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Economia

Sindicato vai denunciar organização do Lollapalooza por trabalho escravo

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lollapalooza
Divulgação/Lollapalooza

O Lollapalooza contratou moradores de rua por 12 horas diárias para ajudar na montagem dos palcos e pagou-lhes R$ 50

O Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos e Diversões de São Paulo (Sated-SP) vai recorrer ao Ministério Público do Trabalho (MPT) para denunciar a organização do Lollapalooza, famoso festival de música na capital paulista, por trabalho análogo à escravidão. As informações foram publicadas pela Folha de S. Paulo
.

Leia também: Ao lado de 47 empresas, Animale entra na nova “lista suja” do trabalho escravo

No sábado (6), uma reportagem da Folha revelou que o Lollapalooza
contratou moradores de rua por 12 horas diárias para ajudar na montagem dos palcos do festival e pagou-lhes R$ 50 pelo serviço. Mas no estado de São Paulo, segundo a lei, o piso para apenas oito horas diárias é de R$ 38,80 – e considerando as horas extras, cujo valor é 50% superior ao da hora normal, esses trabalhadores deveriam receber pelo menos R$ 68.

Um ingresso para apenas um dia de festival, que começou na sexta (5) e terminou no domingo (7), custa até R$ 800. Para entrar no camarote, que dá direito à comida e drinks, é necessário desembolsar até R$ 1.420 – mais de 28 vezes o valor pago aos moradores de rua que ajudaram na montagem do Lollapalooza.

Em nota, o sindicato repudiou a prática e se desculpou por não ter agido preventivamente, já que não é a primeira vez que o festival é alvo de denúncia do tipo. O Sated disse defender que moradores de rua
“possam trabalhar em todos os eventos e espetáculos, desde que qualificados profissionalmente, com remuneração condizente e dignas condições de trabalho”.

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No ano passado, a Pastoral do Povo de Rua também entrou com um pedido no MPT para que duas empresas que participavam da organização do Lollapalooza fossem investigadas por trabalho análogo à escravidão
. A denúncia, porém, foi arquivada porque a procuradora entendeu que o caso deveria ser enviado a um órgão fiscalizador, como o extinto Ministério do Trabalho.

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Economia

Atraso na PEC dos precatórios ameaça Auxílio Brasil e Roma se diz “preocupado”

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Ministro da Cidadania queria que a proposta fosse aprovada no Legislativo no início de novembro
Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Ministro da Cidadania queria que a proposta fosse aprovada no Legislativo no início de novembro

O ministro da Cidadania, João Roma, disse nesta quarta-feira (27) que está “bastante preocupado” com o atraso para aprovação da PEC dos precatórios . A proposta estava na pauta da Câmara dos Deputados ontem, mas os deputados não chegaram a um acordo e adiaram o texto

A PEC é vital para viabilizar o novo benefício social administrado pela sua pasta, o Auxílio Brasil . Sem a aprovação do texto, não sobra espaço fiscal no Orçamento para os R$ 400 prometidos pelo governo. 

Segundo Roma, seria “muito importante” que a PEC fosse aprovada “ainda no início de novembro”, já que os depósitos estão previstos para o início deste mês.

“Não há mais tempo hábil”, alertou Roma, que chegou nesta noite para mais uma reunião com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Ao mesmo tempo, ele comemorou a decisão do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), de que pode levar a PEC direto ao plenário após sua aprovação na Câmara, evitando as comissões.

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Após o encerramento da sessão que estava analisando a PEC, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), se reuniu em seu gabinete com líderes de partidos e três ministros do governo Bolsonaro, João Roma (Cidadania), Flávia Arruda (Secretaria de Governo) e Ciro Nogueira (Casa Civil). Eles conversaram sobre estratégias para alcançar maioria e votar o texto na quarta-feira da semana que vem. Lira, porém, não descartou a hipótese de tentar a votação ainda nesta quinta, cenário considerado improvável pelos líderes e até por Ciro Nogueira.

O presidente da Câmara ainda terá, durante a madrugada, conversas para tentar construir um consenso.

Sempre é possível fazer ajustes (no texto). Estou saindo agora para falar com deputados da oposição. Foi feita agora uma reunião com líderes da base, com a presença do ministro Ciro Nogueira, com a ministra Flávia, com o ministro João Roma. E agora vou conversar com membros e líderes da oposição e tentar chegar a uma composição plausível.”

Assim como os demais líderes, Lira atribuiu o adiamento às dificuldades do retorno ao trabalho presencial.


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Economia

CVM vai investigar Petrobras; investidores apostaram na possível privatização

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Após as falas do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente Jair Bolsonaro, uma das operações registrou valorização de quase 200%
Sophia Bernardes

Após as falas do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente Jair Bolsonaro, uma das operações registrou valorização de quase 200%

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu nesta quarta-feira (27) um processo para investigar a Petrobras. O órgão não informou o motivo, mas o processo vem na esteira das falas do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente Jair Bolsonaro sobre a possibilidade de desestatização da empresa.

Segundo a agência Reuters, a investigação se dá posteriormente ao fato relevante publicado na segunda-feira em que a estatal diz ter  “indagado” o governo sobre a eventual existência de estudos para privatização da companhia.

Segundo o jornalista André Spigariol, do Brazilian Report, investidores abriram posições milionárias em opções de compra da Petrobras, além de investirem em ações preferenciais da companhia. 

Uma das operações registrou valorização de quase 200% entre sexta e segunda, fortemente beneficiada pelo plano de privatizar a Petrobras anunciado por Bolsonaro e endossado por Guedes. A coincidência de horário teria chamado a atenção da CVM.

Nesta segunda, Bolsonaro assumiu ter  vontade de privatizar a Petrobras e afirmou que proposta entrou no radar no Palácio do Planalto nos últimos meses. Bolsonaro, no entanto, insinuou ter recuado da ideia após possibilidade de manutenção ou aumento nos preços dos combustíveis.

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