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Serviço Florestal lança Plataforma de Automação do Cadastro Ambiental Rural

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) recebeu nesta segunda-feira (1º) a abertura do VI Encontro de Implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). 

Durante o evento, o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão responsável pelo gerenciamento do Cadastro, lançou a Plataforma de Automação do CAR, que será utilizada para analisar os dados dos 5,9 milhões de propriedades rurais declaradas. O CAR é um dos instrumentos do Código Florestal (Lei 12.651/12) sendo obrigatório para o produtor e pré-requisito para adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA). 

Na avaliação da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, essa ferramenta é moderna e ajudará o produtor rural e a imagem do Brasil no exterior. “Para nós que queremos um cadastro com quase seis milhões de propriedades, se a gente não tem como analisar os dados, não tem como seguir para o próximo passo que é o PRA. Então, essa dinamização do cadastro vai poder ajudar e muito os produtores, inclusive na imagem, porque ninguém tem um cadastro como o nosso,” disse. 

“Essa análise é extremamente importante para que os produtores rurais que fazem sua parte, cumprem seu papel e produzem com sustentabilidade, possam ter a tranquilidade de que estão dentro da lei”, afirmou o vice-presidente da CNA, José Mário Schreiner.

O novo sistema vai utilizar a classificação de uso do solo atualizada e bases de hidrografia permitindo agilizar a análise dos ainda 97% cadastros pendentes. Segundo o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), a intenção é facilitar possíveis retificações na declaração do produtor rural e fazer as indicações necessárias para quem tiver passivo ambiental para recuperar. Também indicará os eventuais ativos omitidos na declaração por deficiência de inserção dos dados.

“Precisamos avançar na análise desses dados para que a gente possa fazer a compensação dos passivos ambientais que existem e chegar à implantação definitiva do Código Florestal Brasileiro”, observou o diretor-geral do SFB, Valdir Collato.

Ministra Tereza Cristina em evento na CNA 

Evento

O encontro reuniu representantes das Secretarias Estaduais de Agricultura e de Meio Ambiente para apresentar a nova ferramenta, já que a análise do CAR é uma competência dos estados. 

“O Serviço Florestal em parceria com a Universidade Federal de Lavras estudou como funcionava essas análises para que possamos dar uma resposta mais rápida, ajudar os estados na análise dos cadastros, dando celeridade e segurança jurídica para o proprietário que estará recebendo uma análise de qualidade, com insumos de qualidade e também para os órgãos que estão aprovando essas análises,” explicou a diretora de Cadastro e Fomento Florestal do SFB, Jaine Ariély Cubas Davet.

“O proprietário já fez sua parte, agora cabe ao poder público analisar esses cadastros, se as informações foram feitas de forma correta para que ele possa aderir aos outros programas, tanto de recuperação ambiental quanto de pagamentos por serviços ambientais”, frisou.

Para o 1º secretário de Economia da Embaixada da Alemanha, Rainer Munzer, “aliar o agronegócio avançado com a preservação do meio ambiente vai tornar o Brasil um exemplo mundial, principalmente no contexto atual de mudanças climáticas”. O governo alemão atuou na implantação do CAR por meio da Cooperação Alemã/Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ).

Segundo o Serviço Florestal Brasileiro, a análise dos dados do CAR na nova plataforma de automação começará por Santa Catarina e Pará e deve ser concluída em todo o País no período de dois anos. 

O evento também teve a presença do diretor-geral do Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais, Antonio Malard, representando a Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema), o presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Estado de Agricultura, Efraim Moraes, o presidente da Embrapa, Sebastião Barbosa, parlamentares e autoridades do governo.

As discussões técnicas sobre o tema acontecem até sexta (5), em Brasília.

Com informações da Assessoria de Comunicação CNA

 

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Projeto Monitor do Seguro Rural irá avaliar grupo de oito frutas

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realizará na próxima sexta-feira (07/08), às 15h, uma videoconferência do projeto Monitor do Seguro Rural, dedicada nessa edição ao primeiro grupo de frutas, formado por maçã, pêssego, caqui, nectarina, laranja, maracujá, ameixa e tangerina. O objetivo é avaliar os produtos e serviços ofertados pelas seguradoras e propor aperfeiçoamentos nos seguros agrícolas dessas atividades.

O trabalho é coordenado pelo Departamento de Gestão de Riscos do Mapa e terá a participação de produtores com o apoio das entidades representativas dos produtores rurais e de suas cooperativas, associações, revendas de insumos, companhias seguradoras, empresas resseguradoras, corretores, peritos e instituições financeiras. No cronograma de setembro do projeto está previsto outro grupo de frutas. Veja mais informações aqui.

O seguro agrícola para frutas é ofertado por seis companhias de seguro habilitadas no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) em praticamente todas as regiões produtoras, com maior destaque para Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Paraná, seguidos por Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Goiás e Espírito Santo.

Em 2019, a categoria frutas utilizou quase R$ 54 milhões em subvenção, representando 12,6% do total do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Com esse apoio do governo federal foi possível dar cobertura para 12.388 apólices de uma área de 74 mil hectares com capitais segurados de R$ 1,6 bilhão para 24 frutas em todo o território nacional. Os destaques foram a uva, que lidera o ranking de contratações de seguro de frutas no Brasil, com 8.958 apólices numa área de mais de 50 mil hectares, seguida pela maçã, pêssego, caqui, ameixa e demais frutas.

Segundo o Secretário de Política Agrícola, César Halum, pela diversidade da produção de fruticultura no país, os produtores beneficiados no programa contratam seguro em quase todo o ano. “Ainda temos mais três meses de contratação de seguro para frutas e a expectativa é de aumento de pelo menos 20% a 30% em relação ao ano de 2019”, explica.

Depois de grãos, o seguro agrícola de frutas é a que mais têm crescido nos últimos anos no Brasil. Alguns estados como São Paulo e Paraná, têm apoiado os produtores com programas estaduais de subvenção ao prêmio que complementam o PSR. “Os produtores estão percebendo cada vez mais que a atividade agrícola precisa de mitigadores de risco climático. No caso de São Paulo também há alguns municípios que apoiam financeiramente o produtor para auxiliar na contratação das apólices, o que ajuda na disseminação da cultura do seguro rural”, finaliza.

Moisés Lopes de Albuquerque, Diretor Executivo da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), afirma que o PSR proporciona o principal instrumento utilizado pela cultura da maçã em relação à mitigação dos prejuízos associados às perdas climáticas. No ano de 2019 a cultura teve uma área coberta próxima de 15 mil ha, ou seja, mais de 50% da área em efetiva produção. “A despeito de ser expressiva tal participação é imperioso que avancemos ainda mais. Neste sentido estamos ansiosos pela rodada do Monitor do Seguro Rural de frutas. O encontro será uma oportunidade ímpar para construir uma agenda positiva para ampliarmos a área segurada do setor da maçã”.

O cronograma de eventos por vídeo conferência do Monitor, que começou em julho desse ano e se estende até final de 2022, tem a finalidade de identificar e propor melhorias nos serviços de seguro para mais de 60 atividades de grãos, frutas, olerícolas, pecuária, florestas, aquícola, café e outras culturas. O monitor é uma oportunidade para os produtores e para as cooperativas, com as suas entidades representativas, construírem soluções em conjunto com as seguradoras e o apoio do Mapa.

Banana e trigo

Nos dias 17 e 24 de julho, foram realizadas videoconferências do monitor de seguro rural de banana e trigo, respectivamente, que contou com 70 participantes, em cada encontro, entre produtores e representantes de associações, federações e entidades nacionais, que estão preparando um documento com propostas de aperfeiçoamentos para o seguro rural dessas atividades.

“As dinâmicas estabelecidas no Monitor de Seguros promovido pelo MAPA têm sido muitos importantes para a cadeia de seguros agrícolas. O monitor de trigo, foi muito interessante para debatemos a cobertura de qualidade, que é uma grande demanda do setor produtivo e que o mercado segurador precisa desenvolver”, avalia Glaucio Toyama, diretor de Subscrição Agro da Swiss Re, uma das companhias seguradoras que participou da reunião de trigo. 

Maiores informações para participar do Monitor pelo e-mail: [email protected]

Contratação

O produtor que tiver interesse em contratar o seguro rural deve procurar um corretor ou uma instituição financeira que comercialize apólice de seguro rural. Atualmente, 14 seguradoras estão habilitadas para operar no PSR. O seguro rural é destinado aos produtores pessoa física ou jurídica, independente de acesso ao crédito rural. 

A subvenção econômica concedida pelo Ministério da Agricultura pode ser pleiteada por qualquer pessoa física ou jurídica que cultive ou produza espécies contempladas pelo Programa. Para os grãos em geral, o percentual de subvenção ao prêmio pode variar entre 20% e 40%, a depender da cultura e tipo de cobertura contratada. No caso das frutas, olerícolas, cana-de-açúcar e demais modalidades (florestas, pecuário e aquícola) o percentual de subvenção ao prêmio será fixo em 40%. 

Para produtores que estão contratando crédito de custeio nas instituições financeiras e são enquadrados no Pronaf, entre julho e outubro, há um projeto-piloto com recursos de R$ 50 milhões do PSR de estímulo a contratação do seguro agrícola de soja e milho verão (subvenção de 55% do prêmio) e para banana, maçã e uva (subvenção de 60% do prêmio).

Para produtores das regiões Norte e Nordeste de grãos, o PSR destinará R$ 50 milhões exclusivos para essas regiões nos meses de setembro e outubro. 

Para mais informações sobre o PSR, faça o download do aplicativo. Basta acessar para Android e para IOS 

Informações à Imprensa
[email protected]

 

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SOJA/CEPEA: Preços continuam em patamares recordes nominais da série do Cepea

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Cepea, 03/08/20 – As cotações de óleo e farelo de soja e do grão seguem em patamares recordes nominais em muitas regiões do Brasil, de acordo com dados do Cepea. A demanda doméstica pelos derivados continua aquecida. Para o óleo, segundo pesquisadores, a procura vem especialmente para produção de biodiesel, o que tem feito com que o setor alimentício já mostre dificuldades na aquisição do derivado. Processadoras têm intensificado as aquisições de soja em grão, uma vez que poucas têm estoques de matéria-prima para processar até o final do ano. De junho para julho, o preço médio do óleo de soja negociado na cidade de São (com 12% de ICMS incluso) subiu expressivos 13%, a R$ 4.292,14/tonelada em julho, o maior valor nominal da série do Cepea, iniciada em julho de 1998. Os valores do farelo de soja são recordes nominais em Campinas (SP), Campo Grande (MS), Chapecó (SC), Ijuí (RS), Itumbiara (GO), Maracajú (MS), Mogiana (SP), Rio Grande do Sul (RS), Norte do Paraná, Oeste Catarinense, Oeste do Paraná, Passo Fundo (RS), Rio Verde (GO) e Santa Rosa (RS). Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br

Fonte: CEPEA

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