conecte-se conosco


Saúde

“Situação obviamente não é técnica, tem componentes políticos”, diz Dimas Covas

Publicado


source
Dimas Covas%2C diretor do Instituto Butantan
Governo do Estado de São Paulo/Divulgação

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan

O diretor do Instituto Butantan , Dimas Covas , que lidera a produção da Coronavac pelo governo do estado de São Paulo em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac Biotech , avalia que houve um “componente político e ideológico” na decisão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de barrar as intenções de compra do Ministério da Saúde da vacina contra a Covid-19 .

“Houve alguma mudança de rota, claramente. Nós só fornecemos vacina para o ministério [da Saúde], não fornecemos vacina para nenhuma outra instituição. E todas as conversas, todas as negociações que já duram alguns meses, desembocaram no convite do ministro [da Saúde, Eduardo Pazuello] para celebrar o primeiro acordo. Foi o que aconteceu durante a semana”, afirmou em entrevista ao UOL .

“Acredito também que o próprio ministério [da Saúde], os técnicos do ministério que estavam negociando tiveram dificuldade para entender. É muito difícil, é uma situação que obviamente não é técnica, ela tem componentes políticos, componentes ideológicos por trás disso”, completou.

Apesar do revés, o diretor disse que espera uma solução rápida para o impasse porque as primeiras doses não devem demorar muito para ficarem prontas. A previsão era a de que o início da vacinação da população já poderia ser em janeiro de 2021.

Nesta sexta-feira (23), o presidente da Câmara, Rodrigo Mai a (DEM-RJ), participou da entrevista realizada tradicionalmente no Palácio dos Bandeirantes para atualizar as informações do combate à Covid-19 no estado de São Paulo.

Para Covas, a atuação de Maia pode ser importante para tirar o caráter político da produção da vacina. “Obviamente que um entendimento nacional em relação à necessidade da vacina seria o mundo ideal. Tirar um pouco desta conotação de disputa política, que não ajuda muito. O nosso governador declarou que ele está absolutamente aberto ao diálogo”, disse.

Fonte: IG SAÚDE

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Reinfecção por Covid-19 pode influenciar a 2ª onda e a eficácia das vacinas?

Publicado


source

BBC News Brasil

undefined
Andr Biernath – Da BBC News Brasil em So Paulo

Reinfeco por covid-19 pode influenciar a segunda onda e a eficcia das vacinas?

Receber o diagnóstico de covid-19 não é nada fácil. Afinal, a doença está cercada de incertezas do ponto de vista médico e científico e de inseguranças de uma perspectiva pessoal.

Agora, imagine se recuperar do quadro e, algumas semanas depois, voltar a sofrer com sintomas sugestivos dessa infecção, como febre, tosse seca, cansaço e falta de ar. Na sequência, um novo exame confirma a suspeita: o coronavírus invadiu o organismo novamente.

Sim, a reinfecção pode acontecer e há algumas dezenas de casos confirmados no mundo. A boa notícia é que, pelo que foi observado até o momento, essa possibilidade é raríssima.

Vamos aos números: de acordo com a agência de notícias holandesa BNO News, um dos únicos veículos a compilar dados globais sobre esse assunto, há atualmente 26 casos confirmados de reinfecção no planeta. Desses, 25 pacientes se recuperaram bem e apenas um morreu. A média de tempo entre o primeiro e o segundo episódio de covid-19 é de 76 dias.

O site ainda calcula que existam outros 893 casos suspeitos de reinfecção, que ainda precisam ser analisados mais de perto.

No Brasil, o Ministério da Saúde afirma que não foram oficializados episódios desse tipo. Mas há um estudo publicado em setembro que detectou a reinfecção numa técnica de enfermagem de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Além dela, existem cerca de 95 pacientes com uma situação parecida que seguem em investigação por aqui.

Mas, afinal, o que já se sabe sobre esses episódios duplicados de covid-19? E como eles podem influenciar a segunda onda de casos ou a eficácia das vacinas?

Para responder a essas perguntas, precisamos antes entender como nosso organismo cria imunidade contra esse e outros vírus.

Defesa ativada

Ao detectar um invasor como o Sars-CoV-2, o coronavírus responsável pela pandemia atual, nosso sistema imunológico trabalha para contra-atacar e livrar o corpo da ameaça. Esse processo é mediado por duas células: os linfócitos B e T.

“Os linfócitos B são responsáveis por produzir os anticorpos, as imunoglobulinas que conhecemos pelas siglas IgG, IgA, IgM…”, explica o médico João Viola, presidente do Comitê Científico da Sociedade Brasileira de Imunologia.

Se tudo der certo e o paciente se recuperar bem, na maioria das vezes essas células de defesa aprendem a lidar com a infecção. Caso o coronavírus tente atacar o corpo uma segunda vez, basta liberar esses anticorpos (os tais dos IgG e IgM) para neutralizar o perigo.

Já os linfócitos T ficam responsáveis, entre outras coisas, por identificar células que estão infectadas com determinado patógeno. Eles orquestram um verdadeiro contra-ataque para nos proteger. Sua atuação frente ao Sars-CoV-2, porém, ainda segue com algumas perguntas sem respostas.

Essa ação imunológica parece funcionar bem na vasta maioria dos acometidos pelo coronavírus. Se considerarmos que mais 63 milhões de pessoas já tiveram covid-19 e apenas 26 foram confirmadas e documentadas como tendo tido doença duas vezes (de acordo com os números mais atualizados), não é exagero, pelo menos por enquanto, afirmar que o risco de um segundo episódio é raríssimo.

Ilustração de um coronavírus ao centro cercado de estruturas em formato de Y que representam os anticorpos

Getty Images
A produção de anticorpos (representados na imagem nessas estruturas em formato de Y) é algo observado na vasta maioria dos casos de infecção pelo Sars-CoV-2

Em termos estatísticos, com base nos dados disponíveis até o momento, a taxa de reinfectados é de 0,000041%. “Definitivamente esse não é um evento frequente pelo que estamos observando até agora”, avalia o infectologista Julio Croda, da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz).

Em relação à segunda onda da pandemia que assola Europa, Estados Unidos e Brasil, a reinfecção, portanto, não é um fenômeno relevante. Pelas informações disponíveis até o momento, a vasta maioria dos afetados das últimas semanas estava vulnerável e contraiu o vírus pela primeira vez.

Mas como explicar esses casos confirmados (ou os relatos) de reinfecção?

Resposta inadequada

“Aparentemente, a reinfecção é mais provável naquelas situações em que o primeiro episódio de covid-19 foi brando”, contextualiza o infectologista Fernando Bellissimo Rodrigues, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Tudo leva a crer que uma doença leve e com poucos sintomas gera uma resposta imunológica mais fraquinha. “Parece que a produção de anticorpos é menor, e isso deixaria a pessoa predisposta a uma nova enfermidade após algum tempo”, completa Rodrigues.

Há outra possibilidade que precisa ser analisada por aqui: em vez de uma reinfecção, será que não se trata apenas de uma continuação do primeiro quadro, que melhorou por algum tempo e depois teve uma recaída.

Para descartar essa hipótese, os especialistas recorrem ao sequenciamento genético do Sars-CoV-2. O ideal seria ter uma amostra do primeiro e do segundo diagnóstico para comparar as letrinhas do RNA viral.

Se elas forem absolutamente idênticas, é grande a chance de que seja realmente uma recaída. Agora, caso o genoma seja diferente, aí fica mais fácil apostar na reinfecção mesmo.

“Esse estudo é como se estivéssemos reconstituindo um crime sem testemunhas. Nós coletamos provas que podem favorecer uma linha de investigação ou outra”, compara Rodrigues, que foi responsável por detectar o primeiro caso de reinfecção no Brasil e analisa outros 15 pacientes suspeitos.

Data de validade

Eis uma questão-chave que ainda precisa ser melhor compreendida para completar esse quebra-cabeças: quanto tempo dura a imunidade contra a covid-19?

Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que o Sars-CoV-2 é um fenômeno absolutamente novo numa perspectiva histórica. Os primeiros casos foram notados nas últimas semanas de dezembro de 2019. Portanto, a ciência tem pouco mais de 11 meses de experiência com esse vírus e suas consequências.

“Podemos afirmar que a imunidade dura seis meses ou pouco mais, pois foi isso que acompanhamos até o presente”, afirma Viola. Não sabemos, porém, se essa proteção é para a vida inteira (como acontece com outros vírus, como o sarampo) ou se ela não persiste no longo prazo (num cenário parecido ao do influenza, o causador da gripe).

Esse tempo de validade tem implicações diretas sobre as vacinas. “Será que o imunizante vai induzir uma imunidade duradoura? Ou ele precisará ser reaplicado após um certo período?”, questiona Rodrigues.

Fotografia de uma ampola com um rótulo escrito

Getty Images
Não se sabe até o momento quanto tempo durará a proteção das vacinas contra a covid-19. Pode ser que as doses garantam imunidade pelo resto da vida ou apenas por alguns meses ou anos

Pode reparar: há vacinas que são tomadas uma ou poucas vezes durante a vida. Outras, na contramão, têm uma eficácia que dura um ano ou um pouco mais e exigem doses de reforço para atualizar a proteção contra determinado vírus ou bactéria.

Será preciso aguardar mais um tempo antes de termos todas essas respostas.

Aprendizados

Apesar de pouco frequentes, os casos de reinfecção já nos deixam algumas lições. A mais importante delas é que nem todo mundo que já teve contato com o coronavírus está livre de um segundo episódio. Portanto, não dá pra relaxar nas medidas preconizadas, como o distanciamento físico, a lavagem de mãos e o uso de máscaras.

Afinal, mesmo sendo um fenômeno raro, falamos de uma doença potencialmente letal. “É crucial manter toda a proteção possível. Do ponto de vista comunitário, precisamos dar o exemplo e continuar com o uso de máscaras e as outras atitudes. Isso demonstra como nos preocupados com todos ao redor”, destaca Croda, que também é professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.

Num cenário de tantos mistérios, uma coisa é certa: a covid-19 atinge cada indivíduo de uma maneira, mas superar a pandemia depende do esforço conjunto de toda a sociedade.

Fonte: IG SAÚDE

Continue lendo

Saúde

Médico do Inca alerta para sintomas de câncer do colo do útero

Publicado


O Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Costa (Inca) estima que sejam registrados neste ano 16.590 novos casos de câncer do colo do útero, também chamado de câncer cervical. Esse tipo de câncer é causado pela infecção persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano (HPV) e, à exceção do câncer de pele não melanoma, é o terceiro mais frequente nas mulheres, depois dos cânceres de mama e colorretal.

O câncer do colo do útero é a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil, depois do de mama, do de pulmão e do colorretal. Em 2018, esse tipo de câncer causou 6.526 mortes, segundo dados do Atlas de Mortalidade por Câncer.

Em entrevista à Agência Brasil, o chefe do Hospital do Câncer II, unidade do Inca que trata de cânceres ginecológicos, Daniel Fernandes, destacou que o câncer do colo do útero não deve ser confundido com o câncer do corpo do útero, ou endométrio. “São patologias diferentes.” Para este ano, a estimativa é de 6.540 novos casos de câncer do endométrio, oitava causa de mortes de mulheres no Brasil.

De acordo com Fernandes, os cânceres do colo do útero e do corpo do útero têm correlação direta com o desenvolvimento do país. Em países menos desenvolvidos, como Índia e Brasil, o câncer de colo do útero é mais incidente, enquanto o câncer do útero (endométrio) é mais frequente em nações mais desenvolvidas, como os Estados Unidos e países da União Europeia. A dificuldade no rastreamento e nadetecção de lesões pré-malignas faz a diferença entre os dois tipos de câncer. “Dentro do próprio Brasil, tem situações diferentes”, destacou o médico.

Fatores de risco

O principal fator de risco do câncer do colo do útero é infecção pelo HPV, que pode ser contraída em relações sexuais sem proteção. “Por isso, a campanha de vacinação [contra o HPV] é tão importante”, disse Fernandes, ao destacar que Brasil já tem a vacina contra o HPV, embora ainda não seja grande adesão à vacina – o Ministério da Saúde implementou a tetravalente contra o HPV para meninas de 9 a 13 anos no calendário vacinal em 2014.

A partir de 2017, o ministério estendeu a recomendação para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. A vacina protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. Os dois primeiros tipos causam verrugas genitais e os dois últimos são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero.

O ideal é que as crianças comecem a ser vacinadas antes do início da atividade sexual, ou seja, antes do contato com o HPV, que vão ter ao longo da vida, afirmou o especialista. “O resultado vai ser visto no médio e longo prazos, mas é preciso ter a adesão da população, além de políticas públicas que estimulem as pessoas a se vacinar”, disse Fernandes, que salientou a necessidade de pais e responsáveis se conscientizarem da importância de vacinar os filhos a partir dos 9 anos de idade.

Segundo o médico do Inca, o homem pode ter infecção por HPV sem apresentar lesão no pênis, e isso pode fazer com que ele transmita para sua parceira, sem saber. Fernandes alertou que o HPV é fator de risco para o câncer de pênis no homem.

No câncer do endométrio, os fatores de risco são obesidade, hipertensão e diabetes, não havendo relação com a parte sexual, diferentemente do câncer de colo do útero. No Brasil, o câncer do endométrio geralmente acomete mulheres na fase pós-menopausa. “No colo uterino, são mulheres mais jovens”, explicou Fernandes.

Detecção

O exame preventivo do câncer do colo do útero, chamado Papanicolau, é a principal estratégia para detectar lesões precursoras e fazer o diagnóstico precoce da doença. No câncer do endométrio, é por meio da histeroscopia com biópsia, procedimento cirúrgico feito por dentro da vagina e do canal do colo uterino, que permite visualizar a cavidade uterina e identificar eventuais doenças ali existentes.

O principal sintoma do câncer do endométrio na mulher que já parou de menstruar é voltar a ter sangramento. Nesse caso, ela deve procurar um ginecologista para fazer o ultrassom transvaginal, que vai mostrar o endométrio aumentado. Aí, ela parte para a histeroscopia com biópsia, que vai dar o resultado, identificando se é ou não câncer do corpo do útero.

No câncer de colo uterino, o Papanicolau detecta lesão precoce. Daniel Fernandes observou que, nesse caso, o câncer pode ser detectado também no exame físico. Ele destacou casos de mulheres que pensam que estão menstruando há mais de um mês, quando o que acontece é que estão com lesão macroscópica que sangra.

O sangramento continuado é um dos sintomas do câncer do colo de útero. “O ideal é detectar na fase precoce, porque o tratamento é menos agressivo”, disse o médico. Segundo ele, nas fases iniciais, esse tipo de câncer não apresenta sintomas. O médico alertou, porém, que sangramentos ou corrimentos podem ser indício de tumor.

Tratamento

O tratamento para os dois tipos de câncer vai depender da fase em que o tumor se encontra. Para o câncer do endométrio, o tratamento, na maioria das vezes, é cirúrgico.

No câncer do colo uterino, vai depender da lesão. Se estiver em fase muito inicial, podem ser feitas cirurgias conservadoras, que retiram apenas parte do colo do útero e conseguem preservar a fertilidade feminina, uma vez que a doença acomete mais mulheres jovens.

Em fase ainda precoce, mas mais avançada, faz-se a retirada do tecido em volta do útero e dos gânglios na pelve e consegue-se tratar. Fernandes lamentou que, no Brasil, infelizmente, são detectados, na maioria das vezes, tumores mais avançados, cujo tratamento é feito com radioterapia e quimioterapia.

Recomendações

Estudo relaciona câncer de mama com obesidade.Estudo relaciona câncer de mama com obesidade.

Combate à obesidade reduz chances de diabetes e hipertensão, que são fatores de risco para o câncer do corpo do útero ou endométrio – Brendan McDermid/Reuters/Direitos reservados

Janeiro é considerado o mês de conscientização sobre o câncer do colo de útero, e o médico Daniel Fernandes recomenda que, para evitar o câncer do endométrio, mulheres na fase pós-menopausa façam exercícios para combater a obesidade. “Combatendo a obesidade, diminuem as chances de ser diabética e hipertensa, que são também fatores de risco. E, ao menor sinal de sangramento, a mulher deve procurar o ginecologista para poder investigar.”

Fernandes lembrou que, na fase bem inicial, em que o tratamento tem grande chance de cura, o câncer do colo uterino é assintomático. Por isso, a mulher precisa fazer o preventivo.

O Papanicolau detecta algumas alterações que são pré-malignas e que, se tratadas, não vão evoluir para a malignidade. “Só que, para isso, tem que ser feito o Papanicolau”, reiterou. Pelas diretrizes brasileiras, mulheres jovens devem fazer esse exame  a cada dois anos. O Papanicolau pode ser feito em postos ou unidades de saúde da rede pública que tenham profissionais capacitados. Sua realização periódica permite reduzir a ocorrência e a mortalidade pela doença.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana