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Silval e ex-secretários voltam a ser ouvidos na Câmara de Cuiabá; depoimentos poderão ser secretos

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Silval, Silvio Corrêa e Allan Zanata, que terão que falara novamente à CPI do Paletó

O ex-governador Silval Barbosa e seu ex-chefe de gabinete, Silvio César Correa, serão os primeiros a serem ouvidos na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para investigar o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), por suposta quebra de decoro e obstrução da Justiça. As datas foram comunicadas durante a primeira reunião da “CPI do Paletó”, nesta sexta-feira (14), após a decisão judicial determinando a retomada dos trabalhos.

De acordo com o presidente da CPI, vereador Marcelo Bussiki (PSB), como já tinha sido deliberado em reunião anterior os nomes dos primeiros quatro depoentes, foi apenas informada as datas das oitivas. “Como já tinham sido definidas as oitivas, nós comunicamos hoje as datas, dando sequência ao trabalho da CPI. São as primeiras deliberações, já que não podem ser reaproveitadas as oitivas feitas anteriormente”, disse.

O primeiro a ser ouvido será Silvio César Corrêa, cujo depoimento está marcado para 19 de fevereiro. Ele foi responsável por gravar o prefeito Emanuel Pinheiro recebendo maços de dinheiro e os colocando no paletó. O dinheiro seria propina para que Pinheiro apoiasse os projetos do Executivo na época em que era deputado estadual, entre os anos de 2012 e 2013.

Na sequência, em 2 de março, será a vez do ex-governador Silval Barbosa, que anexou o vídeo gravado por Silvio Corrêa em sua delação premiada formalizada junto à Procuradoria Geral da República (PGR).

O terceiro depoente será Valdecir Corrêa, que auxiliou Silvio Corrêa na montagem do equipamento que gravou Emanuel Pinheiro enchendo os bolsos do Paletó. Ele será ouvido em 9 de março.

Já em 16 de março será a vez do ex-secretário de Estado Allan Zanata, pois ele foi o responsável por gravar um áudio junto a Silvio Corrêa, cujo conteúdo supostamente colocaria em risco a delação do ex-governador Silval e, por consequência, o vídeo em que Emanuel Pinheiro é flagrado.

O áudio foi encontrado na casa de Emanuel Pinheiro durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão durante a Operação Malebolge.

Sessões secretas

Ainda durante a reunião da CPI, os vereadores Toninho de Souza (PSD) e Sargento Joelson (PSC), respectivamente relator e membro da comissão, apresentaram quatro requerimentos, que serão apreciados na próxima reunião da comissão.

Joelson requereu que as sessões da CPI sejam secretas e que apenas os vereadores possam acompanhar. Com isso, as reuniões e depoimentos não poderiam mais ser transmitidos pelos vereadores, nas suas redes sociais e nem pela Câmara de Cuiabá, como ocorre atualmente. Segundo Joelson, o pedido é baseado na Lei de Abuso de Autoridade.

Além disso, Joelson requereu que todas as decisões da CPI sejam tomadas de forma colegiada e não monocraticamente, pois Bussiki estaria tomando decisões sozinho, segundo ele.

Bussiki rebateu e afirmou que toma apenas as decisões que dizem respeito à condução dos trabalhos da comissão, como o próprio regimento interno da Câmara de Cuiabá determina que cabe ao presidente da CPI.

Já Toninho de Souza requereu que todos os documentos que estão em posse da comissão sejam revalidados, sendo oficiados o Ministério Público Estadual (MPE), Ministério Público Federal (MPF), Justiça Estadual, Justiça Federal e Política Federal (PF), para que prestem informações e compartilhem documentos relativos ao objeto da CPI.

Em razão do pedido, Toninho requereu que, até que haja a manifestação dos referidos órgãos e revalidação dos documentos, todos os requerimentos de oitivas sejam suspensos e não sejam apreciados.

Todos os requerimentos serão apreciados na próxima reunião da comissão, que deve ocorrer em 21 de fevereiro.  “Nós temos que receber todo e qualquer requerimento. Vamos analisá-lo e, se for necessário, pedir a opinião da Procuradoria da Câmara.  Alguns requerimentos apresentados, de suspensão de apreciação de requerimento de oitivas, por exemplo, não vejo como cabíveis, pois o trabalho da CPI independe da manifestação desses outros órgãos. Nosso foco é a possível infração político-administrativa do prefeito Emanuel Pinheiro. As informações penais e cíveis cabem aos outros órgãos”, esclareceu Bussiki.

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Silval Barbosa está entre os dez governadores que foram presos no período ‘Era Lava Jato’

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Ex-governador só deixou a prisão após firmar acordo de delação premiada

Reportagem do jornal Folha de S.Paulo desta segunda-feira (24) mostra o ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa na lista dos 10 governadores que foram presos em operações deflagradas no chamado período ‘Era Lava Jato’.

A reportagem revela que dos 46 governadores eleitos entre 2010 e 2014, dez já foram presos, ou seja, um em cada dez governadores eleitos nos pleitos de 2010 e 2014, foi preso por corrupção.

O jornal lembra que Silval ficou preso durante dois anos e só foi solto após firmar acordo de delação premiada homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Cita que foram delatados por ele o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) e cinco conselheiros do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE), que estão afastados desde setembro de 2017. 

Silval foi preso em setembro de 2015 durante a “Operação Sodoma”, deflagrada pela Delegacia Fazendária de Mato Grosso em conjunto (Defaz) por negociação de incentivos fiscais em troca de propina. Ele só deixou a prisão em junho de 2017, após acordo de delação premiada, chamada pelo ministro do supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, de “delação monstruosa” .

 

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Oposição divulga nas Redes vídeo editado com trechos da CPI do Paletó e detona prefeito Emanuel no Carnaval

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O vereador Abílio Júnior (PSC), em um vídeo divulgado nas redes sociais, neste feriado de Carnaval, editou partes do depoimento do ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa, o delator Silvio Corrêa, que deixa evidente que o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), recebia propina quando era deputado estadual.

“Aquele dinheiro era propina e de corrupção”, questiona o vereador no vídeo. Na ocasião, o delator não se fez de rogado e afirmou com todas as letras que “em relação ao dinheiro ele (prefeito) recebeu propina”. O vereador Diego Guimarães, por sua vez, questiona se havia possibilidade de o dinheiro recebido por Emanuel ser para pagamento de pesquisa. O delator foi enfático: “não”.

Conforme Sílvio Corrêa, “o dinheiro que ele recebeu da minha mão era ilícito, era propina”. Na sequência, vem uma imagem e áudio de uma entrevista do prefeito Emanuel Pinheiro sobre os dois depoimentos de Sílvio Corrêa na CPI do Paletó. Jornalistas questionam o que o prefeito tem a dizer sobre os dois depoimentos. Emanuel Pinheiro diz que a “verdade está aparecendo”.

O vereador situacionista Toninho de Souza (PSD), que também aparece no vídeo sobre o novo depoimento de Sílvio Corrêa, pergunta se o ex-secretário Allan Zanata tentou beneficiar o prefeito Emanuel Pinheiro. Sílvio Corrêa diz que “com certeza”. Toninho retruca, “porque o sr imaginaria que somente beneficiaria o prefeito Emanuel Pinheiro”. Sílvio devolve: “Ele era muito enfático em falar Emanuel, Emanuel, Emanuel, ele nunca citou outros nomes”.

Sílvio Corrêa diz no vídeo que era muito pressionado. “Tinha mês que eu não conseguir pagar eles (deputados) e daí faziam muita pressão. Pressão mesmo. A pressão era diária, iam pessoalmente, ligavam, mandavam recado”, diz o delator.

O delator confirma que para o prefeito Emanuel Pinheiro foram pagos de oito a dez parcelas. “Um dia eu me senti muito pressionado e resolvi gravá-los”.

Confira a íntegra do vídeo sobre o depoimento do delator Sílvio Corrêa.

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