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Senador cobra de Moro ações contra o tráfico de drogas na fronteira de MT

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O senador Wellington Fagundes (PR) cobrou do ministro da Justiça, Sérgio Moro, ações efetivas no combate ao tráfico de drogas na fronteira de Mato Grosso com a Bolívia. Segundo ele, a atual situação da região tem gerado enormes problemas de falta de segurança e aumento da criminalidade no Estado. O encontro dos dois aconteceu durante almoço no Senado, promovido pelo Bloco Parlamentar Vanguarda, formado por senadores do Democratas, PSC e PL, e liderado por Fagundes.

O mato-grossense lembrou que, atualmente, a Polícia Federal praticamente já não atua com ações de combate ao narcotráfico, e que a maior parte do trabalho de vigilância e repressão tem se restringido à Polícia Rodoviária Federal e, no Estado, à Polícia Militar através do Grupo Especial de Fronteira, o Gefron. Ele defendeu maior integração entre as forças policiais e maior participação também das Forças Armadas.

“Na Copa do Mundo no Brasil, Cuiabá foi uma das sedes. Houve um trabalho grande de inteligência e vigilância com a integração das polícias e até o Exército. O resultado foi que não houve qualquer incidente. Esse é um exemplo, um modelo que precisa ser seguido” – exemplificou Fagundes.

Na conversa, Moro disse que o Ministério está desenvolvendo projetos com essa finalidade, inclusive com um programa piloto em Foz do Iguaçu, no Paraná. Segundo o ministro, a ideia é integrar forças de segurança e inteligência, como a Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e agências de inteligência federais, para combater o crime organizado e o terrorismo na fronteira, a partir dessa experiência na ‘tríplice fronteira’.

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Ministro e senadores também trataram da questão do Sistema Penitenciário, que se encontra sucateado e oferecendo graves riscos de segurança, tanto para servidores, como à própria população carcerária. Os problemas vão da insalubridade à superlotação.  Moro reclamou da questão orçamentária disponível ao Ministério da Justiça para resolver a questão.

Além de Fagundes, participaram do almoço os senadores Jayme Campos (DEM-MT), Marcos Rogério (DEM-RO), Zequinha Marinho (PSC-PA) e Jorginho Melo (PL-SC). Também esteve no almoço a senadora Selma Arruda (PSL-MT). O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do Democratas, também participou do encontro.

Em quase duas horas, Moro também foi questionado pelos senadores sobre o retorno da Fundação Nacional do Índio (Funai) ao Ministério da Justiça e a manutenção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) no Ministério da Economia.  Da mesma forma, ouviu queixas da falta de diálogo do Governo com o Congresso Nacional.

INVASÃO DE TELEFONES – Sérgio Moro também se defendeu do conteúdo das mensagens trocadas com integrantes do Ministério Público Federal, principalmente com o chefe dos procuradores Deltan Dallagnol, na época em que foi juiz da Operação Lava-Jato. Ele colocou sob suspeita o teor das informações divulgadas pelo site “Intercept Brasil”, e chegou a mencionar a possibilidade de hackers terem invadido os chats de conversa e se passado por ele.

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“Intercept” noticiou que o ex-magistrado teria orientado a ação do Ministério Público e cobrado novas fases da operação. O site informa que analisa a divulgação de outros trechos que poderiam comprometer a lisura da operação que levou à prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Tenho que ter fatos concretos e vou analisar de acordo com fatos concretos. Tudo que está sendo colocado está sob dúvida, inclusive pelo próprio ministro Sérgio Moro. Não podemos ter precipitação. Isso pode ser prejudicial ao país.  Neste momento, mais do que nunca, precisamos de diálogo e moderação, até mesmo visando sobrepor esse momento de tensão que hoje está prejudicando o país” – disse o senador, ao se posicionar sobre o caso.

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Irritado com vetos do Paiaguas, deputado rompe com Governo e dispara: “não sou mais pau mandado de Mauro Mendes”

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Deputado estadual, Silvio Fávero (PSL): “aqui nesta Casa, ou nós fazemos o que o governo quer ou ele corta tudo”

Após trégua de quase 10 meses, Legislativo dá sinais de que “lua de mel” com o Governo acabou

O deputado estadual Silvio Fávero (PSL), fez um duro discurso contra o governador Mauro Mendes (DEM), em plenário, durante sessão legislativa na noite desta terça-feira (17). O parlamentar do partido do presidente Jair Bolsonaro deixou a base de Mendes no Parlamento e afirmou que de agora em diante, “o governo terá uma pedra no sapato na Assembleia Legislativa”.

“Aqui nesta Casa, ou nós fazemos o que o governo quer ou ele corta tudo. Quero deixar registrado que a partir de hoje faço parte do bloco independente, não voto nada que for contra os interesses da população, não voto mais com o governo. O que for a favor do estado, pode contar comigo, o que for contra, pode ter certeza, o senhor terá uma pedra no sapato a partir de hoje na Assembleia”, declarou o parlamentar.

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Silvio Fávero fez questão de pedir, ainda, para que o líder de governo no Parlamento, o deputado Dilmar Dal´Bosco, leve sua posição ao governador e ao chefe da Casa Civil, secretário Mauro Carvalho. “A partir de hoje, que fica aqui registrado, gostaria que o líder levasse para ele, que meu voto a partir de agora será independente”, disse.

Conforme o parlamentar, “isso aqui, para mim, está parecendo um teatro. Ninguém agüenta mais. Meus votos eu devo à população. Tive voto em 32 municípios. Daqui pra frente, fica registrado nos anais da Casa, vou votar conforme minhas convicções. Ninguém aqui é mais pau mandado não. Teve renovação de 60% nesta Casa de Leis. Não adianta fazer projetos nesta casa de leis. Eles cortam tudo. Agora, que contrate advogados, porque a coisa vai ser diferente a partir de hoje. Respeito vossa excelência, mas o senhor tem que respeitar essa casa de leis”, completou.

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Deputada é homenageada pela relevante atuação na luta e inclusão das pessoas com deficiências

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Foto: Marcos Lopes

A vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputara estadual Janaina Riva (MDB), recebeu na manhã dessa terça-feira (17) o prêmio Maria Auxiliadora – Dodora, criado pelo Conselho Estadual de Defesa do Direito da Pessoa com Deficiência (Conede), com o objetivo de homenagear pessoas de relevância na luta e inclusão das pessoas com deficiência. A solenidade aconteceu no Palácio Paiaguás, durante a abertura da V Semana Estadual das Pessoas com Deficiência.

“Pra mim é uma honra e um reconhecimento essa homenagem. Tenho leis que tratam do tema como a do passe livre no transporte intermunicipal para pessoas com deficiência e a que garante um tratamento diferenciado para essas pessoas nos programas habitacionais de Mato Grosso. O fato é que só fazer leis não é o suficiente, elas precisam ser regulamentadas e vigorar. Acredito que nessa semana em que a temática da acessibilidade vem à tona, devemos ser bastante cobrados”, disse a parlamentar durante a abertura do evento.

Janaina lembra que passou a gestão do ex-governador Pedro Taques inteira batalhando, sem sucesso, pela regulamentação da Lei 10431/2106 – que prevê passe livre no transporte intermunicipal para as pessoas com deficiência.

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“Finalmente quando consegui que governador Mauro Mendes regulamentasse a minha lei do passe livre este ano, a Federação das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros do Estado ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade e conseguiu liminarmente a suspenção dela até o julgamento do mérito. Um retrocesso. Uma pessoa com deficiência raramente anda sozinha, tendo que se preocupar com 2 passagens e o passe livre já ajudaria muito nesse quesito. Sempre digo que existem boas leis, só precisamos que elas realmente funcionem”, finalizou.

Fonte: ALMT
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