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Saúde

Software detecta Covid por meio de um exame de sangue simples

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Covid-19: inteligência artificial identifica a doença por meio de um simples exame de sangue
Testalize.me / Unsplash

Covid-19: inteligência artificial identifica a doença por meio de um simples exame de sangue

O diagnóstico da Covid-19 é realizado pelo teste RT-PCR ou pelos testes rápidos. Exames de sangue mostram se a pessoa já teve contato com o vírus, mas não são capazes de identificar uma infecção ativa. Até agora.

Uma equipe de pesquisadores brasileiros mostrou que um software de inteligência artificial é capaz de identificar com precisão uma infecção pelo novo coronavírus por meio da análise de um simples hemograma.

O estudo, publicado recentemente na revista científica Communications Medicine, do renomado grupo Nature, foi realizado pelo Grupo Fleury em parceria com a Kunumi, startup especializada em inteligência artificial. Os pesquisadores utilizaram uma ferramenta de inteligência artificial para analisar dados de hemogramas e testes RT-PCR de mais de 900 mil pessoas.

No estudo, foram incluídos 809.254 hemogramas e mais de 1 milhão de testes para diagnóstico de Covid-19, dos quais 21% apresentaram resultado positivo, coletados durante a primeira e segunda onda da doença no Brasil.

O infectologista e patologista clínico Celso Granato, diretor clínico do Grupo Fleury, explica que o RT-PCR é um exame demorado e caro, enquanto o hemograma é rápido e barato.

Diante dessa constatação e da falta de testes em muitos momentos da pandemia, surgiu a ideia de ver tentar utilizar a tecnologia para fazer inferências, a partir de um exame rápido, barato e amplamente disponível – como o hemograma – sobre o diagnóstico de Covid-19.

“Com essa estratégia de inteligência artificial, foi possível descobrir uma combinação de marcadores presentes no hemograma com capacidade de prever se a pessoa tem Covid ou não com uma confiança muito grande. São milhares de combinações sutis que um médico não consegue analisar sozinho, mas que essa ferramenta, sim” diz Granato.

A inteligência artificial apresentou mais de 90% de acerto no diagnóstico da doença. A previsão foi de 92% para casos positivos e 82% para casos negativos. Segundo Wesley Prieto, head de Ciência de Dados e Bioinformática do Grupo Fleury, a ideia não é que esse tipo de exame substitua o RT-PCR, por exemplo, mas ele poderia ser usado para apoiar o médico no diagnóstico.

Por exemplo, na época em que o resultado do exame demorava dias para ficar pronto, essa ferramenta poderia ser utilizada para triar com mais precisão pacientes possivelmente infectados e recomendar seu isolamento até que o resultado o PCR ficasse pronto.

Para garantir que a ferramenta seria precisa mesmo diante da circulação de outras doenças com sintomas parecidos, os pesquisadores também submeteram o softwares a hemogramas de pessoas infectadas com outros vírus que causam síndromes gripais, como o influenza, e a identificação da Covi-19 continuou altamente assertiva.

“Esse tipo de estudo é importante para mostrar que esses exames rotineiros de laboratório podem ser muito mais utilizados do que são hoje. Com inteligência artificial conseguimos entender padrões complexos não-lineares que estão ali, mas não são visíveis a olho nu”, explica Daniella Castro, co-fundadora e diretora de tecnologia da Huna, startup brasileira de inteligência artificial ligada à Kunumi, responsável pelo desenvolvimento da inteligência artificial usada no estudo.

A ideia é que em um futuro próximo, esse tipo de tecnologia possa ser utilizada na prática clínica, seja para o diagnóstico da Covid-19 ou de outras doenças, como para identificar qual é o agente causador de uma síndrome gripal.

“Dada a sua natureza versátil, baixo custo e rapidez, acreditamos que nossa ferramenta pode ser particularmente útil em uma variedade de cenários – durante a pandemia e depois”, concluem os autores.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Covid-19: Brasil registra 7,9 mil casos e 120 mortes em 24 horas

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O Ministério da Saúde divulgou hoje (15) novos números sobre a pandemia de covid-19 no país. De acordo com levantamento diário feito pela pasta, o Brasil registrou, em 24 horas, 7,9 mil novos casos da doença e 120 óbitos.

Desde o início da pandemia, o país acumula 34,1 milhões de casos confirmados e 681,5 mil mortes registradas. Os casos de recuperados somam 33 milhões (96,7% dos casos). Minas Gerais não atualizou os dados desta segunda-feira e Mato Grosso do Sul não atualizou os dados de óbitos.

O estado de São Paulo tem o maior número de casos e mortes, com 5,9 milhões de casos e 173,6 mil óbitos. Em seguida, em números de casos, estão Minas Gerais (3,8 milhões); Paraná (2,7 milhões de casos) e Rio Grande do Sul (2,6 milhões).

Em relações a óbitos, São Paulo é seguido por Rio de Janeiro (75.222), Minas Gerais (63.257) e Paraná (44.869).

Os menores números estão na Região Norte. Os menores número de casos são Acre (147.514), Roraima (174.016) e Amapá (177.772). No número de óbitos, os menores indices estão no Acre (2.025), Amapá (2.165) e Roraima (2.165).

Boletim epidemiológico da covid-19 Boletim epidemiológico da covid-19

Boletim epidemiológico da covid-19 – Ministério da Saúde

Vacinação 

Conforme o vacinômetro do Ministério da Saúde, 471,8 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 foram aplicadas, sendo 178,7 milhões da primeira dose; 159,8 milhões da segunda dose, além de 104,4 milhões da primeira dose de reforço e 18,9 milhões da segunda dose de reforço.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Varíola dos macacos: calendário de vacinação deve sair nesta semana

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O Ministério da Saúde (MS) deverá saber nesta semana quando terá as primeiras vacinas disponíveis contra a varíola dos macacos.

Segundo a representante da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) no Brasil, Socorro Gross, a fase de tratativas com o laboratório produtor da vacina terminaram, mas falta uma posição do laboratório sobre o calendário de entrega.

“Esperamos ter o calendário das vacinas nesta semana”, disse ela. “Não temos como apresentar um calendário [de entrega de vacina] neste momento. Sabemos que uma parte das vacinas vai chegar em breve. Esperamos que o fornecedor nos especifique quando nós poderemos transportar a vacina para o Brasil”, disse ela, em coletiva de imprensa, no Ministério da Saúde.

A aquisição dessas vacinas deve ser feita através da Opas, uma vez que o laboratório responsável por elas fica na Dinamarca e não tem representante no Brasil. Assim, o laboratório não pode solicitar o registro do imunizante junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e caso o país queira comprá-lo, a OPAS deve intermediar a transação.

Socorro Gross estava acompanhada do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e de secretários da pasta. Queiroga esclareceu que as 50 mil doses solicitadas pelo Brasil, caso cheguem, irão para profissionais de saúde que lidam com materiais contaminados.

“Se essas 50 mil doses chegarem aqui no ministério amanhã, não terão o condão de mudar a história natural da situação epidemiológica em relação à varíola dos macacos. Essas vacinas, quando vierem, serão para vacinar um público muito específico”.

Queiroga também não considera, até o momento, declarar Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin) por causa da doença. Segundo ele, a área técnica do ministério não se manifestou nesse sentido.

Além disso, de acordo com Queiroga, mecanismos de vigilância em saúde já foram reforçados; pedidos de registros de testes rápidos já foram feitos junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); e outras providências podem ser tomadas fora do âmbito da Espin, caso seja necessário.

Até o momento, Estados Unidos e Austrália já declararam emergência em seus territórios.

Dados

Na coletiva de imprensa, o Ministério da Saúde também divulgou dados atualizados sobre a doença. No mundo inteiro foram registrados 35.621 casos em 92 países.

Os países com mais casos são Estados Unidos (11,1 mil), Espanha (5,7 mil), Alemanha (3,1 mil), Reino Unido (3 mil), Brasil (2,8 mil), França (2,6 mil), Canadá (1 mil), Holanda (1 mil), Portugal (770) e Peru (654).

Até o momento, 13 mortes foram registradas, em oito países. São eles: Nigéria (4), República Centro-Africana (2), Espanha (2), Gana (1), Brasil (1), Equador (1), Índia (1) e Peru (1).

No Brasil, foram confirmados até o momento 2.893 casos. Além disso, existem 3.555 casos suspeitos de varíola dos macacos, com uma morte.

Entre os contaminados, 95% são homens e a maioria está na faixa dos 30 anos de idade. Apesar de ser uma doença que acomete, em sua maioria, homens que fazem sexo com homens, o ministro faz um alerta para não se estigmatizar a doença a esse grupo específico ou mesmo discriminá-lo.

“Essas referências feitas aqui a homens que fazem sexo com homens é uma constatação tão somente epidemiológica. Não podemos incorrer nos erros do passado. Nós já sabemos o que aconteceu na década de 80 com HIV/Aids. Não é para discriminar as pessoas, é para protegê-las”.

Queiroga também afirmou que apesar do nome, a doença não é transmitida pelos macacos e fez um apelo para a não agressão desses animais, por medo da doença.

“A varíola dos macacos é uma zoonose e o roedor é a provável origem da zoonose. Não é o macaco. O macaco é tão vítima da doença quanto nós, que também somos primatas. Portanto, não saiam por aí matando os macacos achando que vão resolver o problema da varíola dos macacos”.

Edição: Denise Griesinger

Fonte: EBC Saúde

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