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Política Nacional

Temer vira conselheiro de Simone Tebet para reduzir resistência no MDB

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O ex-presidente Michel Temer (MDB) e a senadora e pré-candidata do MDB à Presidência, Simone Tebet
Instagram Simone Tebet / Reprodução 20/05/22

O ex-presidente Michel Temer (MDB) e a senadora e pré-candidata do MDB à Presidência, Simone Tebet

Foi no escritório do ex-presidente Michel Temer (MDB), no bairro do Itaim Bibi, Zona Sul de São Paulo, que a  senadora Simone Tebet (MDB) deu início à “Caminhada da Esperança”, um roteiro de viagens pelo Brasil para divulgar sua pré-candidatura ao Planalto e colher sugestões para o plano de governo.

Desde 27 de janeiro, o ex-presidente tornou-se figura constante nas agendas de Tebet. Além de defender a escolha do nome da senadora para a terceira via, ele passou a atuar como um “superconselheiro” de campanha — apelido dado por uma pessoa próxima à emedebista.

Um deles, a senadora tem seguido à risca: não se envolver em bate-boca ou polêmicas. É o que explica, por exemplo, o distanciamento da crise do PSDB. Ou o silêncio em relação às provocações do ex-governador João Doria, que já disse não se “priorizar” como cabeça de chapa, em referência indireta a Simone, que não abriria mão de ser a pré-candidata a presidente.

Teria partido do ex-presidente a sugestão pela adoção de um perfil “moderador” na campanha à Presidência, em contraponto a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), os mais bem colocados nas pesquisas. E a apresentação de um programa de governo enxuto.

O apoio de Temer à candidatura de Tebet é considerado uma conquista importante para a pré-campanha da senadora, que vem diminuindo a rejeição à sua candidatura dentro do MDB. Hoje, ela tem apoio declarado de pelo menos 14 diretórios estaduais, mas precisa lidar com o movimento da ala pró-Lula, que reúne nomes como Eunício Oliveira e Renan Calheiros. Eunício disse que a senadora deveria buscar a reeleição. Já Renan afirmou que seria “insanidade” mantê-la na disputa com 1% dos votos.

Além de ajudar a angariar apoio interno no MDB, Temer também participado de agendas da senadora com o empresariado, setor com o qual ele mantém boas relações. Foi assim na última segunda-feira, em evento na Associação Comercial de São Paulo, e no começo do mês, em encontro com líderes empresariais no Alma Premium, plataforma de networking corporativo da capital paulista.

Nos eventos, a senadora também tem defendido o legado do ex-presidente, especialmente a reforma do Ensino Médio, que passou a ser implementada este ano. “Uma ponte para o futuro”, plataforma política do governo Temer, também serviu de base para a discussão sobre o programa de governo de Tebet, dizem pessoas próximas a ela. Na terça, durante o seminário “Caminhos e Perspectivas — Para o Povo Negro no Brasil”, ela convidou a ex-ministra de Temer Luislinda Valois para montar o plano sobre igualdade racial.

Começo com ‘pé esquerdo’

Embora hoje tenham uma boa relação, Tebet e Temer passaram por um desgaste no fim do ano passado, quando a senadora esqueceu de mencionar o emedebista no lançamento de sua pré-candidatura ao Planalto. Em discurso de 23 minutos, ela citou veteranos do MDB, como Ulysses Guimarães, Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos, mas deixou o ex-vice de Dilma Rousseff (PT) de fora.

Entusiastas da campanha de Tebet avaliam que o ex-presidente deve ter um papel restrito ao bastidor, sem aparecer em programas de TV. Isso porque Temer deixou a presidência da República com apenas 7% de aprovação, segundo pesquisa Datafolha divulgada na época.

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Política Nacional

IFI projeta crescimento do PIB de 2% e superávit pela primeira vez

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A Instituição Fiscal Independente (IFI) divulgou o Relatório de Acompanhamento Fiscal referente ao mês de agosto. As novas projeções apontam que o PIB pode crescer 2% este ano, mas em 2023 terá uma desaceleração. O diretor-executivo da IFI, Daniel Couri, explicou que os cálculos foram afetados por medidas que aumentam a renda disponível para o consumo das pessoas, como as previstas na PEC 15/22. No entanto, o desempenho positivo não será mantido em 2023.

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Datafolha: Lula lidera com 47%; Bolsonaro avança e tem 32%

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Bolsonaro e Lula, candidatos à Presidência
Gabriel de Paiva – 24.07.2022 e Jarbas Oliveira – 30.07.2022

Bolsonaro e Lula, candidatos à Presidência

A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (18) aponta que o  ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na liderança da corrida pela Presidência com 47% das intenções de voto. O presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar com 32%.

O levantamento atual demonstra que Bolsonaro está diminuindo a diferença com Lula para 15 pontos. Em maio, a distância era de 21 pontos e, em julho, de 18.

Na pesquisa  divulgada no dia 28 de julho , Lula também aparecia com 47% das intenções de voto, assim como no levantamento de 23 junho. Bolsonaro tinha 29%.

O terceiro colocado na disputa, Ciro Gomes (PDT), aparece com 7% dos votos, diminuindo em relação à última pesquisa. A senadora Simone Tebet (MDB) aparece com 2%.

O Datafolha ouviu 5.744 eleitores em 281 cidades. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09404/2022. A margem de erro do levantamento feito nesta terça (16) até esta quinta-feira (18), é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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Fonte: IG Política

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