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Surto Psicótico: o que acontece com o cérebro? Como é possível tratar?

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Surto Psicótico: o que acontece com o cérebro? Como é possível tratar?
Reprodução 17/05/2022

Surto Psicótico: o que acontece com o cérebro? Como é possível tratar?

O surto psicótico é um episódio passageiro no qual uma pessoa tem uma desorganização de como é a realidade. A pessoa em surto distorce o que se entende como representação social.

O psicólogo André Dória explica que o surto psicótico acontece quando um indivíduo rompe com a realidade compartilhada: “Se estamos numa sala e nós dois estamos vendo o mesmo vaso de plantas em uma mesa, esta é uma realidade compartilhada. Já a pessoa em surto vive uma realidade particular que, para ela, é real”, afirma o especialista.

A pessoa que está em surto psicótico tem tanta convicção de que está certa que é capaz de construir argumentos para convencer outras pessoas. Segundo a psicóloga Daniela Araújo, “a pessoa que está em surto acredita fielmente que essa lógica delirante é realidade. O episódio pode ser desencadeado a partir de algum gatilho, algo que se escutou, se viu, experimentou, algo químico, e geralmente acontece porque a pessoa já tem uma predisposição”, afirma.

E complementa: “Durante o delírio, que é uma interpretação própria da realidade, a pessoa pode acreditar que é Deus, que é famosa, que é casada com uma pessoa famosa, e a convicção é tamanha que ela pode construir ótimos argumentos”.

Do ponto de vista médico, o transtorno mental é uma condição que precisa de cuidado médico assim como qualquer outro quadro médico, como um quadro de hipertensão ou AVC, por exemplo.

O surto psicótico acontece por conta de uma alteração de neurotransmissores, sobretudo a dopamina, que é comum a condições psiquiátricas, como esquizofrenia, mania e depressão, ou condições clínicas, como encefalite.

Problema pode acontecer com qualquer um?

Segundo especialistas, em tese, qualquer pessoa está sujeita a um surto. “Há pacientes que nunca tiveram uma crise psicótica, mas que ao se separar em uma relação amorosa, quando perdem alguém da família, o emprego, desencadeiam uma psicose porque aquilo que falta, naquele momento, é o que mantinha o indivíduo organizado psicologicamente”, afirma André Dória.

Pessoas com transtornos psiquiátricos pré-existentes ou congênitos têm maior probabilidade de sofrer um surto psicótico. Episódios de surtos psicóticos podem ocorrer na esquizofrenia e outras psicoses semelhantes, mas também no transtorno afetivo bipolar, depressão com sintomas psicóticos e no transtorno de personalidade borderline.

Tratamento

O tratamento é feito por meio de medicamentos e abordagens multidisciplinares de suporte. Geralmente, em um primeiro momento, a pessoa precisa ser internada por se tratar de um espaço seguro e com acompanhamento profissional intensivo.

“O surto talvez seja o índice mais drástico de um transtorno mental. A ansiedade, por exemplo, não rompe a realidade compartilhada. Já o surto é a experiência mais solitária do sofrimento mental e, por isso, requer um cuidado especial”, diz o psicólogo André Dória.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Por suspeita de irregularidades, TCU suspende contrato da Saúde

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Prédio do TCU
Leopoldo Silva/ Agência Senado

Prédio do TCU

Na última quarta-feira (29), o TCU (Tribunal de Contas da União) confirmou a suspensão do contrato do Ministério da Saúde com uma empresa de publicidade depois de indícios de irregularidades.

O contrato, avaliado em R$ 215 milhões, teria duração de 1 ano. De acordo com o TCU, o documento viola o princípio de segregação de funções (art. 5º da Lei 14.133/2021), dado que o edital da concorrência foi desenvolvido por responsáveis que também foram sorteados para participar da subcomissão técnica destinada à análise e julgamento das propostas técnicas apresentadas pelos licitantes.

O TCU também afirmou que o princípio da motivação foi violado quando houve a retomada de apresentação das propostas, sem que fossem formalizadas pela Administração as análises e a decisão sobre a impugnação realizada por um servidor da Diretoria de Integridade do Ministério da Saúde a questionar a ausência de segregação de funções.

“Conforme destacado pela unidade instrutiva, o princípio da segregação de funções deflui dos princípios constitucionais da impessoalidade, da moralidade e da probidade administrativa, e está consagrado em doutrina e na jurisprudência desta Corte de Contas já de longa data”, diz o texto.

O órgão considerou a denúncia após a representação de uma das empresas que participaram do certame e que questiona aspectos processuais da licitação.

Em nota, o Ministério da Saúde negou que houvesse qualquer irregularidade e que processo de contratação de agências de publicidade pelo órgão se deu em absoluta conformidade com a lei vigente.

“Importante esclarecer ainda que a participação de servidores da área de comunicação da pasta na subcomissão técnica, além de ser prevista na lei que regula o assunto (Lei 12.232/2010) e nas normas da Secom, foi integralmente respaldada pela Consultoria Jurídica do Ministério da Saúde”, completou.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Vídeo: implante biodegradável alivia a dor sem usar medicamentos

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Implante biodegradável para aliviar a dor não utiliza medicamentos e pode combater o vício em opioides.
Divulgação / Northwestern University 1.7.2022

Implante biodegradável para aliviar a dor não utiliza medicamentos e pode combater o vício em opioides.

Um dispositivo biodegradável desenvolvido por pesquisadores da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, pode se tornar em breve uma importante estratégia para o alívio de dores, atuando por meio de um implante no corpo sem a necessidade de medicamentos.

Por isso, os responsáveis pela iniciativa afirmam que o aparelho, primeiro do tipo, pode ser uma importante alternativa às medicações analgésicas com alto poder aditivo, como os opióides. Em estudo publicado ontem na revista científica Science, os cientistas detalham o projeto e a eficácia em testes com animais.

O dispositivo tem apenas cinco milímetros de largura e é inserido na área onde a sensação é desejada, envolvendo os nervos que enviam o sinal da dor até o cérebro. Ele funciona por meio de ativação externa, sob demanda, e parte de um conceito simples: o de que aplicar temperaturas mais baixas sobre uma região ajuda a minimizar a dor.

Quando ativado, ele resfria esses nervos sensitivos, deixando-os dormentes e bloqueando o sinal da dor para o cérebro. O comando externo permite ainda que o usuário altere a intensidade do efeito. Com o tempo, quando o aparelho já não é mais útil, o próprio corpo absorve o material, dispensando a necessidade de uma cirurgia para remoção.

“A tecnologia explora mecanismos que têm algumas semelhanças com aqueles que levam os dedos a ficarem dormentes quando estão frios. Nosso implante permite que esse efeito seja produzido de forma programável, direta e localmente para os nervos alvo, mesmo aqueles profundamente dentro dos tecidos”, explica o pesquisador de bioeletrônica John Rogers, professor da universidade e líder do desenvolvimento do dispositivo, em comunicado.

Para os cientistas, a novidade tem maior potencial para pacientes que precisam de fortes analgésicos após procedimentos cirúrgicos, por exemplo. Eles afirmam que os médicos poderão inserir o dispositivo já durante a operação, eliminando a necessidade do uso de medicamentos que têm um alto poder aditivo, como os opióides, no pós-operatório.

“Embora os opióides sejam extremamente eficazes, eles também são extremamente viciantes. Como engenheiros, somos motivados pela ideia de tratar a dor sem (o uso de) drogas – de maneiras que possam ser ativadas e desativadas instantaneamente, com controle do usuário sobre a intensidade do alívio”, defende Rogers.

Dispositivo é solúvel em água; veja vídeo


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Fonte: IG SAÚDE

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