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Internacional

Tempestades causam inundações e matam 16 pessoas

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Governor Andy Beshear vendo a devastação em Kentucky
Reprodução/Twitter

Governor Andy Beshear vendo a devastação em Kentucky


Pelo menos 16 pessoas, incluindo ao menos seis crianças, morreram nas devastadoras inundações causadas por fortes chuvas no Kentucky, nos EUA, desde quarta-feira. O número de vítimas ainda pode aumentar à medida que os esforços de resgate continuam e a chuva ainda cai no estado de mais de 4,5 milhões de habitantes, na região Sudeste do país.

“A notícia difícil é que são 16 mortos confirmados agora e ainda vai aumentar muito mais — advertiu o governador democrata Andy Beshear, em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira. — Algumas casas foram completamente varridas no meio da noite enquanto as pessoas dormiam.

Mais cedo, em declarações à emissora CNN, Beshear havia dito que o número de vítimas é “devastador”, acrescentando haver o temor de que o total “mais do que dobre” e que famílias inteiras podem ter sido atingidas. Centenas de pessoas perderam tudo, e levará no mínimo um ano para reconstruir as áreas afetadas, completou.

O presidente Joe Biden declarou estado de “desastre natural” em 13 condados do Kentucky e mobilizou reforços federais para apoiar as áreas atingidas por tempestades, inundações, deslizamentos de terra e rios de lama.

As chuvas no leste este do Kentucky começaram na noite de quarta, transformando estradas em rios e obrigando os moradores a buscar refúgio nos telhados de suas casas enquanto esperavam por ajuda. Outros ficaram presos devido ao aumento do nível das águas ou acabaram arrastados quando estavam no interior de seus carros.

Os serviços de emergência, ao lado da Guarda Nacional, da polícia e de reforços vindos de estados vizinhos, estão empenhados nas missões de ajuda e resgate das vítimas.

Cerca de 300 pessoas foram resgatadas em todo o estado, e em torno de 100 foram levadas em segurança por aeronaves para outras regiões. Contudo, ainda há muita água e as correntes são tão fortes “que não podemos chegar a todos”, alertou o governador.

Mudanças climáticas

A previsão indica que a chuva continuará até pelo menos segunda-feira, segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, por isso segue vigente o alerta para inundações.

Algumas partes do Kentucky registraram por volta de 200 milímetros de chuva em 24 horas, e, em alguns lugares, o nível dos rios subiu vários metros repentinamente, provocando enchentes e fazendo os rios saírem de seus cursos naturais.

Na região de Jackson, algumas estradas se transformaram em córregos, com carros abandonados pela cidade. Em seus pequenos vales cercados de florestas, a água barrenta inundava os terrenos, dos quais, em alguns lugares, apenas os telhados das casas e as copas das árvores eram visíveis.

Quase 23 mil pessoas em todo o estado ficaram sem eletricidade nesta sexta-feira, segundo o site PowerOutage, que coleta, registra e agrega dados de interrupção de energia ao vivo de concessionárias em todos os Estados Unidos.

Ginásios esportivos, igrejas e parques foram transformados em abrigos.

“São as piores inundações na história do Kentucky e acontecem depois dos piores tornados na história do Kentucky”, lamentou Beshear.

Em dezembro de 2021, dezenas de tornados causaram destruição em cinco estados do centro dos Estados Unidos, sobretudo Kentucky, deixando dezenas de mortos.

Com o aquecimento global provocado pela ação do homem, a atmosfera passa a conter mais vapor d’água, o que aumenta as possibilidades de chuvas fortes, explicam os cientistas. Essas chuvas, associadas a outros fatores, como a impermeabilização do solo pela urbanização, favorecem as inundações.

“Acredito que a mudança climática é real”, disse Beshear a repórteres na quinta-feira. “Acredito que está causando um clima mais severo”.


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Fonte: IG Mundo

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Internacional

Salman Rushdie: acusado será indiciado por tentativa de homicídio

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Homem foi detido após atacar o escritor Salman Rushdie
Reprodução/YouTube Euronews (em português) 13.08.2022

Homem foi detido após atacar o escritor Salman Rushdie

Acusado de ter  esfaqueado o escritor Salman Rushdie, Hadi Matar, de 24 anos, será indiciado por tentativa de assassinato em segundo grau e acusações de agressão, diz reportagem do jornal The Guardian. Nesta quinta (18), ele vai se apresentar ao tribunal para as acusações, disse o promotor distrital do condado de Chautauqua, Jason Schmidt, por e-mail. Hadi é acusado de ferir Rushdie na sexta-feira passada, pouco antes de o autor dar uma palestra.

Matar já compareceu a um tribunal do condado no sábado, no qual se declarou inocente das acusações de tentativa de homicídio e agressão, ambas em segundo grau.

O acusado pelo ataque a Salman Rushdie disse que não esperava que o escritor sobrevivesse ao atentado. Em entrevista ao New York Post, Hadi Matar elogiou o aiatolá Khomeini (que fez uma publicação em que pedia a morte do escritor) e contou que teria lido “apenas duas páginas” do romance escrito por Rushdie.

“Quando soube que ele sobreviveu, fiquei surpreso”, disse Matar, em uma entrevista em vídeo feita da cadeia onde está preso. “Eu respeito o aiatolá. Acho ele uma ótima pessoa. Isso é o que posso dizer sobre isso.”

Na entrevista, Hadi Matar também negou ter contato com qualquer entidade do Irã e afirmou ter tomado a decisão de ir até o local do evento sozinho. Ele contou ter decidido ir ao encontro de Rushdie, que participava de um evento, após ver uma publicação em uma rede social anunciando a visita do escritor.

“Eu não gosto da pessoa. Não acho que ele seja uma pessoa muito boa”, disse ele sobre Rushdie. “Ele é alguém que atacou o Islã, ele atacou suas crenças.”

Hadi Matar, de 24 anos, que é morador de Nova Jersey, se declarou inocente, em audiência no último sábado, da tentativa de assassinato em segundo grau, de agressão em segundo grau, com intenção de causar lesão física com arma mortal, além de outras acusações, de acordo com Nathaniel Barone, seu defensor público.

A possibilidade de fiança para Matar foi recusada, e ele foi detido na Cadeia do Condado de Chautauqua. A próxima aparição de Hadi no tribunal é sexta-feira (19). O crime, de acordo com a lei de Nova York, pode levar até 25 anos de prisão após a condenação.

Versos satânicos

A obra de Rushdie fez com que ele se tornasse alvo de ameaças de morte no Irã desde a década de 1980. O livro “Os Versos Satânicos” de Rushdie é proibido no país desde 1988. Muitos muçulmanos consideram a história uma blasfêmia.

Um ano depois, o falecido líder do Irã, o aiatolá Ruhollah Khomeini, emitiu um edito, pedindo a morte de Rushdie. Uma recompensa de mais de US$ 3 milhões também foi oferecida para quem tirasse a vida dele. O escritor passou cerca de dez anos sob proteção policial e vivendo na clandestinidade. Ele mora nos EUA desde 2000.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

ONU cita Brasil em relatório sobre trabalho análogo à escravidão

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Relatório da ONU indica trabalho forçado na China e no Brasil
Marcelo Casal Jr/Agencia Brasil

Relatório da ONU indica trabalho forçado na China e no Brasil

Um relatório elaborado e divulgado nesta terça-feira (16) pelo Relator Especial da ONU sobre Formas Contemporâneas de Escravidão, Tom Obokata, cita o Brasil como um dos países em que se observa a problemática.

De acordo com o documento, a agricultura e a pecuária “criam uma demanda por mão de obra barata” e, com isso, colocam grupos minoritários em condições semelhantes às de trabalho análogo à escravidão. No caso do Brasil, são os afrodescendentes de baixa renda.

“Na região amazônica brasileira, a escravidão está intrinsecamente ligada a atividades econômicas que estão causando devastação ambiental, incluindo extração ilegal de madeira e mineração”, diz o relatório.

Até o momento, o governo brasileiro não se manifestou sobre o relatório.

China

O relatório da ONU também indica que “é razoável concluir” que grupos minoritários foram submetidos a trabalhos forçados na região de Xinjiang, na China. O governo chinês nega as acusações.

Segundo o documento, as descobertas foram feitas por meio de “uma avaliação independente das informações disponíveis”.

“O Relator Especial considera razoável concluir que o trabalho forçado entre os uigures, cazaque e outras minorias étnicas em setores como agricultura e manufatura vem ocorrendo na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, na China”, afirma um trecho do documento.

Segundo o relatório, existem 2 sistemas “exigidos pelo Estado” em Xinjiang. Um deles se trata de um sistema de centro de educação e treinamento profissionalizante, onde as minorias são “detidas e submetidas” ao trabalho.

No outro sistema, os trabalhadores rurais são transferidos para empregos de baixa remuneração, com a oferta de uma melhora de vida. Esse tipo de processo também foi identificado no Tibete.

“Embora esses programas possam criar oportunidades de emprego para minorias e aumentar seus rendimentos, conforme é alegado pelo Governo, o Relator Especial considera que indicadores de trabalho forçado apontam que a natureza involuntária do trabalho prestado pelas comunidades afetadas estiveram presentes em muitos casos”, diz o relatório.

Em resposta ao documento da ONU, o ministério das Relações Exteriores da China disse que as acusações são “mentiras e informações fabricadas pelos Estados Unidos e países ocidentais”.

“Algumas forças manipulam questões relacionadas a Xinjiang e inventam informações falsas chamadas de ‘trabalho forçado’, que são, em essência, uma tentativa de minar a prosperidade e a estabilidade de Xinjiang e conter o desenvolvimento e a revitalização da China sob o pretexto dos direitos humanos. Seus planos nunca terão sucesso”, disse o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Wang Wenbin, nesta quarta-feira (17).

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Fonte: IG Mundo

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