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Opinião

SIMONI MARUYAMA – Doenças de pele em pet estão cada vez mais frequentes

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Há alguns anos tem-se observado um crescente número de pets nas residências das pessoas. Seja em apartamento ou casa, independente do espaço, hoje os cães e gatos compartilham diretamente do nosso ambiente familiar. Fazem parte de tal núcleo e é natural também que desenvolvam doenças antes pouco vistas, já que a expectativa de vida deles aumentou bastante. Somando-se a isso adquiriram hábitos “humanizados” como alimentação, sedentarismo etc.

Dentre as enfermidades observadas com maior frequência na clínica veterinária, podemos citar as “doenças de pele”, a ponto de hoje existirem médicos veterinários que se dedicam a tratar e cuidar somente de tais problemas.

Se antigamente os problemas cutâneos de pequenos animais eram muito mais relacionados a sarna, infestação de pulgas/carrapatos e micose…Na  rotina veterinária atual, o profissional especializado atende na maioria das vezes, quadros alérgicos de diferentes causas. E, em menor número até mesmo doenças “incomuns” como enfermidades auto-imunes do tipo lúpus eritematoso e pênfigo, por exemplo.

A importância de se procurar um atendimento mais específico está relacionada aos constantes avanços no diagnóstico e tratamento de tais enfermidades. O médico veterinário altamente capacitado está em constante reciclagem e atualização; seja ao frequentar palestras, cursos e congressos (nacionais e internacionais), bem como através da leitura e participação em artigos e publicações científicas. Assim como acontece em medicina humana, é recomendável verificar se o profissional em questão está apto a exercer a atividade (Conselho Federal de Medicina Veterinária/Conselhos Regionais de Medicina Veterinária) e seus vínculos com as entidades de classe.

Portanto, não basta apenas “dizer se o animal tem sarna”. É preciso o conhecimento técnico para:

*indicar e/ou realizar os exames complementares específicos

*escolher o protocolo de tratamento, frente a infinidade de produtos disponíveis no mercado.

*saber se aquela medicação prescrita pode ser administrada em qualquer faixa etária ou durante a gestação.

*determinar na ocorrência de uma outra doença concomitante, se ocasiona reação adversa frente a um outro remédio em uso

*indicar se existe alguma contra-indicação naquele caso

*discutir a viabilidade do produto a ser prescrito: E ser executável dentro da realidade do tutor (entenda-se situação financeira, rotina diária, tempo e dedicação).

Enfim, a conduta terapêutica deve ser personalizada, individualizada e adequada a cada animal e, por consequencia ao seu tutor. Assim como para qualquer integrante da família, é nosso dever assegurar o melhor tratamento a ele, pois a saúde de seu pet se reflete na saúde, satisfação e a alegria de todos. Mas só depende de seu conhecimento e  de sua escolha do profissional, até porque o “aparente barato”,  pode sair MUITO caro…Infelizmente!

M.V. Msc. Simoni Maruyama –CRMV-MT 1507Mestre em Ciências (com ênfase em Clínica Médica/Dermatologia Veterinária) pela FMVZ-USPPós-graduação lato senso em Dermatologia Veterinária (I-CEDV/USP)Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia Veterinária (SBDV)Colaboradora do livro Tratado de Medicina Externa – Dermatologia Veterinária (Larsson &Lucas/ 2ed-2019, médica Veterinária da Clindog Clínica Veterinária

 

 

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WILSON FUÁH – O Covid-19 e as novas plataformas digitais

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Com a necessidade do isolamento social, a população viu-se  na obrigação de buscar os recursos virtuais para desenvolver suas atividades tanto nas relações  comerciais, bem como, para exercer as suas atividades profissionais,  usando as plataformas digitais, desse modo, afastou a possibilidade contaminação pelo coronavírus, para alguns seguimentos da população.

A partir dessas necessidades o país viu-se diante de uma realidade urgente para que as pessoas pudessem utilizar os recursos da informática e o que ficou constatado  a carência na possibilidade de acesso a todas as camadas da população e trouxe  a baila a insegura digital, porque nesses poucos meses, ocorreram muitas fraudes digitais e muitas contas foram desfalcadas e também muitas vendas foram efetuadas, utilizando da de má-fé.

Mas, ficou muito evidente que após a pandemia, as relações serão bem diferentes: as compras ficaram muito mais rápidas; os serviços puderam ser feitos dentro das casas através de vídeos remotos; reuniões para votações nas câmaras, assembleias, senado, também passaram a serem feitas via teleconferências, muito mais eficientes e mais rápidas e econômicas;  os julgamentos no Supremo e em todos Tribunais foram realizados normalmente, sem as presenças físicas, também através de vídeos conferências, e o mundo foi se adaptando, para que as pessoas viessem a contaminar a vida apesar do medo e das angústia de possíveis contaminações.

Mas, o país escancarou as diferentes realidades, entre as periferias e os grandes centros urbanos, vejam que a pobreza vive num mundo onde não tem acesso a água potável e rede de esgoto, e que durante a pandemia é a prioridade das prioridades, porque para livrar da contaminação depende da higiene, e por outro lado,  existe a hipervalorizações  das plataformas digitais, mas se esquecem que a maioria da população periférica do Brasil não tem acesso a internet.

Esse vírus veio para mostrar que a higiene é tudo, mas do jeito que vivem a maioria da população nas periferias deste país, é algo assim de humilhação, são  vidas subumanas e são miseráveis carentes de tudo: sem água, sem esgotos, morando 5 em um quarto e a maioria que viviam de bicos, hoje estão subempregos, hoje fazem parte do 14 milhões vivendo a pedir e esmolar na fila da CEF, estão sobrevivendo a espera de ajudas do governo e na expectativa das doações, para não morrer de fome.

Enfrentar a miséria de verdade traz muitas dores e sofrimentos, dá muito mais trabalho do que utilizar a deficiência das plataformas no mundo virtual.

 Econ. Wilson Carlos Fuáh – É Especialista em Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas.  Fale com o Autor: [email protected]         

 

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Opinião

COVID-19 e seus desdobramentos

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Mato Grosso  vive hoje,  sua pior crise, proveniente da chegada em nosso Estado desse vírus maldito  COVD-19, que num primeiro momento, em função de uma série de variáveis, parecia que aqui a propagação do mesmo aconteceria de forma diferenciada, ledo engano, a propagação hoje acontece de forma acentuada, crescendo a níveis assustadores e, o sistema de saúde pública infelizmente colapsou.
Dias atrás, excelentíssimo governado do Estado de Mato Grosso Mauro Mendes (DEM), em um dos jornais da capital de grande circulação; mais precisamente, no dia (25), fazendo duras críticas ao grande presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pela falta de apoio a Mato Grosso durante pandemia do novo coronavírus. Segundo Mauro Mendes “é preciso uma liderança do governo federal, não só de recursos, nesse momento de crise”.
Vale ressaltar, que o magnânimo governador do Estado deve ter se esquecido, que o Supremo Tribunal Federal (STF), reafirmou o poder de governadores e prefeitos para determinar medidas restritivas, durante a pandemia do novo coronavírus, cabendo aos mesmos, também definir quais atividades  serão suspensas, os serviços que não serão interrompidos e por ai vai.
Porém, não podemos esquecer que o Estado de Mato Grosso desde o início dessa pandemia, já recebeu através de repasses do Governo Federal a bagatela de R$ 471, 46 milhões, para o enfrentamento da situação de emergência decorrente  do Coronavírus  (Covid-19).
A pergunta que não quer calar, como e onde, foram gastos, todo esse dinheiro e por que ainda assim, o sistema de saúde pública colapsou, mesmo com essa soma vultosa de dinheiro.
Essa pergunta é pertinente, pautado no que preconiza o Art. 37 da Constituição Federal de 1988, no que tange a administração pública direta e indireta dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
Recentemente, os deputados estaduais, Elizeu Nascimento (DC) e Ulysses Moraes (PSL), receberam denúncias na tarde de sexta-feira (26), de que no ginásio Aecim Tocantins, havia sido estocado  caixas de EPIs (equipamento de proteção individual) usados por profissionais que atuam na linha de frente na área da saúde no combate ao novo Coronavírus, segundo os mesmos esse farto material, estaria armazenado há  mais de 2 meses.
Independentemente do tempo de acondicionamento desse farto material; a atuação dos deputados foi bastante salutar e pertinente, fazendo valer o papel dos mesmos, o de fiscalizar, respeitando o que preconiza a Constituição vigente em nosso país, em seu Art. 37, quando fala da publicidade e eficiência, principalmente por se tratar de verba Federal, em momento de pandemia.
Somente após a veiculação dessa notícia nas redes sociais, que o Secretário de Saúde Gilberto Figueiredo, se manifestou dentro daquilo que preconiza a Constituição, fazendo sua defesa.
Dando  explicações  acera  desse farto material ali armazenado; enquanto isso, hospitais e complexos hospitalares estariam necessitando veementemente desse material, por colocar em risco, não apenas a vida dos pacientes, como também de: médicos, enfermeiras, técnicos hospitalares e por ai vai, por  se encontrarem na linha de frente no combate ao Covid-19.
Pare o mundo, quero descer!

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo

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