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Cuiabá

SOS AVC: Rede SUS Cuiabá capacita servidores para auxiliarem no rápido diagnóstico da doença

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O Programa SOS AVC, implantado pela gestão Emanuel Pinheiro no Hospital Municipal São Benedito há menos de três meses, já atendeu 130 pessoas vítimas de Acidente Vascular Cerebral – AVC. Deste total, a celeridade do Programa, que é inédito em Mato Grosso e colocou Cuiabá entre as maiores referências do país no tratamento de AVC, salvou 125 pacientes da morte e ainda fez com que mais de 85 deles tivessem os riscos de sequelas permanentes diminuídos em 92%.

Um das razões que contribuem para o sucesso do SOS AVC está na busca pelo atendimento ter acontecido dentro das 8h consideradas cruciais para o socorro – o que culmina no bom desempenho do tratamento. Diante disso, visando atingir um público ainda maior, médicos e demais membros da equipe envolvida no Programa estão capacitando os servidores da Rede SUS. O objetivo da capacitação, que na última quinta-feira (05) orientou pouco mais de 250 servidores da Atenção Básica, é torná-los aptos a auxiliarem no rápido diagnóstico da doença visando, sobretudo, diminuir os riscos de morte e sequelas permanentes.

“O Hospital São Benedito não é ‘portas abertas’. Por esta razão, o acolhimento do SOS AVC acontece de duas formas: Via SAMU para os casos em que forem chamados e os paramédicos atestarem que pode se tratar de um AVC. Nesta situação, o paciente será imediatamente trazido por eles para o Hospital São Benedito. A outra porta de entrada é por meio de encaminhamento das unidades de urgência e emergência da Capital. Sendo elas o Hospital Municipal de Cuiabá – HMC, UPAs e policlínicas. As capacitações visam celeridade justamente nesse segundo fluxo de atendimento”, frisou Alexandre Beloto – diretor geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP) que administra o São Benedito e HMC.

Para a diretora da Atenção Básica, Miriam Naschenveng que esteve à frente da capacitação dos servidores da Básica, a ação fortalece a rede SUS de modo geral.

“É importante que a população compreenda que deve buscar exclusivamente os serviços do Samu, ou da urgência e emergência mais próxima para, a partir do diagnóstico dos sintomas, ser encaminhada para o SOS AVC. Entretanto, com a capacitação, os profissionais da Atenção Básica também se tornam aptos para identificarem corretamente o perfil do acometido com o AVC. E isso contribuirá significativamente para que este paciente seja atendido o quanto antes, tendo todos os riscos dessa grave doença diminuídos – o que é muito importante para o fluxo da rede como um todo”, enfatizou a diretora.

As capacitações seguem na próxima semana com médicos e equipe multiprofissional da Atenção Secundária (urgência e emergência). As qualificações sobre o programa serão realizadas em blocos e ‘in loco’ para não prejudicar os atendimentos nas unidades.

 

SAIBA MAIS SOBRE O AVC

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) acontece quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea. É uma doença que acomete mais os homens e é uma das principais causas de morte, incapacitação e internações em todo o mundo.

Quanto mais rápido for o diagnóstico e o tratamento do AVC, maiores serão as chances de recuperação completa. Desta forma, torna-se primordial ficar atento aos sinais e sintomas e procurar atendimento médico imediato.

Existem dois tipos de AVC, que ocorrem por motivos diferentes: AVC hemorrágico e AVC isquêmico.

 

QUAIS OS SINTOMAS

Existem alguns sinais que o corpo dá que ajudam a reconhecer um Acidente Vascular Cerebral. Os principais sinais de alerta para qualquer tipo de AVC são: fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo; confusão mental; alteração da fala ou compreensão; alteração na visão (em um ou ambos os olhos); alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou alteração no andar; dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente.

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Cuiabá

Veja os dados do painel Covid-19 desta sexta-feira (7)

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Nesta sexta-feira (7), Cuiabá tem 13.626 casos confirmados de Covid-19 de residentes no município e 2.661 de não residentes, mas que estão sendo atendidos na capital. Dos confirmados, 3.329 já estão recuperados da doença e houve 604 óbitos de residentes e 278 de não residentes.

Na rede hospitalar há 278 pacientes confirmados com Covid-19 internados, sendo 180 na UTI e 98 em enfermaria. Também estão internados 169 pacientes com suspeita da doença, sendo 78 na UTI e 91 em enfermaria. Do total de pessoas internadas em UTI, 160 são de residentes em Cuiabá e 98 de residentes de outros municípios. Do total de internados em enfermaria/isolamento, 142 pessoas são de Cuiabá e 47 de outros municípios.

Hoje Cuiabá registrou mais 13 óbitos, chegando a um total de 604 mortes. O prefeito Emanuel Pinheiro e o secretário municipal de Saúde, Luiz Antonio Pôssas de Carvalho lamentam profundamente estes óbitos.

Segue abaixo a relação dos óbitos de residentes em Cuiabá:

-Mulher, 28 anos, internada em hospital privado. Não foi divulgado se tinha comorbidade. Foi a óbito em 07/08.

-Homem, 39 anos, internado em hospital público. Não tinha comorbidade. Foi a óbito em 07/08.

-Homem, 58 anos, internado em hospital privado. Tinha neoplasia. Foi a óbito em 07/08.

-Homem, 69 anos, internado em hospital privado. Tinha hipertensão, diabetes e problema pulmonar. Foi a óbito em 06/08.

-Homem, 82 anos, internado em hospital privado. Não tinha comorbidade. Foi a óbito em 28/07.

-Homem, 70 anos, internado em hospital público. Não tinha comorbidade. Foi a óbito em 07/08.

-Mulher, 68 anos, internada em hospital público. Não tinha comorbidade. Foi a óbito em 07/08.

-Mulher, 58 anos, internada em hospital público. Tinha hipertensão. Foi a óbito em 07/08.

-Homem, 87 anos, internado em hospital privado. Tinha hipertensão. Foi a óbito em 06/08.

-Mulher, 80 anos, internada em hospital privado. Tinha hipertensão e diabetes. Foi a óbito em 06/08.

-Homem, 63 anos, internado em hospital privado. Tinha hipertensão, diabetes e problema cardiovascular. Foi a óbito em 07/08.

-Homem, 59 anos, internado em hospital privado. Tinha hipertensão. Foi a óbito em 06/08.

-Mulher, 76 anos, internada em hospital privado. Tinha hipertensão e diabetes. Foi a óbito em 06/08.

 

 

 

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Cuiabá

Agosto Lilás é aberto com ato simbólico contra a violência doméstica

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, realizou na tarde desta sexta-feira (7), que marca os 14 anos de criação da Lei Maria da Penha, a abertura do Agosto Lilás, campanha de conscientização para a não violência contra a mulher, que vai ocorrer ao longo do mês, com diversas atividades. Na abertura, que contou com a participação da secretária municipal da Mulher, Luciana Zamproni; da presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Fabiana Soares e da coordenadora da Patrulha Maria da Penha, 1ª Tenente Denyse Valadão, houve um ato simbólico na Praça Alencastro, homenageando todas as vítimas de violência doméstica e de feminicídio. 

A secretária Luciana Zamproni fez um discurso destacando que as mulheres gostariam de não precisar de campanhas como essa e poder celebrar outras datas, mas que protestar pelo fim da violência é uma necessidade a fim de reduzir os casos, acolher as vítimas e incentivá-las a denunciar o agressor. 

Ela ainda lembrou que a Lei Maria da Penha significou a quebra de um tabu na sociedade, de que “em briga de marido e mulher, não se mete a colher”. “A lei veio para trazer os direitos das mulheres e acolher todas elas no sentido de denunciar. Nós tínhamos o tabu que em briga de marido e mulher ninguém mete a colher. As mulheres não tinham varas especializadas de violência doméstica, não tínhamos delegacia, nós não tínhamos atendimento específico para as mulheres que sofrem agressão física e a lei veio nesse sentido”, destacou Zamproni. 

Segundo ela, o Agosto Lilás em Cuiabá será um mês especial, marcado por uma série de ações em prol das vítimas de violência doméstica. “Estaremos entregando a ludoteca no Espaço de Acolhimento no HMC, para atender às crianças vítimas de violência, em parceria com o Instituto Sabin e o Laboratório Carlos Chagas; nós estaremos com rodas de conversas com vários setores, também discutiremos a questão das mulheres trans, que a lei veio protegê-las também, viremos com lives informativas e também teremos o projeto ‘Salve Vidas. Plante Amor’, no dia 14, um projeto lindo em homenagem às mulheres que morreram vítimas de feminicídio e às mulheres que estão saindo do ciclo de violência, para que a gente possa trazer de volta a auto estima delas”, elencou. 

Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher e coordenadora da Casa de Amparo, Fabiana Soares, destaca que a entidade também fará, no dia 28 de agosto, uma ação no Agosto Lilás, que consistirá numa capacitação das 21 conselheiras para o atendimento às mulheres trans. Ela informa que mesmo durante a pandemia, o Conselho não parou suas atividades, que acontecem de forma remota, com reuniões por videoconferência e atendimento por telefone, não somente em relação à violência doméstica, mas todos os aspectos que interferem a vida da mulher cuiabana. 

Coordenadora da Patrulha Maria da Penha do 1º Batalhão da Polícia Militar de Cuiabá, a 1ª Tenente Denyse Valadão destacou a honra que é fazer parte do Agosto Lilás, enquanto agente que está no dia a dia defendendo as mulheres vítimas de agressão por parte de seus companheiros. “É mito gratificante. Hoje é um dia que deve ser comemorado, diante de todos os avanços que nós tivemos até hoje pela proteção das vítimas de violência. É muito importante esse trabalho que está sendo feito hoje pela Prefeitura de Cuiabá, pela Secretaria da Mulher. E somos parceiros também. É importante todos estarem juntos nesse enfrentamento da violência doméstica”, enfatizou. 

Durante o evento de abertura do Agosto Lilás, na Praça Alencastro, houve a afixação de faixas da campanha, um enorme laço lilás, uma cruz composta por vários pares de sapatos femininos, simbolizando as vítimas de violência doméstica e também a distribuição de kits com álcool em gel, máscara e uma fita lilás, para conscientizar as mulheres que passaram pelo local sobre a importância de não se calarem diante da agressão. 

 

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