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Saúde

SP: capital aplica mais de 85 mil vacinas neste sábado (11)

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Todas as 470 UBSs da capital ficaram abertas neste sábado
Tânia Rêgo/Agência Brasil – 25.02.2021

Todas as 470 UBSs da capital ficaram abertas neste sábado


Com a abertura de todas as 470 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital até as 17h, e das Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs integradas até as 19h, a Secretaria Municipal da Saúde aplicou 85.321 vacinas somente neste sábado (11). As unidades também realizaram a intensificação da imunização de pessoas acamadas, que resultou em 9.126 vacinas contra Covid-19 e gripe aplicadas nessa população.

Ao todo, foram aplicadas 49.988 doses de vacina contra a Covid-19, 27.444 contra o vírus influenza, causador da gripe, 2.630 da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e 5.259 de outras vacinas que fazem parte da campanha de multivacinação.

Também foi realizada a busca ativa de pessoas que, por motivos desconhecidos, deixaram de tomar a segunda dose da vacina contra a Covid-19, com 82 mil ações por meio de ligações telefônicas e visitas a residências.

Na multivacinação voltada ao público infantil, são disponibilizados imunizantes como: tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), BCG, pentavalente, vacina inativada poliomielite (VIP), vacina oral poliomielite (VOP), pneumo 10, rotavírus, meningo C, meningo ACWY, varicela, hepatites A e B, febre amarela, DTP (difteria, tétano e coqueluche), dupla adulto, HPV e pneumo 23.

Neste domingo (12), os parques Buenos Aires, Severo Gomes, do Carmo e da Juventude aplicarão vacinas das 8h às 17h. A vacinação também ocorre das 8h às 16h na avenida Paulista, em uma tenda localizada no número 52, e em uma farmácia parceira, no número 995.

Todas as unidades realizarão a aplicação da primeira dose (D1), segunda dose (D2), primeira dose adicional (DA1) e segunda dose adicional (DA2) contra a Covid-19. Também estarão disponíveis vacinas contra a gripe, para o público elegível, além de imunizantes da campanha de multivacinação para as crianças a partir de seis meses de idade. A farmácia aplicará somente a vacina contra a Covid-19.


Para receber as vacinas contra Covid-19, é necessário um intervalo de quatro meses entre as doses. Atualmente, pessoas com mais de 50 anos de idade e profissionais da área da saúde com mais de 18 anos podem receber a DA2. No caso de cidadãos, acima de 50 anos, com alto grau de imunossupressão, está liberada a terceira dose adicional (DA3) para aqueles que receberam a DA2 há pelo menos quatro meses.

É válido destacar que, para crianças entre 5 e 11 anos de idade, as vacinas de sarampo e Covid-19 não devem ser aplicadas simultaneamente. Deve ser priorizada a imunização contra a Covid-19. Depois de 15 dias pode ser aplicada a vacina contra o sarampo. Para a população em geral, acima de 12 anos, pode ser feita a imunização simultânea entre as vacinas de sarampo, gripe e Covid-19.

Até o momento, a capital já aplicou 32.261.189 doses contra a Covid-19 nos paulistanos, sendo 11.802.928 D1, 11.137.239 D2, 363.636 doses únicas (DUs), 7.423.328 DA1 e 1.534.058 DA2.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Saúde municipal realiza campanha para doação de agasalhos em SP

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Campanha do agasalho
Divulgação: Polícia Civil PR

Campanha do agasalho

Com o objetivo de reduzir os riscos e impactos da estação mais fria do ano, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) realiza uma campanha para receber roupas, calçados e cobertores para doação em todas as suas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas.

Para colaborar, basta o cidadão levar os itens a serem doados aos pontos de coleta. As peças arrecadadas serão encaminhadas às comunidades do entorno das unidades, como igrejas, centros comunitários e associações de bairro, além dos Centros de Atenção Psicossociais (Caps), Unidades de Referência à Saúde do Idoso (Ursis) e do programa Consultório na Rua (CnR).

A iniciativa contempla e intensifica as ações da Operação Baixas Temperaturas (OBT), plano de contingência intersecretarial que garante a proteção de milhares de pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade na capital paulista.

De acordo com a secretária-executiva de Atenção Básica, Especialidades e Vigilância em Saúde da SMS, Sandra Sabino Fonseca, a iniciativa faz parte do cuidado integral da SMS para com com a população.

“Portas de entrada no SUS na capital, as UBSs estão em todas as regiões da cidade e podem ser pontos estratégicos de arrecadações de agasalhos para distribuirmos às pessoas mais carentes. Pedimos que quem tiver roupas, cobertores e calçados em boas condições e puder doar, leve à UBS mais próxima. Precisamos somar esforços para acolher e aquecer quem mais precisa”, afirma.

Os endereços dos pontos de doação podem ser encontrados nos links: UBSs

https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/2022_06_24_Lista_UBS_Vacinacao_COVID19.pdf

AMAs/UBSs Integradas

https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/2022_06_24

Agasalhos para pets

A SMS, por meio da Coordenadoria de Saúde e Proteção ao Animal Doméstico (Cosap), também promove uma campanha de arrecadação de agasalhos para cães e gatos da população de rua.

As doações podem ser levadas à Cosap, das 6h às 22h, na portaria 1, localizada na rua Santa Eulália, 86, e na portaria 2, que fica na avenida Santos Dumont, altura do número 637.

“É uma ação conjunta que visa atender à população que tanto precisa e seus grandes companheiros. O frio castiga também os animais. Daí a importância dessa campanha”, afirma Analy Xavier, coordenadora da Cosap.

A distribuição dos agasalhos dos pets é feita durante a OBT. Além disso, a Cosap faz aplicação de vacina e vermífugo nos animais, atendimentos clínicos, e em casos mais graves há encaminhamento para um dos hospitais veterinários públicos.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Vírus e bactérias originados na Amazônia podem causar 76 doenças

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Amazônia sendo desmatada
Sérgio Vale/Amazônia Real/Fotos Públicas

Amazônia sendo desmatada

A devastação da Amazônia ameaça à saúde pública global. Publicada hoje com destaque na revista Science Advances, uma pesquisa liderada por cientistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) alerta para o risco da emergência de epidemias e pandemias a partir do Brasil.

Revela, por exemplo, 173 tipos de patógenos (vírus, bactérias, vermes, parasitas, fungos) associados à caça e que podem causar ao menos 76 doenças em seres humanos. Ninguém está imune ao que acontece na Amazônia, mostra o estudo.

Os pesquisadores desenvolveram modelos para avaliar o risco de surgimento de zoonoses — as doenças transmitidas de animais para seres humanos — em cada estado brasileiro.

O risco existe em todo o Brasil, mas nenhuma região é tão vulnerável quanto a Amazônia, conclui o artigo. Ela abriga todas as condições para uma tempestade pandêmica perfeita. Tem a maior biodiversidade terrestre do mundo associada a taxas de desmatamento recordes — as maiores em 15 anos — e populações em cidades remotas e com baixo acesso a serviços de saúde.

Os pesquisadores destacam que o risco da emergência de doenças aumenta com a piora das condições ambientais e sociais do país. Segundo o estudo, os locais de maior risco de surtos são as cidades amazônicas remotas junto a áreas de desmatamento.

Muitas espécies de animais perdem o habitat devido ao desmatamento e se aproximam de povoações. Com isso, é rompido o equilíbrio na dinâmica que mantém vírus e outros patógenos na segurança da floresta.

“Caça e derrubada da floresta são inimigos letais de seres humanos”, afirma a primeira autora do estudo, Gisele Winck, do Laboratório de Biologia e Parasitologia de Mamíferos Silvestres Reservatórios do IOC.

Apenas oito dos 27 estados brasileiros apresentam risco baixo de emergência de doenças infecciosas transmitidas por animais, mostra o estudo, chamado “Socioecological vulnerability and the risk of zoonotic disease emergence in Brazil” (Vulnerabilidade socioecológica e o risco de emergência de zoonoses no Brasil, em tradução livre).

As regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste têm os maiores níveis de risco. Sudeste, risco médio. E Sul, baixo. O estudo revelou que plantar árvores e aumentar a cobertura vegetal de áreas urbanas reduz o risco de zoonoses.

“Essa é a primeira vez que se usa modelos estatísticos sólidos para analisar o risco de emergência de zoonoses. A partir de um modelo de avaliação que identifica diferentes interações entre os elementos que investigamos, observamos os processos que moldam o surgimento de zoonoses em cada estado brasileiro. Fica evidente que desmatamento e caça são graves problemas para a saúde pública. Conservar a floresta é proteger a saúde. Ninguém está imune ao que acontece na Amazônia”, afirma Winck.

Para fazer o estudo, os cientistas analisaram fatores como vulnerabilidade, exposição e capacidade de enfrentamento de doenças. Foram consideradas variáveis como espécies de mamíferos silvestres, perda de vegetação natural, mudanças nos padrões de uso da terra, bem-estar social, conectividade geográfica de cidades e aspectos econômicos.

Também autora do estudo, Cecília Andreazzi, do mesmo laboratório do IOC, observa que a Mata Atlântica, onde vivem cerca de 75% dos brasileiros, também tem imensa biodiversidade. Não à toa já foram identificados no bioma vírus como o Sabiá, causador de febre hemorrágica letal. Porém, a Amazônia está em maior risco porque é hoje vítima da maior pressão, sob intenso ataque de desmatamento, garimpo, caça e outras agressões ambientais.

“A Amazônia passa por intensa transformação, com abertura de novas frentes de desmatamento, agravamento da caça e garimpo. Tudo isso impacta na emergência e dispersão de patógenos”, enfatiza Andreazzi.

Amazônia e o crônico mal das queimadas

A carne de caça é um meio crítico para o “transbordamento” de patógenos de animais e causadores de doenças em seres humanos. Os cientistas descobriram 63 mamíferos que interagem com 173 patógenos que podem causar, pelo menos, 76 diferentes doenças. Todos estão associados à caça no Brasil.

Análises computacionais indicaram que as espécies mais caçadas no Brasil, como paca, gambá, tatu e capivara, estão associadas a patógenos que potencialmente causariam danos graves à saúde pública.

Caçadores funcionam como elos entre microrganismos da floresta e os centros urbanos, mostram cientistas. Eles podem carregar patógenos de doenças que, se não fosse isso, continuariam longe do ser humano, sob a guarda da floresta.

As cientistas explicam que a infecção de caçadores ocorre de várias formas. Na floresta, o caçador é exposto a picadas de mosquitos, carrapatos e outros vetores. Também pode se infectar por meio de cortes e até pequenos arranhões. Outra forma de contágio é o preparo e o consumo da carne de caça. Os cães de caçadores também podem ser contaminados e levar patógenos para fora da mata.

“Encontramos 76 doenças conhecidas, mas a Amazônia é imensa e apenas uma pequena parcela de sua biodiversidade foi estudada e muitos casos de doença não são notificados”, frisa Winck

Andreazzi acrescenta que de encefalite sem diagnóstico fechado, por exemplo, ficam invisíveis ao sistema de notificação. O mesmo acontece com febre hemorrágicas.

“Não existe rastreamento para febres hemorrágicas ou ação conjunta entre órgãos ambientais e de saúde. Enquanto isso, o desmatamento e a caça libertam patógenos que sequer conhecemos”, destaca Andreazzi.

Além do IOC, participaram do estudo cientistas de outras unidades da Fiocruz, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), da Universidade Estadual do Ceará (UECE), da Faculdade Maurício de Nassau (Sergipe), da União Internacional para a Conservação da Natureza e das universidades portuguesas de Coimbra e de Aveiro.

Fonte: IG SAÚDE

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