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SP: prefeitura usa tecnologia avançada no programa de recapeamento

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Prefeito de São Paulo Ricardo Nunes
Wilson Dias/Agência Brasil – 17.03.2022

Prefeito de São Paulo Ricardo Nunes

Um mês após o início do maior programa de recapeamento da cidade de São Paulo, o prefeito Ricardo Nunes acompanhou nesta terça-feira (19), na avenida São João, região central da capital, os trabalhos da Secretaria das Subprefeituras com o uso do FWD, equipamento de alta precisão capaz de diagnosticar a condição da malha viária nas suas estruturas mais profundas e intervir com exatidão nos locais em que essa recuperação se faz necessária.

“A gente está fazendo o maior programa de recapeamento da história da cidade de São Paulo. O programa nessa primeira etapa terá um investimento de R$ 1 bilhão e vamos fazer 5,8 milhões de metros quadrados de recape. Mas não é só fazer o recape. Estamos usando a tecnologia e, com isso, teremos uma maior durabilidade, economia dos recursos públicos e uma qualidade melhor do asfalto”, destacou o prefeito Ricardo Nunes.

O FWD é usado nas pistas dos principais aeroportos do país dada a precisão que tem em identificar problemas. É composto basicamente por um trailer com “duplo” eixo de rodagem simples, favorecendo a plena distribuição e estabilização da carga total do FWD sobre o revestimento. Ele apresenta o seguinte princípio de fundamento: um conjunto de pesos é solto em queda livre sobre uma plataforma com amortecedores de borracha e a carga de impacto é transferida para o pavimento por meio de uma placa de carregamento.

O padrão de carga utilizada para rodovias, de acordo com as normas brasileiras, é de 41 KN, podendo ser alterado a critério do cliente, enquanto a faixa de carga do FWD é de 7 a 150 KN, ou seja, pista simples, tráfego leve a pesado e, ainda, pista de aeródromos e de aeroportos internacionais, onde pousam desde Boeing 747 a Airbus A380. Quando submetido a um pulso de carga, o pavimento deforma e uma bacia de deflexão é delineada, e estudada.

As deformações são registradas pelos 14 geofones posicionados em distâncias regulares e padronizadas por norma, os registros são armazenados instantaneamente no HD do equipamento. Essas deformações recuperáveis são chamadas de deflexões, que são analisadas para o melhor serviço nos locais.

O estudo com o uso do FWD é a última etapa para o planejamento da obra de recape. A avenida Ipiranga é uma das vias que integram o programa de recapeamento. O trecho previsto tem uma extensão de 2650 metros e fica entre a Avenida Cásper Líbero e a rua da Consolação.

Programa de recapeamento

O programa de recapeamento teve início há um mês na cidade de São Paulo e irá recuperar 5,8 milhões de metros quadrados da malha viária da capital. Nesse programa, as primeiras vias que recebem o asfalto são as usadas pelo transporte coletivo e tem trânsito pesado, entre outros quesitos. Ao todo, 82 vias vão ser contempladas nas 32 subprefeituras.

Outros programas ainda se somam ao programa de recapeamento em curso. Ao todo, até 2024, 20 milhões de metros quadrados receberão recape, micropavimentação ou a manutenção de pavimento rígido.

Novos recursos tecnológicos

O Sistema Gaia, desenvolvido em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), substitui o modelo que era seguido aqui na capital para inspeção das condições do asfalto. Através de dispositivos acoplados em 108 carros de aplicativos e táxis parceiros que são capazes de verificar as condições do asfalto e localizar possíveis irregularidades.

O levantamento gera dados que possibilitam o recapeamento segundo a necessidade de cada via e uma maior otimização dos recursos públicos. Se o Sistema Gaia mostrar, por exemplo, que as condições do asfalto são ruins ou péssimas, outros dois equipamentos são usados para medir a ondulação e definir se é um problema estrutural ou superficial.

O monitoramento da condição da camada superficial das vias ocorre por meio de escaneamento da superfície do pavimento, realizado pelo PavScan – Pavement Scanner, que gera imagens em 3D da camada superficial do revestimento asfáltico, permitindo a avaliação das imperfeições e desgastes.

“O PavScan detecta todas as patologias como trincas, guias e sarjetas danificadas. A imagem capturada vai para o computador e aí a gente já começa a dimensionar as patologias”, esclareceu a engenheira chefe do Programa de Conservação e Manutenção da Malha Viária da cidade, Kerolaynny Brenda Pinto Maia.

Já a avaliação das condições estruturais é por meio do equipamento FWD – Falling Weight Deflectometer (usado em pistas de aeroportos), que permite a identificação da existência ou não das chamadas “bacias de deflexão” no pavimento. Quando constatadas, há necessidade de reparo profundo.

Com a utilização dessas três tecnologias (Pavscan+ FWD+ Sistema Gaia), é possível determinar com maior precisão as soluções necessárias para o pavimento das vias, tanto qualitativa como quantitativamente, sendo possível ainda, conferir maior eficiência aos recursos financeiros dispendidos, com mais economia financeira e de materiais, e mais qualidade. Ao final das execuções, isso pode ser verificado de forma bastante perceptível.

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Fonte: IG Nacional

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Habeas corpus de bolsonarista que matou Marcelo Arruda é negado

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Jorge Guaranho foi denunciado pelo Ministério Público
Reprodução/redes sociais

Jorge Guaranho foi denunciado pelo Ministério Público

A Justiça do Paraná negou, neste sábado (13), um pedido de habeas corpus impetrado pela defesa de  José Guaranho, o policial penal bolsonarista que matou a tiros o guarda municipal e tesoureiro do PT Marcelo Arruda, em julho. Os advogados de Guaranho pediam pela conversão da prisão preventiva do cliente.

A necessidade de cuidados médicos por parte do policial penal foi um dos motivos elencados pela sua defesa no pedido de habeas corpus. Segundo os argumentos apresentados, por não conseguir andar, ter sua visão comprometida e necessitar auxílio constante, Guaranho não apresentaria risco à ordem social e, portanto, não deveria ser submetido a prisão preventiva.

O desembargador Xisto Pereira em sua decisão afirma que os cuidados necessitados pelo bolsonarista podem ser recebidos no Complexo Médico Penal, para onde Guaranho foi encaminhado neste sábado. O seu estado de saúde não apresentaria risco de morte, sendo necessários apenas cuidados para sua devida reabilitação.

Em relação ao outro argumento apresentado pela defesa,o desembargador afirma que “a necessidade da preservação da ordem pública não se refere apenas à pessoa do paciente, mas sobretudo à conduta por ele levada a efeito, perturbadora da tranquilidade e da harmonia social”.

“O crime em tese praticado causou enorme e concreta repercussão social, até mesmo internacional, fazendo-se necessário o acautelamento da ordem pública. A intolerância, motivada por exagerada paixão, não pode ser aceita e deve ser coibida pelo Poder Judiciário, tendo em vista as eleições que se avizinham e o conturbado panorama do atual processo eleitoral, sob pena de consequente sensação de impunidade, que poderá gerar novos conflitos entre pessoas com diferentes preferências político-partidárias”, escreveu o desembargador Xisto Pereira na decisão.

Nesta sexta-feira, a Justiça havia revogado a prisão domiciliar do policial penal e determinou a transferência dele para o Complexo Médico Penal (CMP) de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

O juiz Gustavo Germano Francisco Arguello tomou a decisão de restabelecer a prisão preventiva do réu, após a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) informar que o local para onde o agente será levado apresenta plenas condições estruturais e humanas de tutelá-lo. Guaranho é acusado de homicídio qualificado pela morte do dirigente petista Marcelo Arruda.

O policial penal estava em prisão domiciliar e sendo monitorado por tornozeleira eletrônica. O Judiciário tinha aderido, na última quarta-feira, o pedido feito pela defesa do acusado após receber ofício da direção do Complexo Médico Penal afirmando não reunir condições estruturais, técnicas e de pessoal para prestar o atendimento necessário para manutenção da vida de Guaranho.

Guaranho teve alta do Hospital Ministro Costa Cavalcanti, em Foz do Iguaçu, na última quarta-feira. O agente penal matou a tiros o guarda municipal Marcelo Arruda, que comemorava seu aniversário de 50 anos, na madrugada de 10 de julho.

Ex-candidato a vice-prefeito na chapa do PT de 2020 em Foz do Iguaçu (PR), Arruda fazia uma festa com tema do PT quando foi alvejado por Guaranho, na sede da Associação Esportiva Saúde Física Itaipu.

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Fonte: IG Nacional

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RJ: Procuradoria pede impugnação da candidatura do vice de Castro

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Washington Reis e Claudio Castro
Reprodução/Instagram @wreis_oficial 13.08.2022

Washington Reis e Claudio Castro

A Procuradoria Regional Eleitoral do estado entrou com um pedido junto à Justiça Eleitoral pedindo a impugnação da candidatura de Washington Reis (MDB), vice da chapa à reeleição pelo governo do Rio do governador Claudio Castro (PL).

De acordo com o procuradoria, o ex-prefeito de Duque de Caxias está inelegível por crime contra a administração pública. O processo se refere a uma condenação de Reis dada pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em dezembro de 2016, por crime ambiental.

À época, por unanimidade, cinco ministros do colegiado consideraram irregular a divisão de terrenos vendidos ao deputado para a construção de um loteamento em Xerém, na Baixada Fluminense, no entorno da Reserva do Tinguá.

Reis foi condenado a sete anos e dois meses de prisão em regime semiaberto por crime ambiental, além do pagamento de multa de 67 salários mínimos. Para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio, pela condenação, Reis não pode se candidatar a um cargo público pelo prazo de oito anos até o cumprimento da pena, o que seria em fevereiro de 2024.

De acordo com o pedido da TRE, os embargos de declaração pedidos pela defesa de Reis foram apreciados e rejeitados em maio de 2021, mantendo a condenação. “Não se tem notícia da concessão de novo efeito suspensivo ao recurso, razão pela qual os efeitos do acórdão condenatório proferido pela Suprema Corte não se encontram tolhidos”, diz o documento.

A procuradoria solicita à Justiça a notificação de Reis e da coligação “Rio Unido e Mais Forte”, composta pelo PL, MDB, Avante, Democratas, Podemos, Pros, PRTB, PSC, PTB, Republicanos, Solidariedade e União Brasil.

O ex-prefeito acompanhou a agenda do presidente Jair Bolsonaro pelo Rio, que está na Marcha para Jesus. Questionado sobre o processo, rebateu: “Todo ano eles (o TRE) pedem e eu ganho”.

Crime ambiental

Por unanimidade, os cinco ministros do colegiado consideraram irregular a divisão de terrenos vendidos ao deputado para a construção de um loteamento em Xerém, na Baixada Fluminense, no entorno da Reserva do Tinguá.

As obras foram iniciadas em 2003 e incluíram corte de vegetação em encostas e área de preservação permanente e a terraplanagem em beira de rio, desviando o curso da água, de acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF).

Segundo a acusação, os lotes foram negociados sem passar pelo Registro Geral de Imóveis e construídos fora dos seus projetos originais, o que representa descumprimento da licença estadual e autorização da Reserva do Tinguá.

“Ele ignorou os autos de infração e os embargos às obras, a demonstrar sentimento de impunidade, desrespeito às autoridades ambientais e a ausência de freio moral para a consecução do seu objetivo de implantar o loteamento irregular à custa da degradação ambiental das áreas”, disse o ministro Dias Toffoli, relator da ação, ao votar pela condenação do político.

Toffoli considerou não haver dúvidas de que Reis promoveu “a degradação ambiental da área (para) nela viabilizar a implantação do loteamento irregular Vila Verde, no qual, como já dito, inclusive construiu sua casa”.

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Fonte: IG Nacional

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