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Economia

Serviços bancários por celular são acessados por 65% dos brasileiros

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Uma pesquisa divulgada hoje (9) pelo IDC, empresa líder em inteligência de mercado, apontou que mais da metade dos entrevistados de 18 a 49 anos de idade na Colômbia, Brasil e México usam o smartphone para acessar os serviços bancários e financeiros. Entre as pessoas de 30 a 39 anos, o uso do smartphone para acessar os serviços bancários e financeiros chega a 61%.

No Brasil, 65% do total dos entrevistados já usam mais o aplicativo do celular para abrir uma conta bancária ou acessar um produto ou serviço do que ir pessoalmente a uma agência tradicional, que somam 58%.

“Conforme destacado pela pesquisa, a forma como as pessoas interagem e usam serviços financeiros reflete como a digitalização está mudando os mercados financeiro e bancário. Mais da metade da amostra pesquisada usa smartphones para abrir contas bancárias ou adquirir produtos ou serviços financeiros, que servem como base da pirâmide para outros serviços no futuro”, disse Jay Gumbiner, vice-presidente de Pesquisas do IDC para a América Latina.

Cartões

A pesquisa mostrou ainda que 45,3% dos brasileiros entrevistados usam cartões de crédito e débito separadamente, enquanto 28,6% têm um cartão múltiplo. Entre os três países analisados, o Brasil é onde mais se utiliza o cartão de crédito (57%), enquanto no México, segundo colocado, o cartão de crédito é utilizado por 38% dos entrevistados.

Entre os brasileiros, sete em cada dez usa o cartão de crédito principalmente para compras com valor acima de US$ 50, enquanto 39% diz usar o cartão de débito para compras abaixo desse valor.

A pesquisa Como as FinTechs e Bancos Podem Democratizar os Serviços Financeiros na América Latina foi feita com 1.067 usuários de smartphones das classes A, B e C do Brasil, da Colômbia e do México, em maio deste ano.

 
Edição: Fernando Fraga

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Economia

Indústria prevê recuperação lenta após o fim da pandemia

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No Dia da Indústria, comemorado hoje (25), o setor acredita que os efeitos da pandemia serão maiores enquanto durar o distanciamento social. Pesquisas recentes da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) mostram que os empresários ainda estão pessimistas para os próximos seis meses. “E isso é devido, principalmente, à falta de perspectiva do fim do ‘lockdown’ (confinamento ou bloqueio total). Enquanto os empresários não têm um horizonte de volta à normalidade, isso acaba afetando diretamente as expectativas”, disse à Agência Brasil o gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Jonathas Goulart.

Ele destacou que a grande dificuldade é fazer com que as medidas de socorro anunciadas pelo governo federal cheguem na ponta aos empresários, sobretudo os de pequeno porte, que são os tomadores de crédito final. A Firjan defende que esse crédito tem de chegar ao empresário, principalmente por meio dos bancos públicos, que são o canal mais direto do governo para o empresariado.

Pesquisa divulgada pela entidade, no último dia 13, estima que a pandemia do novo coronavírus levará o estado do Rio de Janeiro a ter uma queda do Produto Interno Bruto (PIB) este ano da ordem de 4,6%, a maior da série histórica iniciada pela entidade em 2002. A redução é puxada, principalmente, pelas quedas da indústria (-5,3%) e de comércio e serviços (-4,3%). A indústria de transformação, que estava dando sinais de recuperação, deverá sofrer retração de 5,2% no ano, enquanto a indústria extrativa mineral de petróleo e gás deverá cair 6,1% em 2020.

Confiança

O economista da Firjan afirmou que no cenário que está se vivendo atualmente no Brasil, os investimentos estão praticamente parados.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial Fluminense (Icei-RJ), divulgado pela Firjan na semana passada, revela que a queda da confiança em maio atingiu 32,8 pontos, o segundo pior resultado da série histórica, iniciada em 2010. O pior resultado foi registrado em dezembro de 2015, com 32,7 pontos. A pesquisa tem pontuação que varia de zero a 100. Os resultados superiores a 50 representam melhora ou otimismo e os inferiores indicam piora ou pessimismo.

Na avaliação de Jonathas Goulart, alguns setores estão conseguindo fazer uma reconversão industrial, enquanto outros estão sentindo mais fortemente os reflexos da pandemia. No lado da oferta, um dos setores mais prejudicados é o automotivo, que não tem conseguido importar insumos para fazer sua produção. No lado dos alimentos, as indústrias têm mantido o nível de produção. Quando essa fase passar, Goulart indicou que todos os setores vão sentir o problema de demanda, ou seja, a sociedade interrompendo o seu consumo. “Isso vai afetar a economia de maneira linear”, com reflexo também no varejo, no médio prazo.

Para o diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Abijaodi, a indústria terá que buscar negócios e colocar sua produção, “com todas as restrições que ainda vão ser impostas pelo período de transição”. Ele acredita que devido às imposições sanitárias e ao afastamento exigido entre as pessoas, poderá haver redução de funcionários ou, talvez, trabalho em dois turnos.

No momento, vão continuar tendo destaque os setores de abastecimento primário, como alimentos, remédios, limpeza. “Esses vão continuar com uma intensidade até maior”. Já os produtos considerados supérfluos devem ter a produção e a procura adiadas. “Nós vamos ter um ambiente de comprador diferente”.

Carlos Abijaodi não estima quando a indústria nacional poderá voltar à normalidade, porque o país é muito grande e cada estado tem um comportamento diferente em relação ao combate ao novo coronavirus. Destacou, no entanto, que a exceção é a região Sul, que mostrou um comportamento diferenciado do resto do Brasil.

Importação

O presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei), Ennio Crispino, explicou à Agência Brasil que desde março o nível de atividade da indústria caiu de forma sensível, em especial no que se refere à indústria automobilística. “Talvez o setor metalmecânico tenha sido o mais atingido”. O setor envolve não só as montadoras, mas as cadeias de fornecedores, e isso trouxe uma paralisação na expectataiva de novos investimentos, no tocante a máquinas e equipamentos importados.

Crispino informou que esses investimentos não foram cancelados, mas adiados e só serão retomados quando a atividade voltar a um nível próximo do normal, coisa que ele aposta que dificilmente ocrrerá antes de meados do segundo semestre. Avaliou que a questão do câmbio é desfavorável à moeda brasileira em relação ao dólar e ao euro.

“O empresário brasileiro terá que se acostumar com outra realidade do câmbio”, apontou.

Segundo Crispino, o que poderá ser benéfico para o Brasil é que tudo aqui está muito mais barato pensando em dólar, como mão de obra e o chamado custo Brasil. O que está mais caro é trazer de fora matéria-prima, insumos, máquinas e equipamentos. “Esse é um preço que se terá que pagar quando as coisas se estabilizarem. O grande e maior benefício que nós enxergamos é que voltará a ser muito mais barato fabricar no Brasil”.

Salientou ainda que, a curto prazo, as notícias são ruins, mas a médio e longo prazos, a partir do segundo semestre deste ano e no decorrer de 2021, deverá haver grande procura pelo investimento em máquinas e equipamentos nacionais e importados. “A indústria está defasada tecnologicamente. Para voltar a fabricar no Brasil precisa se equipar”. Isso será benéfico, particularmente, para a exportação de bens manufaturados. “Porque será mais barato do que em outras partes do mundo. É nisso que a gente acredita. Portanto, há uma expectativa boa para os meses à frente”, concluiu.

 

Edição: Mario Toledo

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Economia

Dólar cai para R$ 5,45 e bolsa fecha no maior nível em dois meses

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Em um dia de alívio no Brasil e de feriado nos Estados Unidos, o mercado financeiro teve um dia de euforia. O dólar fechou abaixo de R$ 5,50 pela primeira vez em 25 dias, e a bolsa de valores subiu para o maior nível desde o início de março.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (25) vendido a R$ 5,458, com recuo de R$ 0,116 (-2,08%). A moeda operou em baixa durante toda a sessão e fechou perto da mínima do dia. A cotação fechou no menor nível desde 30 de abril (R$ 5,438). A moeda norte-americana acumula alta de 36% em 2020.

O euro comercial fechou o dia vendido a R$ 5,93, com recuo de 1,74% e abaixo de R$ 6 pela primeira vez desde 29 de abril. A libra comercial caiu 1,44% e terminou a sessão vendida a R$ 6,64.

O Banco Central (BC) interveio no mercado hoje. A autoridade monetária ofertou até US$ 620 milhões para rolar (renovar) contratos de swap cambial – venda de dólares no mercado futuro – que venceriam em julho. O BC também rolou US$ 2 bilhões de leilões de linha – quando o banco vende dólares das reservas com o compromisso de recomprá-los depois. Esses contratos de linha venceriam na próxima semana.

Bolsa de valores

No mercado de ações, o dia foi marcado por fortes ganhos. O Ibovespa, índice da B3 (bolsa de valores brasileira), fechou o dia aos 85.663 pontos, com alta 4,25%. O indicador está no maior nível desde 11 de março.

Sem o mercado norte-americano, que hoje não funcionou por causa do feriado do Memorial Day, as negociações no Brasil se basearam na divulgação de indicadores europeus. Indicadores da Alemanha mostraram que as empresas da maior economia da Europa estão se recuperando melhor que o esperado.

Há várias semanas, mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus. Nos últimos dias, os investimentos têm oscilado entre possíveis ganhos com o relaxamento de restrições em vários países da Europa e em regiões dos Estados Unidos e contratempos no combate à doença.

O mercado também reagiu à divulgação da reunião ministerial de 22 de abril. O vídeo só foi liberado no fim da tarde de sexta-feira (22), perto do fim das negociações, o que transferiu o impacto sobre o mercado financeiro para esta segunda-feira.

Edição: Nádia Franco

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