Conteúdo/ODOC - Os servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) aprovaram a deflagração de greve geral e por tempo indeterminado a partir do dia 21 de janeiro.
A decisão foi tomada durante Assembleia-Geral Extraordinária realizada nesta quarta-feira (7) pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat).
O principal motivo da greve é o veto do governador Mauro Mendes (União) ao projeto que concedia reajuste salarial de 6,8% aos servidores do Judiciário.
A proposta, apresentada pelo presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, chegou a ser aprovada pela Assembleia Legislativa, mas foi barrada pelo governo sob a justificativa de risco fiscal e ausência de comprovação financeira.
A Assembleia Legislativa manteve o veto, com 12 votos favoráveis e 10 contrários.
Na mensagem de veto publicada em 1º de dezembro de 2025, o governador argumentou que o reajuste é inconstitucional e cria despesa permanente sem previsão orçamentária, violando a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Segundo Mendes, o aumento teria impacto em salários, férias, 13º, adicionais e contribuições previdenciárias, além de pressionar o limite legal de gastos com pessoal.
O governador também destacou que o próprio TJMT reconheceu estar acima do limite de alerta, com despesas de pessoal em 88,41%, próximas do teto máximo de 95%.
Para o Executivo, o reajuste poderia gerar um efeito cascata, estimulando outras categorias a reivindicar aumentos e comprometendo áreas essenciais como saúde, educação e segurança.