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Senado cria comissão para analisar compra de energia de Itaipu

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Agência Brasil

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Nilton Rolin /Itaipu

Energia produzida pela usina binacional de Itaipu é compartilhada entre Brasil e Paraguai

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado aprovou nessa quinta-feira (8) a criação de uma subcomissão temporária para analisar a assinatura de acordo entre Brasil e Paraguai para a negociação de energia elétrica produzida pela Usina Hidrelétrica de Itaipu , na fronteira entre os dois países.

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De autoria do senador Jaques Wagner (PT-BA), o Requerimento n° 52 aponta a necessidade de o Senado inteirar-se sobre a suspeita de “tentativa de favorecimento ilegal a uma empresa brasileira que atua na área de energia”. De acordo com o requerimento, a subcomissão também deverá “fazer gestões junto ao Senado do Paraguai, no sentido de distender o clima de apreensão e desconfiança criado por negociações sigilosas e malconduzidas”.

A subcomissão será composta por três membros titulares e três suplentes e deve apresentar suas conclusões em até 60 dias. Nesse período, deverá enviar ao país vizinho uma comissão.

A divulgação das condições do primeiro acordo gerou uma crise política no país vizinho. No dia 24 de julho, o então presidente da estatal paraguaia de eletricidade, a Agência de Administração Nacional de Eletricidade (Ande), Pedro Ferreira, renunciou ao cargo.

Inicialmente, Ferreira justificou a decisão alegando “desentendimentos” em questões envolvendo negociações sobre a compra, pelo Paraguai , de energia de Itaipu . Posteriormente, o próprio Ferreira disse a jornalistas que o acordo não convinha a seu país, pois, entre outras coisas, levaria o Paraguai a pagar mais pela energia.

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Uma ata do acordo já havia sido assinada um mês antes de o então presidente da Ande tornar público o assunto. Assinada em 24 de maio pelo embaixador do Brasil no Paraguai, Carlos Simas Magalhães, e pelo embaixador paraguaio no Brasil, Federico González, a ata do acordo foi anulada no dia 1º de agosto, depois que a imprensa do país vizinho tornou pública a negociação, considerada prejudicial aos interesses paraguaios. Jornais e sites do Paraguai falam em um potencial prejuízo de US$ 200 milhões para o país caso o acordo tivesse sido levado a cabo.

Ao propor a criação da subcomissão, o senador Jaques Wagner afirma que, “independentemente dos interesses legítimos do Brasil em tal renegociação, é forçoso reconhecer que os resultados foram desastrosos”.

Em nota divulgada na quarta-feira (7), o Ministério das Relações Exteriores do Paraguai negou que representantes do Poder Executivo tenham se reunido em segredo com autoridades ou empresários brasileiros na sede da embaixada paraguaia em Brasília – onde, segundo jornais paraguaios, os termos da ata assinada em maio teriam sido discutidos.

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“O ministério esclarece que, em 12 de março deste ano, funcionários da embaixada acompanharam a delegação paraguaia por ocasião da visita oficial do presidente Mario Abdo Benítez ao Brasil”, acrescente a chancelaria. “Na oportunidade, as reuniões oficiais entre as delegações paraguaia e brasileira aconteceram no Palácio do Planalto e na sede do Itamaraty”.

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Caso Henry: defesa de Jairinho solicita avaliação psicológica de ex-vereador

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Dr. Jairinho
O Antagonista

Dr. Jairinho

O advogado Braz Sant’Anna, que defende o médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho , solicitou a juíza Elizabeth Machado Louro, do II Tribunal do Júri, a elaboração de um laudo de avaliação psicológica. O documento deverá ser elaborado pelas profissionais Raquel Veloso da Cunha e Helena Magalhães Soares Pinto, contratadas pela família, a partir de observações, entrevistas e aplicação de “instrumentos psicológicos validados cientificamente” no ex-parlamentar, que está preso desde 8 de abril na Cadeia Pública Pedrolino Oliveira, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. Assim como a ex-namorada, a professora Monique Medeiros da Costa e Silva, ele é réu por torturas e homicídio qualificado de Henry Borel Medeiros e ainda fraude processual e coação no curso do processo.

De acordo com o documento enviado por Braz Sant’Anna, o número de encontros das psicólogas com Jairinho pode variar “de acordo com a demanda e com o estado psíquico do sujeito avaliado”. “O laudo psicológico é o documento resultante da AP (Avaliação Psicológica) e apresentará conclusões do profissional psicólogo com base nas informações coletadas, nas observações e entrevistas juntamente com os resultados levantados pelos instrumentos utilizados”, pontua.

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“Considerando as limitações existentes do contexto que será realizada a AP (Avaliação Psicológica), indicamos que o mais adequado é que as entrevistas e aplicações dos instrumentos psicológicos sejam realizados em três dias na Penitenciária Bangu 8, pela manhã e pela tarde, entre os horários 9h às 17h. Cada encontro terá duração mínima de quatro horas com intervalos necessários respeitando os horários estabelecidos pela instituição”, afirmam as profissionais.

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Foram solicitadas uma sala iluminada contendo duas cadeiras e uma mesa para a aplicação dos instrumentos e a disponibilidade de um gravador de áudio juntamente com um cronômetro.

Em setembro, os advogados Thiago Minagé e Hugo Novais, que defendem Monique, já haviam solicitado uma avaliação psicológica da professora. O pedido foi deferido pela juíza Elizabeth Machado Louro e ela recebeu a visita da profissional na última sexta-feira, dia 26, no Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica.

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Queda de bimotor em SP: mochila encontrada é de copiloto, diz família

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Bombeiros atuam na busca das vítimas do acidente
PrintScreen/ Twitter @BombeirosPMESP

Bombeiros atuam na busca das vítimas do acidente

A mochila encontrada no último sábado em alto-mar pela Marinha pertence ao copiloto José Porfírio de Brito Júnior, de 20 anos, uma das vítimas da queda de um bimotor que vinha de Campinas, em São Paulo, em direção ao Rio de Janeiro. A informação foi divulgada na manhã desta quinta-feira pela mãe do rapaz, a esteticista Ana Regina Agostinho, de 43. Ela contou também que foi uma piloto mulher que orientou o comandante do bimotor, Gustavo Calçado Carneiro, de 27 anos, como deveria proceder durante a queda.

“A assessoria de imprensa da Marinha me ligou ontem, ao meio-dia, e falou que ele se solidarizava com a família e iriam dar os informes duas vezes ao dia. Eles não deram retorno ontem à noite. Estou esperando alguma notícia hoje. Além disso, eles me falaram que a bolsa achada era do meu filho e que era para a gente ir até São Sebastião, na delegacia, pegar. Eu pedi que eles (a Marinha) nos entregassem, já que estamos nas buscas. Desconversaram”, relata a esteticista.

Ana diz que foi uma piloto mulher que ajudou os tripulantes do bimotor sobre como deveriam aterrizar. Ela crê que a conversa captada por um avião que passava perto e que ajudou os tripulantes no pouso poderá ajudar a entender o que aconteceu.

“A conversa pode informar o que aconteceu. Foi uma piloto mulher que ajudou o meu filho. Ela relatou o desespero do meu filho quando eles estavam caindo “, completou.

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“É uma guerra a procura do meu filho. Criamos grupos de WhatsApp para as buscas dos dois. Eu tenho certeza de que o meu filho está vivo e, se Deus quiser, vamos achá-los vivos. As buscas pelo avião não vão parar. Hoje, vamos circular com uma embarcação que tem uma rede de 70 metros de profundidade. Se ela agarra em algum local, vamos avisar aos mergulhadores do Corpo de Bombeiros”.

Ana Regina afirmou que vem contando com a ajuda de amigos e parentes para tentar localizar o filho, que estava em um bimotor que saiu às 20h30min do Aeroporto dos Amarais, em Campinas, e deveria pousar no Aeroporto de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, pouco depois das 21h40min. Além de Porfírio Júnior, o voo levava o piloto Gustavo Calçado Carneiro, de 27 anos — cujo corpo foi encontrado na última quinta-feira —, e o empresário Sérgio Alves, de 45.

Namorada reclama da Marinha

Namorada de Porfírio Junior, a universitária Thalya Ares Viana, de 20, postou sobre o tempo de desaparecimento do copiloto e sobre a expectativa da Marinha ajudar nas buscas.

“Uma semana de muita procura, muita oração, implorando por ajuda, mas não vamos desistir. Ainda estamos aguardando a atualização que a Marinha ficou de dar à minha sogra, para planejarmos mais um dia de busca. Só precisamos de ajuda, mas te achar!”, escreveu ela na legenda da foto em que os dois aparecem juntos.

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