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Saúde

SUS disponibilizará medicamento contra atrofia muscular espinhal

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Portaria publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (12) cria projeto-piloto que disponibilizará, a pessoas com atrofia muscular espinhal (AME), o medicamento Spinraza (Nusinersena). O medicamento ficará à disposição no Sistema Único de Saúde (SUS).

Considerada rara, a AME é uma doença genética degenerativa e sem cura, que atinge a coluna vertebral, interferindo na capacidade de o corpo produzir uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurônios motores.

Sem a proteína, esses neurônios morrem, levando o paciente a perder controle e força muscular. Com isso, ele perde também a capacidade de se mover, engolir ou mesmo respirar. Há riscos, inclusive, de a doença levar o indivíduo à morte.

Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento consiste na administração de seis frascos com 5ml no primeiro ano e, a partir do segundo ano, três frascos.

O anúncio da disponibilização do medicamento já havia sido feito pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em abril, durante audiência pública no Senado Federal. Na oportunidade, informou-se que os pacientes beneficiados serão acompanhados por meio de registro prospectivo para medir resultados e desempenhos, como evolução da função motora e menor tempo de uso de ventilação mecânica.

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Dados divulgados pelo ministério informam que, em 2018, 90 pacientes foram atendidos após demandas judiciais que solicitavam a oferta do Spinraza, ao custo de R$ 115,9 milhões; e que cada paciente representou, em média, um custo de R$ 1,3 milhão.

Nota divulgada no site do ministério em abril informou que 106 pacientes portadores da doença estavam sendo atendidos na época, a um custo de até R$ 420 mil a ampola, e que, após a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos ter estipulado um teto de preço para o medicamento, houve uma redução de 50% em relação ao preço cobrado em 2017.

A expectativa é que, com a incorporação que resultará em compras anuais centralizadas, o valor final seja reduzido.

 

 

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde
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Saúde

Indícios de câncer de pele? Saiba quando manchas e pintas podem indicar a doença

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Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que, no Brasil, o câncer de pele não melanoma é o mais frequente e corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos no País. A doença se desenvolve, principalmente, no rosto, pescoço e orelhas, que são as áreas do corpo que ficam mais expostas ao sol, mas pode surgir em outras regiões também.

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O câncer de pele deve ser diagnosticado o quanto antes; saber reconhecer os sinais da doença é extremamente importante

“O câncer de pele é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, sendo relativamente raro em crianças e pessoas de pele negra, com exceção daquelas já portadoras de doenças cutâneas anteriores. Pessoas de pele clara e sensíveis à ação dos raios solares constituem o principal grupo de risco para o problema”, destaca Auro Del Giglio, oncologista do HCor.

Atenção aos sinais

Saber reconhecer os sintomas do câncer é fundamental para procurar ajuda médica o quanto antes. De acordo com o INCA, manchas na pele que coçam, ardem, descamam ou sangram merecem atenção especial. Além disso, é importante observar se há feridas que não cicatrizam em até um mês. 

Giglio também explica que as pintas que merecem um olhar cuidadoso são aquelas que têm pigmentação irregular, bordas assimétricas e que mudam de características com o tempo, aumentando de tamanho, espessura ou cor. É válido ressaltar que qualquer lesão cutânea que apareça deve ser sempre avaliada por um médico o mais rápido possível.

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Se você notar alguma mancha, pinta ou lesão que muda de tamanho, espessura ou cor, é importante procurar ajuda médica

É claro que somente um exame clínico ou uma biópsia podem dar o diagnóstico correto, mas é importante observar, ainda, se a pele apresenta alguma lesão de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente, além de uma pinta preta ou castanha que muda sua cor e textura.

Como prevenir o câncer de pele?

Antes de tudo, vale falar que o principal fator de risco para o surgimento da doença é a exposição solar associada diretamente com a radiação ultravioleta, que é considerada a principal causadora de alterações genéticas que, ao se acumularem, levam ao desenvolvimento de neoplasias (crescimento anormal e progressivo de tecido).

Por isso, uma medida relativamente simples é o uso de protetor solar no dia a dia. “Por mais leve que o sol possa parecer ao final da tarde ou no início da manhã, raios solares sempre trazem riscos à saúde cutânea. Tanto que, nos horários de pico solar, entre 10h e 15h, é recomendável evitar exposição solar, mesmo com uso de protetor”, pontua o oncologista.

Segundo Andrea Oliveira,  cirurgiã plástica da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo e membro do Grupo Brasileiro de Melanoma, o uso de protetor solar é muito associado às atividades externas, principalmente ao lazer em praias e piscinas. No entanto, ele também deve ser utilizado nas atividades rotineiras.

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Conforme explica a cirurgiã plástica, “a exposição solar diária, durante as atividades do dia a dia, como na locomoção a pé, no carro ou transporte coletivo, nas atividades de educação física e, especialmente, dos trabalhadores ao ar livre, é muito mais danosa à saúde da pele do que a exposição intencional.”

De forma geral, Giglio diz que, além do protetor solar , é importante reduzir a exposição solar, em especial nos horários de pico de incidência solar, e usar roupas com fotoproteção, chapéus, óculos escuros e, sempre que possível, fazer a restrição da exposição à radiação UV adicional, sendo as câmaras de bronzeamento artificial a fonte mais comum. 

Os cuidados, no entanto, são válidos para o ano todo. “Os níveis de radiação ultravioleta em São Paulo, no inverno, são quase tão altos quanto os de Paris no verão”, compara Rodrigo Munhoz, diretor da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). Por isso, é importante incluir na rotina o uso de protetor em partes expostas, mas não esquecer das mãos, nuca, orelhas e nariz.

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Por fim, caso você note alguma pinta, mancha ou lesão na pele, procure um dermatologista, que poderá avaliar e fazer o diagnóstico e, em caso positivo de câncer de pele , dar início ao tratamento o quanto antes. A detecção precoce é super importante. E o INCA dá a dica: as pessoas precisam conhecer o próprio corpo e estar atentas a quaisquer alterações em sua pele. 

Fonte: IG Saúde
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Saúde

Rede estadual de saúde do Rio tenta compensar paralisação municipal

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES) do Rio de Janeiro diz que está orientando as equipes das unidades estaduais para receber pacientes que não forem atendidos na rede municipal. Hoje (12) é o terceiro dia de paralisação dos empregados terceirizados da área de saúde do município do Rio de Janeiro. 

De acordo com a SES, houve um aumento de até 45% no número de atendimentos em Unidade de Pronto Atendimento (UPAs) e unidades hospitalares administradas pelo estado. A SES diz ainda que instalou uma comissão para acompanhar a assistência prestada ao cidadão. 

“A secretaria reestrutura e treina as equipes que atuam nas unidades para acolher bem o paciente durante o atendimento e também em situações de aumento no tempo de espera, situação que deve ocorrer”, diz a pasta em nota enviada à imprensa. 

Salários atrasados 

Os empregados terceirizados do município, que são agentes comunitários de saúde, farmacêuticos, técnicos de enfermagem, entre outros profissionais, estão sem salário desde outubro. De acordo com eles, mais de 20 mil profissionais estão nessa situação. 

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Os mais afetados são aqueles contratados por Organizações Sociais (OSs) e organizações não governamentais (ONGs), que recebem recursos da prefeitura para administrar unidades de saúde. Nas unidades administradas por essas organizações, o atendimento ficou restrito a 30% do contingente dos profissionais. A paralisação afeta principalmente clínicas da família e centros municipais de saúde. 

Repasses

A SES diz ainda que assinou, no último dia 19, dois convênios para investimentos na saúde do município do Rio de Janeiro, que totalizam um repasse de R$ 234 milhões. O primeiro estipula um repasse único no valor de R$ 60 milhões, destinado para melhorias em unidades de saúde da prefeitura. 

A SES também inicia repasses mensais de R$ 6 milhões para contribuir no custeio dos hospitais Albert Schweitzer e Rocha Faria, na Zona Oeste da capital, que foram municipalizados em 2016. O valor será repassado nos próximos 24 meses, somando R$ 174 milhões. Do total, R$ 42 milhões, que são referentes aos meses retroativos à assinatura, novembro e dezembro,  já foram transferidos aos cofres municipais, de acordo com o governo do estado.

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A SES acrescenta que já repassou, entre janeiro e novembro, outros R$ 35 milhões ao município do Rio, por meio de cofinanciamentos para fortalecer a atenção primária, como realização de exames, compra de medicamentos, entre outros benefícios.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde
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