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Saúde

SP ultrapassa 25,1 mil mortes causadas por covid-19

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O número de óbitos, causados pela covid-19, registrados no estado de São Paulo, chegou hoje (9) a 25.114. Desde o último boletim, divulgado ontem, ocorreram 98 mortes em decorrência da doença no estado. O número de casos confirmados, que ontem era de 621.731, hoje subiu para 627.126. Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde.

A taxa de ocupação dos leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) na Grande São Paulo está em 58,1% e, em todo o estado, 59,8%. O número de pacientes internados é de 12.739, sendo 7.275 em enfermaria e 5.464 em unidades de terapia intensiva, conforme dados das 10h30 de hoje.

Dos 645 municípios do estado, já houve registro de infectados em 641. Óbitos, devido ao novo coronavírus, já ocorreram em 491. Desde o início da pandemia, 76.656 mil pessoas diagnosticadas com covid-19 em SP, que precisaram ser internadas, já tiveram alta dos hospitais.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Covid-19: Anvisa reduz exigências para análise de registro de vacinas

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma nota técnica para simplificar o procedimento de análise de dados e registro de vacinas contra a covid-19 no país. A nota, reduz exigências para admissão do protocolo dos novos produtos. A proposta, apresentada ontem (29), determina que após a inclusão das informações, a equipe irá analisar documentação em até 20 dias.

O procedimento, chamado de submissão contínua, diz que a análise dos dados referentes aos imunizantes acontecerá na medida em que forem gerados e apresentados à Anvisa os resultados das pesquisas, “visando uma posterior submissão de registro quando do preenchimento dos requerimentos regulatórios necessários”.

“A partir da adoção desse procedimento, não será preciso aguardar a disponibilização de todos os dados e documentos técnicos, bem como o preenchimento dos requerimentos regulatórios, para realizar a submissão do registro junto à Anvisa. Ou seja, conforme os dados forem gerados, estes deverão ser apresentados à Agência, de modo que o processo regulatório seja agilizado”, informou a Anvisa.

De acordo com a agência reguladora, a estratégia tem como objetivo acelerar a disponibilização à população brasileira de vacinas contra o novo coronavírus, desde que garantidas a qualidade, a segurança e a eficácia.

Segundo a nota técnica, o pedido de registro da possível vacina deve ser protocolado com uma justificativa e conter informações sobre o status regulatório mundial, histórico de interações prévias do requerente com a Anvisa e um cronograma de submissão da documentação técnica a ser avaliada.

A cada nova etapa deverá ser feito um aditamento com informações sobre a pesquisa. Caberá à Anvisa analisar a documentação em até 20 dias, “a depender da quantidade de dados submetida, contados a partir da data do protocolo.”

O procedimento será repetido a cada nova submissão de informações. O número de ciclos de aditamentos dependerá do número de pacotes a serem submetidos pela empresa interessada, não havendo limite imposto pela Anvisa para este número.

“Os produtos que tiverem sua análise iniciada pelo procedimento de submissão contínua poderão ter submetido seu pedido de registro formal após a conclusão do último aditamento protocolado e após avaliação pela empresa quanto à suficiência dos dados de qualidade, eficácia e segurança para o estabelecimento de uma relação de benefício-risco positiva e robusta, considerando a indicação terapêutica pleiteada e as discussões prévias com a Anvisa”, diz a nota técnica.

Edição: Denise Griesinger

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

OIT: covid-19 tira emprego de 34 milhões na América Latina e Caribe

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A pandemia provocada pelo novo coronavírus levou os países da América Latina e Caribe a “uma recessão de magnitude e extensão sem precedentes”. A avaliação é da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que nesta quarta-feira (30) divulgou nova edição do relatório “Panorama Laboral em tempos de Covid-19: impactos no mercado de trabalho e na renda na América Latina e no Caribe”.

Em toda a região, 34 milhões de trabalhadores latino-americanos perderam emprego nos três primeiros trimestres do ano. “Queda nunca observada na história”, disse o diretor da OIT para a América Latina e Caribe, o economista brasileiro Vinícius Pinheiro.

O número inclui pessoas que perderam o emprego momentaneamente, no ápice dos picos de contaminação e da paralisação das atividades, e trabalhadores que tiveram os postos eliminados em definitivo, seja por encerramento do negócio, fechamento das empresas ou reestruturação de atividades.

Conforme monitoramento da OIT, América Latina e Caribe formam a parte do mundo mais afetada com a redução de horas de trabalho, -20,9%, mais de nove pontos percentuais acima do nível mundial (-11,7%), e contração dos empregos (-19,3%) nos três primeiros trimestres de 2020.

O diretor da OIT para a América Latina e Caribe alertou que o desemprego pode agravar a desigualdade persistente da região. “O mundo não era perfeito antes da covid”, observou o economista.

Segundo ele, as pessoas mais afetadas com a redução das atividades econômicas foram os trabalhadores informais, as mulheres e os jovens. A OIT teme que, no momento de retomada, esses grupos sejam os últimos a serem incluídos.

Trabalhadores informais

Pinheiro chamou atenção para a situação dos trabalhadores informais que, por causa da situação de vida, são aqueles com maior dificuldade de proteger a saúde e manter-se em confinamento durante a pandemia, e são as pessoas que têm acesso precário aos sistemas de proteção social.

Ainda de acordo com o diretor, alguns países “chegaram à exaustão” em suas contas públicas e sofrem com “a falta de espaço fiscal”, agravando a capacidade dos governos em atuar com medidas de apoio a empresas e aos trabalhadores.

Vinicius Pinheiro teme que a crise sanitária da covid-19, que desencadeou a crise econômica e de desemprego, possa gerar instabilidade e crise política na região. Ele recomenda que os países busquem “pacto social” e mantenham diálogo entre governo, empresários e trabalhadores.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Saúde

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