por muitos sofrimentos, é um sinal que você está optando por muitos caminhos errados ou decisões erradas.
Somos parte de um todo, e por isso somos contagiados por vícios sociais. Vivemos a “era da depressão”, porque muitas pessoas optam pela solidão e esse estado de vazio, e com a desvalorização pessoal, com sequências de insucessos poderá levar a frustrações, e ao decidir por recursos materiais, em forma de alegrias artificiais (drogas lícitas e ilícitas) leva a ser alimentado por satisfação momentânea, mas ao ter um choque de realidade, esta  a faz com que  aumente a “onda” de insatisfação pessoal momentânea.
É muito importante entender que ao passar por “coitadinho”,  leva  a  acreditar que tudo esta errado, gerando a  insatisfação com o mundo, o que  fatalmente levará socializar o seu insucesso, na tentava  de responsabilizar aos  outros, projetando toda sua culpa as pessoas próximas ou situações recentes, o que acaba gerando a falsa ideia de que tudo esta errado e deve ser mudado: mudar de casa, mudar de amizade, mudar de relacionamento transformando o parceiro em  ex-amor ou ex-amigos, e algumas pessoas,  até de mudam de profissão  ou atividade profissional. Mas, essas mudanças não planejadas,  levará a viver uma vida de risco e achando que saltar no escuro é um ato de coragem e não de desespero.
Ao distanciar de você mesmo, a sua vida passa por inconstâncias nada agradáveis, até que assuma a realidade com inteligência e coragem, verá que ao dar o primeiro passo rumo aos objetivos possíveis, os sentimentos acanhados desaparecerão e ao contrário, se não houver objetivos definidos, a mente passa a ser habitada por perguntas acompanhadas de descrenças, passando a assumir a sua direção em forma de medo, e a sua vida segue por lamentos, passa a ser gerida por perguntas desnecessárias e estagnantes, como:

1 – “Como vou justificar o que fiz”? – mas você não fez.

2 – “Se eu errar o que vão pensar de mim”? – mas, você ainda não errou.

3 – “Será o que estão falando de mim pelo que fiz”? – mas você ainda não decidiu, por isso, ninguém está falando de você.

Ao tomar decisão progressivamente mais complexa, com certeza  o levará  ao insucesso ou ao sucesso, mas que fará  parte da sua história e do seu futuro, mas o importante é decidir sempre e dar o primeiro passo em direção em tudo àquilo que você pensa e acredita como certo.

Modificar o que está errado e seguir novos caminhos,  são ações que o  fará pensar e agir como um indivíduo capaz de desenvolver moralmente  e intelectualmente, ou seja, vai amadurecendo ao assumir todas as responsabilidades individuais pelo seus próprios atos.

Não viva de aparências, porque elas podem prejudicar as suas decisões, também é preciso combater o complexo de culpa, pois são dois desvios psicológicos  que  trazem  consequências graves ao seu crescimento pessoal.

Wilson Carlos Fuáh – É Especialista em Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas.Fale com o Autor: [email protected]    

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Opinião

MANOEL DE BARROS – Redes Sociais, como elas podem te influenciar

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Redes sociais são produtos do nosso tempo, se antes o conteúdo era produzido por grandes estúdios e canais de TV, agora todos podem ser “criadores de conteúdo”, e claro, essa nova mídia passa a nos influenciar.

A televisão e o rádio sempre ditaram, em algum grau, costumes e pensamentos. Com horários definidos, esperávamos ansiosos por aquele programa no aparelho da sala. Agora a sala ficou obsoleta, e a grade de programação dura muito mais que 24 horas. Deixamos de ser guiados pela televisão e nos tornamos teleguiados pelos celulares, conforme a tela diminuiu, a influência só aumentou.

Sim, ganhamos artistas brilhantes, mantemos contato com amigos de infância, conseguimos compartilhar viagens e momentos especiais, revoluções e mudanças políticas emergiram desse novo mundo.

Isso é transformador, mas como tudo na vida, tem um custo. No momento em que combinar um almoço de família e o encontro de amigos deu lugar a criar um grupo de WhatsApp, provavelmente perdemos muito do que nos conectava.

De alguma forma nossa saúde emocional começa a ser pressionada pelas redes sociais.

Surgem os problemas de Internalização que dizem respeito a sintomas ansiosos, angústia e sofrimento alimentados por um feed de vidas supostamente perfeitas, as melhores viagens e corpos esculturais – isso gera, principalmente entre jovens, um medo de estar perdendo experiências, de fracasso e insuficiência.

Ninguém compartilha noites de estudo, filas no cartório ou idas ao hospital com os filhos – aqueles momentos da vida que não curtimos tanto. Com essa visão distorcida, a pessoa sofre sozinha em uma multidão de amigos virtuais.

As mudanças de Externalização são o padrão que o usuário atua – a sensação de anonimato e a falta de contato visual libera o comportamento agressivo, o bullying e nos faz esquecer qualquer regra de boa vizinhança. O tio que só quer discutir política, a divulgação de fotos íntimas e hostilidade aos que pensam diferente são formas de como isso aparece.

Então de um lado temos mais ansiedade e depressão e de outro, mais agressividade e intolerância, isso não descreve só a rede social, descreve o mundo real.

E você, como está sendo influenciado?

Manoel Vicente de Barros é Médico Psiquiatra em Cuiabá e atua no tratamento de Depressão e Ansiedade, CRM 8273, RQE 4866. 

 

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