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Senador acusa Governo Federal de prejudicar Mato Grosso e cobra transferência de R$ 1 bilhão do FEX

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No ano passado, o Governo não efetuou as transferências do FEX

Ao defender em plenário “prioridade absoluta” para aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 110/2019, que altera o Sistema Tributário Nacional, o senador Wellington Fagundes (PL) voltou a cobrar da União o pagamento da compensação financeira aos Estados e municípios que praticam esforço de exportação. A dívida do Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações (FEX)  com Mato Grosso, ao final deste ano, deverá chegar a quase R$ 1 bilhão.

Fagundes voltou a defender que o fundo de compensação seja impositivo, ou seja, obrigação do Governo, ao final do exercício financeiro, efetuar a transferência devida aos estados e municípios. No ano passado, o Governo não efetuou as transferências. “E já estamos aqui no meio do ano e ainda com a expectativa se o Governo pagará este ano ou não”, lamentou.

Líder do Bloco Parlamentar formado por senadores do Democratas, PL e PSS, Wellington defende uma “reforma tributária justa para o consumidor”, e “responsabilidade para cada ente”. Ele foi taxativo: “Não pode o Governo Federal ser o grande agiota da Nação”. Ele ressaltou que quando o Governo Federal cria os grandes programas, “cabe ao prefeito, aos vereadores, aos Municípios atenderem aos cidadãos”, disse, ao defender a descentralização dos recursos.

Em seu pronunciamento Wellington ressaltou que Mato Grosso é um dos mais sacrificados com a falta de transferência dos recursos previstos na Lei Kandir, já que é o Estado que mais exporta produtos primários e semielaborados, cuja alíquota de impostos é ‘zerada’ pela Lei Kandir. Relator da Comissão Especial Mista do Congresso Nacional, Fagundes lembrou que a regulamentação das transferências da União, previstas nessa lei, com a obrigação de efetuar tais pagamentos, encontra-se pronta para ser votada na Câmara dos Deputados.

“Queremos exportar, ajudar o país, mas não podemos permitir que o Estado fique sem essa compensação porque o maior prejudicado é o cidadão, que vive nos municípios, sem condições de ter os serviços adequados e que lhes são de pleno direito” – frisou o senador.

Nesta terça-feira (16), após a posse do senador Siqueira Campos (DEM-TO) no Senado, Wellington voltou a tratar a Reforma Tributária como “tão ou mais importante” que a Reforma da Previdência, em tramitação na Câmara dos Deputados.  Em entrevista à TV Senado, reafirmou a necessidade de o país caminhar pela simplificação dos tributos. Ele lembrou que atualmente o cidadão paga 63 impostos e destacou que o trabalhador quando recebe o salário, já tem grande parte corroída pelos impostos.

Fagundes também voltou a criticar a burocracia, fato que, em sua opinião, “toma toda a energia de quem quer trabalhar”. Para ele, o sistema tributário vigente atravanca o crescimento do país e por isso, “alterá-lo é imprescindível”. Para ele, a alta carga tributária incidente sobre as atividades econômicas e o excesso de burocracia inibem a competitividade e impedem o investimento do setor privado.

 

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Segunda audiência pública para discussão da LDO 2021 será realizada nesta terça (14)

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Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT

A Assembleia Legislativa realiza na próxima terça-feira (14), às 10h, a segunda audiência pública remota para discutir o Proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) nº 503/2020. O titular da Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso, Rogério Gallo, apresentará metas, renúncias e riscos fiscais, além de fazer um panorama das despesas e receitas de 2021. 

A população pode participar da discussão à distância. As inscrições serão aceitas por ordem cronológica, sendo permitido o ingresso simultâneo de até 20 participantes. Os interessados devem encaminhar com antecedência de três dias o nome da instituição que representa, o nome completo, o e-mail e o contato telefônico para o e-mail: [email protected].

No horário do início da audiência, os parlamentares e os demais inscritos devem ingressar na plataforma de videoconferência. Os inscritos que participaram da primeira audiência, na última terça (7), não poderão estar no novo encontro, como forma de garantir a diversidade de participação popular nas discussões. 

O cidadão mato-grossense conta ainda com um canal para a sugestão de emendas ao texto da PEC, que define as prioridades e diretrizes para elaboração do orçamento do próximo ano. A população pode contribuir nas áreas de saúde, educação, segurança pública e infraestrutura, também por meio do endereço eletrônico: [email protected]

A segunda audiência para discussão da LDO é de responsabilidade da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária, presidida pelo deputado Romoaldo Júnior (MDB). 

Será possível acompanhar o debate pelos diversos meios disponibilizados pela Assembleia Legislativa, como a Rádio Assembleia (89,5 FM), página no Facebook do Parlamento, pelo site www.al.mt.gov.br (link TVAL ao Vivo) e pela TVAL Canal 30.1. 

De acordo com o Ato 19/2020, as audiências públicas ocorrerão por meio da plataforma digital https://zoom.us/ ou equivalente, e serão conduzidas pelos presidentes das respectivas comissões permanentes. As audiências virtuais serão transmitidas da sala das Comissões Deputada Sarita Baracat, 202.

 

Fonte: ALMT

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Deputados devem votar a PEC da Previdência na próxima semana

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Depois da sua 1ª aprovação em Plenário, pelo placar de 17 votos favoráveis e seis contrários, a Proposta de Emenda à Constituição – PEC 06/2020, da reforma da Previdência, já recebeu mais 70 emendas de autoria dos parlamentares e de lideranças partidárias.

Na 1ª fase das discussões, a PEC recebeu 36 emendas, mas apenas três foram aprovadas tanto na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) quanto em Plenário. Além disso, os deputados votaram em destaque duas emendas, 10 e 13, mas elas foram rejeitadas em Plenário. Outras duas emendas, 9 e 24, foram descartadas pelo fato de estarem inseridas na PEC.

Até o fechamento desta edição, o texto original contava com 106 emendas apresentadas, sendo 36 na 1ª fase e mais 70 na 2ª fase. O presidente Eduardo Botelho (DEM) deve colocar a PEC para a 2ª votação na próxima semana.

De acordo com o secretário parlamentar da Mesa Diretora, José Domingos Fraga, na segunda fase, os deputados podem pedir vista da PEC, tanto em Plenário quanto na comissão especial criada para analisar e dar parecer à proposta e na CCJR. As 70 emendas que estão sendo analisadas serão votadas pela comissão especial na próxima segunda-feira (13).

Um dos pontos mais polêmicos travados entre a situação, a oposição e o Fórum Sindical, durante a 1ª fase de discussão da PEC, é o fato de o governo não inserir na proposta as regras de transição dos servidores públicos estaduais. A segunda votação está prevista para a próxima semana.

Após a sua aprovação, mesmo que a PEC seja de autoria do governo do estado, ela não precisa ser sancionada pelo governador Mauro Mendes (DEM), por se tratar de emenda constitucional. Ela é promulgada pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. Mas, antes disso, a PEC tem que ser votada duas vezes e ser aprovada por pelo menos 15 deputados em cada fase.

O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Dilmar Dal Bosco (DEM), afirmou que, das 106 emendas apresentadas à PEC, mais duas devem ser acatadas pela comissão especial, mas não revelou o teor delas. Depois disso, as emendas, de acordo com Dal Bosco, seguem para análise constitucional na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).

“As emendas devem ser analisadas em reunião extraordinária da CCJR, na segunda-feira (13). Na comissão, os deputados podem pedir vista de 48 horas, após isso vai à votação na CCJR. Aprovadas ou não, serão encaminhadas à Mesa Diretora para a votação, na sexta-feira (17), que é o prazo de vencimento para votação”, explicou Dal Bosco.

O líder do governo disse ainda que a discussão da PEC está nos trâmites finais, passando por alguns ajustes. Mas isso, segundo Dal Bosco, está sendo feito com diálogo com os demais deputados e o Fórum Sindical.

A PEC da Previdência altera a idade mínima para aposentadoria dos servidores públicos estaduais. Para homens será de 65 anos de idade e de 62 anos de idade para as mulheres. Compulsoriamente (limite de idade para o exercício de função no serviço público) quando completar 75 anos de idade para ambos os sexos.

Os servidores do estado, de acordo com a lei vigente, se aposentam com 60 anos de idade para homem e com 55 anos de idade para mulher. Enquanto o tempo de contribuição previdenciária é de 25 anos para mulher e de 30 para o homem.

Entre a 1ª e 2ª votação, os deputados, o Fórum Sindical e a equipe econômica do governo tentam encontrar um consenso para a regra de transição, reduzindo os possíveis prejuízos aos servidores que estão próximos de aposentar.

O PLC 06/2020 – O Projeto de Lei Complementar nº 06/2020 – que institui o Regime de Previdência Complementar para o serviço público – está apto para a 2ª votação em uma das sessões ordinárias remotas da próxima quarta-feira (15). O PLC já foi aprovado em 1ª votação na sessão extraordinária remota do dia 2/7. Nesse ínterim, o projeto recebeu 10 emendas.

A proposta é voltada para os servidores públicos titulares de cargo efetivo e aos militares do estado de Mato Grosso. Ela é aplicável aos servidores e membros de poderes e órgãos autônomos que ingressaram no serviço público estadual a partir da aprovação do plano de benefício pelo órgão federal de supervisão da previdência complementar.

Os titulares de cargos efetivos de todos os poderes estaduais, do Ministério Público, da Defensoria Pública, do Tribunal de Contas e dos órgãos e entidades da administração pública estadual direta e indireta podem aderir ao Regime de Previdência. Além deles, os membros da magistratura do estado, do Ministério Público, da Defensoria Pública e do Tribunal de Contas.

 

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