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Sindicatos vão pedir regulamentação do trabalho por aplicativo na OIT

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Sindicatos vão pedir regulamentação do trabalho por aplicativo na OIT
Reprodução/Twitter/@jairomalta

Sindicatos vão pedir regulamentação do trabalho por aplicativo na OIT

Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), viaja neste sábado (4) para Genebra, na Suíça, para participar da Cúpula da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que acontece até o dia 11 de junho. Como delegado dos trabalhadores brasileiros, Neto vai apresentar uma proposta de convenção internacional para os trabalhadores de aplicativos, nos moldes da que já existe para os marítimos.

“Esse é um tema urgente, pois se não houver regulamentação, daqui a 15, 20 anos, haverá milhões de trabalhadores sem proteção alguma, que nunca conseguirão se aposentar e não terão mais condições de continuar na ativa. É uma bomba social que certamente vai explodir lá na frente se não fizermos algo agora”, alerta Antonio Neto.

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“O que acontece hoje é quase uma escravidão moderna, pois, além de não ter proteção previdenciária, os trabalhadores por aplicativo não têm descanso remunerado nem garantia de renda e fazem jornadas de até 18 horas diárias, sete dias por semana, para receber apenas cerca de 10 centavos de dólar por hora. Isso precisa mudar”, afirma.

Atualmente, há cerca de 1,5 milhão de trabalhadores por aplicativo no Brasil. Os efeitos do trabalho por plataformas vêm sendo estudados pela OIT desde 2015, mas ainda não há uma convenção internacional para esses trabalhadores.

A Conferência Internacional do Trabalho (CIT), também chamada de parlamento mundial do trabalho, é o maior encontro internacional da área. Participam do evento representantes de governos, empregadores e trabalhadores dos 187 estados membros da OIT. Os(as) delegados(as) discutem as principais questões relacionadas ao mundo do trabalho, adotam e monitoram a aplicação das normas internacionais do trabalho e definem as prioridades e o orçamento da OIT no nível global.

Esta 110ª Conferência Internacional do Trabalho teve sua sessão inaugural, de forma virtual, no dia 27 de maio. As comissões começaram os trabalhos no dia 30. As sessões plenárias acontecerão entre os dias 6 e 11 de junho. A Cúpula de alto nível sobre o Mundo do Trabalho será realizada no dia 10.

Entre as pautas a serem discutidas na CIT, está a possível alteração da Declaração da OIT sobre Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho, de 1998, para incluir condições de trabalho seguras e saudáveis. Também será realizada uma discussão inicial sobre aprendizagem, com vistas à possível criação de uma nova norma internacional do trabalho. Os comitês discutirão ainda o trabalho decente e a economia social e solidária e o objetivo estratégico do emprego como parte do mecanismo de acompanhamento da Declaração da OIT sobre Justiça Social para uma Globalização Justa.

É possível acompanhar o evento  pelo site 

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Economia

Denúncias contra cúpula da Caixa eram abafadas, dizem testemunhas

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Caixa: denúncias contra presidente e vice foram abafadas, dizem testemunhas
Valter Campanato/Agência Brasil

Caixa: denúncias contra presidente e vice foram abafadas, dizem testemunhas

Funcionárias da Caixa ouvidas pelo GLOBO relatam que  as denúncias vão além do presidente do banco, Pedro Guimarães. Segundo o relato de duas testemunhas, que pediram para não ser identificadas, os casos de assédio sexual foram abafados pela instituição financeira e envolveram um vice-presidente, que é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF).

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Procurados, Guimarães e a Caixa não se pronunciaram. Em um evento a portas fechadas na manhã desta quarta-feira (29) na sede da Caixa Cultural em Brasília, o presidente do banco  acenou a sua esposa na plateia e disse que tem “uma vida inteira pautada pela ética”.

“Quero agradecer a presença de todos vocês, da minha esposa, acho que a mulher é muito cara, são quase 20 anos juntos, dois filhos, uma vida inteira pautada pela ética, tanto é verdade que quando o assumi o banco, o banco tinha os piores ratings das estatais, dez anos de balanço com ressalvas”, afirmou o presidente da Caixa em um vídeo obtido pelo GLOBO.

De acordo com o relato de duas servidoras da Caixa durante uma viagem a trabalho, um vice-presidente da Caixa sugeriu que uma funcionária trocasse de roupa e fosse para a piscina do hotel se encontrar com Pedro Guimarães. Chegando lá, segundo uma testemunha, o executivo teria perguntado se a vítima gostaria de “entrar para o círculo de confiança” e teria dito ainda se ela quisesse transar com ele seria “tranquilo”, se ela “quisesse transar com o presidente seria tranquilo também” e “se quisesse subir agora para o quarto do presidente e transar com os dois, tudo bem”, “porque confiança é isso”.

Abalada com a situação, a vítima procurou a Vice-Presidência de Pessoas para ser orientada. Chorando, ela relatou o episódio e disse que não sabia o que fazer. Pouco tempo depois, o caso foi levado ao conhecimento do vice-presidente e de Pedro Guimarães, que teria oferecido um pedido de desculpas e uma promoção de cargo. Essa investida foi interpretada como uma forma de abafar o escândalo.

Outras funcionárias da Caixa, que dizem terem sido vítimas de Pedro Guimarães, discutiam desde o ano passado denunciar o caso para o Ministério Público Federal, mas tinham receio de sofrerem retaliação. Segundo elas, o presidente da Caixa fazia questão de demonstrar a sua influência no governo e junto ao presidente Jair Bolsonaro.

Após reunirem uma série de relatos, algumas mulheres resolveram levar as acusações de assédios sexuais do presidente da Caixa ao conhecimento Ministério Público Federal, abriu uma investigação para apurar o caso.

“Carnaval fora de época”

Nessa terça-feira, o site Metrópoles revelou o caso e divulgou os depoimentos em vídeos das funcionárias que denunciaram Pedro Guimarães por assédio sexual.

De acordo com o Metrópoles, há diversas acusações de Guimarães agindo de forma inapropriada, com toques íntimos não autorizados, convites incompatíveis com a situação de trabalho e outras formas de assédio. Os relatos destes supostos abusos ocorreram, na maior parte das vezes, em viagens de trabalho da Caixa pelo Brasil.

Os vídeos publicados pelo Metrópoles destacam relatos de vítimas que dizem sob a condição de anonimato terem sido convidadas por Guimarães para irem à sauna ou piscina durante viagens a trabalho do banco.

Em um dos depoimentos ao site, uma das funcionárias conta que Pedro Guimarães teria sugerido que em uma das viagens seguintes, para Porto Seguro, deveria ser feito um “carnaval fora de época”. A declaração aconteceu durante um jantar após os eventos na cidade sobre o programa Caixa Mais Brasil.

“Ninguém vai ser de ninguém. E vai ser com todo mundo nu”, teria dito o presidente da Caixa, segundo o relato de uma testemunha divulgado pelo Metrópoles.

As declarações do presidente foram confirmadas pelo Metrópoles com outros integrantes da comitiva presentes no jantar.

Uma funcionária contou ao site que o Guimarães teria se virado para ela e feito uma afirmação agressiva: “Ele me falou: ‘Vou te rasgar. Vai sangrar'”.

As denúncias divulgadas pelo Metrópoles também apontam que Guimarães “pegava” na cintura ou no pescoço de funcionárias sem consentimento. Segundo o site, o presidente da Caixa chegava a pedir para as suas auxiliares levarem em seu quarto de hotel objetos que ele “precisava” e, ao menos uma vez, atendeu a uma delas de cueca, enquanto que, em outra, teria pedido para a mulher tomar um banho e voltar para seu quarto para “tratarem de sua carreira”.

Em nota enviada ao Metrópoles, a Caixa disse que “não tem conhecimento das denúncias apresentadas pelo veículo”.

“A Caixa esclarece que adota medidas de eliminação de condutas relacionadas a qualquer tipo de assédio. O banco possui um sólido sistema de integridade, ancorado na observância dos diversos protocolos de prevenção, ao Código de Ética e ao de Conduta, que vedam a prática de ‘qualquer tipo de assédio, mediante conduta verbal ou física de humilhação, coação ou ameaça’. A Caixa possui, ainda, canal de denúncias, por meio do qual são apuradas quaisquer supostas irregularidades atribuídas à conduta de qualquer empregado, independente da função hierárquica, que garante o anonimato, o sigilo e o correto processamento das denúncias. Ademais, todo empregado do banco participa da ação educacional sobre Ética e Conduta na Caixa, da reunião anual sobre Código de Ética na sua Unidade, bem como deve assinar o Termo de Ciência de Ética, por meio dos canais internos. A Caixa possui, ainda, a cartilha ‘Promovendo um Ambiente de Trabalho Saudável’, que visa a contribuir para a prevenção do assédio de forma ampla, com conteúdo informativo sobre esse tipo de prática, auxiliando na conscientização, reflexão, prevenção e promoção de um ambiente de trabalho saudável”, afirma o banco.

Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

Após denúncias de assédio, Guimarães deve ser substituído por mulher

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Daniella Marques
Ministério da Economia

Daniella Marques

É aguardada para esta quarta-feira (29) a saída do presidente da Caixa , Pedro Guimarães, após o site “Metrópolis” revelar diversas  denúncias de assédio contra o executivo. O presidente Jair Bolsonaro considerou  “inaceitáveis” as acusações e já escolheu a substituta para o cargo, segundo o colunista do GLOBO, Lauro Jardim. 

A atual secretária de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Daniella Marques, deve gerir o banco. Na pasta de Paulo Guedes, ela havia ocupado o posto de Adolfo Sachsida, que agora é ministro de Minas e Energia. 

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Daniella é uma espécie de braço-direito de Paulo Guedes. Trabalhava com ele na Bozano Investimentos e foi levada ao ministério da Economia inicialmente como sua assessora especial.

A ideia de colocar uma mulher é vista como uma tentativa de recativar o eleitorado feminino e mostrar que o presidente Bolsonaro não compactua com denúncias de assédio sexual. 

Guimarães é próximo a Bolsonaro e uma das figuras mais frequentes nas viagens presidenciais. Nesta terça-feira (28), ele esteve em Maceió (AL) em cerimônia de entrega de 1.220 moradias.

O dirigente tinha na agenda desta quarta-feira (29) uma entrevista coletiva a jornalistas nesta quarta-feira para falar sobre estratégias do banco, mas a assessoria de imprensa comunicou o cancelamento do evento na noite desta terça-feira.

Denúncias

Funcionárias da Caixa denunciaram Pedro Guimarães sob condição de anonimato para preservar a identidade das envolvidas. De acordo com a reportagem publicada nesta terça-feira, funcionárias do banco narram toques íntimos não autorizados, convites incompatíveis com a situação de trabalho e outras formas de assédio por parte de Guimarães. “Ele passou a mão em mim. Foi um absurdo. Ele apertou minha bunda. Literalmente isso”, relatou uma vítima. 

Nas entrevistas concedidas ao site, funcionárias do banco narram toques íntimos não autorizados, convites incompatíveis com a situação de trabalho e outras formas de assédio por parte de Guimarães. “Ele passou a mão em mim. Foi um absurdo. Ele apertou minha bunda. Literalmente isso”, relatou uma vítima ao Metrópoles.

Outra funcionária do banco detalhou um jantar em que Guimarães falou sobre a intenção de organizar um “um carnaval fora de época” onde “ninguém vai ser de ninguém. E vai ser com todo mundo nu’”. Outros presentes no local confirmaram as falas do executivo. As situações de assédio aconteciam, na maioria das vezes, em viagens do executivo como parte do programa Caixa Mais Brasil.

Fonte: IG ECONOMIA

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