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Economia

Série "Cuidando do seu Bolso" dá dicas de educação financeira

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Você sabe a diferença entre endividado e inadimplente? 80% da população brasileira não sabe essa diferença. Endividada é a pessoa que tem contas a vencer. Já inadimplente é aquela que está com contas em atraso.

Saiba mais sobre educação financeira na série Cuidando do seu Bolso, exibida pela TV Brasil.

Endividados x Poupadores

Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor mostra que mais de 65% das famílias brasileiras estão endividadas, 1/4 da população no Brasil tem contas em atraso, e 1 em cada 10 pessoas não terá condição de pagar essas despesas.

Especialistas entrevistados pela TV Brasil sugerem negociar a dívida e refletir sobre o modelo de renegociação para avaliar se é vantajoso. 

Saúde Emocional x Saúde Financeira

Insônia, falta de apetite, baixa autoestima. Esses poderiam ser sintomas de alguma doença. Mas são as dívidas que estão fazendo mal à saúde. A vida financeira e emocional devem estar equilibradas para que você faça as escolhas corretas e deixe de viver no limite.

As dívidas podem causar impactos emocionais. Dados do Instituto Locomotiva mostram que 54,8 milhões de brasileiros têm o sono alterado devido as dívidas; 54,1 milhões de brasileiros têm a autoestima abalada pelo endividamento; 53,5 milhões têm o rendimento profissional comprometido; e 45,3 milhões têm o apetite afetado.

Educadores financeiros dão dicas para cuidar das finanças: não ignore as dívidas, faça uma lista de contas em ordem de importância, priorize as contas obrigatórias e as que possuem juros mais altos, pague as pessoas físicas, e procure ajuda para negociar.

Possui dívidas? O Programa de supendividados do Tribunald e Justiça do Distrito Federal pode ajudar.

Endividamento de Idosos

O principal motivo de dívidas de quem tem 60 anos ou mais vai além dos empréstimos. A inadimplência entre os idosos é a que mais cresce no Brasil. Entre outubro de 2018 e outubro de 2019, 900 mil idosos não cumpriram algum dos seus compromissos financeiros. Ao todo são 9,8 milhões de idosos inadimplentes no país. A relação com a família e a dificuldade em lidar com a queda na renda depois da aposentadoria são alguns dos motivos para o endividamento de idosos.

A economista do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), Marcela Kawauti, diz que empréstimo consignado leva as pessoas ao alto endividamento. ” Quem não se programa para pegar o crédito consignado acaba se enrolando com outras contas”, revela.

Educação financeira para crianças

Você ensina o valor do dinheiro para seus filhos? Ensina quanto as coisas custam? Estimula a poupança? A partir deste ano, o ensino da educação financeira é obrigatória nas escolas de educação infantil e ensino fundamental no Brasil.

Levantamento do Instituto Locomotiva mostra que 88% dos pais são influenciados pelos filhos na hora das compras. 70% dos pais admitem que gastam mais na companhia das crianças.

Educadores financeiros mostram que as crianças podem ser a chave para ensinar sobre consumo consciente e controle financeiro para pais que não sabem lidar com dinheiro.

Como ser educado financeiramente

Se você já consegue evitar dívidas e fazer economias está no caminho certo. Especialistas alertam que é preciso ainda fazer escolhas conscientes, conhecer as consequências e definir objetivos para o presente e o futuro. As dicas sobre como e onde buscar informações sobre finanças está no último episódio da série Cuidando do seu Bolso.

Edição: Liliane Farias

Fonte: EBC Economia
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Economia

Após Brumadinho, Vale fecha 2019 com prejuízo de US$ 1,6 bi

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A Vale divulgou hoje (20) o relatório com seus resultados financeiros do quarto trimestre de 2019. Com esses dados, foram consolidados os resultados do ano passado, no qual a mineradora ficou marcada pela tragédia de Brumadinho (MG). O episódio contribuiu diretamente para que fosse registrado um prejuízo de US$ 1,68 bilhão, aproximadamente R$ 7,4 bilhões. Trata-se de uma queda de 124,5% na comparação com 2018, quando a mineradora teve lucro líquido de US$ 6,86 bilhões.

O desempenho do quarto trimestre reverteu o saldo positivo no ano. A mineradora havia amargado prejuízo no primeiro e no segundo trimestre, mas compensou as perdas no terceiro trimestre ao registrar um lucro de US$ 1,65 bilhão. No entanto, voltou a ter um prejuízo. No quarto trimestre, o resultado negativo foi de US$ 1,56 bilhão.

A Vale reconhece no relatório que o prejuízo de 2019 decorre das provisões e despesas relativas à ruptura da barragem em Brumadinho. Desde a tragédia, ocorrida em 25 de janeiro de 2019 com o vazamento de mais de 10 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração, 259 corpos foram resgatados e 11 pessoas ainda estão desparecidas. A maioria das vítimas eram trabalhadores da própria Vale ou de empresas terceirizadas contratadas por ela.

A mineradora aponta ainda dois fatores que contribuíram para o desempenho. Um deles é o “registro de impairment e contratos onerosos sem efeito caixa, principalmente relacionados aos segmentos de Metais Básicos e Carvão (US$ 4,202 bilhões)”. O outro são provisões associadas à Fundação Renova e à descaracterização da barragem de Germano (US$ 758 milhões).

Buscas em Brumadinho, onde uma barragem da mineradora Vale se rompeuBuscas em Brumadinho, onde uma barragem da mineradora Vale se rompeu
Bombeiros durante buscas por vítimas em Brumadinho, onde uma barragem da mineradora Vale se rompeu – Adriano Machado/Reuters/Direitos reservados

Fundação Renova

A Fundação Renova tem relação com outra tragédia, ocorrida em novembro de 2015, quando se rompeu Mariana (MG) uma barragem da mineradora Samarco, que tem a Vale como uma de suas controladoras, juntamente com a anglo-australiana BHP Billiton. No episódio, 19 pessoas morreram e dezenas de cidades foram impactadas na bacia do Rio Doce. Para reparar todos os danos, um acordo com o poder público definiu as bases para a criação da Fundação Renova, entidade que tem as três mineradoras como mantenedoras.

A última vez que a Vale fechou um ano com prejuízo foi em 2015. As perdas foram de R$ 44,2 bilhões. No entanto, no balanço referente a 2015, a Vale afirmou que o rompimento da barragem em novembro daquele ano não teve efeito no fluxo de caixa do exercício que se encerrou em 31 de dezembro. A mineradora posteriormente reconheceu impactos na produção de 2016. Ainda assim, no ano posterior à tragédia de Mariana, houve lucro de R$ 13,3 bilhões.

Outro dado que consta no relatório é o valor de Ebitda, lucro operacional subtraído dos juros, impostos, depreciação e amortização. A Vale informou que, em 2019, totalizou US$ 18 bilhões de Ebitda pró-forma, que exclui também as provisões e despesas correntes relacionadas à tragédia de Brumadinho. O valor é US$ 1,4 bilhão menor do que em 2018. Somente no quarto trimestre, o Ebitda pró-forma totalizou US$ 4,677 bilhões, ficando US$ 151 milhões abaixo do terceiro trimestre.

Acionistas

O relatório registra a decisão do Conselho de Administração de aprovar a distribuição aos acionistas de R$ 7,2 bilhões, a título de juros sob capital própria (JCP). A data do repasse, porém, não está definida. Após a tragédia de Brumadinho, foi suspensa Política de Remuneração ao Acionista. Dessa forma, somente quando o Conselho de Administração reverter essa decisão é que o valor, equivalente a R$ 1,41 por ação, poderá ser distribuído.

Ainda assim, o anúncio do repasse de JCP realizado em dezembro do ano passado, gerou reações entre os atingidos de Brumadinho. Eles realizaram manifestação e lembraram que o montante era superior ao que a Vale havia investido até então na reparação dos danos.

Em sua primeira página, o relatório financeiro do quarto trimestre de 2019 traz uma mensagem sobre a tragédia escrita pelo presidente da mineradora, Eduardo Bartolomeu. “A Vale permanece firme em seus propósitos: reparar integralmente Brumadinho e garantir a segurança de nossas pessoas e ativos. Temos feito progressos significativos, com um efetivo programa de reparação, com melhorias relevantes em nossa governança e operações, e com um plano de descaracterização para nossas barragens a montante sob implementação acelerada”. A descaracterização de barragens similares as de Mariana e Brumadinho foi determinada por lei após a tragédia de 2019.

O relatório financeiro lista ainda ações de compensação econômica que já foram realizadas. Segundo a Vale, foram indenizadas as famílias de 244 dos 250 trabalhadores mortos na tragédia. Foram 611 acordo, com 1.570 beneficiários, totalizando R$ 1,4 bilhão. Também foram firmados acordos de indenização individual com mais 4.451 vítimas no valor de R$ 679 milhões. Além disso, a mineradora afirma ter desembolsado R$ 1,2 bilhão com a assistência emergencial a 106 mil pessoas que residem em Brumadinho ou em municípios ao longo do Rio Paraopeba, para onde os rejeitos escoaram.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Economia
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Economia

BC cria linha de redesconto para sistema de pagamento instantâneo

Publicado

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou hoje (20) uma resolução que garante o funcionamento 24 horas do Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos que entrará em vigor em novembro. O Banco Central (BC) foi autorizado a conceder linhas de redesconto – linhas em que a autoridade monetária socorre temporariamente instituições financeiras – às instituições que farão parte do programa.

Segundo o Banco Central, a linha de redesconto permite que o Pix, que promete liquidar pagamentos entre bancos diferentes em 10 segundos, funcione fora do horário comercial. Para ter direito ao redesconto, a instituição não precisa participar do Sistema de Transferência de Reservas (STR). Basta aderir ao Pix e estar inscrita no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic).

As instituições financeiras precisam cumprir exigências mínimas de capital próprio e de compulsórios, recursos mantidos no caixa do BC para garantir a segurança do sistema financeiro. Por meio do redesconto, os bancos emprestam, por algumas horas, recursos entre si para garantir o cumprimento das metas até o dia seguinte.

Como o STR, que operacionaliza essas transferências temporárias, fecha às 18h30, bancos com eventuais dificuldades de liquidez não poderiam usar o sistema de pagamentos instantâneos depois do horário. Dessa forma, o Banco Central criou a linha especial de redesconto para ser usada 24 horas por dia.

No caso de uma entidade usar a linha especial de redesconto, o Banco Central liberará imediatamente o dinheiro para a conta inscrita no Pix. A instituição pagará a operação no dia útil seguinte ao fechamento do STR.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Economia
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