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Técnico Bruno Lage deixa Benfica e torcida já sonha com Jorge Jesus

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Fim da linha para Bruno Lage no Benfica. Após a derrota por 2 a 0 para o Marítimo, o técnico pediu demissão faltando apenas cinco rodadas para o término do Campeonato Português. Desde o retorno da competição após a paralisação devido ao novo coronavírus, o time de Lisboa conseguiu apenas uma vitória em cinco partidas.

O baixo rendimento fez o Benfica se distanciar do líder Porto. Há duas rodadas, as águias chegaram a liderar a competição ao vencer o Rio Ave por 2 a 1. Porém, as duas derrotas nas partidas seguintes fizeram a equipe de Bruno Lage ficar seis pontos atrás do grande rival.

O presidente do Benfica, Luís Felipe Vieira, assumiu a culpa pela fase ruim do time e revelou o incômodo de Bruno Lage com a situação.

“Sou o único culpado, não há aqui mais culpados. Sou eu. Nosso treinador, Bruno Lage, quando acabou o jogo, dirigiu-se a mim e me disse: presidente, tens meu lugar a sua disposição, porque entendo que neste momento as coisas não são boas para o Benfica. Não quero dizer que eu não tenha qualidade, não tenha capacidade para dar a volta por cima, como já dei. Mas neste momento não há condições para fazer, toda a gente parece que quer que eu vá embora”.

Primeira Liga - Benfica v Tondela Primeira Liga - Benfica v Tondela

No retorno do Campeonato Português, Benfica empatou com o Tondela diante do Estádio da Luz vazio, mas com cachecóis nas arquibancadas – Tiago Petinga/Pool via REUTERS

O sentimento de que não havia mais clima para a continuidade de Bruno Lage não é exclusividade do treinador. Torcedor do Benfica, Marco Teles, de 32 anos, entende que o técnico cometeu erros que o levaram a “perder o vestiário”.

“Em relação à saída do Bruno Lage, como benfiquista, acho que foi a melhor solução, pois ele, ultimamente, não tem feito as melhores opções. Foi um técnico muito importante no título da temporada anterior, mas neste ano não está tão bem. Ele excluiu alguns jogadores da equipe e voltou a utilizá-los agora nesta fase que a equipe está pior, como o Zivkovic. Tem também o caso do Samaris, que foi muito importante na temporada passada e nesta foi pouco utilizado. Obviamente, isto tem interferência dentro da equipe. Os jogadores sentem esses erros e também começam a falhar. Às vezes parece até falhas propositais para prejudicar a equipe e mandarem o treinador embora”.

E o futuro? Jornais portugueses apontam três opções no momento: Mauricio Pochettino, Jorge Sampaoli e Marco Silva. O favorito seria Pochettino, que está desempregado. O português Marco Silva também está livre no mercado desde a saída do Everton (ING), em 2019. Jorge Sampaoli é o atual treinador do Atlético-MG, e tem carta branca com a diretoria do Galo para contratações e início de um projeto a longo prazo. Apesar das três opções, o torcedor sente saudade de outro treinador, como lembra o benfiquista Marco Teles.

“O Sampaoli eu não sei muito bem o que pode acrescentar ao Benfica e ao futebol português, que é um futebol que ele não conhece. Também se fala no Pochettino, mas não sei se será a melhor solução. Eu, como benfiquista, não me importaria de ver o Jorge Jesus aqui outra vez. Sabendo que é difícil, talvez a melhor opção seja o Marco Silva, por ter sido treinador do Sporting na Liga Portuguesa e conhece bem o futebol português”. 

Jorge Jesus vem sendo cogitado para assumir o Benfica desde o retorno do futebol em Portugal e tem grande apelo dos torcedores, principalmente nas redes sociais. Pelo clube, conquistou três vezes o Campeonato Português, além de uma Taça da Portugal e cinco Taças da Liga de Portugal. O técnico renovou o contrato com o Flamengo até junho de 2021.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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COB mantém projeto na Europa, apesar de veto inicial a brasileiros

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O Comitê Olímpico do Brasil (COB) acredita que a Missão Europa poderá ser realizada, mesmo com o país fora do primeiro grupo de nações, cujos residentes terão entrada liberada na União Europeia partir de 1º de julho, data da reabertura das fronteiras. A manifestação da entidade, por meio de nota oficial (segue abaixo, na íntegra), destaca que a janela para execução do programa vai até dezembro e avalia que, “dentro desse intervalo”, será possível continuar o planejamento. O Missão Europa visa levar atletas brasileiros para treinamentos em Portugal, onde a pandemia do novo coronavírus (covid-19) encontra-se estabilizada.  

Os critérios estabelecidos pela União Europeia para autorizar a entrada de pessoas de fora do bloco são relacionadas a providências tomadas pelos países de origem tais como estabilização ou queda da tendência de contágios pela covid-19, adoção de  medidas para enfrentamento da pandemia, e número de casos por 100 mil habitantes ser inferior à média do continente (16 casos/100 mil) no último dia 15.  As liberações serão revistas a cada duas semanas.

Segundo o COB, até agora, a Missão Europa prevê o atendimento a 207 atletas de 15 modalidades, vinculadas a 11 confederações. Uma delas, a do judô, estimava – até a semana passada – a permanência de 28 integrantes da delegação brasileira no continente até 23 de agosto. O foco do projeto é a preparação para a Olimpíada de Tóquio (Japão), afetada em decorrência da pandemia e às diferentes maneiras como a covid-19 se propaga no país. A principal base do Time Brasil será o Centro de Treinamento de Rio Maior, cidade a 75 quilômetros de Lisboa, capital de Portugal. O Comitê estima que o investimento na logística seja de R$ 13,7 milhões.

“Nenhuma compra de passagens aéreas foi concluída até o momento, o que só será feito com a garantia da permissão de entrada de cidadãos brasileiros em Portugal. Se não for possível, o COB vai observar os protocolos de cada esporte, o que permitirá a retomada da prática esportiva no Brasil, adequada às normas de saúde pública, definidas por cada estado e município”, afirma a nota oficial, que ainda prevê a reabertura do CT Time Brasil, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, “até o final do mês de julho”, obedecendo a um protocolo de retorno estabelecido pelo próprio COB. 

O comunicado da entidade lembra que “atletas de diversas modalidades já estão em atividade no Brasil ou no exterior, seguindo protocolos locais, e optaram por não aderir à Missão Europa”. É o caso, por exemplo, dos judocas David Moura e Maria Suellen Altheman. Em entrevista à Agência Brasil, o gestor de Alto Rendimento da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Ney Wilson, informou que a dupla vem utilizando estruturas próprias para treinar durante a quarentena.

Por fim, a nota diz que o COB “segue trabalhando para que os atletas classificados ou com potencial de classificação para os Jogos de Tóquio tenham a oportunidade de retomar os treinamentos com tranquilidade e segurança, cumprindo todos os protocolos necessários e validados pelos serviços médicos, seja no Brasil ou no exterior”.

Confira a nota oficial do COB

O COB acompanha diariamente as regras para entrada de brasileiros na Europa para o melhor planejamento da operação de envio de uma delegação para treinamento em Portugal visando, principalmente, aos Jogos Olímpicos de Tóquio. A entidade trabalha para realizar a Missão Europa com a janela de execução de julho a dezembro e acredita que, dentro desse intervalo, será possível o envio de atletas brasileiros para treinamento no continente europeu.

Nenhuma compra de passagens aéreas foi concluída até o momento, o que só será feito com a garantia da permissão de entrada de cidadãos brasileiros em Portugal. Se não for possível, o COB vai observar os protocolos de cada esporte, o que permitirá a retomada da prática esportiva no Brasil, adequada às normas de saúde pública, definidas por cada estado e município.

Atletas de diversas modalidades já estão em atividade no Brasil ou no exterior, seguindo protocolos locais, e optaram por não aderir à Missão Europa. O COB trabalha para reabrir o CT Time Brasil aos atletas até o final do mês de julho, seguindo rigorosamente o Protocolo de Retorno do Centro de Treinamento Time Brasil e o Guia para a Prática de Esportes Olímpicos no Cenário da COVID-19.

Ainda que a pandemia venha a ser controlada, o retorno às atividades será progressivo, exigindo procedimentos rígidos de controle e segurança. O COB reitera que estará plenamente adequado às novas normas de convívio social e profissional, administrando quaisquer riscos.

O COB segue trabalhando para que os atletas classificados ou com potencial de classificação para os Jogos de Tóquio tenham a oportunidade de retomar os treinamentos com tranquilidade e segurança, cumprindo todos os protocolos necessários e validados pelos serviços médicos, seja no Brasil ou no exterior.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Triatleta transforma hobby culinário em negócio durante a quarentena

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Esporte e cozinha são duas das paixões de Thomas Galindez. Normalmente, o dia a dia é voltado à primeira delas. Argentino de nascimento, mas radicado em Santos (SP), compete há cerca de oito anos no triatlo. É o atual campeão sul-americano de Ironman, prova de resistência que inclui 3,8 quilômetros de natação, 180 quilômetros de ciclismo e pouco mais de 42 quilômetros de corrida. Em outubro, disputaria o Mundial, no Havaí (Estados Unidos), mas devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19) o evento foi remarcado para fevereiro do ano que vem.

Em meio à quarentena, a outra paixão de Thomas ganhou mais espaço. “Como gostamos de cozinhar, veio a ideia de fazermos empanadas argentinas. Moramos no Brasil eu e minha irmã. Ela abre a massa, eu faço os recheios”, detalha o atleta de 23 anos à Agência Brasil.

O que surgiu como hobby deu mais certo que o esperado. “O retorno foi tão bom que a gente decidiu virar um negócio. Além de ajudar a captar uma parte do dinheiro para as provas, é algo de família, né? Com a pandemia, os patrocínios têm caído um pouco e a gente faz de tudo para se virar e correr atrás dos nossos sonhos”, conta Thomas, que além de cozinhar, também faz as entregas do Cocina Galindez  de bicicleta, é claro, para não perder o hábito.

Além do trabalho na cozinha, Thomas concilia o tempo de isolamento social com os estudos – ele está no último ano de Educação Física na Universidade Metropolitana de Santos (Unimes). A intensidade dos treinamentos pode até ter sido reduzida, mas as atividades físicas continuaram. “No início [da pandemia], não conseguia sair de casa. Eram várias coisas restritas. Não conseguia nadar, por exemplo. Mas, não fiquei parado. Fiz muito treino funcional, de fortalecimento. Tenho um simulador em casa, você coloca a bicicleta e pedala no lugar. Isso me ajudou a manter um nível de treino constante”, explica.

Thomas Galindez Thomas Galindez

O triatleta Thomas Galindez iinvestiu na produção de empanadas durante a quarentena, e ele mesmos faz as entregas, de bicicleta – Fábio Maradei/Direitos reservados

 

Com o adiamento do Mundial, a preparação específica ainda não começou, até pela liberação para retomada das atividades em Santos (SP) – segunda cidade com mais casos de covid-19 no estado de São Paulo – ocorrer de forma gradual. A cabeça do argentino, porém, está na competição do Havaí. Na edição do ano passado, Thomas ficou em sexto na categoria 18 a 24 anos, sendo o melhor entre os atletas sul-americanos.

Desta vez, Thomas quer ir além. “Quero ser campeão mundial da minha categoria”, afirma, já projetando as próximas edições. “Tenho o sonho de competir [no Mundial] na categoria profissional. São 50 competidores, então é algo muito difícil. Mas, quero alcançar e vou correr atrás”, conclui.

Inspiração caseira

Ao invés de correr, nadar e pedalar, Thomas poderia estar trocando golpes de taekwondo, modalidade em que chegou a ser faixa preta. Ou fazendo voleios e dando smashs em uma quadra de tênis. Mas, o triatlo pareceu ser o fluxo natural para ele. O pai de Thomas é Oscar Galindez, um dos maiores nomes da modalidade na América do Sul, com duas medalhas de bronze em Jogos Pan-Americanos e participação na Olimpíada de Sydney (Austrália), em 2000.

“Eu o acompanhava nas provas desde pequeno. Vi ele ganhar, sofrer, mas nunca imaginei que pararia no mesmo esporte. Ele nunca me obrigou. Quando tinha 15, 16 anos, cheguei para ele e disse: ‘pai, você me treina para o triatlo?’ Ele respondeu: ‘Claro!’. Foi o pontapé inicial”, recorda o jovem.

 

 
 
 

 
 
 
 
 

 
 

 
 
 

Esta é a pessoa responsável por tudo que me está acontecendo nesta vida. . Foram anos de dedicação juntos tanto na parte de treinos como TÉCNICO quanto a parte MENTAL que para nós é o mais importante para enfrentar qualquer tipo de desafio na VIDA. O principal objetivo de todo trabalho MENTAL não é transportar um impossível estado de felicidade, mas sim ajudá-lo a adquirir FIRMEZA e PACIÊNCIA diante do sofrimento. A vida acontrce no equilíbrio entre a alegria e a dor. Quem não se arrisca para além da realidade jamais encontrará a verdade. . . Seguimos sumando y VAMOS X MÁS ?? . Tenho muito que te agradecer e está vitória vai especialmente para você Pai ♥️ . #probiótica #unimes #citybikesmiami #ironmantri #motorola #livestrong #OGdesign #tristyle #triathlonintheworld #triathlete #bike #father

Uma publicação compartilhada por Thomas Galindez (@thomytri) em 4 de Dez, 2019 às 5:57 PST

 

Com o tempo, a parceria pai-filho ganhou a extensão técnico-atleta. “A gente tenta diferenciar, né? Não é fácil, mas fomos nos adaptando. Como estudo Educação Física e quero atuar como técnico mais adiante, ele me fala o que tenho que fazer, eu monto [o treino] e mostro para ele, como se fosse uma lição de casa (risos). Então, ele aprova ou não, corrige… É algo em que os dois se ajudam”, relata Thomas.

Os Galindez chegaram, inclusive, a competir juntos. No ano passado, eles dividiram o percurso do Mundial do Havaí – Thomas na categoria 18 a 24 anos, Oscar entre atletas de 45 a 49 anos. E o filho não esconde a admiração pelo pai. “Ele ainda está em um nível incrível, aos 49 anos, andando forte. Para se ter ideia desse nível, a gente ainda chega junto. É uma pessoa que fez a vida inteira dele no esporte, fez uma carreira incrível, criou a família… O coração dele, a paixão dele pelo esporte é inexplicável”, encerra.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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