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Sport vira, Cuiabá goleado, Criciúma reage: veja trodos resultados da Série B

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A rodada de sábado da Série B do Campeonato Brasileiro teve cinco jogos e foi bastante movimentada. O Sport e o CRB continuam no G4 da competição, enquanto Ponte e Coritiba subiram na tabela e continuam sonhando com as quatros primeiras colocações.

EM RECIFE

Na Ilha do Retiro, O Sport confirmou a terceira posição no Campeonato Brasileiro da Série B ao vencer o Operário-PR, por 3 a 1. O time pernanbucano jogou desde os 24 minutos da etapa final com um jogado a menos – zagueiro Éder foi expulso – e mesmo assim venceu.

O time pernambucano soma 44 pontos, um atrás do Atlético-GO e quatro atrás do líder Bragantino, com 48, e que fecha a rodada domingo em casa diante do Vitória. O Operário segue com 36 pontos na sétima posição.

VACILO EM CASA

O CRB viu os adversários enconstarem na briga pelo G$ ao apenas empatar por 1 a 1 com o Sã Bento em casa. COm o resultado, o time alagoano fica na quarta colocação, com 38 pontos, seis a menos do que o Sport e um a mais do que o Coritiba, quinto colocado.

O São Bento está na vice-lanterna, com 24 pontos, quatro pontosamenos do que o Vila Nova, primeiro time fora da zona de rebaixamento.

EM CAMPINAS

A Ponte Preta deu fim a série negativa de quatro tropeços consecutivos e retornou à briga pelo G-4. A Macaca derrotou o Cuiabá pelo placar de 3 a 0, no Moisés Lucarelli, em Campinas.

Com o resultado, a Ponte Preta foi para 35 pontos. O Cuiabá acabou estacionado com os mesmos 35 pontos, perdendo nos critérios de desempate.

ESTREIA COM VITÓRIA

Na estreia do técnico Jorginho, o Coritiba quebrou um jejum de cinco jogos sem vitória – dois empates e três derrotas seguidas – ao vencer o América-MG por 2 a 1, neste sábado à tarde, no estádio Couto Pereira

O Coritiba chegou aos 37 pontos e volta a brigar diretamente por uma vaga no G4. O América-MG estava invicto há 12 jogos. Com 35 pontos ocupa uma posição intermediária.

EM BARUERI

O Paraná perdeu grande oportunidade de fazer as pazes com a vitória e se aproximar do G-4 ao ficar no empate sem gols diante do Oeste. Com o resultado, o Oeste foi aos 30 pontos, ainda com uma ‘gordura’ para a zona de rebaixamento. O Paraná, que não vence há quatro rodadas, tem 35, ainda na briga por um lugar dentro do G-4.

ÚLTIMO JOGO

A rodada vai ser fechada no domingo com o duelo entre o líder Bragantino e o Vitória, ameaçado pelo rebaixamento.

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Mesmo com oito jogadoras infectadas, equipe volta a treinos em Manaus

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O presidente do 3B Sport, Bosco Brasil, informou em entrevista nesta quarta (27) à Agência Brasil que a equipe de Manaus manteve os treinos nesta semana mesmo após oito atletas testarem positivo para o novo coronavírus (covid-19). A equipe da capital amazonense, que disputa a série A2 do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino, realizou as atividades com 12 das 19 jogadoras do plantel que permaneceram em Manaus, mesmo com a competição não tendo previsão de retorno.

No último sábado (23), chegaram à sede da equipe os resultados dos testes para o novo coronavírus (covid-19). Bosco Brasil afirmou que oito das 12 atletas que permaneceram em Manaus, mesmo com a paralisação do campeonato, apresentaram resultados positivos. “Desse grupo, nenhuma delas teve sintomas da covid-19. Acho que uma ou duas vezes uma jogadora teve que parar os treinamentos leves. Mas nada grave”, relatou o dirigente.

Além das jogadoras e do próprio presidente do clube, que também testou positivo, o filho do dirigente, a cozinheira, a diretora financeira, o supervisor de futebol e a designer gráfica também estão contaminados. O grupo total de jogadoras é de 19 atletas. Sete delas retornaram a suas cidades em março com a chegada da pandemia.

“Na verdade, não paramos de treinar. O alojamento das atletas fica ao lado do nosso centro de treinamento. Seguimos fazendo as atividades com as jogadoras individualmente. Todas estão bem. E nessa segunda o clube reiniciou algumas atividades coletivas. Elas fazem as refeições todas juntas, dormem no mesmo local. Então chegamos à conclusão de que não teríamos porque não realizar os treinos”, declarou Bosco Brasil.

O técnico da equipe, Marcelo Frigério, que está em São Paulo, explicou à Agência Brasil as atividades que são realizadas. “Semanalmente, o preparador físico repassa via whatsapp os treinos às atletas. As jogadoras que ficaram lá estão fazendo um trabalho com bola só para movimentar. O intuito é fazer com que as atletas não percam os níveis de força. Na verdade, não tem como aplicar treinos específicos. Isso vai ser só quando o campeonato voltar mesmo. Acho que quando isso acontecer vamos ter pouco tempo para preparar tudo”, disse o técnico.

Na última segunda (25), antes da retomada dos trabalhos coletivos, o clube levou um infectologista para explicar ao grupo os cuidados a serem tomados nesse período de pandemia. “Ele nos deixou bem tranquilos. A imunidade das jogadoras é muito boa. Elas não tiveram problemas. Em relação aos outros quatro do nosso grupo que estão com o vírus, ele fez uma estatística. O coronavírus não proporciona uma ciência exata. Se alguém pegar, seriam um ou dois e com sintomas bem fracos. Não tivemos nenhum problema sério por aqui até agora, graças a Deus” declarou o presidente.

No momento dos testes, dos 14 infectados três já eram considerados curados e fora do período de transmissão. A preocupação maior é com os quatro integrantes do grupo que ainda não foram infectados. “Estamos há 60 dias aqui. Todos unidos. Dificilmente, quem não pegou até agora vai pegar a doença aqui dentro. Mas, se tivermos algum caso, vai ser algo leve, segundo nosso departamento médico”, diz Bosco Brasil.

Presidente infectado

O próprio Bosco Brasil foi o primeiro membro do clube a ser infectado. Segundo ele, o primeiro exame foi realizado no dia seis de março. O resultado positivo foi confirmado no dia 18 de março. “Fiquei preocupado porque estava convivendo com elas. Acabei ficando uma semana isolado, tomei uma medicação. Mas não tive melhora. Hoje devo estar há 50 dias com a doença. Já ouvi em palestras que a pessoa pode ficar até 90 dias com o vírus. Estou em fase de recuperação. Estou bem, faço academia, trabalho normalmente, durmo bem. Mas fiquei com algumas sequelas na visão, tenho que usar colírio, algumas coceiras pelo corpo. Desde o início de março, já fiz três testes e todos deram positivo”, declarou.

Casos de covid no Amazonas

No início da noite desta quarta o Ministério da Saúde informou que o estado do Amazonas é o quarto com maior número de infectados pelo novo coronavírus no Brasil, com o total de 33.508, sendo que 1.891 pessoas perderam a vida em razão da covid-19.

Edição: Fábio Lisboa

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Técnico da seleção francesa vê incoerência em jogos durante pandemia

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O técnico da seleção francesa de futebol, o ex-jogador Didier Deschamps, diz que vê incoerência no retorno de partidas durante a pandemia do novo coronavírus (covid-19), o que demanda a adoção de várias restrições para jogadores e público.

“Uma partida de futebol normal ocorre sem restrições e permite uma troca entre jogadores e público. Acompanhei a Bundesliga [Campeonato Alemão] desde o reinício das partidas na Alemanha. Certamente parece futebol. Não vou falar sobre o ritmo ou a intensidade das partidas. Mas algumas imagens me parecem muito incoerentes […]. Vejo jogadores atuando com todos os elementos específicos do futebol: contatos e confrontos. E então vemos no banco, reservas usando máscaras a dois metros de distância um do outro. Honestamente, eu não entendo”, declarou o treinador em entrevista ao jornal francês Le Parisien.

Na conversa, Deschamps também afirmou que percebe uma motivação econômica por trás do reinício, no atual momento, das competições na Europa: “A vida recomeça com muitas restrições em todas as áreas. No futebol, a retomada de alguns campeonatos obviamente responde, antes de tudo, a um problema econômico. Veja as decisões tomadas na Espanha e na Inglaterra. Esses dois países estão planejando a retomada da La Liga [Campeonato Espanhol] e da Premier League [Campeonato Inglês], mas decidiram não retomar o campeonato feminino, o que gera muito menos receita. Isso diz tudo”.

Além disso, o treinador diz que percebe que, no atual contexto, os profissionais de saúde passam a ser alvo de um tipo de admiração que muitas vezes é voltado apenas para grandes estrelas, como os jogadores de futebol, o que ele acha um movimento positivo: “Você sempre tem que mostrar grande humildade, sabendo como permanecer no seu lugar. Um treinador ou jogador tem um papel social a desempenhar, ele pode dar um sorriso, provocar e compartilhar emoções com o público, mas ele nunca terá a importância de um médico, enfermeiro ou equipe hospitalar […]. Eles, através de um gesto, uma intervenção, podem, eu insisto, salvar vidas. Eles têm o poder de agir de maneira benéfica na vida de cada ser humano”.

Edição: Fábio Lisboa

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