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Economia

Setor de seguros tem alta de 11,5% nos primeiros oito meses do ano

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O setor brasileiro de seguros registrou no período de janeiro a agosto deste ano faturamento de R$ 174,8 bilhões, aumento de 11,5% em comparação ao acumulado dos primeiros oito meses de 2018. Os números excluem o segmento de saúde e o Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (Seguro DPVAT). 

O presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), Marcio Coriolano, salientou que um crescimento de arrecadação de dois dígitos no ano, maior do que este, foi observado somente entre janeiro e agosto de 2015 ante igual período de 2014, da ordem de 14,3%, “quando o Brasil estava bombando, porque a crise recessiva só tomou fôlego a partir de 2016”.

Analisando-se o mês de agosto isolado, a receita de R$ 23,9 bilhões mostrou retração de 6,2% em relação a julho mas, comparativamente a agosto do ano passado, houve incremento de 13%. Na média móvel dos últimos 12 meses findos em agosto de 2019, a arrecadação do setor atingiu R$ 258,9 bilhões, evolução de 6,9%.

Boa notícia

O presidente da Cnseg disse à Agência Brasil que o resultado representa uma boa notícia para o setor e indica que, em termos anualizados, “isso está bem ajustado à projeção para 2019 e até um pouco além da projeção”. As projeções feitas pela CNseg apontavam alta para o setor este ano entre 5,3%, em um cenário pessimista, e 8,7%, no cenário mais otimista. Coriolano acredita, inclusive, que essa previsão de aumento de 8,7% pode ser superada este ano. “Acho que a probabilidade de a gente se aproximar dessa parte superior é bastante grande”.

Para Coriolano, os números confirmam um panorama para o mercado de seguros que a entidade já vinha apontando há algum tempo, que é uma modificação bastante significativa dos ramos líderes do seguro no país. Nos chamados ramos elementares, destaca-se o seguro de propriedade ou patrimonial, que experimentou crescimento consistente de 12,8% entre janeiro e agosto deste ano, em comparação ao mesmo período de 2018. A maior parte desse ramo são os seguros residenciais. “As pessoas estão ampliando sua cobertura para seguros de residência, o que é uma boa notícia. Isso quer dizer que as pessoas estão deixando de considerar o seguro como um gasto, e vendo-o como um investimento em prevenção.”

A segunda confirmação ocorreu no ramo de vida, com os seguros de vida risco, que englobam cobertura para morte, invalidez, doença, que evoluiu à taxa de 12,9%. “São os seguros mais tradicionais”. 

Já o mercado de seguro de automóveis teve outro comportamento. O presidente da CNseg atribuiu à redução da renda dos brasileiros a queda de 0,5% observada no segmento. Ele apontou, entretanto, para a recuperação desse setor nos próximos meses.

Planos de acumulação

O resultado do acumulado até agosto mostrou que o enfraquecimento dos planos de acumulação (previdência complementar aberta), registrado nos primeiros meses de 2019, não teve continuidade. Eles não perderam a atratividade, ao contrário do que muita gente dizia, indicou Coriolano. “Aquele enfraquecimento não indicava uma modificação da preferência das pessoas por planos de previdência privada. Não era isso”. Os planos de acumulação envolvem o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL).

Na avaliação do presidente da CNseg, havia muita volatilidade à época no mercado financeiro. Os juros começavam a cair e as pessoas se interessavam em fazer investimentos que dessem mais rentabilidade. “Houve uma disputa muito grande pelas chamadas taxas de carregamento, cobradas pelos bancos e seguradoras para administrar esses ativos. Com essa volatilidade no mercado, é natural que as pessoas fiquem inseguras e os ativos tenham esse comportamento errático”. A análise da CNseg estava correta, disse Coriolano. Na medida em que as taxas de juros estabilizaram em um patamar baixo, os planos de acumulação voltaram a crescer. 

Outro setor de destaque no ano de 2019 até agosto foi o de títulos de capitalização, que registrou alta de 11,4%, apresentando também forte recuperação, depois de meses em que o novo marco regulatório dos produtos esteve em consulta pública e da adaptação da oferta.

Poupança

“Eu acho que um setor que tem esse panorama de vigor em determinados ramos frente a uma conjuntura que a gente está vivendo hoje é uma notícia boa para todo mundo, porque é um setor que forma provisão técnica, forma poupança nacional”. Marcio Coriolano informou que o mercado segurador está atingindo agora em agosto R$ 1,3 trilhão em garantias financeiras que suportam os riscos assumidos. “É uma notícia boa para o próprio país. Tem uma poupança crescendo junto com o setor”.

 

Edição: Aline Leal

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Economia

Lançamentos de imóveis caem 14,8% no primeiro trimestre, diz CBIC

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As vendas de apartamentos novos cresceram no primeiro trimestre, mas devido à pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2) , a construção civil reduziu os lançamentos. As informações são do estudo Indicadores Imobiliários Nacionais do 1º trimestre de 2020, realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção ( CBIC ) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial ( Senai Nacional ). Foram coletados e analisados dados de 118 municípios, sendo 18 capitais.

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O Brasil registrou aumento de 26,7% nas vendas de apartamentos no comparativo entre o primeiro trimestre de 2020 e igual período de 2019. De acordo com a CBIC , o setor vinha em tendência de crescimento desde janeiro de 2018. Entretanto, acrescenta a entidade, as incertezas no mercado por causa da pandemia de covid-19 levaram a uma queda de 14,8% nos lançamentos de unidades habitacionais (18.388 unidades) na comparação do primeiro trimestre deste ano contra o mesmo período de 2019.

Lançamentos de imóveis caíram 14,8% no primeiro trimestre
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Lançamentos de imóveis caíram 14,8% no primeiro trimestre



Na comparação com o quarto trimestre de 2019 (59.553 unidades), o melhor período em lançamentos dos últimos dois anos, houve queda de 69,1% nos lançamentos. Nessa comparação, as vendas caíram 27,2%. Segundo a CBIC , a maior diferença foi no Sudeste, com 8.745 lançamentos ou 79,2% menos que no período imediatamente anterior.

Regiões

Segundo a CBIC , a maior queda no número de unidades lançadas foi observada na região Nordeste (2.361 unidades), com 56,3% menos que no 1º trimestre de 2019, seguida pelo Sul, com diferença de 29,1% (3.621 unidades). A Região Sudeste teve pequena variação negativa, de 2,4% (8.745 unidades).

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As exceções foram a Região Norte , que no 1º trimestre de 2020 lançou 754 unidades, ou 183,5% mais que no mesmo período de 2019. Na Região Centro-Oeste , foram 2.907 lançamentos – alta de 57,4% no comparativo com janeiro, fevereiro e março do ano passado.

O valor geral dos lançamentos ( VGL ) do 1º trimestre de 2020 foi de R$ 6,3 bilhões e caiu 9,65% em relação ao 1º trimestre de 2019 e 76% em relação ao 4º trimestre de 2020. O índice representa a soma do valor potencial das vendas de todas as unidades que compõem os empreendimentos lançados.

Vendas

No Sudeste , foram vendidas 18.443 unidades no primeiro trimestre, ou 39% mais imóveis verticais que no mesmo período de 2019. No Norte, foram vendidas 868 unidades (27,8%), e no Nordeste, 7.311 (21,3%). No Sul foram vendidos 5.454 apartamentos (12%) e no Centro Oeste, 2.335 (+0,7%).

O valor geral de venda ( VGV ) do primeiro trimestre de 2020 foi de R$ 12,66 bilhões e cresceu 15,14% em relação ao 1º trimestre de 2019 e caiu 32,1% em relação ao 4º trimestre de 2019. O VGV é a soma de valor potencial de venda de todas as unidades que compõem os empreendimentos imobiliários.

Minha Casa Minha Vida

A representatividade do programa habitacional Minha Casa Minha Vida sobre o total de lançamentos, no período foi de 57%. Sobre o total de vendas, essa participação ficou em 55,6%.

Covid-19

Além do levantamento, a CBIC também apresentou uma avaliação preliminar dos efeitos da crise, mostrando que 79% das construtoras pretendem adiar lançamentos previstos para os próximos meses. Os dois estudos foram realizados em parceria com a empresa Brain Inteligência Estratégica .

Para estimar o impacto da pandemia, foram consideradas amostras representativas de cidades das cinco regiões do Brasil : Maceió (AL), Curitiba (PR), Manaus (AM), Goiânia (GO) e São Paulo (SP). Empresários do setor foram ouvidos entre 25 de abril e 4 de maio, em conjunto com a CBIC e mais de 50 entidades setoriais de todo o país.

O levantamento também mostrou que 56% das empresas fecharam vendas durante a pandemia, com a venda de 3.870 unidades.

Uma pesquisa com 600 consumidores avaliou a intenção de compra de imóveis . Segundo o levantamento, 55% mantiveram a intenção de compra em março. Em abril, o percentual caiu para 47%.

Os motivos para a desistências foram: incerteza sobre a duração da pandemia (46%); incerteza sobre emprego ou renda (24%); perda de renda (20%); mudanças de objetivos pessoais (12%); objetivos de economia pessoal (9%); perda de emprego (8%).

Vendas online

De acordo com a CBIC , houve um crescimento nas vendas online durante o mês de abril, o que pode antecipar uma oportunidade de reposicionamento para o mercado pós-coronavírus. Das 540 empresas pesquisadas em abril , 56% fecharam vendas durante a pandemia, sendo que 55% das negociações tiveram início após 20 de março. Além disso, 40% das empresas participantes do levantamento não sentiram ou sentiram queda sutil na busca por imóveis online.

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Economia

Bahia indenizará famílias por mortes de Covid-19 entre profissionais da saúde

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Profissionais da saúde terão bônus para atuar contra Covid-19
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Profissionais da saúde terão bônus para atuar contra Covid-19

Famílias de funcionários da saúde da rede pública da Bahia que morrerem em decorrência do novo coronavírus (Sars-Cov-2) receberão indenização do estado. De acordo com a lei publicada no Diário Oficial, o valor será 30 vezes a remuneração recebida mensalmente pelo profissional.

Segundo o secretário estadual da saúde Fábio Vilas-Boas, médicos baianos recebem, em média, R$ 18 mil mensais – em uma jornada de trabalho de 36 horas por semana. Sendo assim, caso haja falecimento por Covid-19 , a família receberá R$ 540 mil.

A lei também prevê auxílio governamental para profissionais afastados temporáriamente por contaminação pelo vírus. Nesse caso, o montante será equivalente ao salário mensal do profissional, mas com limite de R$ 30 mil.

Veja também: Caixa pagou R$ 65,5 bilhões em auxílio, mas há 9,9 milhões de pessoas em análise

O estado passa por problema de falta de médicos, enfermeiros e outros profissionais da saúde, que relutam a aceitar vagas no enfrentamento à pandemia por medo de se infectarem. Segundo Vilas-Boas , a Bahia chegou a ter mais UTIs sem funcionamento por falta de profissionais.

Além das indenizações,  os profissionais da saúde que atuarem no enfrentamento à Covid-19 – com exceção dos médicos – terão bonus de R$ 500 no salário .

“Esta é uma importante iniciativa no reconhecimento do papel dos profissionais que se dedicam aos pacientes com covid-19. O objetivo do auxílio-seguro é dar maior segurança e garantia aos médicos e demais trabalhadores de saúde que atuam na linha de frente do atendimento em unidades covid”, declarou o secretário.

De acordo com dados do último boletim divulgado pelo estado da Bahia, 1.987 profissionais já foram infectados. Ao todo, o estado tem 13.899 casos confirmados de Covid-19 e 460 mortes.

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