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Economia

Taxa de juros do rotativo do cartão de crédito chega a 339,5% em setembro

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Taxa de juros do rotativo do cartão de crédito subiram e chegaram a 339,5% em setembro
MARCELLO CASAL JR./AGÊNCIA BRASIL

Taxa de juros do rotativo do cartão de crédito subiram e chegaram a 339,5% em setembro

Pressionados pela inflação aquecida e a consequente elevação da Selic, os juros cobrados às empresas e aos consumidores que utilizam o rotativo do cartão de crédito voltam aos patamares de antes da pandemia e, em alguns casos, as taxas retornaram a níveis do governo de Michel Temer, em 2017.

A taxa de juros cobrada no cartão de crédito rotativo — a modalidade mais cara do mercado — subiu pelo terceiro mês seguido e atingiu 339,5% ao ano em setembro. O número foi divulgado nesta segunda-feira (25) pelo Banco Central (BC).

Esse patamar é o maior desde agosto de 2017, quando o rotativo estava em 392,29% ao ano. Em junho, os juros nessa modalidade estavam em 327,5%.

Essa subida acontece em meio a uma trajetória de alta na taxa básica de juros, a Selic, desde o início do ano e que não tem data para parar. Na reunião desta semana, o BC sinalizou uma alta de 1 ponto percentual, para 7,25%, mas o mercado já aposta em uma subida mais intensa, para 7,5%.

Refletindo essa questão, os juros médios do sistema financeiro chegaram a 21,6% ao ano em setembro depois de quatro meses seguidos de alta, o maior patamar desde março do ano passado. Os juros sobem tanto para pessoas físicas quanto para empresas.

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No último caso, a alta vem acontecendo desde junho, quando as empresas pagavam em média 12,8% de juros ao ano. Em setembro, esse número chegou a 14,9%, maior patamar desde agosto de 2019, quando o número foi registrado.

O crédito em capital de giro, modalidade muito procurada por empresas por dar liberdade para os gastos, foi um dos que registrou alta nos juros. De 16,2% ao ano em agosto, pulou para 17,6% em setembro, o maior número desde os 17,7% de janeiro de 2019.

Já no caso de pessoas físicas, o patamar é o maior desde maio de 2020, quando os juros estavam em 26,6%. No último mês, chegaram a 25,8%. O crédito para aquisição de veículos, por exemplo, subiu de 22,7% ao ano em agosto para 23,9% em setembro, o maior número desde junho de 2017, quando estava em 24%.

O consignado também subiu para servidores públicos, de 16,7% ao ano em agosto para 17% em setembro, de trabalhadores do setor privado de 29,8% para 31% e para beneficiários do INSS de 20,4% para 20,5%. No total, a alta foi de 18,8% para 19%, o maior patamar desde junho deste ano, quando estava em 19,6%.

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Economia

IBGE prevê aumento de 10% na safra de grãos em 2022 no país

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A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve fechar 2022 com recorde 278 milhões de toneladas, uma alta de 10% em relação à produção prevista para este ano. Esse é o segundo prognóstico para a safra do ano que vem sendo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estimativa divulgada hoje (9) é ainda mais otimista do que a divulgada no primeiro prognóstico, no mês passado, ao aumentar em 2,7%, ou 7,3 milhões de toneladas, a previsão para 2022.

São esperadas, para o ano que vem, altas de 3,4% para a soja, 13,9% para a primeira safra do milho, 28,4% para a segunda safra do milho e de 4,3% para o algodão herbáceo. Por outro lado, são estimadas quedas de 4,2% para o arroz e de 8,5% para o trigo.

A previsão é que a safra de 2022 se encerre com 25,2 milhões de toneladas a mais do que neste ano, que deve fechar em 252,8 milhões de toneladas, ou 0,5% abaixo da produção de 2020.

Apesar das altas de 10,5% para a soja, de 4,9% para o arroz e de 26% para o trigo, este ano deve fechar com quedas de 14,6% para o milho e de 17,6% para o algodão herbáceo.

Edição: Valéria Aguiar

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Economia

Senado autoriza postos a comprarem etanol diretamente de produtores

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Senado aprova MP que autoriza Senado autoriza postos a comprar etanol diretamente de produtores
Sophia Bernardes

Senado aprova MP que autoriza Senado autoriza postos a comprar etanol diretamente de produtores

O Plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (8), o projeto de lei de conversão (PLV 27/2021) da Medida Provisória (MP) 1.063/2021, que autoriza os postos de combustíveis a comprar álcool combustível (etanol hidratado) diretamente de produtores e importadores. Foram 71 votos a favor, nenhum contra. O relator foi o senador Otto Alencar (PSD-BA), que votou pela aprovação do texto enviado pela Câmara, sem alterações. O PLV segue agora para sanção presidencial.

“É uma matéria que eu considero importante e que vem normatizar e dar condição de que aquele que é o produtor, que trabalha, que faz o investimento na sua propriedade, que planta a cana, que compra os fertilizantes, que vai fazer o refino, tenha essa opção dada agora por esse projeto”, disse Otto Alencar.

O texto aprovado incorpora trechos da MP 1.069/2021, permitindo a venda direta aos postos também para as cooperativas de produção ou comercialização de etanol, para as empresas comercializadoras desse combustível ou importadores. Ainda pendente de votação, essa medida permitiu a antecipação das regras da MP 1.063, que envolvem também o pagamento de PIS/Cofins. Assim, produtores e importadores podem vender etanol diretamente a postos de combustíveis e ao transportador-revendedor-retalhista (TRR).

O texto confirmado no Senado é o mesmo aprovado na Câmara, onde os deputados retiraram a permissão para a venda de combustíveis de outros fornecedores diferentes do vinculado à bandeira do posto. De acordo com Otto, a flexibilização da fidelidade à bandeira “provocou efeitos indesejáveis antes mesmo de entrar em vigor, causando certa confusão e conflitos no mercado”, o que motivou a Câmara a retirar essa previsão.

Também será permitida a revenda varejista de gasolina e etanol hidratado fora do estabelecimento autorizado, mas dentro do território do município onde se localiza o revendedor.

De acordo com o relator, atualmente existem resoluções da Agência Nacional do Petróleo (ANP) que limitam o revendedor de combustíveis a somente adquirir combustíveis de distribuidora. Da mesma forma, o produtor de etanol somente pode vender combustível para distribuidora, outro produtor ou para o mercado externo, explica o senador.

“Essas limitações produzem ineficiências econômicas, ao impedir o surgimento de novos arranjos produtivos e a redução no preço do etanol para o consumidor final, por meio da venda direta entre produtores de etanol e postos de abastecimento. (…) No atual contexto de escalada de preços dos combustíveis, surge agora uma nova oportunidade para pôr fim a essas injustificáveis limitações. A “venda direta” do etanol não será obrigatória, cabendo ao produtor ou importador e ao revendedor identificar tratar-se de opção vantajosa. Com isso, esperamos alcançar maior competitividade no mercado e consequentemente um preço justo ao consumidor”, disse Otto.

Dizendo-se cético, o senador Jean Paul Prates (PT-RN) votou a favor, mas afirmou não acreditar que o preço do álcool combustível vá diminuir com essas mudanças.

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Tributos

Devido às mudanças de comercialização propostas, muda também a sistemática de cobrança do PIS/Cofins para evitar perda de arrecadação e distorções competitivas. Se o importador exercer a função de distribuidor ou se o revendedor varejista fizer a importação, terão de pagar as alíquotas de PIS/Cofins devidas pelo produtor/importador e pelo distribuidor.

No caso das alíquotas sobre a receita bruta, isso significa 5,25% de PIS e 24,15% de Cofins. A regra se aplica ainda às alíquotas ad valorem, fixadas por metro cúbico.

Quanto ao etanol anidro (sem água) usado para mistura à gasolina, o texto aprovado acaba com a isenção desses dois tributos para o distribuidor, que passará a pagar 1,5% de PIS e 6,9% de Cofins sobre esse etanol misturado à gasolina. A decisão afeta principalmente o anidro importado porque a maior parte das importações de álcool é desse tipo.

Além disso, o distribuidor que paga PIS e Cofins de forma não cumulativa (sem acumular os tributos ao longo da cadeia produtiva) poderá descontar créditos dessas contribuições no mesmo valor incidente sobre a compra no mercado interno do anidro usado para adicionar à gasolina.

O texto aprovado traz, ainda, regras para as cooperativas de produção ou comercialização de etanol. Essas cooperativas não poderão descontar da base de cálculo desses tributos os valores repassados aos associados, devendo estes fazerem a dedução.

“A medida busca assegurar que a carga tributária das contribuições sociais incidentes sobre a cadeia do etanol será a mesma, tanto na hipótese de “venda direta” do produtor ou importador para o revendedor varejista quanto naquela intermediada por um distribuidor”, avaliou o relator.

(Com informações da Agência Câmara de Notícias)

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