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SP registra 302 mortes por Covid-19 em 24 horas e chega a 15,9 mil casos

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O governador João Doria defende que os testes já estão sendo realizados
Divulgação/Governo de SP

O governador João Doria defende que os testes já estão sendo realizados

O estado de São Paulo registrou 302 novas mortes provocadas por Covid-19 em 24 horas, chegando ao total de 15.996 mil desde o início da pandemia do novo coronavírus (Sars-coV-2). Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde, divulgados neste sábado (04).

Além disso, foram 2.013 novos casos confirmados da Covid-19 a em relação ao último registro de sexta (3), chegando ao total de 312,5 mil. As novas confirmações informadas não significam, necessariamente, que as mortes e casos aconteceram de um dia para o outro, mas que foram contabilizadas no sistema neste período. 

Nesta semana, o Estado de São Paulo bateu recorde na quinta-feira (02) de novos casos de Covid-19 confirmados de um dia para o outro. Foram 12.244 casos incluídos em 24h. O governo anunciou que prevê, até o meio de julho, de 2,4 mil a 7,4 mil novas mortes provocadas pelo vírus. A projeção é que, até 15 de julho, o estado terá de 335 mil a 470 mil casos confirmados.

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Nacional

Vídeo: Senador “dá dedo do meio” a colega que está internado na UTI

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TV Senado / Reprodução

Senador Ney Suassuna

Durante uma entrevista ao vivo nesta quarta-feira (20) à TV Correio, da Paraíba, o senador Ney Suassuna (Republicanos) – primeiro suplente de Veneziano Vital do Rêgo (MDB), cometeu a gafe de “dar o dedo do meio” a um colega internado na UTI por causa da Covid-19. 

Na conversa, o parlamentar comentava sobre o estado de saúde de José Maranhão (MDB), quando esqueceu, em um gesto rápido, “mandou o dedo do meio” após se solidarizar com a situação do colega.

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“Faço minhas preces para que ele se recupere, se reanime o mais rápido possível e esteja fazendo o papel dele, que é um papel que o povo paraibano delegou”, disse, enquanto fazia o gesto.

Ao perceber a gafe, Suassuna para e demonstra espanto .

Em nota divulgada à imprensa, ele negou o ocorrido . “O senador Ney Suassuna (Republicanos-PB) rechaçou com veemência que tenha mostrado o dedo da mão direita quando se referia à recuperação do estado de saúde do senador José Maranhão, diagnosticado com Covid-19, em recuperação na cidade de São Paulo. Ele prestou solidaridade ao senador e desejou pronto reestabelecimento.”

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Membros do MPF questionam fala sobre competências da PGR

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Agência Brasil

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Reprodução: iG Minas Gerais

PGR

Seis subprocuradores-gerais da República que integram o Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) divulgaram, nesta quarta-feira (20), uma nota em que expressam preocupação com a afirmação do procurador-geral da República, Augusto Aras , segundo a qual “estado de calamidade pública é a antessala do estado de defesa”. O CNMP conta, no total, com a participação de 11 subprocuradores.  

A frase consta em uma nota oficial divulgada ontem (19) pela Procuradoria-Geral da República (PGR), na qual Aras pediu “temperança” diante de um possível agravamento da crise sanitária provocada pela Covid-19 . No mesmo texto, ele disse que cabe somente ao Legislativo apurar “eventuais ilícitos que importem em responsabilidade de agentes políticos da cúpula dos Poderes da República”. 

Para os seis subprocuradores, a nota de Aras “parece não considerar a atribuição para a persecução penal de crimes comuns e de responsabilidade da competência da Supremo Tribunal Federal, conforme artigo 102, I, b e c, da Constituição Federal, tratando-se, portanto, de função constitucionalmente conferida ao Procurador-Geral da República, cujo cargo é dotado de independência funcional”.

A nota é assinada por José Adonis Callou de Araújo Sá, José Bonifácio Borges de Andrada, José Eleares Marques Teixeira, Luiza Cristina Fonseca Frischeisen, Mario Luiz Bonsaglia e Nicolao Dino.

Eles defenderam que Aras precisa “cumprir o seu papel de defesa da ordem jurídica, do regime democrático e de titular da persecução penal, devendo adotar as necessárias medidas investigativas a seu cargo e sem excluir previamente, antes de qualquer apuração, as autoridades que respondem perante o Supremo Tribunal Federal, por eventuais crimes comuns ou de responsabilidade”.

Os integrantes do CSMPF destacaram números da Covid-19 e a crise sanitária em Manaus , em que unidades hospitalares ficaram ficaram sem oxigênio, e chamaram de “controvertida” a atuação do governo durante a pandemia.

“Consideramos, por fim, que a defesa do Estado democrático de direito afigura-se mais apropriada e inadiável que a antevisão de um ‘estado de defesa’ e suas graves consequências para a sociedade brasileira, já tão traumatizada com o quadro de pandemia ora vigente”, conclui o texto.

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PGR

A nota da PGR aponta as medidas tomadas pela procuradoria até o momento em meio à pandemia, com destaque para a fiscalização de verbas destinadas ao enfrentamento da pandemia e criação do Gabinete Integrado de Acompanhamento da Epidemia Covid-19 (Giac).

Aras também frisou ter requisitado ao Ministério da Saúde a instauração de um inquérito sanitário para apurar a crise sanitária em Manaus, onde unidades hospitalares ficaram sem oxigênio, e ter pedido esclarecimentos ao Ministério da Saúde, sobre o ocorrido. Ele ressaltou ter aberto inquérito criminal para apurar a conduta de autoridades do Amazonas durante a crise.

Segundo o procurador-geral da República, é preciso garantir a manutenção da ordem jurídica durante a pandemia. “Neste momento difícil da vida pública nacional, verifica-se que as instituições estão funcionando regularmente em meio a uma pandemia que assombra a comunidade planetária, sendo necessária a manutenção da ordem jurídica a fim de preservar a estabilidade do Estado Democrático.”

“O PGR [Augusto Aras] continuará investigando atos ilícitos e contribuindo para que a ordem jurídica, centrada na Constituição e nas leis do país, seja observada, a fim de que não haja o alastramento da crise sanitária para outras dimensões da vida pública”, destaca a nota .

ANPR

A Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR) também divulgou nota nesta quarta-feira (20) na qual diz que “qualquer alusão, no atual estágio da democracia brasileira, a estados de exceção, inclusive aqueles previstos na própria Constituição, como os estados de sítio e de defesa , se mostra absolutamente desarrazoada e contrária à missão constitucional que foi incumbida precipuamente à instituição [Ministério Público] e a todos os seus membros”.

“O Brasil passa por momento delicado , com uma pandemia em momento de recrudescimento responsável por ceifar a vida de mais de duzentos e dez mil cidadãs e cidadãos. Estamos bastante atrasados, em relação aos demais países, na obtenção e disponibilização da vacina que pode garantir esperança de novos dias ao povo brasileiro. Além disso, desde a semana passada, dezenas de brasileiros vieram a óbito em razão da falta de oxigênio necessário ao tratamento da Covid-19 em casos mais graves”, acrescenta o texto.

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