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SP: Programa Pode Entrar prevê produzir 20 mil moradias até 2024

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Mais de 60 entidades das 71 participantes já estão habilitadas para apresentar projetos de construções de unidades habitacionais em áreas públicas voltadas à população de baixa renda.
Reprodução – 05.04.2022

Mais de 60 entidades das 71 participantes já estão habilitadas para apresentar projetos de construções de unidades habitacionais em áreas públicas voltadas à população de baixa renda.

A Prefeitura de São Paulo formalizou na noite desta sexta-feira (1º) a adesão de 71 entidades junto ao programa Pode Entrar, maior iniciativa habitacional já realizada na cidade de São Paulo. Das que aderiram, mais de 60 entidades já estão habilitadas para apresentar projetos de construções de unidades habitacionais em áreas públicas voltadas à população de baixa renda. A previsão é que, até 2024, cerca de 20 mil sejam viabilizadas por meio desta ação.

O prefeito Ricardo Nunes relembrou que o prefeito Bruno Covas foi o responsável pela concepção e desenvolvimento do programa e reafirmou o compromisso de colocá-lo em prática. “Tenho plena consciência da minha responsabilidade de dar continuidade nesse trabalho, nesse legado e de honrar a memória do Bruno [Covas]”, disse o prefeito.

Segundo o governador Rodrigo Garcia, a melhor política social ao lado do emprego é a casa própria. “Lembro das reuniões ainda na época do Bruno [Covas] sobre a expectativa de criar uma política pública de habitação que pudesse mais simples, mais rápida e que resolvesse o problema dos movimentos de moradia e também de muitas pessoas que vivem aqui na cidade sem ter uma casa, um lar e hoje nós estamos transformando toda essa luta, esse sonho, em realidade”, disse.

O Pode Entrar – Entidades foi criado para atender a demanda represada pela inviabilidade de destinação de recursos federais para a construção de unidades habitacionais pelo Programa Minha Casa Minha Vida. Graças ao esforço do prefeito Bruno Covas e do prefeito Ricardo Nunes este programa financiará os projetos que estão parados.

“O Pode Entrar não é um programa simples de se construir. Dentro dele consiste uma série de concepções de como deve ser a política pública na área da habitação. Por isso, inclusive, nós temos aqui diversos movimentos com pensamentos diferentes e que em determinados momentos, inclusive, se tornam adversários um do outro, mas com o mesmo sonho que é garantir unidade habitacional para quem mais precisa e esse sonho nos uniu”, disse o secretário municipal de Habitação, João Farias.

As assinaturas desta sexta-feira representam 71 entidades, entre Organizações da Sociedade Civil (OSC) e pessoas jurídicas, sem fins lucrativos e interessadas em promover habitação de interesse social. Todas participaram dos chamamentos de 2015/2016 e adquiriram o direito de utilizarem uma área pública exclusivamente para realização de projetos habitacionais voltados a população de baixa renda.

Após a adesão elas poderão apresentar as propostas dos empreendimentos para análise técnica e assinatura do Termo de Colaboração. O município passa a ficar responsável por arcar com os investimentos enquanto a entidade escolhida fica responsável pelo licenciamento e o projeto.

No total serão 6.972 unidades com contratação imediata, sendo 3.209 pelo Entidades e 3.763 por Empresas – antigo Minha Casa Minha Vida FAR e FDS. A previsão é que até 2024 mais 20 mil unidades habitacionais sejam viabilizadas distribuídas nos contratos sendo 5.275 UHs para empresas e de 14.907 unidades pelas entidades.

“As políticas públicas precisam estar unidas. Estado e prefeitura precisam estar de mãos dadas para poder atender à demanda das pessoas, para poder transformar a vida das pessoas e hoje o exemplo que temos aqui com o governador Rodrigo [Garcia] e o nosso prefeito Ricardo [Nunes] é o exemplo que essa união é fundamental e não pode ser quebrada”, afirmou o secretário estadual de Governo, Marcos Penido.

Edifício Prestes Maia

O Pode Entrar – Entidades possibilitará que o Edifício Prestes Maia seja o primeiro a ser reformado junto a um Plano de Ação para a requalificação de alguns prédios ocupados na região central para transformá-los em moradias. Nesse modelo, o município fica responsável por arcar com os investimentos para a requalificação do prédio, enquanto a entidade escolhida fica responsável pelo licenciamento e o projeto do edifício.

Via exclusiva

A Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL) terá uma via exclusiva para aprovação automática dos empreendimentos do programa Pode Entrar. O fluxo de análise de processos passa a vigorar após a Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) definir a relação dos interessados elegíveis ao programa.

No momento do protocolo na SMUL, o interessado precisará sinalizar que o empreendimento faz parte do Pode Entrar e, automaticamente, o projeto será habilitado no sistema. Também será necessário apresentar no ato do cadastro o Termo de Adesão firmado com a Sehab.

Para aprovações vinculadas ao programa habitacional, não haverá cobrança de taxa de análise e, uma vez que os dados e documentos exigidos estiverem inseridos em sua totalidade no sistema, a aprovação será imediata e automática.

Caso o interessado não cumpra os requisitos previstos no programa, o processo será remetido à via ordinária de aprovação. A ação faz parte da meta da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento de licenciar 300 mil moradias populares até 2024.

Compra de 45 mil unidades

No último mês de maio, a Prefeitura soltou dois editais de chamamento público para aquisição de 45 mil unidades habitacionais, com um investimento inédito de R$ 8 bilhões. As moradias compradas pela Prefeitura irão atender famílias que estão no cadastro da Cohab e no auxílio aluguel do município.

As aquisições em grande quantidade e em um curto período, irão possibilitar maior celeridade no atendimento das demandas habitacionais com isso a Prefeitura espera diminuir o déficit habitacional em São Paulo.

Dados de Habitação

De 2017 até o momento foram entregues mais de 33 mil moradias à população paulistana, em parceria com os governos Estadual e Federal e iniciativa privada. Entre 2021 e 2022 foram entregues mais de 4.427 unidades habitacionais.

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Fonte: IG Nacional

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Viagra e próteses penianas: Bolsonaro minimiza aquisições do Exército

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Bolsonaro minimizou compra de Viagra pelo exército
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Bolsonaro minimizou compra de Viagra pelo exército

Durante entrevista ao Flow Podcast,  Jair Bolsonaro minimizou a aquisição de 60 próteses penianas infláveis e 35 mil comprimidos de Viagra pelas Forças Armadas. O caso está sob investigação do Tribunal de Contas da União.

“Próteses penianas. Até brincando, foram poucas, foram 20 ou 30 [próteses]. Pô, no Exército só tem 20 brochas?! Também o comprimido Viagra: foram 300 mil comprimidos. Um cara normal vai usar uns 300 comprimidos por ano? Se botar 300 mil dividido por 300, só mil pessoas estão usando isso aí”, declarou o presidente.

“Agora, o Viagra e o Cialis são usados para outras coisas. Tanto é que não foi para combater a disfunção erétil, foi para outra coisa. E não tem mulher que tira o seio? Pois é, tem cirurgia para ela também. A prótese peniana, o elemento tem relação sexual e quebrou o instrumento dele”, ressaltou.

O presidente enfatizou ainda que cada ministro e ministério responde por esse tipo de compra. O chefe executivo do país deu ainda o exemplo de que a Força Aérea compra chiclete para mascar duranta os vôos por conta da pressão. “Não tem nenhum absurdo nessa questão aí.”

Polêmica em relação à compra de prótese peniana e Viagra

A polêmica em torno da aquisição do Viagra por parte do exército ganhou relevância após o deputado Elias Vaz (PSDB) e o senador Jorge Kajuru (Podemos), pedirem ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Ministério Público Federal (MPF) que investigassem o motivo do Exército ter comprado 60 próteses penianas infláveis no valor de R$ 3,5 milhões.

Além das próteses, o deputado também apresentou ao Ministério da Defesa uma solicitação na qual pede explicações sobre os processos de compra de mais de 35 mil unidades de Viagra autorizada pelas Forças Armadas.

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Fonte: IG Nacional

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Dona de casa de repouso interditada é ré por maus tratos

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Policiais da 35ª DP (Campo Grande) interditaram, nesse domingo (7), a Casa de Repouso Laço de Ouro, após denúncias de maus-tratos contra idosos
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Policiais da 35ª DP (Campo Grande) interditaram, nesse domingo (7), a Casa de Repouso Laço de Ouro, após denúncias de maus-tratos contra idosos

Vanessa da Silva Ferro Souza, dona da casa de repouso Laço de Ouro, interditada pela Polícia Civil, é ré por maus tratos desde abril de 2022. A denúncia do Ministério Público é sobre um caso que ocorreu em 2015, quando um idoso morreu após ser internado na unidade. De acordo com os promotores, a casa de repouso “expôs a perigo a vida e a saúde de pessoa sob sua autoridade, privando-o de cuidados indispensáveis. O idoso desenvolveu úlceras por falta de movimentação, higiene e alimentação inadequada”.

O caso foi levado à Polícia Civil na época após a filha do idoso ser alertada pelos médicos do Hospital Pedro II, em Campo Grande, para onde o paciente foi levado com escaras por toda extensão das costas.

“Em abril de 2015, quando a filha foi visitar seu pai o encontrou em estado deplorável com o corpo coberto de escaras, sem roupas e sujo de fezes. O boletim de Atendimento Médico descreve diagnóstico desnutrição, desidratação, maus tratos, pneumonia. A vítima desenvolveu um quadro de infecção generalizada que evoluiu a óbito”, diz trecho da denúncia

O Ministério Público não respondeu se pediu o fechamento da casa de repouso ou o porquê de não ter feito, apesar da denúncia que aponta maus tratos. Procurada no final da tarde desta segunda-feira, a Polícia Civil ainda não respondeu os contatos da reportagem.

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Fonte: IG Nacional

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