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Política Nacional

Senado aprova embaixador para Moçambique, Essuatíni e Madagascar

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Por 40 votos a favor, um contrário e uma abstenção, o Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (1º) a indicação do diplomata Ademar Seabra da Cruz Junior para o cargo de embaixador do Brasil em Moçambique e, cumulativamente, em Essuatíni (antiga Suazilândia) e em Madagascar.

A mensagem que trata dessa indicação (MSF 4/2022foi aprovada com o parecer favorável que a senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) havia apresentado à Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado.

O diplomata foi sabatinado em 11 de maio na CRE, onde teve sua indicação aprovada com 13 votos favoráveis e nenhum contrário.

Ademar Seabra da Cruz Junior fez graduação em direito, mestrado em ciência política e também em filosofia, lógica e método científico — este último pela London School of Economics and Political Science. Também fez doutorado em sociologia pela Universidade de São Paulo (USP).

O diplomata iniciou a carreira no Itamaraty em 1991, onde atuou como chefe da divisão de ciência e tecnologia. Ademar também foi assessor especial do MInistério da Ciência, Tecnologia e Inovação e coordenador-geral de procedimentos disciplinares da Corregedoria do Serviço Exterior. Fora do país, atuou nas representações do Brasil em Lima (Peru), Montevidéu (Uruguai), Toronto (Canadá) e Varsóvia (Polônia).

Moçambique

O Brasil foi a primeira nação a reconhecer a independência de Moçambique, em 1975, e desde então os dois países mantêm relações diplomáticas. De acordo com o Ministério da Planificação e Desenvolvimento de Moçambique, o Brasil é hoje o maior investidor estrangeiro no país. Na pauta exportadora brasileira, prevalece a venda de uma variedade de produtos da indústria de transformação, com destaque para carnes de aves (22%); móveis, colchões e semelhantes (9,9%); e calçados (4,9%). Já as importações, no entanto, foram concentradas no tabaco moçambicano, representando 90% das compras brasileiras.

Moçambique é o maior beneficiário em destinação de recursos da Agência Brasileira de Cooperação (ABC). Além disso, destacam-se ações no campo da cooperação técnica, a exemplo da capacitação de diplomatas e militares moçambicanos por meio de programas existentes no Instituto Rio Branco, no Ministério da Defesa e por meio da ABC.

Essuatíni e Madagascar

O Reino de Essuatíni, antiga Suazilândia, mantém relações diplomáticas com o Brasil desde 1978. O acordo de cooperação técnica firmado em 25 de janeiro de 2008, ratificado pelo Brasil em 23 de dezembro de 2008, constitui o marco jurídico das relações na área da cooperação bilateral. No entanto, de acordo com documento do Itamaraty, as iniciativas nesse campo estão aquém de suas potencialidades.

Brasil e Madagascar estabeleceram relações diplomáticas em 1996. No entanto, a suspensão desse país da União Africana (UA) em 2009, devido a rupturas institucionais, paralisou esse relacionamento, o qual foi normalizado apenas com a plena reintegração de Madagascar ao organismo regional, em 2014.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Política Nacional

Estúdio da TV Senado é batizado em homenagem ao cinegrafista Carlos Alberto Pereira

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A Luiza tem um avô que vai entrar para a história. A menina de 9 anos chegou ao Congresso Nacional na tarde desta terça-feira (5) para ver a inauguração do estúdio Carlos Alberto Pereira, no coração do Senado Federal. Carlos é seu avô, que foi cinegrafista por 43 anos, e morreu em agosto de 2020, vítima de covid-19.

 Meu avô era meu herói. Era o homem mais importante da minha vida. Quando perdi ele, meu mundo caiu. Hoje, estar aqui faz com que a dor aumente, mas orgulho cresce na mesma proporção.

A carreira de cinegrafista de Carlos Alberto começou na Radiobrás. Depois, seguiu na TV Manchete, na TV Record e, quando o ex-presidente do Senado José Sarney decidiu instalar a TV Senado, foi a vez de migrar para o Legislativo.

— Ele entrou na Radiobrás e, em pouco tempo, começou a acompanhar o presidente Figueiredo em viagens. Um fazedor de piões de madeira, tocador de violão e artesão de anéis de côco de carnaúba, naquele momento, cobria a Presidência. Isso com vinte e poucos anos — disse Luiz Carlos Pereira cinegrafista da TV Senado e irmão de Carlos Alberto. 

Maria Aparecida é carinhosamente chamada de Nega. Nesta semana, no dia 6 de julho, ela faria 45 anos de casada com Carlos Alberto. Tiveram 5 filhos e 9 netos. Ela lembra com bom humor que o marido começou o trabalho na Radiobrás no dia 18 de setembro. Sete dias depois nasceu o primeiro filho do casal. Ela também fala emocionada da saudade que sente e do amor de Carlos pelo trabalho.

— Ele fez por merecer esta homenagem. Amava a profissão dele. Às vezes, a gente falava: ‘veja os colegas, todo mundo trabalhando dentro de estúdio!’ e ele respondia ‘eu adoro, Nega, eu adoro estar ali’. Sabia o nome de todos que entravam e saiam. A única época que eu o vi perder um dia de trabalho foi quando eu adoeci. Aí, ele não saia do meu lado. Cuidando de mim. Foi só assim.

De alguma forma, a vida pessoal esteve sempre muito próxima da profissional. Nos finais de semana, em que era preciso dar plantão, Carlos levava sempre um dos filhos para acompanhá-lo, em rodízio. Levou as crianças para entrevistas na casa do então presidente da república José Sarney até as matérias na porta da Casa da Dinda, à espreita de outro presidente, o atual senador Fernando Collor (PTB-AL). Cristiano lembra que tinha briga para acompanhar o pai.

Não é à toa que, entre os filhos, a maioria seguiu o exemplo do pai e enveredou pelos caminhos do jornalismo. Carlos Alberto é lembrado como um pai e um avô amoroso e dedicado. Entre os profissionais com quem trabalhou, é comum adjetivá-lo como um cara generoso, atento, talentoso e alto astral. Foi um verdadeiro professor para várias gerações de repórteres (inclusive esta que escreve este pequeno memorial).

Homenagem

Na homenagem, estiveram presente familiares, colegas e autoridades. A diretora da Secretaria de Comunicação Social do Senado, Érica Ceolin, começou a carreira na TV Senado e lembrou com carinho do colega.

— Dizem que o tempo ameniza a perda mas, quase dois anos depois, ainda é difícil assumir que o Carlos Alberto não está mais conosco. Não há um dia em que eu passe por este salão azul e não sinta falta do seu cumprimento gentil. Ele distribuía amor. Desde quando cheguei na TV Senado, estagiária, há 25 anos, até quando assumi a Secretaria de Comunicação, aquele profissional gigante, cheio de experiência, sempre manteve a humildade e valorizava a amizade.

A ideia de batizar o estúdio foi apresentada pelo senador Davi Alcolumbre (AP-União) no Projeto de Resolução 62/2020. Carlos Alberto era o responsável pela cobertura da presidência do Senado quando a pandemia chegou. O texto foi relatado pela senadora Leila Barros (PDT-DF), que prestou sua homenagem.

 É um momento de saudade, mas uma ocasião de reconhecimento, admiração e respeito por um profissional competente e dedicado. Um leal amigo. Nos dois anos que pude acompanhar seu trabalho, percebi que ele era discreto, mas sempre atento.

Despedida e memória

Apesar de todo o enredo trágico que envolve a despedida do cinegrafista Carlos Alberto, o nome dele agora vai ser repetido por muitas gerações de profissionais que passarem pelos estúdios da TV Senado. As histórias, os conselhos e os ensinamentos que o rodeavam devem continuar sendo transmitidos, sempre que ele for lembrado. De alguma forma, a morte não impediu que ele continuasse sendo o professor de todos aqueles que tiveram a sorte de conhecê-lo em vida. É como a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, disse em seu discurso à neta de Carlos, a Luiza.

— A vida é feita de histórias, narrativas, lembranças e saudades. Histórias que se misturam com o que a gente viveu e vai se consolidando como algo inesquecível. Sei que seu avô foi muito cedo. Mas sempre que você sentir saudade, pode vir aqui. Seu avô faz parte da história desta instituição, ele está aqui. Esta é homenagem a ele, a ti e a toda a família.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Líder do governo anuncia acordo para derrubada de vetos a propostas de incentivo à cultura

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Wesley Amaral/Câmara dos Deputados
Deliberação de Vetos
Sessão do Congresso desta terça-feira

O líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (PL-TO), afirmou que os líderes partidários chegaram a um acordo para superar a pauta de vetos pendentes de votação. Esse acordo prevê a derrubada dos vetos às propostas de incentivo à cultura: a Lei Paulo Gustavo e a Lei Aldir Blanc 2.

O objetivo do acordo é ampliar a votação de vetos em bloco para diminuir a quantidade de destaques. Pelo acordo, serão mantidos os vetos à proposta de privatização da Eletrobras, à nova Lei de Segurança Nacional e sobre quebra de patentes, entre outros.

Eduardo Gomes afirmou ainda que deverá ser realizada uma sessão do Congresso na sexta-feira (8) pela manhã para votação de vetos remanescentes e de projetos como a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Assista ao vivo

Mais informações a seguir

Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados Federais

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