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Tereza Cristina abre Congresso Brasileiro de Gestores da Agropecuária

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Começa nesta terça-feira (5), em Brasília, o Congresso Brasileiro de Gestores da Agropecuária. A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou da abertura do evento, que tem o objetivo de debater os desafios do setor e a elaboração de políticas para o desenvolvimento e inovação da agropecuária brasileira.

O congresso também é uma oportunidade de troca de experiências e de aproximação das iniciativas públicas e privadas.  O evento reunirá gestores, secretários de agricultura, produtores rurais e especialistas de todo o país.  

A programação inclui debates sobre os mais diversos aspectos da agropecuária, como financiamento, agricultura familiar, inovação e tecnologia, sustentabilidade, acesso a mercados, agregação de valor. Serão quatro salas de programação simultâneas durante todo o dia. 

Também participam do evento o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, os presidentes do Sebrae, Carlos Melles; da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, da Frente Parlamentar da Agropecuária, Alceu Moreira; o governador de Roraima, Antônio Denarium, e o vice-presidente de agronegócio do Banco do Brasil, Ivandré Montiel.

Pelo Ministério da Agricultura, estão presentes os secretários  José Guilherme Leal (Defesa Agropecuária);  Fernando Schwanke (Agricultura Familiar e Cooperativismo);  Jorge Seif Júnior (Pesca e Aquicultura) e Fernando Camargo (Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação).

O congresso é promovido pelo Ministério, pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer) e da Organização das Cidades Brasileiras do Patrimônio Mundial (OCBPM).

Confira a programação do congresso pelo site www.congressoagropecuaria.cnm.org.br

Informações à imprensa[email protected]

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IPPA/CEPEA: Demanda aquecida mantém preços agropecuários em alta e IPPA/CEPEA avança 5% no 3º tri

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Cepea, 28/10/2020 – Os preços da maioria dos produtos agropecuários seguiram avançando no Brasil no terceiro trimestre de 2020. Diante disso, o IPPA/Cepea (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários) subiu 5,09% entre o segundo e terceiro trimestres deste ano, de acordo com cálculos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

 

Conforme modelo do Cepea, de julho a setembro, o IPPA/Cepea se manteve próximo ao limite superior do intervalo esperado para seu comportamento nesse período. E esse resultado refletiu os avanços observados nos IPPAs de pecuária, grãos e hortifrutícolas, de respectivos 8,65%, 7,68% e 1,53%. Já o IPPA-Café+Cana/Cepea caiu 10,03% entre o segundo e terceiro trimestres.

       

PARCIAL DE 2020 – Na comparação dos valores médios de janeiro a setembro de 2020 e do mesmo período de 2019, o IPPA/Cepea cresceu expressivos 16,84%, refletindo as altas reais de 24,10% no IPPA-Grãos/Cepea, de 15,61% no IPPA-Pecuária/Cepea e de 5,83% no IPPA-Café+Cana/Cepea. O IPPA-Hortifrutícolas/Cepea, por outro lado, apresentou queda real de 4,55%.

 

Segundo pesquisadores do Cepea, ao longo deste ano, os choques estiveram relacionados sobretudo às dinâmicas do IPPA-Grãos/Cepea, em decorrência da soja, do arroz e do algodão, e do IPPA-Pecuária/Cepea, atrelado ao comportamento da arroba bovina, dos suínos e do leite. Esse aumento dos preços agropecuários, por sua vez, se deve especialmente à aquecida demanda, tanto externa (reforçada pelas compras chinesas) quanto doméstica (ancorada no programa de Auxílio Emergencial do governo federal). Nesse sentido, os preços aumentaram mesmo diante de uma expansão da oferta agropecuária brasileira no ano.

 

Com o forte aumento dos preços agropecuários desde o segundo semestre de 2019, impulsionados pela demanda aquecida, o IPPA passou a apresentar vantagem frente aos preços industriais – cenário que não era observado desde meados de 2017.

 

                                                                                                 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o IPPA/Cepea aqui e por meio da Comunicação Cepea, com o prof. Geraldo Barros e a pesquisadora Nicole Rennó: [email protected]

Fonte: CEPEA

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MILHO/CEPEA: Indicador supera R$ 80/sc e atinge recorde real da série do Cepea

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Cepea, 28/10/2020 – O Indicador do milho ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) está em alta consecutiva há 20 dias e, nessa terça-feira, 27, atingiu R$ 81,48/saca de 60 kg, recorde real da série histórica do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, iniciada em agosto de 2004 (os valores diários foram deflacionados pelo IGP-DI de setembro/2020).

 

No acumulado de 2020, o Indicador do milho ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) acumula alta de 67,7%, em termos nominais. Na parcial de outubro (até dia 27), a média é de R$ 71,11/sc, valor 45,6% superior ao do mesmo período do ano passado, em termos reais.

 

Segundo pesquisadores do Cepea, o impulso tem vindo principalmente da elevação dos valores nos portos – diante da maior paridade de exportação, por conta das valorizações internacionais e do dólar. Além disso, as aquecidas demandas doméstica e externa também influenciam os preços no Brasil. Atentos à baixa disponibilidade do cereal e aos possíveis impactos do clima sobre a próxima safra, vendedores limitam novas ofertas e sustentam o movimento de alta.

 

Muitos compradores consultados pelo Cepea já demostram dificuldades em encontrar novos lotes de milho no spot e também indicam ter margens comprometidas diante do atual preço. Com isso, no último dia 16, o governo anunciou a suspensão temporária das tarifas de importação de milho e também de soja. Contudo, ao avaliarem a viabilidade das importações, demandantes se esbarram nas dificuldades logísticas e no dólar elevado.

 

PORTOS – Enquanto a importação é facilitada, o milho brasileiro segue atrativo ao mercado internacional, contexto quem mantém firme as exportações. Nos primeiros 16 dias úteis de outubro, a Secex aponta que foram embarcadas 4,3 milhões de toneladas do cereal. Quanto aos preços, levantamento do Cepea mostra que, no acumulado da parcial de outubro (até o dia 27), as cotações do cereal subiram 21% em Paranaguá (PR) e 19% em Santos (SP).

 

REGIÕES – Os preços do milho estão em alta em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, mas as valorizações mais intensas são verificadas nas consumidoras, como São Paulo e Santa Catarina, devido a dificuldades em encontrar o cereal para negociar. Também há relatos de baixa disponibilidade de cereal no spot do Rio Grande do Sul, fazendo com que compradores busquem novos lotes de Mato Grosso do Sul, do Paraná e, até mesmo, de países vizinhos. No Paraná, apesar de a colheita da segunda safra ter sido finalizada há poucos dias, produtores consultados pelo Cepea limitam as ofertas e se concentram nos trabalhos de campo.

 

Quanto ao Centro-Oeste brasileiro, pesquisadores do Cepea indicam que a colheita foi elevada neste ano, mas produtores, aproveitando os altos preços, já comercializaram boa parte da produção, mantendo armazenado o volume restante, à espera de novas valorizações. No Nordeste, nem mesmo a colheita regional em estados como Sergipe limitou o avanço nas cotações.

 

Outras informações sobre as pesquisas do Cepea a respeito do mercado de milho aqui e por meio da Comunicação do Cepea e com o prof. Lucilio Rogerio Alves: [email protected] 

Fonte: CEPEA

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