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Educação

Termina hoje inscrição para isentos que não compareceram ao Enem 2020

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Termina as 23h59 deste domingo (26) o prazo para participantes isentos que não compareceram ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 se inscreverem na edição 2021.

As inscrições foram abertas especificamente para esse público, que realizará as provas nas mesmas datas do exame para adultos privados de liberdade e para jovens sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade (Enem PPL): em 9 e 16 de janeiro de 2022. A isenção da taxa de inscrição do Enem 2021 também será assegurada. 

As inscrições podem ser feitas na Página do Participante

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) formalizou o novo prazo de inscrição e os critérios por meio de edital complementar do Enem 2021 impresso, publicado na terça-feira (14).

Apesar da nova chance de inscrições, as provas do Enem 2021 estão mantidas para os dias 21 e 28 de novembro para todos os participantes que tiveram a inscrição confirmada no prazo previsto, conforme os editais do exame.

Calendário

O cronograma de aplicação do Enem 2021 para os isentos que não compareceram à edição 2020 tem o objetivo de garantir o direito de os participantes utilizarem o resultado do exame para acessar a educação superior, por meio de programas do Ministério da Educação (MEC), como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Com a nova oportunidade de participar do exame, esse público tem até domingo (26) para solicitar atendimento especializado. Já o prazo para solicitações de tratamento por nome social vai até a segunda-feira (27).  

Com os novos prazos, pessoas privadas de liberdade tiveram as inscrições prorrogadas até sexta-feira (24). 

Enem 2021

Ao todo, 3.109.762 pessoas tiveram as inscrições confirmadas para o Enem 2021, até o momento. O número corresponde ao total de participantes das duas versões do exame (impressa e digital). O Inep registrou 3.040.871 inscritos para a versão em papel. Para a modalidade digital, que teve as 101.100 vagas ofertadas preenchidas durante o período de inscrições, foram confirmados 68.891 participantes.

Edição: Maria Claudia

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Educação

FNDE promove evento no dia da alimentação na escola

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O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) promoveu um evento virtual nesta quinta-feira (21) para marcar o Dia Nacional da Alimentação na Escola. A live teve como objetivo apresentar o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e tirar dúvidas de gestores, professores, estudantes, pais e de interessados no tema.

O Pnae é o programa responsável por assegurar o envio de recursos para a aquisição de merenda escolar. Segundo o FNDE, o programa é responsável pela alimentação de mais de 50 milhões de estudantes.

Pelo programa, o FNDE deve repassar parte dos recursos destinados à alimentação escolar a estados e municípios. As prefeituras são responsáveis pela aquisição dos alimentos e entrega às escolas para a oferta aos alunos.

Esse fluxo foi explicado durante a live pelo diretor de Ações Educacionais, Galigan Amarante. “A gente transfere o recurso diretamente para a conta das prefeituras. A gente faz transferência parcial desses recursos e o município que é responsável por entregar os alimentos na ponta para os alunos das escolas”, explicou.

O repasse obedece a uma tabela de valores por modalidade de ensino: creches (R$ 1,07 por aluno), pré-escola (R$ 0,53), escolas indígenas e quilombolas (R$ 0,64), ensino fundamental e médio (R$ 0,36), educação de jovens e adultos (R$ 0,32) e ensino integral (R$ 1,07).

Durante a pandemia da covid-19, o programa foi alterado para a disponibilização de kits de alimentação para os alunos. Em vez das 10 parcelas anuais, foram aprovadas mais duas. Esse modelo pode continuar enquanto perdurar o estado de emergência sanitária.

Pelo menos 30% dos recursos disponibilizados devem ser utilizados para comprar alimentos da agricultura familiar. A medida foi estabelecida para incentivar essa modalidade de produção e melhorar a qualidade da alimentação.

“O grande desafio que os gestores têm é localizar os produtores. Em muitos municípios os produtores não têm documentação ou não conseguem ofertar durante todo o ano letivo”, disse Galigan Amarante.

Os recursos são fiscalizados por um conselho, formado por integrantes do poder público e representantes da comunidade acadêmica, formado por professores e pais. Além disso, o poder público municipal deve prestar contas dos recursos. “Prefeitos e gestores são obrigados a fazer prestação de conta e comprovar o que foi gasto com o dinheiro para alimentação”, acrescentou Amarante.

Na live, a coordenadora-geral substituta do Pnae, Edenilza Carvalho, lembrou que o Pnae tem como desafios enfrentar tanto o problema da desnutrição quanto o sobrepeso e a obesidade em crianças e adolescentes.

“O Brasil é país muito grande. Temos estados e municípios que enfrentam obesidade e desnutrição. Por isso a importância de ter um nutricionista na localidade. Ele precisa fazer o diagnóstico e aí sim consegue elaborar um cardápio adequado para aquela clientela”, disse.

Edição: Fernando Fraga

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Educação

A um mês do Enem, professores falam sobre uso de redes sociais

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Ao som de gritos, a professora de história Natasha Piedras entra correndo em um quarto. Acima da cena, aparece a legenda: “Dom João VI fugindo de Portugal”. Logo em seguida, a professora aparece novamente entrando pela mesma porta, agora com um chapéu preto e uma vareta simulando uma espada, com a legenda: “Napoleão Bonaparte”. Em um vídeo de cinco segundos, Natasha fala sobre a vinda da família real portuguesa para o Brasil em 1808, em meio à ameaça do imperador francês de invadir o reino de Portugal.

O vídeo recebeu mais de 7,7 mil curtidas no Instagram e mais de 24 mil no Tik Tok. De forma descontraída, escolas, cursinhos e professores têm usado as redes sociais para tratar de conteúdos para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A um mês das provas, que serão realizadas nos dias 21 e 28 de novembro, eles dão dicas de como aproveitar essas ferramentas para fixar o conteúdo e também fazem alertas sobre os cuidados necessários para não perder o foco dos estudos e não acessar conteúdos com informações erradas.

“Um mês para o exame, a gente diz que é a reta final. Um momento de foco total. A internet pode ser uma aliada, claro, mas não é o momento de ficar horas nas redes sociais. Embora a internet ajude, ela pode ser uma distração. É bom focar nas aulas e ter a internet como algo complementar”, diz Natasha, que é professora do Descomplica, ambiente virtual que oferece cursos preparatórios para o Enem. 

As aulas, segundo a professora, são importantes, até mesmo para que o estudante entenda as piadas nas redes. “Quando estou pensando para o Tik Tok um vídeo sobre processo de Independência do Brasil, claro que quero que o aluno tire daquele vídeo alguma coisa mas, para isso, ele precisa de um conhecimento prévio sobre a Independência, precisa ter assistido uma aula sobre o assunto. Assistiu a aula, entendeu minimamente o assunto, um vídeozinho desse no Tiktok vai fazer com que ele, de repente, absorva um pouco mais, mas de maneira leve”.

Redes sociais na pandemia

O estudo Digital 2021: Global Overview Report, da Hootsuite e We are Social, mostra que somente no último ano as redes sociais ganharam meio milhão de novos usuários em todo o mundo, o que representou um crescimento de mais de 13%. Agora, são 4,2 bilhões de pessoas conectadas, o que representa 53% de toda a população mundial.

O Brasil está entre os países que mais usam redes sociais no mundo, ocupando o terceiro lugar no ranking, depois das Filipinas e da Colômbia. Os usuários brasileiros passam, em média, 3 horas e 42 minutos nas redes sociais por dia – tempo acima da média mundial de 2 horas e 25 minutos.

“Não é um fenômeno de agora, mas com a pandemia o uso das redes sociais foi potencializado por causa desse período remoto, que fez com que muitos alunos, que não tinham o hábito de navegar na rede passassem a buscar mais informações e a acessar mais. Os professores que antes não postavam passaram a postar”, diz o professor de química dos colégios Santo Agostinho e São Bento, no Rio de Janeiro, e também criador do canal Química Nota Dez, Silvio Predis.

Mais conteúdo na rede exige, no entanto, mais cuidado. Segundo o professor, é preciso buscar informações sobre quem está divulgando esse conteúdo, se é algum professor, se tem boa formação e, se possível, perguntar na escola ou no cursinho, a professores de confiança, se determinado perfil é indicado. “Há conteúdos com uma qualidade muito alta e conteúdos com vários erros”, diz.  

Maior alcance 

As redes sociais ajudaram a professora de redação e fundadora do Marka Texto Redação e Linguagens, Letícia Lima, a chegar a diversas partes do Brasil. Os vídeos que posta no Instagram e Tiktok, com dicas para a redação do Enem, correção de provas e mesmo com erros cometidos pelos estudantes, têm centenas de milhares de reproduções e curtidas.

“Para segurar o jovem hoje em dia tem que ser rápido. Tudo é distração para eles. Tem que ter humor, estar antenado com memes, com o que está em alta, o que é engraçado. A gente se baseia muito nisso”, afirma.

Porém, além de divertir e informar, as redes sociais podem também ser ambientes muito tóxicos, de acordo com a professora. “Existem muitos perfis que projetam uma ideia de rotina de estudo que é impraticável e inalcançável. Essa comparação [com outras pessoas] pode minar a saúde mental do estudante”, diz. Ela aconselha os alunos a focarem, nesta reta final, na resolução de questões de provas anteriores, na revisão de conteúdos. A familiaridade com a prova, segundo ela, conta muito no Enem. 

Edição: Graça Adjuto

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