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Mato Grosso

SER Mulher atende bairro Pedra 90 com ações de combate à violência doméstica

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A região do Pedra 90, em Cuiabá, recebeu nesta terça-feira (27.08) a primeira ação do programa SER Mulher, sustentado em três grandes pilares: Superação, Esperança e Respeito. Mulheres, crianças e adolescentes participaram de uma extensa programação preparada especialmente para o Agosto Lilás, mês alusivo ao combate à violência domésticas e familiar. 

O evento, realizado na Escola Estadual Malik Didier, foi coordenado pela primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, e organizado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), em parceria com a coordenadora estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça, desembargadora Maria Erotides Kneip.

Ao longo dos seus 72 anos, Dona Neide da Silva já presenciou vários tipos de violações cometidas contra mulheres. Ela mora há mais de 24 anos no Pedra 90, um dos bairros que registram alto incidência de violência doméstica, segundo estatísticas da Secretaria de Estado de Segurança Pública. 

Ela foi uma das dezenas de mulheres que participaram da palestra proferida pela juíza da 1ª Vara Especializada da Violência Doméstica e Familiar de Cuiabá, Ana Graziela Vaz de Campos Alves, que abordou vários aspectos da Lei Maria da Penha e os tipos de violência, além dos mecanismos de denúncia e combate. 

A programação do evento incluiu ainda atividades para as crianças com o “Círculo da Paz”, que é coordenado pela equipe psicossocial do Tribunal de Justiça e trabalha de maneira lúdica com o tema da violência doméstica.

O público feminino também pode conferir serviços oferecidos pelo Senac, Instituto Galvan, Natura, Hinode e Tecnovida. E também houve sorteio de brindes, ofertados por alguns empresários e comerciantes do Pedra 90.

No ônibus lilás foram disponibilizados atendimentos psicossociais e jurídicos. A própria desembargadora Maria Erotides Kneip realizou os atendimentos jurídicos. Os veículos são equipados com salas climatizadas.

A primeira-dama Virginia Mendes ressaltou a importância das ações de conscientização sobre o combate à violência doméstica nos bairros e municípios do interior.

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“Esse contato é essencial, pois hoje aqui pude ouvir alguns relatos e depoimentos que mostram o quanto a violência doméstica desestrutura uma família e o quanto nós, mulheres, precisamos nos unir e somar forças para combater todo tipo de violência. Só assim conseguiremos quebrar o ciclo da violência. Estou muito feliz em estar ao lado da desembargadora Maria Erotides Kneip em mais esta ação em favor das mulheres”, destacou a primeira-dama.

Além das ações itinerantes com os ônibus, a primeira-dama também está empenhada na implantação da primeira delegacia 24 horas de atendimento à violência doméstica e familiar.

“Sabemos que boa parte das agressões ocorrem em horários em que normalmente não há muita opção para a vítima pedir ajuda, como tarde da noite e aos finais de semana. A delegacia 24 horas, que será lançada em setembro, virá para cobrir essa lacuna”, ressaltou Virginia. 

Para a desembargadora Maria Erotides Kneip, o alinhamento entre os poderes traz bons resultados, como a realização desta ação.

“O Executivo deve trabalhar na prevenção e no atendimento as vítimas. O Judiciário deve evitar que as causas aconteçam e levar a justiça quando os casos acontecem. A justiça deve estar próxima do problema, próxima da comunidade. Quando uma mulher sofre uma agressão todas nós morremos um pouquinho e devemos nos unir para enfrentar este problema”, pontuou.  

A secretária de Trabalho, Assistência Social e Cidadania, Rosamaria Carvalho, reforçou que as ações do SER Mulher serão sempre alinhadas nos pilares da Superação, da Esperança e do Respeito.

“A intenção é despertar na mulher a força para superar os obstáculos e ter de volta a dignidade, respeito e igualdade perante todos. Também será trabalho, por meio do SER Mulher, ações de qualificação profissional e outras iniciativas de empoderamento feminino”, informou.

A secretária de Educação, Marioneide Kliemaschewsk, lembrou que além das mulheres que foram vítimas, é preciso um olhar atento para as crianças que convivem com a situação.

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“A importância da conscientização e da informação deve acontecer desde a educação infantil. A valorização da mulher na sociedade é algo que precisa ser trabalhado desde cedo e só por meio de ações como esta é que conseguiremos transformar esta triste realidade e quebrar o ciclo da violência”. 

A desembargadora aposentada Shelma Lombardi de Kato, que foi a primeira mulher a ocupar o cargo de juíza no Brasil e pioneira na defesa dos direitos da mulher, dos direitos humanos e dos mais vulneráveis, disse da necessidade de se quebrar a cultura da violência e construir a do amor e do respeito. “É algo complexo, mas não é impossível”, destacou durante o evento.

De acordo com a empresária Margareth Buzetti, também pioneira, pois é a primeira mulher a assumir a presidência da Associação das Empresas do Distrito Industrial de Cuiabá, a defesa e garantia dos direitos das mulheres é uma ação conjunta, de responsabilidade de toda a sociedade.

“Precisamos exigir de todos, da família, dos maridos, dos companheiros, nas relações de trabalho essa igualdade. Temos diferenças biológicas com os homens, mas somos iguais nos direitos e nos deveres”. 

Estiveram também no evento a ex-deputada federal Teté Bezerra, a coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem) de Cuiabá, Rosana Leite, a secretária adjunta de Direitos Humanos da Setasc, Salete Morockoski, a secretária adjunta de Cidadania, Rosi Porcionato e outras lideranças femininas no bairro.

Números

Conforme levantamento da Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal (CEAC) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), no período de janeiro a junho deste ano, somam 44 homicídios dolosos registrados contra vítimas femininas em Mato Grosso.

Desses, 21 deles foram identificados como feminicídios. As ocorrências de feminicídios correspondem a 48% das mortes registradas de vítimas femininas no estado. Os dados são compilados com base no Sistema de Registro de Ocorrências Policiais (SROP) e informações fornecidas por unidades da Polícia Judiciária Civil (PJC-MT).

Fonte: GOV MT
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Mais de 2 mil policiais militares concluem capacitação em Liderança e Inteligência Emocional

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Desde o ano passado, mais de 2 mil policiais militares mato-grossenses passaram pelo treinamento ‘Life Coaching – Liderança e Inteligência Emocional’, que tem como principal objetivo aprimorar a capacidade dos policiais de exercerem a liderança e se desenvolverem no trabalho, em família e no convívio social.

Na última sexta-feira (18.10), em Cuiabá, foi realizada a apresentação dos resultados dos cursos realizados. Com formação de coaching em Inteligência Emocional pelo Instituto Destiny e IBC – Instituto Brasileiro de Coaching e longa experiência na área, a oficial PM Rosalina Pinho, responsável pelo curso, fez um balanço desse trabalho em um encontro com o comandante-geral, coronel Jonildo José de Assis, comandantes-adjuntos, comandantes de unidades e outros militares. 

Ela explicou que essa capacitação teve como proposta trabalhar a questão do estresse, da pressão decorrente da atuação policial. “Conseguimos atingir o objetivo, capacitamos mais de 2 mil militares de forma inédita, com instrutores da própria instituição” observou Rosalina.

O comandante geral da Polícia Militar, coronel Jonildo José de Assis, agradeceu Rosalina Pinho pela disposição em ofertar o curso, aos oficiais presentes no encontro e aos comandantes regionais por reconhecerem a importância das diversas formas de conhecimento e da busca contínua pela melhoria do policial enquanto profissional e cidadão que integra a sociedade.

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Assis disse que o objetivo é dar continuidade ao projeto até que todos os 7.500 policiais tenham freqüentado o curso.

(Com supervisão da jornalista Alecy Alves)

Fonte: GOV MT
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Cadeia de Nova Mutum ampliará trabalho extramuros para 28 reeducandos

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A Cadeia Pública de Nova Mutum (242 km ao Norte de Cuiabá) ampliará o número de reeducandos em trabalhos fora da unidade. Atualmente, 12 exercem atividades extramuros e são remunerados. A expectativa é que este número suba para 40, com a renovação do contrato entre a Fundação Nova Chance e a Cooperativa Mutuense de Trabalho (Coomuserv). O interesse de praticamente triplicar as vagas foi manifestada pela cooperativa, em função do bom desempenho dos recuperandos ao longo dos anos.

A cooperativa presta serviços de limpeza e conservação de bens imóveis. O contrato foi firmado em 2014 e, desde então, tem sido renovado, ampliando as oportunidades às pessoas privadas de liberdade. “Como está no prazo de renovação, manifestamos a vontade de ter mais trabalhadores, pois são muito dedicados. Alguns que ganharam liberdade continuam trabalhando conosco, outros abriram o próprio negócio com o dinheiro que ficou guardado neste período”, ressaltou o diretor da Coomuserv, Antônio Marcos Bernardes.

Ele frisou ainda que entre todos os reeducandos que passaram pela cooperativa, nenhum reincidiu no sistema penitenciário e não houve fugas ou intercorrência durante as atividades de trabalho. “Existe uma triagem antes feita pela unidade, com acompanhamento psicossocial, mas também conversamos com eles antes de iniciarem o trabalho e os preparamos, sempre com muito respeito. Eles são tratados como cooperados, trabalham em condições iguais aos demais e têm o convívio social valorizado”, avaliou.

A Cadeia Pública de Nova Mutum também recebeu a visita do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do Sistema Penitenciário, na sexta-feira (18.10). Foi realizada ainda uma audiência pública no Fórum da Comarca da cidade, com o objetivo de discutir questões relacionadas à estrutura e oferta de trabalho extramuros aos reeducandos.

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O supervisor do GMF, desembargador Orlando Perri, fez uma avaliação deste ciclo de visitas na região Norte do estado. “Todas as unidades precisam rever as condições estruturais, especialmente as de Alta Floresta e Peixoto de Azevedo. Além das questões de capacidade das celas, de capacitação para o trabalho e também ao estudo, precisamos pensar no atendimento à saúde da população carcerária. O risco de contaminação de doenças não se restringe aos reeducandos, mas também atinge os agentes penitenciários e a sociedade de uma forma geral”.

A unidade possui hoje 116 reeducandos, sendo 58 condenados e 58 provisórios. De acordo com o secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, o caminho é a ressocialização. “A proposta de trabalho move os aspectos econômico e social de uma cidade e impacta positivamente também na melhoria da segurança pública, pois desafoga a parte repressiva. Com oportunidade de emprego àqueles que realmente querem, não há reincidência no crime”.

Ele também agradeceu o apoio da Prefeitura, das empresas, a sociedade, os Conselhos locais e todos que são parceiros da iniciativa. Um exemplo é o Conselho da Comunidade, formado por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Defensoria Pública, classe empresarial, outras instituições e da população.

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O presidente, Wallison Kenedi de Lima, citou que foram ofertados aos recuperandos cursos de alvenaria, pintura, elétrica, entre outros, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). “Tivemos em média participação de 16 pessoas em cada um deles e não houve qualquer intercorrência. Com isso, 12 deles já atuaram na pintura de prédios como o Batalhão de Corpo de Bombeiros e de uma escola estadual, ou seja, estão contribuindo e aplicando o que aprenderam”.

Sala de aula

No total, 20 recuperandos da unidade exercem atividades laborais, dos quais oito são intramuros. Também é realizado projeto de marcenaria e 13 frequentam as aulas na sala da Escola Estadual Nova Chance. Durante a visita do Grupo de Monitoramento e Fiscalização, J.M.F. estava concentrado, lendo, na sala de aula. Aos 55 anos, concluiu o Ensino Fundamental dentro da Cadeia Pública, e também atua em serviços intramuros.

Ele afirmou que pretende continuar estudando e que tem o sonho de se tornar um advogado. “Sempre tive vontade de estudar, mas nunca tive oportunidade, porque meus pais moravam na roça e a escola ficava muito longe. É muito bom ter conhecimento e ajuda a ter mais desenvoltura também, além do tempo passar mais rápido. Sei que é difícil, mas estou me esforçando muito, procuro sempre ler e quero fazer faculdade quando sair”, disse, confiante.

Fonte: GOV MT
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