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Senador volta a cobrar criação do Banco de Desenvolvimento do Centro-Oeste

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Wellington Fagundes relatou projeto apresentado em 2007 e reclama que, até hoje, “discussões não avançaram”

O vice-presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Municipalismo, senador Wellington Fagundes (PL-MT), voltou a cobrar, durante audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Regional do Senado, nesta quarta-feira (28), a criação de um banco regional para o desenvolvimento do Centro-Oeste. O assunto se arrasta por 12 anos, tendo sido iniciado em um projeto de lei (PL 1013) relatado pelo próprio senador, à época deputado federal.

Naquele ano, Wellington descreveu em seu relatório que a iniciativa tinha “o louvável objetivo de buscar a expansão econômica da parte central do País”, já que a Constituição Federal estipula que, do produto da arrecadação dos impostos sobre renda e proventos de qualquer natureza e sobre produtos industrializados, três por cento serão destinados para aplicação em programas de financiamento ao setor produtivo das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, por meio de suas instituições financeiras de caráter regional – instituições estas que ainda não existem.

A reivindicação do senador mato-grossense foi externada durante debate sobre as ações da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) para os próximos dois anos, com a presença do superintendente da Sudeco, Nelson Vieira Fraga Filho.

Ao justificar seu posicionamento, Wellington afirmou enxergar que o papel do Banco do Brasil, enquanto instituição de fomento regional, ainda é incipiente, já que possui vocação comercial de economia mista. Segundo ele, existe a grande preocupação do banco de emprestar com garantia. “Eu sempre tenho dito que no Brasil, principalmente por sua vocação desenvolvimentista, nós temos que valorizar o talento mais do que às garantias. Porque às vezes quem está começando um negócio, se for bem apoiado, pode desenvolver algo que represente melhora na economia de uma região, ou mesmo do país, principalmente com a revolução tecnológica que estamos tendo”, exemplificou;

Wellington relembrou o importante papel desempenhado pela Sudeco no desenvolvimento de Mato Grosso, ao afirmar que, se o Estado é grande produtor de commodities agrícolas hoje, foi graças à Sudeco que “abriu Mato Grosso para o resto do país e do mundo.

No ano passado, o senador sugeriu que o Banco de Brasília (BRB) fosse transformado em um banco de desenvolvimento regional. “Eu penso que essa é uma boa alternativa, porque o BB não vai deixar de ser um banco comercial, mesmo sendo um grande banco de fomento à agropecuária brasileira”, ponderou.

Durante seu discurso, o senador questionou ainda a posição de governadores quanto aos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), afirmando que os gestores querem que esses valores vão para o caixa de seus Estados. “Pessoalmente, entendo que isso é muito ruim, porque se os recursos vão para os governos, daqui a pouco as prefeituras querem também. Eu penso que os valores previstos no FCO existem para o desenvolvimento empresarial, seja grande médio ou pequeno”, finalizou o parlamentar.

 

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Emanuel determina corte de gastos em Secretárias para garantir equilíbrio financeiro do município

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Meta é que os cortes sejam de ao menos 20% em cada Pasta

O prefeito Emanuel Pinheiro determinou às secretarias da gestão municipal a implantação de medidas que resultem em uma redução mínima de 20% nas despesas. O procedimento tem como base o decreto nº 7.900, assinado em maio, que estabelece a adoção de providências administrativas voltadas para a otimização dos recursos, com o objetivo de garantir o equilíbrio financeiro do Município.

Para auxiliar os órgãos municipais no cumprimento da meta, o Comitê de Ajuste Fiscal (COTAF), elaborou um Plano de Trabalho, que foi compartilhados com todos os secretários nesta sexta-feira (10). Com o documento em mãos, os titulares de cada Pastas têm até a próxima quinta-feira (16) para fazer a avaliação e, de imediato, iniciar a implementação das ações de contenção.

“Desenvolvemos uma gestão realizadora e com um programa de governo muito amplo, pelo qual impomos um ritmo extremamente intenso. Cada secretário fez a sua parte e conseguimos resultados internos e externos. Paralelo a isso, sempre buscamos a economicidade e a transparência nos atos administrativos, abastecendo a Controladoria Geral do Município de dados e fortalecendo a harmonia com os órgãos de controle”, comenta Pinheiro.

O plano montado pelo COTAF tem como base a repactuação de todas as despesas de caráter continuado com contrato em vigência. Encaixam-se dentro desse critério, por exemplo, os contratos de prestação de serviços, entrega de bens ou serviços, manutenção e conservação de bens, manutenção de sistemas informatizados e outros não essenciais ao momento de situação de emergência decretada.

Além da repactuação, também está suspensa a realização de novas despesas de caráter ordinárias, não contratadas, não continuadas e não definidas como essenciais para o enfrentamento da Covid-19. O chefe do Executivo determinou ainda que seja vedada a efetivação de aditivos de contratos, referente gastos não enquadrados como emergenciais, que resultem na ampliação dos serviços ou majoração dos valores inicialmente contratados.

“Agora, estamos nos últimos seis meses de governo e o ritmo intenso tem que, obrigatoriamente, ser reduzido. Se fosse possível, sou a pessoa que mais gostaria de continuar a lançar mais obras. Mas, neste momento, é importante cumprirmos com as metas e prioridades estabelecidas. Nosso compromisso é concluir aquilo que já foi iniciado”, finaliza o gestor.

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Deputados votam emendas da PEC da Previdência em sessão extraordinária nesta segunda-feira

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Ao todo, deverão ser votadas 70 emendas

O deputado Eduardo Botelho (DEM), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em ato de redesignação de sessão, na sexta-feira (10), cancelou a sessão extraordinária que seria realizada na segunda-feira (13), e determinou que as matérias serão inseridas na ordem do dia da sessão ordinária do dia 15, quarta-feira, às 9 horas. No Parlamento, as expectativas estão por conta da votação da PEC da Reforma da Previdência do funcionalismo público estadual, que recebeu mais 70 emendas de autoria dos deputados estaduais e de lideranças partidárias.

Aprovada em plenário pelos deputados em primeira votação, no decorrer da semana, com 17 votos favoráveis e seis contrários, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 06/2020 ainda pode receber emendas antes de ser apreciada em segunda votação pela Casa de Leis. Os deputados podem pedir vista da PEC, tanto em plenário quanto na comissão especial criada para analisar e dar parecer à proposta, e na Comissão de Constituição, Justiça e Redação. As 70 emendas que estão sendo analisadas serão votadas pela comissão especial na próxima segunda (13).

Em discussões na 1ª fase, a PEC recebeu 36 emendas, mas apenas três foram aprovadas tanto na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) quanto em plenário. Além disso, os deputados votaram em destaque duas emendas, 10 e 13, mas elas foram rejeitadas em plenário. Outras duas emendas, 9 e 24, foram descartadas pelo fato de já estarem inseridas na PEC.

Na prática, o projeto garante que os servidores de Mato Grosso passem a ter como regras de idade e tempo de serviço para aposentadoria, as normas que já estão vigentes para a maioria dos servidores públicos do país, por meio da Emenda Constitucional 103/2019.

Entre as principais mudanças propostas, estão o aumento da idade mínima de aposentadoria de 55 anos para 62 para mulheres, e de 60 para 65 anos para homens. As carreiras da área de segurança e dos professores também ganham regras próprias, se aposentando mais cedo do que as carreiras do regime geral. A aposentadoria compulsória permanece aos 75 anos para todos os servidores.

Para o deputado Wilson Santos (PSDB), a necessidade de uma reforma da previdência é antiga, e é necessário que as lideranças não defendam segmentos isolados, e sim o que é melhor para Mato Grosso. “O governador está certo, fez a reforma administrativa, enfrentou o agronegócio, aumentou a arrecadação do Fethab, tem mais dinheiro no caixa, e agora, a reforma da previdência para diminuir o déficit”, afirma.

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