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Internacional

Síria anuncia que rompeu suas relações diplomáticas com a Ucrânia

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Hospital bombardeado em Mykolaiv
Reprodução/Twitter

Hospital bombardeado em Mykolaiv

A Síria anunciou formalmente nesta quarta-feira (20) que cortou suas relações diplomáticas com a Ucrânia com base no “princípio da reciprocidade” após Kiev ter tomado medida análoga no fim do mês de junho, informou a agência estatal Sana.

O governo de Volodymyr Zelensky havia tomado a decisão por conta do reconhecimento dado por Damasco às repúblicas independentes de Donetsk e de Lugansk, ambas partes do território ucraniano.

“A República Árabe Síria decidiu romper as relações diplomáticas com a Ucrânia com base no princípio da reciprocidade e em resposta à decisão do governo ucraniano”, diz a nota repercutida pela agência.

O anúncio também ocorre no momento em que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, foi ao Irã para debater a longa guerra síria com os líderes da Turquia e de Teerã.

Além da Rússia e da Síria, apenas a Coreia do Norte reconheceu as duas áreas na Ucrânia como “nações independentes”.

Moscou reconheceu as duas áreas como independentes poucos dias antes de iniciar sua guerra na Ucrânia, em 24 de fevereiro.

Após fracassar no objetivo de derrubar o governo de Kiev, as tropas de Putin focaram os ataques ao sul do país – próximo à Crimeia, anexada unilateralmente há oito anos – e na região do Donbass, onde ficam Donetsk e Lugansk. Essa última caiu sob controle russo no fim de junho e agora pesados confrontos ocorrem em cidades de Donetsk.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

Iraniano é processado por planejar assassinato de ex-assessor de Trump

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Iraniano ofereceu US$ 300 mil para quem assassinasse Bolton
Divulgação/Official White House/Shealah Craighead

Iraniano ofereceu US$ 300 mil para quem assassinasse Bolton

Os Estados Unidos abriram um processo formal contra o iraniano Shahram Poursafi, um dos chefes da Guarda Revolucionária, por planejar matar o ex-assessor de Segurança Nacional do então presidente Donald Trump , John Bolton, informou o Departamento da Justiça nesta quarta-feira (10).

A ação seria uma resposta ao assassinato, em janeiro de 2020, do general Qassem Soleimani, um dos homens mais poderosos do Irã e que guiava a Força Al Quds, unidade especial da Guarda.

Poursafi, também conhecido como Mehdi Rezayi, tem 45 anos, e ofereceu uma recompensa de US$ 300 mil para quem assassinasse Bolton em Washington ou Maryland. O paradeiro do iraniano, porém, é desconhecido.

Conforme o Departamento de Justiça, o crime deveria ter ocorrido em outubro de 2021.

O iraniano teria primeiro solicitado fotos da rotina de Bolton nas duas cidades e depois contatado uma pessoa não identificada nos EUA para achar um mercenário que cometesse o crime. Além disso, em uma das conversas obtidas nas investigações, Poursafi teria dito a esse intermediário que pagaria ainda US$ 1 milhão para um “trabalho adicional”.

O Departamento de Justiça, no entanto, não informou quem seria a segunda pessoa e que o nome está em uma investigação confidencial do FBI. Conforme fontes da Inteligência, essa pessoa seria o ex-secretário de Estado Mike Pompeo.

O possível assassino teria solicitado uma antecipação de parte do valor, mas só recebeu US$ 100, em criptomoedas, em abril deste ano. Por isso, Poursafi responderá por planejar um assassinato (pena de até 10 anos) e por fornecer material para um complô de assassinato internacional (15 anos de detenção).

“Essa não é a primeira vez que descobrimos um complô do Irã para vingar-se em solo norte-americano. Continuaremos a trabalhar incessantemente para expor e tentar parar essas tentativas”, disse o vice-procurador-geral Matthew Olsen.

Já o conselheiro para Segurança Nacional, Jake Sullivan, afirmou que o governo de Joe Biden “vai proteger todos os norte-americanos das ameaças de violência e de terrorismo”. “Se o Irã atacar qualquer um de nossos cidadãos, ele enfrentará graves consequências”, acrescentou.

Bolton é considerado um dos mais importantes expoentes entre os republicanos e era um dos principais opositores ao acordo nuclear assinado com o Irã em 2015 – do qual Trump tirou os EUA em 2018. Mas, além de atuar com o ex-presidente, Bolton teve passagens pelo Departamento de Justiça e de Estado, além de ter cargos de alto nível em todos os governos republicanos desde a década de 1980.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

China encerra exercícios militares contra Taiwan

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China fez exercícios militares na véspera de viagem de Pelosi a Taiwan
Reprodução – 01.08.2022

China fez exercícios militares na véspera de viagem de Pelosi a Taiwan

Após quase uma semana, a China encerrou nesta quarta-feira (10) os exercícios militares de retaliação pela visita da presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, a Taiwan.

“As tropas estarão atentas a mudanças da situação no Estreito de Taiwan, continuarão a fazer treinamentos e preparativos militares, organizarão regularmente patrulhas de prontidão ao combate e defenderão resolutamente a soberania nacional e a integridade territorial”, diz um comunicado das Forças Armadas chinesas.

Os exercícios começaram em 4 de agosto e estavam programados para terminar no dia 7, mas Pequim decidiu prorrogá-los até esta quarta. Essas foram as maiores atividades militares feitas pela China em torno de Taiwan, ilha que o gigante asiático considera uma província rebelde. O presidente Xi Jinping já prometeu diversas vezes que vai reintegrar Taiwan, inclusive mediante o uso da força.

O governo chinês divulgou nesta quarta um documento em que afirma estar disposto a “criar um amplo espaço para a reunificação pacífica”, mas ressalta que não permitirá “atividades separatistas para a independência” da ilha.

A presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, por sua vez, declarou que Pequim “ignora a realidade nos dois lados do estreito”.

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Fonte: IG Mundo

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