conecte-se conosco


Política Nacional

Setor de serviços aponta aumento de preços ao consumidor com reforma tributária

Publicado

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Empresários do setor de serviços apontaram mudanças que, segundos eles, devem ser feitas na proposta de reforma tributária

O representante da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Bruno Pillar, disse nesta terça-feira (17) na Comissão da Reforma Tributária (PEC 45/19) que o setor de serviços prevê um impacto médio de 30% nos preços com a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Isso aconteceria porque a alíquota do IBS deverá ficar em torno de 25%, já que vai substituir cinco tributos e será única. Segundo Pillar, o setor de serviços deve ter um aumento de carga tributária de 280%:

“Isso certamente vai ser passado para o consumidor. E algumas empresas que tiverem um impacto de 280% na carga tributária provavelmente não sobrevivem. Então o problema não é só o que o consumidor vai pagar a mais, o problema é as empresas que vão fechar caso tenham uma oneração grande na carga tributária”, disse.

Setor imobiliário Bruno Pillar disse ainda que o setor imobiliário seria muito impactado porque o IBS deverá incidir sobre a locação de bens. Ele defendeu então que todos os contratos de serviços possam ser revistos se a reforma for aprovada. Ele deu o exemplo de uma escola particular que teria aumento de 311% no pagamento de impostos com a reforma.

Leia Também:  Decisão de manter Moreira Franco em liberdade dividiu desembargadores

Essa também é a preocupação do deputado Laercio Oliveira (PP-SE):

“Qual é a proposta afinal? Os 25% beneficiam alguém? Prejudicam alguém? Ou lá adiante nós vamos mexer nesses 25%? Eu acho que a gente vai precisar mexer para que a gente encontre um equilíbrio. Nesse primeiro estágio da reforma não pode ter setor que vai ganhar e setor que vai perder”, disse.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos,  José Velloso Dias Cardoso, disse que também deveria ocorrer uma reformulação do setor de serviços com a reforma:

“Se nós formos na Europa, na Alemanha, na Dinamarca, na Noruega, ou então nos Estados Unidos ou Canadá – países que têm indústrias desenvolvidas – o PIB industrial hoje não é mais medido pela quantidade de material transformado, o que a indústria de transformação faz. E sim o valor agregado que o serviço tem junto com a manufatura. Por exemplo: design”, afirmou.

Desequilíbrios regionais O representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castello Branco, disse que a proposta de reforma tributária tem que ser modificada para dar soluções para alguns problemas. Alguns deles seriam: a falta de uma solução para atender os desequilíbrios regionais e a Zona Franca de Manaus; a manutenção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF); o custo da convivência de dois sistemas tributários no período de transição; e como ficará a situação das empresas enquadradas no Simples.

Leia Também:  Flordelis usa prerrogativa do cargo e depõe sobre morte do pastor em Brasília

O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação, Sergio Paulo Gallindo, defendeu a aprovação da emenda 44, apresentada por vários deputados. Entre outros pontos, a emenda acaba com todas as contribuições sobre a folha de pagamentos. Gallindo falou em uma alíquota específica do IBS para substituir esses tributos.

Fonte: Agência Câmara Notícias
publicidade
Clique para comentar

Deixe um comentário

Please Login to comment
avatar
  Subscribe  
Notify of

Política Nacional

Ricardo Salles diz que “COP-25 não deu em nada”

Publicado

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, lamentou hoje (15) a falta de acordo em torno da regulamentação do mercado global de créditos de carbono durante a 25ª Conferência das Partes (COP25) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas. Em seu Twitter, o ministro afirmou que a “COP-25 não deu em nada” e prevaleceu o “protecionismo” de alguns países.

“Prevaleceu infelizmente uma visão protecionista de fechamento do mercado e o Brasil e outros países que poderiam fornecer créditos de carbono em razão das suas florestas e boas práticas ambientais saíram perdendo. Ainda assim, o Brasil segue firme no seu trabalho de atrair recursos para o Brasil e para os brasileiros”, disse.

A ausência de acordo em torno de uma proposta de regulamentação foi um dos principais gargalos da conferência.

Leia Também:  Proposta permite celebração de acordo trabalhista por meio de escritura pública

Na tentativa de se chegar a um acordo em torno do texto, a conferência, prevista para terminar na sexta-feira (13), acabou se estendendo pelo final de semana. A discussão envolvendo os créditos de carbono foram adiadas para o próximo ano.

As discussões giraram em torno da criação de regras para o comércio de créditos correspondentes ao corte de emissões de gases do efeito estufa. O Brasil pleiteava usar esse mercado para receber recursos, especialmente de países que mais geram emissão de gases estufa.
Na sexta-feira (13), o secretário Geral da ONU, António Guterres, divulgou um vídeo pedindo mais ambição aos representantes dos Estados-membros nas metas de redução de emissão de gases poluentes.

Aprovado em 2015, o Acordo de Paris estipula uma série de medidas para os países reduzirem gases do efeito estufa a partir de 2020. O objetivo é conter o aquecimento global abaixo de 2 ºC, preferencialmente em 1,5 ºC até 2030. Ao assinar o acordo, o Brasil se comprometeu a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 43% até 2030 sem necessidade de ajuda externa.

Leia Também:  Toffoli envia sugestão ao Congresso para barrar prescrição e evitar impunidade

 

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Política
Continue lendo

Política Nacional

Eduardo Tuma é reeleito presidente da Câmara Municipal de São Paulo

Publicado

O atual presidente da Câmara dos Vereadores de São Paulo, Eduardo Tuma (PSDB), foi reeleito hoje (15) para o cargo com um total de 48 votos e uma abstenção. Ele foi o único a apresentar candidatura e tomará posse do novo mandato em 1º de janeiro de 2020. Tuma está na presidência da Casa desde o início de 2019.

“A não indicação de outro candidato mostra que os trabalhos desta Casa estão sendo realizados com sinergia. Contem comigo novamente, para servir ainda mais aos paulistanos e à cidade”, disse o presidente.

Tuma tem 38 anos e está em seu segundo mandato como vereador de São Paulo. Foi eleito em 2012 pela primeira vez e, novamente, em 2016. Já ocupou a presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da dívida ativa, em 2017, e foi o 1º vice-presidente da mesa diretora, em 2017 e 2018. Também foi secretário-chefe da Casa Civil da prefeitura de São Paulo, em 2018, cargo que exerceu durante sete meses, na gestão do prefeito Bruno Covas.

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Política
Leia Também:  Flordelis usa prerrogativa do cargo e depõe sobre morte do pastor em Brasília
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana