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Internacional

‘Testam paciência’, diz Rússia sobre ataques ao país e ajuda à Ucrânia

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Vladimir Putin, presidente da Rússia
Reprodução/Twitter @KremlinRussia

Vladimir Putin, presidente da Rússia

O governo da Rússia voltou a dizer nesta quinta-feira que o fornecimento de armas pesadas à Ucrânia por países ocidentais ameaça a segurança na Europa. O país também disse que ataques dentro de território russo “testam a sua paciência” .

A porta-voz da Chancelaria russa, Maria Zakharova, acusou países ocidentais de incentivarem a Ucrânia a atacar alvos em território russo:

“Tais agressões contra a Rússia não podem ficar sem resposta. Mais provocações que levem a Ucrânia a atacar as instalações russas serão recebidas com uma resposta dura da Rússia . Não aconselhamos a continuarem testando nossa paciência.”

Já o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse que o fornecimento de armas à Ucrânia pelo Ocidente ameaça a segurança na Europa.

“A tendência de encher a Ucrânia e outros países de armas são ações que ameaçam a segurança do continente e causam instabilidade” disse Peskov em sua entrevista coletiva diária.

O fornecimento de armas e ataques a alvos como paióis e reservas militares de combustível em território russo, perto da fronteira, crescentemente são pontos de tensão na guerra.

A Rússia já alertou anteriormente que consideraria as armas fornecidas pelo Ocidente à Ucrânia como “alvos legítimos” de suas Forças Armadas.

O principal temor é de que, em algum momento, a Rússia decida atacar cadeias de fornecimento de armas em território fora da Ucrânia, como na Polônia. Isto significaria um ataque contra um membro Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), e representaria uma evolução significativa do conflito.

Na quarta-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, emitiu um novo alerta, com uma ameaça nuclear subentendida, durante uma fala no Parlamento em São Petersburgo:

“Se alguém decidir se intrometer em eventos em andamento e criar ameaças estratégicas inaceitáveis para a Rússia, deve saber que nossa resposta será rápida como um raio” afirmou o presidente russo. “Temos todos os instrumentos para isso, dos quais ninguém mais pode se gabar. E nós os usaremos, se preciso for. Quero que todos saibam: tomamos todas as decisões sobre essa questão.”

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O assessor presidencial ucraniano Mykhailo Podolyak — que lidera a delegação responsável por negociações diplomáticas com a Rússia — defendeu o direito da Ucrânia de atacar alvos militares dentro da Rússia, alegando legítima defesa. “A Rússia ataca a Ucrânia e mata civis. A Ucrânia se defenderá por todos os meios, inclusive com ataques contra depósitos e bases dos assassinos russos. O mundo reconhece esse direito”, escreveu em uma rede social.

O secretário de Defesa britânico, Ben Wallace, disse nesta quinta-feira considerar legítimo que as forças ucranianas atacassem a logística russa para prejudicar seu suprimento de alimentos, combustível e munição.

“Parte da defesa neste tipo de invasão é, obviamente para a Ucrânia, ir atrás das linhas de abastecimento do Exército russo. Porque sem combustível, comida e munição, o Exército russo para e não consegue mais continuar sua invasão” disse Wallace. “Se a Ucrânia optar por mirar na infraestrutura logística para o Exército russo, isso seria legítimo sob a lei internacional.”

As tensões entre o Reino Unido e a Rússia aumentaram nesta semana, após Moscou acusar Londres de provocar a Ucrânia a atacar alvos dentro da Rússia, dizendo que haveria uma “resposta proporcional” imediata se isto continuasse.

Wallace disse que o Reino Unido enviou artilharia para a Ucrânia que estava sendo usada dentro da Ucrânia contra as forças russas, mas acrescentou que não havia, e era improvável fazer isso no futuro, enviar armas que pudessem ser usadas para ataques de longo alcance.

Ele disse que não ficou claro se os ataques registrados na Rússia nas últimas semanas vieram do Estado ucraniano, e acrescentou que a Ucrânia não possuía armas britânicas que pudessem fazer isso.

Wallace também negou que a Otan esteja envolvida em uma guerra por procuração com a Rússia, mas disse que o Ocidente fornecerá apoio crescente à Ucrânia se os ataques russos continuarem.

“Às vezes, isso inclui aviões e tanques” disse ele à Times Radio.

A Rússia criticou várias vezes o apoio militar do Ocidente à Ucrânia, acusando os países da quererem prolongar o conflito para enfraquecer Moscou. O secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, falou abertamente na ambição de enfraquecer o Exército russo nesta semana.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

ONU: Brasil assume a presidência do Conselho de Segurança

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Conselho de segurança da ONU
Reprodução: commons – 01/07/2022

Conselho de segurança da ONU

O Brasil assumiu nesta sexta-feira (1º) a posição de presidente temporário do Conselho de Segurança da ONU. Com isso, o embaixador Ronaldo Costa Filho será o responsável por liderar os encontros durante todo o mês de julho.

O cargo é rotativo e é ocupado por embaixadores dos principais países do mundo. Ao todo, são 15 países participantes do conselho, sendo cinco permanentes – China, Estados Unidos, França, Rússia e Reino Unido – que possuem o poder de veto.

Segundo comunicado, o Brasil assumiu um assento rotativo em janeiro, com um mandato para o biênio 2022-2023. Antes de deixar o cargo, o representante brasileiro deve ainda ocupar a presidência em outubro do próximo ano.

“Um dos pontos que priorizaremos em nossa presidência é a comunicação estratégica em operações de manutenção da paz, com o intuito de melhor engajar-se com a população local em cada missão da ONU, sempre com respeito aos direitos humanos e combatendo a violência, inclusive sexual”, diz o diplomata na nota.

O representante do Brasil nas Nações Unidas também contou que o país deverá organizar um debate temático sobre menores em conflito e espera que a presidência contribua para “mostrar um pouco mais do Brasil e da cultura brasileira para o mundo”.

Esta é a 11ª passagem do país pelo órgão desde a criação da organização. Durante sua liderança, o Brasil anunciou que também promoverá o diálogo para alcançar a paz na guerra entre Rússia e Ucrânia.

“A diplomacia brasileira buscará, durante sua presidência do Conselho de Segurança, abrir espaços de diálogo entre os membros para construir soluções para os desafios da paz e segurança internacionais”, disse o chanceler brasileiro, Carlos Alberto França.

“A situação na Ucrânia certamente será tratada do ponto de vista de seu impacto na segurança alimentar mundial, mas também será necessário insistir em promover um diálogo que leve ao fim do conflito armado”, acrescentou o ministro em um comunicado.

O governo do presidente Jair Bolsonaro defendeu a “neutralidade” na guerra e votou geralmente contra as sanções infligidas à Rússia proposta pela ONU e outros órgãos internacionais.

Segundo França, o Conselho “se mostrou incapaz de tomar decisões sobre a Ucrânia, mesmo em questões que deveriam unir todos os seus membros, como garantir o acesso à assistência humanitária e a proteção de civis”.

Bolsonaro foi recebido em fevereiro em Moscou por seu homólogo russo, Vladimir Putin, uma semana antes do início da invasão à Ucrânia. Na última segunda-feira, os dois líderes tiveram uma conversa telefônica na qual Putin garantiu que continuará enviando fertilizantes para o Brasil.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

Guerra: nova vala comum com 100 corpos é achada em Mariupol

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Mortos são enterrados em valas comuns em Mariupol, na Ucrânia
Foto: Mstyslav Chernov

Mortos são enterrados em valas comuns em Mariupol, na Ucrânia

Uma nova vala comum com cerca de 100 corpos foi encontrada em Mariupol, cidade portuária ucraniana que está sob controle russo desde maio, informou o conselheiro da Prefeitura, Petro Andryushchenko, ao portal Unian nesta sexta-feira (1º).

“Tristes achados a cada semana. Uma nova vala comum foi encontrada na rua Kievskaya, número 53. Mais uma vez, cerca de 100 corpos de pessoas que morreram em fevereiro”, afirmou à agência.

Andryushchenko, assim como o prefeito Vadym Boychenko, não estão mais na cidade, mas continuam a receber informações de amigos e ex-membros do governo que continuam em Mariupol.

Ainda na matéria da Unian, o assessor afirma que os corpos foram localizados durante os trabalhos de militares russos para retirar escombros de prédios e residências bombardeados entre fevereiro e maio.

“Os ocupantes retiram os escombros da área e, de novo, não falam em enterrar as pessoas. As exumações estão paradas e as autoridades de ocupação estão tão empenhadas em criar uma imagem de recuperação que não enterram os corpos. As sepulturas temporárias nas ruas estão virando, pouco a pouco, permanentes”, acrescentou ainda.

Esses enterros temporários foram feitos por moradores locais durante os períodos em que os bombardeios cessavam. São corpos de parentes e amigos que foram enterrados em ruas, jardins e parques à espera do fim do conflito para um sepultamento digno.

No entanto, os ex-líderes municipais acusam a Rússia de ignorar esses corpos e de manter valas comuns conforme as encontram. No último dia 27, Andryushchenko havia informado que mais de 100 corpos de civis tinham sido descobertos sob os escombros de uma residência destruída em um ataque.

A Rússia não comentou a situação.

A cidade portuária de Mariupol tinha cerca de 400 mil habitantes antes da guerra e estima-se que cerca de 100 mil não conseguiram fugir da localidade durante os conflitos.

O local tornou-se um dos cenários mais trágicos da invasão russa e a Prefeitura estima que cerca de 20 mil cidadãos morreram nos ataques ou por não ter acesso a itens básicos de sobrevivência, como água, comida e remédios. Cerca de 90% dos prédios e das residências foram destruídos em bombardeios russos.

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Fonte: IG Mundo

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