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Seu chefe é legal? Aprenda a reconhecer e lidar com 5 tipos diferentes

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Boa relação com o chefe pode ajudar a manter qualidade de vida no ambiente do trabalho

Um bom relacionamento com a chefia é uma das garantias de qualidade na vida profissional. Gera confiança, motivação, segurança e estabilidade. Mas nem sempre isso é fácil.

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 Para quem está começando em um novo emprego ou pretende se consolidar naquela oportunidade, conhecer o perfil de liderança do gestor pode facilitar a construir essa relação, ou pelo menos, melhorá-la.

De acordo com o grupo técnico que forma a assessoria de carreira da Catho, plataforma de vagas de emprego, algumas atitudes são positivas e podem melhorar a relação com qualquer chefe.

“Ter tolerância, flexibilidade e acima de tudo maturidade e respeito é de suma importância”, ensinam os especialistas. Outra dica importante, “é não levar qualquer atitude para o pessoal”, acrescentam.

A comunicação constante com a chefia também é valorizada pela equipe de especialistas da Catho. “Deve ser efetiva e frequente, pois por meio dela (comunicação) é possível trabalhar qualquer questão ou esclarecer qualquer mal-estar”, ensinam.

Se as dicas gerais são um bom começo, ainda melhor é reconhecer o perfil da chefia e entender a melhor forma de lidar com ele. Veja cinco perfis de líderes levantados pela assessoria de carreira da Catho, quais as principais características de cada um e o que  esperam do liderado. 

COLOCAR AQUI A GALERIA DE IMAGENS FEITAS PELA SHAYENNE

1 – O chefe autoritário

É aquele que lidera a equipe pelo medo de punição . Tem dificuldade de absorver opiniões diferentes das suas e tem dificuldades nos relacionamentos interpessoais, funcionando na base da hierarquia.

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Pontos fortes: com atitudes diretas e rápidas, pode ser útil em momentos de crise extrema ou frente “funcionários e/ou equipes desrespeitosas, quando se faz necessário um direcionamento mais direto”, avalia a equipe da Catho.

Pontos fracos: gera poucas oportunidades de crescimento e sua pressão pode causar alta rotatividade, além de transtornos emocionais como  Burnout, depressão, ansiedade.

Como lidar? É importante demonstrar respeito , mas isso não significa concorda sempre. A equipe da Catho orienta a evitar ficar apontando erros, “mas sim sugerir mudanças com ar de cooperação e de preferência de forma tranquila”, ensina. Os especialistas ressaltam que esse tipo de chefia espera que os profissionais cumpram ordens sem muito questionamento , de forma objetiva, e entregue resultados.

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2 – O chefe centralizador

A principal característica desse perfil é a dificuldade de delegar . “De modo geral evita envolver e consultar a equipe para solucionar problemas e tem muita dificuldade de delegar as demandas, preferindo centralizar as atividades e entregas em si mesmo”, explica a equipe da Catho.

Pontos fortes: É ágil na tomada das decisões e consegue ter maior controle, firmeza e conhecimento sobre os processos , assumindo o papel de “solucionador de problemas”. Tem habilidade para a formação de um time especializado e de alta produtividade, ainda que por meio de estímulos e da alta pressão.

Pontos fracos: Tem dificuldade em confiar no trabalho dos colaboradores, pode causar desconfiança e frustração na equipe, que se sente desvalorizada. Tende a não compartilhar resultados e objetivos e geralmente não propicia um ambiente de comunicação e relacionamento com a equipe, desestimulando a autonomia.

Como lidar? Nesse caso é aconselhável não bater de frente. “Busque compreender o que o líder espera de você e seja seu aliado nessa busca”, orienta a Catho. Outra dica é manter a objetividade na comunicação, indo direto ao ponto. Esse tipo de profissional espera foco e comprometimento na execução das atividades.

3 – O chefe motivador

Geralmente funciona bem em momentos de crise, quando a organização precisa de maior coesão. “É capaz de unir pessoas, propósitos e objetivos com palavras e exemplo”, diz a Catho sobre esse perfil. Trabalha para estimular a equipe a seguir os processos em ação e alcançar os resultados desejados. Ele, ao motivar as pessoas, acaba extraindo delas um potencial muitas vezes ignorado.

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Pontos fortes: Capaz de entregar resultados sem massacrar a equipe , assume erros, reconhece suas fraquezas e trabalha com sua equipe para o desenvolvimento de todos.

Pontos fracos: Pode ter dificuldade em assumir uma postura mais firme com a equipe ou colaborador no momento de delegar atividades ou cobrar entregas , visto que foca na autonomia.

Como lidar? É considerado um dos melhores tipo de chefe para trabalhar, pois costuma reconhecer os talentos, aceitar as fraquezas, identificar competências , habilidades e desenvolver potenciais. Lidar com esse líder envolve ter diálogo, sem receio de demonstrar onde quer chegar na empresa e na carreira. É isso que ele espera do colaborador.

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4 – O chefe democrático

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O líder democrático busca dividir com sua equipe decisões e méritos

Esse perfil de chefia se enxerga como um orientador e facilitador dos interesses do time. Seu foco é a gestão horizontal , ou seja a administração e liderança participativa. As decisões, providências e estratégias costumam ser  discutidas de forma coletiva, assim como a divisão das demandas, exigindo autonomia ao liderados.

Pontos fortes: Tem facilidade em criar ambientes de integração , troca e boa relação entre os membro da equipe. Quando consegue, gera ganhos em produtividade e no clima organizacional. Sabe ouvir e se mostra flexível a mudanças.

Pontos fracos: Pode delegar demais, tornando-se refém do próprio time. Além disso, pode ser visto como um líder fraco e com pouco domínio do grupo . Corre o risco de deixar o processo de decisão mais lento, em busca de um acordo consensual . Também pode ter problemas na solução de conflitos.

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Como lidar? Esse perfil tende a ser mais fácil de lidar, afinal se mostra aberto a sugestões e diálogo. Mas cuidado para não extrapolar a linha do profissionalismo. O líder democrático tem uma expectativa que o liderado seja inovador, participativo e autônomo, mas também comprometido com os resultados.

5 – O chefe carismático

Lidera por meio da motivação baseando-se em sua presença, palavras e atitudes . Ele trabalha para que sua equipe  não dependa de recompensas para funcionar e gerar resultados. Busca uma equipe que se sinta parte do processo com um líder que atua a favor de seus liderados.

Pontos fortes: Possui um elevado grau de empatia, comunicação interpessoal, e desperta a admiração e a confiança de sua equipe.

Pontos fracos: Sendo um líder carismático, costuma ser muito autoconfiante , e por isso pode faltar elementos importantes como conhecimento técnico, autoconhecimento e a preocupação genuína com os outros. Nesses caso, tendo em vista o poder de persuasão desse líder, é possível o surgimento de uma relação tóxica , que esconde as dificuldades do gestor em liderar.

Como lidar? “Demonstrando admiração pelo seu trabalho e reconhecendo suas conquistas na carreira”, aconselha a equipe da Catho. O líder carismático, na maioria das vezes, prefere trabalhar com quem tenha um bom grau de comunicação e influência, além de buscar crescimento na organização.

Fonte: IG Economia
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Perfil paulistano: veja as profissões com mais oportunidades em São Paulo

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Marcelo Camargo/ABr

São Paulo é a terra das oportunidades para profissionais como vendedores e analista de sistemas

A cidade de São Paulo comemorou seus 466 anos neste sábado (25). Para marcar a data, a Catho preparou um levantamento e identificou oito profissões que tiveram aumento maior na oferta de vagas no último ano em relação a outras cidades brasileiras.

As carreiras na área de Tecnologia se destacam, com elevação, em alguns cargos, de mais de 36%.

Segundo a pesquisa, que compara a divulgação de novas vagas entre 2018 e 2019, além das oportunidades no setor tecnológico, funções no segmento comercial e de serviços também registraram avanços significativos, com números que variam entre 13% e 18%.

Esses índices e carreiras diversos espelham a pluralidade de São Paulo, além de sinalizar um pequeno aquecimento da economia.

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Programador ocupou o primeiro lugar na lista da Catho arrow-options
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Programador ocupou o primeiro lugar na lista da Catho

Para Rafael Stille, diretor de Produtos e Estratégia da Catho, “São Paulo é conhecida como a cidade das oportunidades, onde tudo acontece antes. Os cargos levantados como destaque reforçam esse conhecimento comum, pois vemos diversidade de segmentos e de oportunidades para todo tipo de profissional”, afirma.

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Conheça abaixo os oito cargos que mais cresceram na cidade no último ano:

Programador C# (36%): A linguagem de programação cresceu no último ano e está em alta no segmento de TI. Com salários atrativos, esses profissionais encontram oportunidades nas área de informática, indústria e prestação de serviços.

Analista de Segurança da Informação (27%): Com a expansão de novas tecnologias, aumento-se também a violação de dados, o que permitiu o crescimento desse profissional, que protege informações comerciais e indica as melhores práticas para reduzir ameaças.

Programador PHP (26%): Dentro da área de Tecnologia, o analista atua nos “bastidores” de sites e servidores web, buscando interações entre o banco de dados e usuários.

Analista de Business Intelligence – BI (21%): Um dos usos da informação se dá por meio do profissional de BI que, por meio de coleta de dados, transforma números em suporte na tomada de decisões de uma empresa.

Esteticista (18%): Profissão da área de beleza, saúde e bem-estar, é uma das que mais movimentam a economia, tendo grande procura durante todo o ano.

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Técnico em Segurança do Trabalho (18%): Com a preocupação das empresas em relação à segurança no ambiente de trabalho, abre-se espaço para esse profissional, que realiza ações preventivas voltadas diretamente para os funcionários como programas de atenção à saúde, aos acidentes de trabalho, entre outros.

Programador Back-end (15%): Responsável por dinamizar sites, organiza informações invisíveis para melhorar a experiência dos usuários. Com a participação crescente de empresas no meio digital aumentou a busca por esse profissional.

Vendedor (13%): Segundo levantamento realizado pela Catho em 2019, a área comercial cresceu 5% no último ano, refletindo diretamente na procura por este profissional no mercado.

Fonte: IG Economia
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Uma nova reforma da Previdência será necessária em dez anos

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IstoÉ Dinheiro

“O assunto não está esgotado porque fizemos uma reforma paramétrica, ou seja, com foco no tempo de contribuição e idade. Nada estrutural foi alterado. E logo precisaremos aprofundar o que foi feito”, afirma o advogado que há uma década está envolvido com questões ligadas à Previdência.

Luís Ricardo Martins entende que a solução só seria duradoura se fosse aprovada uma reforma que mantivesse o “Estado provedor” para aposentadorias mais baixas (como forma de evitar a pobreza extrema), e que incluísse o setor privado por meio do sistema de capitalização das contribuições feitas pelos trabalhadores, parte delas obrigatórias e parte facultativas. Segundo ele, a Abrapp trabalha na criação de uma lei para proteger os direitos de contribuintes dos fundos de pensão, nos moldes do Código de Defesa do Consumidor.

DINHEIRO ­— Em quanto tempo a reforma da Previdência aprovada em 2019 terá de ser revista?

LUÍS RICARDO MARTINS — Em dez anos será necessária uma nova reforma da Previdência. É preciso haver mudanças estruturais para que ela seja duradoura.

Então a reforma aprovada não trará os resultados desejados?
Afirmo que fizemos história com a reforma da Previdência. Ela era necessária porque o desequilíbrio havia se tornado muito grande. O Estado provedor já não conseguia funcionar e essa reforma paramétrica era urgente porque as pessoas, nos dias de hoje, vivem mais tempo e se aposentam precocemente. Há uma questão demográfica. A população está envelhecendo. A idade no Brasil para aposentadoria era de 54 anos e tínhamos de trazer isso para o padrão internacional. Fora do Brasil, ninguém se aposenta com menos de 65 anos. Estamos acompanhando uma tendência mundial.

Então, o que fizemos de errado?
O regime de repartição simples, que é um pacto de gerações, em que o jovem trabalhador paga o aposentado, continua. Só que há cada vez mais informalidade, desemprego, “pejotização”, nova relação trabalhista, modernização dos meios de produção. Ou seja, menos empregados formais em atividade e mais aposentados. Então, o Brasil acertou muito na reforma da Previdência. Só que não é suficiente. Porque mesmo ampliando tempo de contribuição e idade, há todas essas variáveis que citei e que vão impactar lá na frente.

E qual a proposta da Abrapp?
Nossa proposta é substituir esse regime. Estamos tentando implementar a estrutura da capitalização no regime oficial, que no Brasil não existe. Essa é a reforma estrutural. É isso que a equipe econômica vem discutindo e que demonizaram lá no Congresso Nacional antes de aprovar a reforma da Previdência. Mas nós vamos continuar discutindo a capitalização do regime oficial com base em uma proposta elaborada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (Fipe/USP).

“O Brasil tem cada vez mais aposentados e menos empregados formais. Mesmo ampliando tempo de contribuição e idade, outras variáveis vão impactar lá na frente” (Crédito: Willian Moreira)

Como funcionaria esse sistema de capitalização na prática?
Seria baseado em três pilares. O primeiro seria a manutenção do regime de repartição simples, porém com teto mais baixo, de R$ 2,2 mil por mês. Esse teto permite tirar as pessoas do estado de pobreza porque vai compor a renda e o Estado continua dando proteção social. É mantido o modelo em que o empregado contribui e o empregador também. O segundo pilar envolve quem ganha de R$ 2,2 mil a aproximadamente R$ 8 mil. Esse grupo participaria de um sistema de capitalização obrigatório e só valeria para novos entrantes no sistema. Nesse caso haverá duas contribuições, uma referente ao teto de R$ 2,2 mil e uma outra, capitalizada, que envolve a contribuição dele, do patrão, parte do FGTS e parte do PIS. Segundo a Fipe, isso permitiria capitalizar recursos durante 20 anos, entre R$ 2,2 mil e R$ 8 mil. O terceiro pilar seria a previdência privada facultativa. Quem ganha mais de R$ 8 mil e deseja valores de aposentadoria mais próximos do salário que recebe na ativa teria essa opção.

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Uma pessoa que ganha R$ 20 mil e não quer se limitar ao teto do regime geral também pode fazer um plano de previdência privada para complementar a renda…
O teto hoje é de R$ 6.105 por mês. Qual o grande arranjo aí? No sistema atual se depende de transferência de encargos entre gerações. No novo modelo, vai-se reduzir os encargos entre gerações para um patamar mais modesto. E a nova geração vai fazer sua própria capitalização. É uma solução para onerar menos as contas públicas. O modelo transfere para o trabalhador a decisão e a iniciativa da poupança previdenciária dele, a partir de um determinado valor. É uma questão de sustentabilidade. Lembre-se, há muita gente indo para a informalidade. Menos jovens trabalhando, taxa de natalidade caindo e mais idosos se aposentando. A conta não vai fechar. Ao reduzir o teto, ajustamos as contas para essa nova situação. E na capitalização cada um é responsável por si próprio. O dinheiro é seu, você está contribuindo para si mesmo.

Os brasileiros já viram escândalos envolvendo Fundos de Pensão. Quem garante que as pessoas não vão ficar na mão quando mais precisarem?
Os fundos de pensão surgiram no Brasil em 1977. De lá para cá só fez crescer. Hoje o setor é formado por 270 entidades, todas associadas à Abrapp, e acumula recursos da ordem de R$ 1 trilhão. Pagamos por ano R$ 60 bilhões de benefícios, em média R$ 6 mil ao mês por beneficiário. São 860 mil aposentados e outros 2,7 milhões de pessoas contribuindo e aguardando o momento de se aposentar. O setor é sólido. É claro que já houve problemas, mas o sistema se aperfeiçoa o tempo todo e fica cada vez mais difícil cometer erros ou fraudes. Os problemas a que você se refere aconteceram em três fundos de pensão, lá pelos anos de 2014 ou 2015. Mas já foram resolvidos e a Lava Jato já recuperou e devolveu parte do dinheiro desviado. Veja bem, temos 270 entidades e apenas três sofreram fraudes, que foram descobertas. Além do aperfeiçoamento no sistema de governança, trabalhamos em um projeto que será apresentado ao Congresso sobre a Lei de Proteção ao Poupador Previdenciário, uma espécie de Código de Defesa do Consumidor, mas específico para a previdência, para dar mais garantias a quem contribui com o regime privado.

Esse projeto já está pronto?
Ainda não foi levado ao Congresso. Temos uma consultoria trabalhando em cima dele. Daqui a uns 30 dias talvez esteja pronto. Já conversamos com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e com o deputado Kim Kataguire e eles estão aguardando para colocar em discussão no parlamento. Estamos bastante otimistas.

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A reforma da Previdência demorou muito tempo para ser aprovada. Foram décadas de debates até que um governo assumisse o risco de fazer grandes mudanças. Como convencer o Congresso a passar uma nova reforma mais abrangente ainda?
É difícil, nós sabemos. Mas será necessário. Vale lembrar que para aprovar essa reforma o governo teve de tirar a proposta de capitalização para que as mudanças paramétricas passassem. Mas há também interesses pessoais e um grau de desconhecimento sobre o tema que atrapalha muito.

A Abrapp conta com apoio de deputados ou de alguma bancada no Congresso?
Não, não temos bancada. O nosso trabalho em Brasília é estar junto às assessorias desses parlamentares compartilhando conhecimento, levando informação, detalhes. Mesmo assim é complicado. Se falamos em capitalização, há quem saia dizendo que queremos entregar o dinheiro nas mãos dos bancos. Não tem nada a ver. Fundo de pensão não é banco. Na verdade o dinheiro ficará mais próximo do participante. A capitalização, por exemplo. Fizeram uma analogia com o Chile e por isso ela não pode ser implantada aqui.

“Qual é o projeto liberal? Você desonera a economia, reduz a presença do Estado, e diz o seguinte: o problema social, saúde, previdência é com você. Foi assim no Chile” (Crédito:Fernando Llano)

Mas no Chile o sistema de capitalização deixou os aposentados em situação de pobreza.
O Chile errou. O Pinochet, quando implantou o regime, em linhas gerais deu aumento de salário de 10% e disse: agora a Previdência é com vocês. Só que ele tirou a contribuição da empresa, ou seja, era só o empregado que contribuía. O trabalhador não tinha benefício algum. Tudo era capitalizado. Não considerou a informalidade, taxa de juros. Qual é o projeto liberal? Você desonera a economia, reduz a presença do Estado, e diz o seguinte: o problema social, saúde, previdência é com você. Foi assim no Chile. Hoje um benefício médio chega a aproximadamente metade do salário mínimo chileno. Quer dizer, o cidadão contribuiu com a expectativa de receber o teto e está com metade do mínimo. Mas em muitos lugares, como na Suíça, na Dinamarca e na Suécia, a capitalização deu certo.

Por que nesses países e não no Chile?
Porque nesses países houve ajustes. Na Suíça, por exemplo, não houve substituição do Estado provedor, o primeiro pilar que é o que queremos manter aqui. Onde deu certo, a previdência privada sempre foi complementar. No Chile foi uma reforma substitutiva do Estado, aí não deu. É preciso aprender com aqueles exemplos que deram certo. O Estado provedor sempre vai ter de existir, mas há espaço para o setor privado. Para se ter ideia, a previdência privada propriamente dita na Holanda representa 200% do PIB. Nos Estados Unidos está em 100%, e aqui no Brasil, apenas 14%.

Então o sistema previdenciário chileno também precisa passar por reformas. Elas estão a caminho?
Eu li que agora o Chile está com um desenho previdenciário parecido com esse elaborado pela Fipe. Eles vão voltar ao primeiro pilar, o Estado provedor, e fazer o segundo pilar capitalizado com contribuição da empresa e do participante. O país está retomando um sistema tripé. Lá, havia ficado um sistema de uma perna só. Eles também estão ampliando o número de gestoras. Hoje existem cinco fundos de pensão e apenas um é chileno. Entre 70% e 80% do PIB chileno pertence a esses fundos.

Fonte: IG Economia
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