conecte-se conosco


Política MT

Senador sugere parceria contra obras inacabadas e pede solução para o VLT entre Várzea Grande e Cuiabá

Publicado

Wellington Fagundes ainda citou as obras do Hospital Regional e Contorno Norte de Cuiabá, que estão com recursos parados na conta do Governo

Vice-presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, o senador Wellington Fagundes (PL) voltou a colocar em debate a possibilidade de o Programa de Parceria de Investimentos, o PPI, criar mecanismos para “enfrentar os milhares de obras inacabadas” existentes no Brasil. Fagundes é o relator da Medida Provisória 882/2019, que altera o funcionamento do PPI, e expande o papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Atualmente, são mais de 14 mil empreendimentos paralisados, que exigem algo como R$ 260 bilhões em investimentos. “Há muito tempo eu venho dizendo que uma obra inacabada não serve para nada, porque ela só causa prejuízo, o dinheiro público é desperdiçado na sua aplicação”, disse o senador mato-grossense, que reforçou a questão nesta quarta-feira, (17), durante pronunciamento em plenário.

Desse estoque de obras paralisadas, Fagundes citou a situação do Veículo Leve sobre Trilhos, o VLT, que liga o Aeroporto de Várzea Grande, cidade da região metropolitana de Cuiabá, à Capital do Estado. “É uma obra que foi mal começada e redunda hoje numa obra paralisada, com máquinas modernas compradas, todas ao relento, com a suscetibilidade de danos, de avarias muito grandes e, claro, também tecnologicamente sendo superadas”, frisou, ao destacar o encaminhamento de discussões visando uma solução para a obra.

Leia Também:  ALMT retoma CPI da renúncia e sonegação fiscal e deve convocar delator da Ararath para prestar depoimento

Presidente da Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura, que congrega 200 deputados federais e 27 senadores, Wellington disse que está trabalhando no aperfeiçoamento da Medida Provisória para permitir que o Governo tenha condições de fazer projetos bem-estruturados, que levem em consideração o custo.  Ele ressaltou que, ao contrário do senso comum, nem sempre o menor preço em uma obra é o melhor caminho.

“O importante é que haja uma qualificação técnica, para que a gente tenha projetos realmente bem-feitos e, aí, é claro, obras com eficiência e até com economia, porque, se o projeto foi bem feito, com certeza a obra também será uma obra com melhores condições de durabilidade, de planejamento e tudo o mais”, ele observou.

Além do VLT, Fagundes citou as obras do Hospital Universitário. Ele explicou que os 100% dos recursos foram repassados por parte do Ministério da Educação. Há seis anos o dinheiro encontra-se parado na conta do Governo do Estado.  Da mesma forma, relatou a situação do Contorno Norte de Cuiabá. São, segundo ele, R$ 110 milhões parados no caixa do Estado.

Leia Também:  CPI convoca secretários e cobra investigação de empresa suspeita de pagar propina em troca de isenção fiscal

“Então, é um prejuízo muito grande e a população sofrendo. É a falta do hospital, é a falta da mobilidade urbana e as obras inacabadas na área da saúde, da educação, creches, enfim, UPAs, tantas obras. E a gente fica aqui, às vezes, a indagar: o que temos que fazer? A prioridade, sem dúvida nenhuma, é concluir as obras” – acrescentou.

Pequenos Projetos

Na primeira audiência pública da comissão, com representantes do governo, o senador opinou que o Programa de Parceria de Investimentos (PPI) precisa “olhar mais para o Brasil do interior e se envolver diretamente em relevantes questões de ordem social”.  Fagundes ressaltou que ainda existe um grande distanciamento do PPI e também do próprio BNDES à realidade nacional.

“O PPI está quase sempre voltado só para grandes projetos. Mas às vezes um pequeno projeto é importante para uma determinada região. Queremos usar essa MP para olhar para o Brasil do interior” – acrescentou.

No próximo dia 9, Fagundes deverá apresentar o relatório final sobre a MP, após a realização de três audiências públicas que reuniram todos os setores envolvidos na proposta do Governo. Até lá, o senador afirmou que espera receber contribuições da sociedade civil, por meio do Portal e-Cidadania do Senado, que possam ajudar a aperfeiçoar a proposta.

publicidade
Clique para comentar

Deixe um comentário

Please Login to comment
avatar
  Subscribe  
Notify of

Política MT

Eleição suplementar para o Senado deve ter custos em torno de R$ 9 milhões e acontecerá entre março e junho

Publicado

De acordo com o presidente do TRE-MT, a escolha do novo senador e suplentes deve ocorrer em 8 de março, 26 de abril, 10 de maio ou 21 de junho [F-Ednílson Aguiar/O Livre]

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE), desembargador Gilberto Giraldelli, afirmou que a eleição suplementar para escolha do novo senador, após a cassação de Selma Arruda (Podemos) na noite de terça-feira (10) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve custar em torno de R$ 9 milhões e deve ocorrer nas seguintes datas: 8 de março, 26 de abril, 10 de maio ou 21 de junho.

A definição, porém, só ocorrerá após a publicação do acórdão pelo Tribunal Superior Eleitoral. Enquanto isso, Selma continua no cargo. “Após esta publicação, haverá uma reunião para deliberar uma data das novas eleições”, destacou o magistrado. “A determinação é que se faça em 90 dias e para se realizar em outubro, estaríamos descumprindo a decisão. Do ponto de vista político ficaria o seguinte: todos Estados tem 3 senadores e ficaria muito tempo com a força política do Estado reduzida a 2 senadores”, completou.

Leia Também:  ALMT retoma CPI da renúncia e sonegação fiscal e deve convocar delator da Ararath para prestar depoimento

Giraldelli comentou ainda que a eleição suplementar deverá custar entre R$ 8 milhões e R$ 9 milhões, com a possibilidade desses valores serem custeados por Selma e seus suplentes.

Selma Arruda foi cassada em sessão do TSE por 6 votos a 1. Ela foi condenada por caixa 2 e abuso de poder econômico nas eleições de 2018. Entre as irregularidades apontadas, o TRE destacou que a senadora eleita teria antecipado a corrida eleitoral ao realizar nítidas despesas de campanha, como a contratação de empresas de pesquisa e de marketing – para a produção de vídeo, de diversos jingles de rádio e de fotos da candidata, entre outras peças – em período de pré-campanha eleitoral, o que a legislação proíbe.

Continue lendo

Política MT

João Batista pede apoio de servidores contra proposta previdenciária

Publicado

Foto: Marcos Lopes

Sobre o aumento de 11% para 14% na alíquota de contribuição de servidores públicos, aprovado pelo Conselho de Previdência de Mato Grosso, presidido pelo governador Mauro Mendes (DEM), o deputado estadual João Batista (Pros), em suas redes sociais, conclamou todos os servidores públicos para que: “estejam juntos na luta em defesa da manutenção dos direitos dos trabalhadores”.

O deputado alertou que a alteração afetará os poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, além do Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Pública.

“Estamos trabalhando aqui na ALMT juntamente com os demais parlamentares, na tentativa de amenizar os prejuízos que a minuta causará na previdência estadual. Precisamos do apoio e engajamento dos servidores de todas as categorias, que estejam juntos conosco nesta luta, não aceitaremos nenhum direito a menos”, destacou João Batista.

De acordo com o parlamentar, que também é presidente da CPI da Previdência, a previsão é que o texto seja enviado ainda nesta semana, para a Assembleia Legislativa. “Acho desnecessário o governo encaminhar essa proposta agora. Não precisava trazer esse estresse para o servidor no fim de ano, ele já está com o salário pago atrasado, sem a recomposição e mais essa dor de cabeça neste momento delicado”, defende o parlamentar.

Leia Também:  Empresas, ex-secretários e ex-gestores do MT Saúde terão que devolver R$ 14 milhões

João Batista ainda julga como “muito radical” a reforma da previdência estadual que o governo apresentou. “A questão da idade para aposentar, tempo de contribuição. São vários pontos em que devemos mexer, mas primeiro estamos trabalhando junto com o funcionalismo para a gente poder dizer em que parte a gente vai intervir”, adianta.

“O Fórum Sindical tem feito reuniões periódicas e está fazendo um estudo para apresentar sugestões e flexibilizar essa proposta do governo. Nós vamos ouvir o servidor para ver o que o contempla para fazermos nossas proposições”, completa João Batista. 

Fonte: ALMT
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana